domingo, 27 de abril de 2008

Leões-marinhos podem ser sacrificados para preservar salmões

Vídeo: Mergulho com Leões Marinhos em Galápagos - I. San Cristóbal




Estados Unidos querem matar leões-marinhos para recuperar salmão

O Globo OnlineReuters

SÃO FRANCISCO e RIO - Depois de banir a pesca do salmão por um ano, a nova tentativa americana de recuperar os estoques desse peixe no norte do Pacífico parece um tanto desastrada. Os estados de Washington, Oregon e Idaho querem matar 85 leões-marinhos na Califórnia para que não comam o salmão. Já receberam a permissão do Serviço de Pesca Nacional, mas o caso está nos tribunais.
"A tomada letal dos leões-marinhos californianos é, por definição, irreversível. A lógica também se aplica ao salmão consumido pelos leões marinho", divulgou a corte em resposta à uma moção de emergência.

A pesca foi proibida depois de se constatar que a população do peixe no mar e nos rios havia caído demais


A escolha entre salmão e leão-marinho não é uma resposta

"A impressionante vida selvagem do nordeste do Pacífico merece proteção, mas a escolha entre salmão e leão-marinho não é uma resposta", afima em seu site a ONG Humane Society, uma das que luta contra a matança dos leões marinhos nesse caso.

Washington já deu início a um programa de realocação dos leões-marinhos. Eles são capturados no mar e levados a zoológicos. Mas a ação para matar esses mamíferos da Califórnia permanece.

Um tribunal local negou o pedido de proteção aos leões-marinhos numa ação preliminar, mas em seguida, uma das corte de apelo americanas pediu a revisão do caso. Alega-se que barragens comprometem muito mais a população dos peixes. Já os mamíferos alimentam-se de 200 a 2100 salmões por ano, segundo estimativas.

Na edição de abril, a revista New Scientist afirmou que o aquecimento global também interfere, para o bem e para o mal, nos estoques de salmão.




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