domingo, 31 de outubro de 2010

Até cães bem-cuidados sofrem com o ataque dos carrapatos

Com o fim do inverno, a chegada da primavera, e, principalmente com o calor do verão, chegam também os incômodos carrapatos. Para os donos de cães, esses parasitas representam um verdadeiro pesadelo, pois transmitem a erliquiose canina, popularmente conhecida como a Doença do Carrapato, que pode até matar o animal.

Os carrapatos costumam ficar à espera de seus hospedeiros em lugares com bastante vegetação (parques, praças e jardins), e, por isso, é difícil mantê-los longe dos animais.

Em Vitória, cães que passeiam pela Praia do Canto e Jardim da Penha têm sido as principais vítimas. Moradora da Praia do Canto e dona do chow-chow Chao, a empresária Chirlei Wandekoken conta que seu cãozinho é bem-cuidado e que toma as precauções para evitar as doenças. Mesmo assim, com apenas dois anos, Chao já teve a doença duas vezes.

"Acho que a prefeitura devia cuidar para que os jardins dos bairros não tivessem tantos ninhos de carrapatos. Cachorro não pode ver grama, então é difícil evitar que eles brinquem nelas", explica.

A empresária lembra que o cão teve sintomas diferentes nas duas vezes que apresentou a doença. Na primeira ele parou de comer e permanecia triste; enquanto na segunda o sintoma notado foi uma forte diarreia.

A veterinária Graziela Amorim Cavati conta que o dono deve ficar atento ao comportamento do animal. Ela ressalta que não é necessário que o cão apresente todos os sintomas. "Apenas um já basta para ligar o alerta. Alguns nem apresentam sintomas, mas estão doentes".

Ela conta, ainda, que, em casos mais graves, o animal pode apresentar uma aplasia de medula, o que representa risco de morte. Nesses casos, o tratamento é por transfusões de sangue, ao invés dos costumeiros - e caros - antibióticos. "Não adianta você cuidar de seu animal e seu vizinho não cuidar do dele. Existe também o fator ambiental, então é algo que depende de todos", pontua.

De acordo com o veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) Hiran Furtado, não houve reclamações recentes registradas. "Nós só investigamos quando somos acionados. É difícil fazer um preventivo com o carrapato porque ele acompanha os animais", explica.



De olho no seu cão


Sintomas
Tristeza

Falta de apetite

Febre

Diarreia

Vômito

Problemas oftálmicos

Problemas de articulação

Problemas renais

Hemorragias.


Cuidados
Observe comportamento do animal para ver se ele apresenta algum dos sintomas.

O ambiente onde o animal vive deve passar pelos ciclos de dedetização para evitar os ninhos de carrapato.

Se contaminado, o animal deve permanecer em repouso e ser tratado com antibióticos. Em casos mais extremos, uma transfusão de sangue se faz necessária.

Para localizar o carrapato, deve-se procurar principalmente na região das orelhas, nas patas, e próximo aos olhos, nuca e pescoço.


Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)
telefone:
156

Endereço:
Rua São Sebastião, s/n, Resistência, Vitória

horários de Funcionamento:
De segunda a sábado, das 7 às 19 horas

Repouso e antibióticos no tratamento

Normalmente calmo, o schnauzer Jhow ficou mais quieto do que o normal e chamou a atenção de sua dona, a médica Diandria Margotto Bertollo, que colocou a mão no focinho do cão e o achou quente. "Procuramos e achamos alguns carrapatos e levamos para fazer exames, que mostraram uma redução nas plaquetas", conta a médica. Há uma semana de repouso, Jhow tem apresentado melhoras, mas o custo é alto. Só com remédios, a médica gastou mais de R$ 200. "Isso sem contar as consultas e os exames, lembra". A fisioterapeuta Fernanda Arpini (na foto), cunhada de Diandria, conta que a casa foi dedetizada para evitar problemas como esse, mas que é impossível controlar na rua e até mesmo em pet-shops. "Pelo menos ele não dá trabalho para tomar os remédios, que são muitos", brinca.




Fonte: A GAZETA 

Rafael Braz

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