segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Capivaras. Como elas procuram parceiros para acasalamento?


As capivaras, apesar de todo o seu charme e simpatia, dependem muito do seu assobio na busca de parceiros: chega a capivara (macho ou fêmea, não importa!) ao topo de um alto barranco, e depara-se com a imagem apresentada à nossa esquerda! Certamente é uma outra capivara (macho ou fêmea, pode ser muito importante, mas é impossível distinguir dessa distância); pode ser que nossa capivara esteja à procura de alguém disponível para acasalamento; pode ser que esteja buscando companhia para uma expedição até uma lagoa distante; pode ser ainda que apenas procure um semelhante, para compartilhar experiências de vida. Qualquer que seja o caso, a nossa capivara sabe que é necessário agir imediatamente - a outra se afasta célere e a qualquer instante pode mergulhar, para só retornar à tona muito longe e muito tempo depois.
É aí que as capivaras fazem uso de seu assobio. Através dele podem determinar, à distância e sem maiores esforços, se vale a pena dedicarem um pouco de seu tempo uma à outra, ou se é melhor seguirem em frente, cada uma em sua própria busca.


Na época do acasalamento, a capivara prefere namorar em águas não muito profundas. Embora a reprodução aconteça o ano todo, há maior concentração de fêmeas prenhas nos primeiros meses da estação chuvosas.

As manadas, geralmente de trinta animais - quando vivem em liberdade - são compostas por adultos e filhotes de ambos os sexos. As fêmeas são dóceis companheiras e ótimas mães, fazem o ninho apenas perto do momento de parir, quando buscam um local isolado e abrigado, onde possam juntar uns capinas e folhas secas. Dão de mamar de pé, com seus cinca pares de tetas. Nos grupos, amamentam, sem nenhum problema, os filhos de outras mães, que podem ser ou não parentes. Em estado selvagem, assim que os filhotes nascem, a fêmea procura manter distância dos machos. Eles costumam ficar agressivos com os recém-nascidos, podem até matá-los. Os filhotes, em liberdade, mamam até os quatro meses de idade e, durante esse tempo, seguirão a mãe por toda parte, sempre em fila indiana. A maturidade sexual é atingida aos dois anos de vida; não existem diferenças sexuais marcantes. Como caráter secundário de dimorfismo sexual ocorre um intumescimento glandular na parte superior do focinho dos machos adultos (que tem forma oval, de cor preta, brilhante, desprovido de pêlos, constituído de glândulas sebáceas que, quando comprimidas, expelem uma substância pastosa). No período de acasalamento, esta glândula torna-se mais proeminente e sua secreção funciona como atrativo para a fêmea. O período de gestação varia de 120 a 140 dias. Uma fêmea adulta pode ter mais de uma cria por ano, e de dois a seis filhotes em cada ninhada.

Estação de monta:
O acasalamento é o ano inteiro, porém a maioria ocorre em abril e maio e novamente no outono. Capivaras mate na água apenas antes da estação chuvosa.

Ninhada / Ano:
A maioria das fêmeas tem uma ninhada por ano, apesar de duas ninhadas não são incomuns.

Números por ninhada:
As fêmeas têm 5 pares de mamas (mamilos) e têm ninhadas de 2-8, com média de cinco bebês. Gestação é 120-150 dias. Com os bebês com peso £ 3 Os jovens podem acompanhar a mãe desde o nascimento e comer plantas de imediato, mas ainda bebem leite e são desmamados com 16 semanas. Todo o grupo de fêmeas ajudar a cuidar de seus bebês que atingem a maturidade sexual aos 15 meses.

Tempo de vida:
capivara O tempo de vida na natureza é de cerca de 10/08 anos, mas quando no zoológico sua expectativa de vida é de cerca de 12 anos.

Maior roedor -A Capivara (Hydrochoerus hydrochoeris) - Algumas medem mais de 1 metro e pesam quase 70 kg, sendo o maior roedor existente, um ratão descomunal. Têm dentes muito fortes e são bichos bastante tímidos. As membranas nos dedos das patas indicam adaptação deste animal à vida semi-aquática.

Capivaras se alimentam quase exclusivamente de capinas e prefere grama curta, porque seus dentes permitem cortar folhas e talos bem rentes ao solo. Na água, gosta de mergulhar e comer algas que crescem nas pedras. Sempre que seu habitat natural sofre alguma alteração, costuma também invadir plantações, principalmente milharais e canaviais. Não se aventura, porém, a afastar-se por mais de 3 km do habitat.

Diferença sexual: É muito difícil à primeira vista, diferenciar os machos das fêmeas, porque todos têm os órgãos genitais bem próximos do ânus, e encobertos, formando uma espécie de cloaca, semelhante ao coelho. É mais fácil perceber a diferença pelo calombo que o macho tem entre o focinho e a testa, uma glândula de odor forte e característico que ele esfrega nas fêmeas conquistadas, nos filhotes e nas árvores, para marcar seu território.

A presença de capivaras e sua utilização pelo homem vêm sendo registradas a partir de 8.000 ou 7.500 A.C., através dedesenhos nas paredes de cavernas do Piauí (Guidon e Delibrias,1986). As capivaras tiveram papel importante na subsistênciade grupos humanos mais remotos, prova disso são os inúmeros 213 Restos arqueológicos de registros de capivaras em sítios arqueológicos de todo o Brasil( Prous, 1992).

Sites
Sites Internacionais  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sinta-se a vontade para comentar