quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Por que não existe urso no Pólo Sul e pingüim no Pólo Norte?

Você já viu pingüins e ursos polares juntos? Sim, em cartões de Natal e em propagandas. No mundo real, no entanto, isso não acontece. Ursos polares vivem no Ártico e pinguins são encontrados quase exclusivamente no hemisfério sul. Ainda assim, um lote de aves migram anualmente entre os dois hemisférios, e algumas espécies de pinguins são conhecidos por percorrer longas distâncias em épocas de reprodução: por que então os pinguins não descobriram o ambiente aparentemente perfeita do Ártico?

A resposta está na evolução das espécies, mas antes é preciso esclarecer que os pingüins não vivem exatamente no Pólo Sul e sim em regiões costeiras do continente antártico. Os cientistas acreditam que a presença dessas aves de andar engraçado no hemisfério sul está relacionada a um evento ocorrido há 175 milhões de anos. Até então, nosso planeta tinha um único bloco de terra rodeado por água. Com a separação dos continentes, a população de aves aquáticas, que vivia mais ou menos unida, também se dividiu e, com o passar do tempo, elas foram se adaptando melhor à região em que ficaram. O curioso é que, embora os pingüins não vivam no Pólo Norte, existia por lá uma ave muito parecida com eles chamada alca-gigante, hoje extinta.

Já o urso-polar é descendente direto do urso-pardo, um grande mamífero que só se desenvolveu no hemisfério norte. Os ursos-polares dependem da água gelada para sobreviver e, como os oceanos nunca tiveram uma temperatura congelante do norte ao sul do planeta, eles não puderam migrar rumo à Antártida. Se isso acontecesse um dia, eles teriam uma grata surpresa: dividiriam seu hábitat com milhares de pingüins, que, fatalmente, acabariam se tornando uma de suas presas favoritas.

Fontes:
bird-habitats.suite101.com
mundoestranho.abril.com.br

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