quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mãe coruja escolhe área nobre para criar filhotes



foto: Bernardo Coutinho
família coruja na praia do canto em vitória

Uma família curiosa praticamente tomou conta de um ponto da Praia do Iate, na frente da Praça dos Namorados, em Vitória. Quem passa perto da "casa" que eles ocupam, corre o risco de ser agredido, principalmente se estiver com um cachorro. Achou estranho? Mas, se você costuma caminhar pelo local, não precisa ficar com medo: a família é formada por um casal zeloso de corujas e quatro filhotes que ficam protegidos num ninho cavado no chão.

"Hoje de manhã, uma cliente passou perto do ninho com um cachorro e tomou uma carreira da coruja. Saiu correndo, sem saber se socorria o cachorro ou se gritava", conta o vendedor de coco Mauro Pereira de Sousa, 47 anos, que se tornou uma espécie de guardião das corujas e de seus filhotes, além de outras aves cativas da praia.

Segundo ele, já teve gente querendo bater na coruja, depois de ser atacado pela família, mas a pessoa foi impedida pelo vendedor. "Ela só está defendendo a cria", argumenta.

Perto da confusão do trânsito, da poluição e do estresse do dia a dia da cidade, muitos nem se dão conta da beleza da corujice - com propriedade - da mãe com os filhotes, mas Sousa, no mesmo ponto há 23 anos, pede mais cuidado com a natureza, tão prejudicada no local.

"Antes a praia era mais frequentada. Depois começou a sair esgoto perto e muitos deixaram de vir. Podiam ao menos isolar as corujas, para os cachorros não avançarem sobre os filhotes", pede o vendedor, que chega a gastar três quilos de canjiquinha por semana, para alimentar os canários que, diariamente, visitam esse trecho.

Além deles, Sousa ainda abre os cocos para que os sabiás comam a polpa. Mas o joão-de-barro, outra presença certa no local, não quis fazer sua casa na árvore acima do carrinho dele. O motivo? Muito movimento. (Elisangela Bello) 

"Gosto de ver eles comendo. De mansinho, vão chegando, e até os filhotes do sabiá já crescem acostumados com a gente. Fui criado em Montanha, trabalhei na roça, gosto de ver os bichos livres"
Mauro Pereira de Sousa , 47 anos, vendedor de coco







( A Gazeta)

Um comentário:

  1. E aí,os "Candelárias" da praça (acho que foram eles) mataram as avezinhas e há quem defenda que eles possam fazer o que quiserem, pois são "vítimas de uma sociedade extremamente cruel, injusta e indiferente". Aliás, quem foi o "inocente útil", o ecologista ingênuo que achou que as corujas poderiam ficar ali soltas neste nosso mundo absurdo. Abraços, Carlos

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