quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Morte no Parque Aquático. Orca já era motivo de preocupação no SeaWorld


 A baleia responsável pela morte da treinadora Dawn Brancheau, na tarde de quarta-feira, no parque aquático SeaWorld Orlando , na Flórida, já era conhecida como uma orca perigosa, de difícil temperamento. Com mais de cinco toneladas, a baleia Tilikum causava apreensão entre os funcionários, proibidos de nadar sozinhos nas horas vagas com a orca, ao contrário dos outros animais da mesma espécie do parque. Somente 12 dos 28 treinadores, segundo o jornal "Orlando Sentinel", foram especificamente capacitados para trabalhar com Tilikum nas piscinas do SeaWorld. Entre essas pessoas estava Dawn, a vítima.
Dawn Brancheau, morta pela baeia Tilikum, abraça um animal durante apresentação - AP

A treinadora foi morta pela baleia dentro tanque. O animal, segundo testemunhas, teria pego Dawn pela cintura e afogando-a diante de alguns frequentadores do parque.

O medo de um possível ataque por parte de Tilikum tinha motivo: a baleia, apelidada de Tilly, era a maior orca de todos os SeaWorld dos Estados Unidos. Seu histórico também era assustador: em 1991 Tilikum e duas fêmeas arrastaram a treinadora Keltie Byrne para a água e afogaram-na em frente ao público, no parque Sealand of the Pacific, no Canadá.

No ano seguinte, a orca de sexo masculino foi adquirida pelo SeaWorld para cruzar com as fêmeas. Em 1999, se envolveu em um segundo incidente, quando o corpo de um homem nu foi encontrado pendurado nas costas do animal. Após o episódio, as autoridades concluíram que o homem, Daniel Dukes, morreu de hipotermia e em seguida afogou. Mas as autoridades também disseram que Tilikum teria mordido o corpo do homem e arrancado com os dentes a sua roupa.

No entanto, Chuck Tompkins, responsável por monitorar o comportamento dos animais no parque, disse que Tilikum não era uma orca violenta. O parque na Flórida é de propriedade do Blackstone Group, que também detém parte do parque Universal Orlando.


Fonte: O Globo

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