sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Cadela Neném adota gatinhos em São Paulo

Brigith, a mãe oficial, deu cria no último sábado (31).
Neném, uma cocker spainel, assume o ninho quando a gata está fora.

cachorra adota gatinhos na Zona Leste (Foto:                 Vanessa Carvalho/Ag. News Free/O Globo)
cachorra adota gatinhos na Zona Leste (Foto: Vanessa Carvalho/Ag. News Free/O Globo)
 
Os animais de estimação da fotógrafa Vanessa Carvalho se dão tão bem que a cocker spainel Neném, de 7 anos, e a persa Brigith, de 5 anos, passaram a dividir pacificamente a maternidade dos quatro gatinhos que nasceram no último sábado (31) na casa da família, que fica na Zona Leste de São Paulo.

A mãe "oficial" de três machos e uma fêmea é Brigith, mas é só ela sair da caixa onde estão os filhotes para Neném entrar e assumir o posto. A cadela costuma ficar ao lado, à espera de uma oportunidade para cuidar dos filhos adotivos. Tudo na mais perfeita harmonia.

 

"No dia do parto, a cachorra queria ficar por perto, mas eu não deixei por medo de a gata rejeitar os filhotes", conta Vanessa, que ainda tem mais três cachorros e um gato em casa. "Mas eles não dão muita bola para os gatinhos não". 

 

Brigith não se importa com a invasão de seu ninho. Já Neném rosna quando fazem barulho perto da caixinha ou quando ela acredita que os gatinhos correm perigo. "Se a gente bater uma porta, por exemplo, ela começa a latir", conta Vanessa. 

 

Gravidez psicológica

Essa não é a primeira vez que Neném assume a maternidade de um felino. Vanessa conta que, quando Brigith entrou na família e era ainda uma filhotinha, a cocker spainel passou a cuidar da gatinha, esquentá-la e até dar de mamar. "Ela teve gravidez psicológica e teve até leite", conta a dona. 

A cadela não é castrada e nunca teve uma gestação. Por enquanto, os donos de Neném não sabem se ela já tem leite ou não por conta dos novos membros da família. Brigith ficou prenha após passar a noite fora em uma época de cio.  

 

Instinto materno

A médica veterinária Tatiana Ferraz, coordenadora do Departamento de Assuntos Profissionais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), diz que é natural animais cuidarem de filhotes de espécies diferentes e até começarem a produzir leite para alimentar os bichinhos que não são seus. "É algo do instinto animal. O lado materno é mais forte e ele acha que o filhotinho é dele e que precisa ser alimentado", explica a veterinária.


Segundo Tatiana, ter duas figuras maternas não gera problema para os filhotes da gata. Tomar leite de espécies diferentes, como já ocorreu quando Neném deu de mamar a Brigith, segundo a dona dos animais, também não representa problema, de acordo com a veterinária.


Fonte: globo.com

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