sábado, 16 de outubro de 2010

Tiranossauro rex era um canibal, segundo estudo

Paleontólogos dos Estados Unidos e Canadá alegaram que o tiranossauro rex era um canibal. Os paleontólogos analisaram as marcas de mordeduras sobre os fósseis do Tiranossauro Rex para concluir que o T-Rex era um canibal. Os pesquisadores acreditam que era provavelmente isso é devido à eliminação do que a caça ativa.

O T. Rex era o único grande carnívoro cretáceo no oeste da América do Norte, disseram os paleontólogos. Os resultados foram publicados no estudo intitulado "O canibalismo em Tyrannosaurus rex". A pesquisa foi feita por Nicholas R. Longrich (Yale), John R. Horner (Montana State), Gregory M. Erickson (Estado da Flórida), e Philip J. Currie (Universidade de Alberta).

"Nós discutimos que estes traços são resultado da alimentação, ao invés do combate [...] intraespecífica combate animais seria esperado para infligir ferimentos na cabeça ou em áreas vulneráveis, tais como o pescoço e flancos, e não os pés ou braços [... T] ausência de cura em qualquer um desses espécimes é também consistente com a hipótese de que as marcas dos dentes foram feitas em carcaças ", disse Longrich.

Até agora, apenas o Majungatholus era conhecido por ser canibal. Longrich acrescentou que é provável que algumas outras espécies foram canibais e um exame mais aprofundado dos ossos fósseis poderá provar isso. Sobre o T-Rex, Longrich disse: "Estes animais foram alguns dos maiores carnívoros terrestres de todos os tempos, e a forma como eles abordavam a questão de comer era fundamentalmente diferente da espécie moderna. Há um grande mistério em torno do que e como eles comeram, e esta pesquisa ajuda a revelar uma peça do puzzle ". O estudo foi publicado online na revista PLoS ONE.




Alguns dinossauros eram ainda maiores do que se achava. Um novo estudo concluiu que a cartilagem que conectava os ossos dos gigantes répteis era bem espessa, o que poderia acrescentar até mais de um décimo em sua altura. A descoberta, publicada na revista de acesso aberto PLoS ONE, da Public Library of Science, tem implicações também em estudos futuros sobre a postura e a dinâmica de movimentos dos dinossauros. Casey Holliday, professor de anatomia na Escola de Medicina da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, e colegas compararam registros fósseis com a análise dos membros de parentes vivos dos extintos répteis pré-históricos.
“As extremidades de muitos dos ossos longos dos dinossauros, entre eles os ossos da perna, como fêmur e tíbia, são arredondadas, rígidas e não dispunham de estruturas importantes responsáveis pela articulação, como os côndilos, que são projeções ósseas”, disse o cientista.

“Isso indica que cartilagens muito espessas ocuparam os lugares dessas estruturas, formando as juntas. Essas partes, somadas, adicionavam uma altura significativa em algumas espécies de dinossauros”, completou.

De acordo com o cientista, o estudo fornece novos dados para ajudar a entender como e por que répteis e mamíferos construíram suas juntas com tamanha diversidade nas quantidades de osso e de cartilagem.

Holliday e colegas conduziram a pesquisa com avestruzes e jacarés, considerados alguns dos animais vivos mais próximos dos dinossauros, cujos membros são formados por de 6% a 10% de cartilagem. Foram analisados fósseis de tiranossauros, alossauros, braquiossauros e tricerátops.

Os cientistas obtiveram um “fator de correção de cartilagem” para determinar que o tiranossauro, por exemplo, era apenas um pouco maior do que se estimava. Mas o tricerátops e o braquiossauro podem ter sido mais de 10% mais altos. A diferença em altura, no caso do braquiossauro, seria de mais de 30 centímetros.

O artigo Cartilaginous Epiphyses in Extant Archosaurs and Their Implications for Reconstructing Limb Function in Dinosaurs (doi:10.1371/journal.pone.0013120), de Casey Holliday e outros, pode ser lido em www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0013120.

Agência FAPESP

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