quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Panda gigante dá à luz gêmeos no Japão

Macho pesa 158 gramas; fêmea pesa 123 gramas.
Eles têm 19 minutos de diferença.


Dois filhotes gêmeos da panda gigante Rauhin nasceram em um parque da província de Wakayama, centro do Japão, informaram nesta quinta-feira (12) seus tratadores.

Rauhin, de 10 anos, deu à luz na quarta-feira (11) um macho de 158 gramas e uma fêmea de 123 gramas, nascidos com 19 minutos de diferença, segundo o site do parque “Adventure World”.


Rauhin, de 10 anos, deu à luz na quarta-feira (11). Nasceram um macho de 158 gramas e uma fêmea de 123 gramas. (Foto: World Adventure / Press Jiji / AFP Photo)

Ainda não foram escolhidos os nomes dos filhotes.

Os filhotes nasceram quase dois anos depois que Rauhin teve, no mesmo parque, seus primeiros gêmeos, Meihin e Eihin. Nos dois casos a panda gigante foi fertilizada por métodos naturais, segundo os responsáveis pelo parque.

Mamãe Rauhin segura um de seus filhotes. (Foto: World Adventure / Press Jiji / AFP Photo)

O parque realiza um programa de pesquisa e criação de pandas gigantes com a colaboração do Centro de Pesquisa de Reprodução do Panda Gigante de Chengdu (China).

Com o programa, as autoridades chinesas enviaram a Wakayama, há dez anos, a fêmea Meimei, que teve dez filhotes (entre eles Rauhin) na China e Japão antes de morrer em outubro de 2008, aos 14 anos, o equivalente a 50 anos humanos.

O panda gigante é um dos animais em maior perigo de extinção devido às dificuldades de reprodução, um problema causado pela perda de habitat e a pela endogamia.

Cientistas acreditam que cerca de mil de pandas gigantes vivam em liberdade, principalmente nas florestas das províncias chinesas de Sichuan, Shanxi e Gansu, e cerca de 290 estão em cativeiro em todo o mundo. (Do G1)

Ameaças em curso à sobrevivência do panda
Apesar do sucesso na conservação do habitat do panda nos últimos anos, o problema ainda persiste.

Os principais fatores que contribuem para a perda de habitat e a fragmentação do habitat do Panda são:
conversão de florestas em áreas agrícolas, coleta de ervas medicinais, a colheita do bambu, a caça, e o desenvolvimento em grande escala, tais como construção de estradas, hidrelétricas e mineração.

O comércio ilegal de animais silvestres e o fenômeno natural de bambu die-back (Rara floração do bambu, um fenômeno ocorre a cada 60 anos e pode deixar planta dura, não comestível para os pandas) também são ameaças.

No passado, os pandas se adaptavam ao desaparecimento cíclico (60 anos) das plantas de bambu (bambu die-back), mas atualmente a migração da espécie por outras florestas em busca de alimento foi bloqueada pela atividade humana

Devido à densa e crescente população humana da China, muitas populações de pandas ficam isoladas em carreiras estreitas de bambu não superior a 1,2 km de largura - assim o habitat do panda continua a desaparecer com colonos os empurrando encosta da montanha acima.

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