sexta-feira, 1 de abril de 2011

Urso polar Knut morreu afogado, diz autópsia

Knut morreu afogado, diz autópsia
Mas urso polar tinha problema cerebral que o mataria de qualquer jeito.
Zoológico de Berlim quer empalhar animal e exibi-lo em museu.

Os resultados da autópsia no corpo do urso polar Knut mostraram que ele morreu afogado, após cair em seu tanque devido a um inchaço de seu cérebro, provavelmente causado por uma infecção, disseram especialistas nesta sexta-feira (1º).
Urso Knut pode ser empalhado na Alemanha
Foto: Getty Images

Heribert Hofer, chefe do Instituto Leibnitz de Pesquisa de Vida Animal, disse em entrevista no zoológico de Berlim que Knut sofria de encefalite, uma irritação e inchaço do cérebro provavelmente provocada por uma infecção, mas que a causa imediata da morte foi afogamento.

Os especialistas disseram que, mesmo que Knut não tivesse caído na água, ele provavelmente não teria sobrevivido.

O zoológico quer empalhar Knut e colocá-lo em exibição no Museu de História Natural da capital alemã, mas isso gerou protestos.

Modelo tridimensional do crânio de Knut é mostrado em Berlim nesta sexta-feira (1º) (Foto: AP)
A Alemanha ficou em luto com a morte súbita e prematura de Knut, em 19 de março. O urso polar abandonado pela mãe tinha virado sensação mundial e alvo de protestos de defensores dos direitos dos animais.


Knut foi encontrado morto no tanque do cativeiro em que vivia com três fêmeas. Ele tinha apenas 4 anos e três meses de idade, quando a expectativa de vida de um urso polar é de cerca de 35 anos.
Memorial em homenagem a Knut nesta segunda-feira (21) no zoológico de Berlim, na Alemanha (Foto: AP)

Quando pequeno, quando Knut virou sensação da mídia, ativistas dos direitos dos animais afirmavam que não era natural mantê-lo vivo, depois que ele e seu irmão, que posteriormente morreu, foram rejeitados pela mãe. Segundo esses especialistas, o animal viria a apresentar um comportamento anormal.

"A curta e estressada vida de Knut nos mostra mais uma vez que os ursos polares não podem viver em zoológicos, mesmo que se chamem Knut", afirmou Wolfgang Apel, chefe da Associação de Defesa dos Animais da Alemanha.

A primeira aparição pública de Knut, em março de 2007, foi uma atração que atraiu as câmeras de todo o mundo.

Ele gerou milhões de dólares para o zoo em merchandising e venda extra de entradas.

O criador de Knut, Thomas Doerflein, que também ficou famoso por seu envolvimento com o urso, morreu, aos 44 anos, de ataque cardíaco em 2008.

G1

Fãs se mobilizam contra projeto de empalhar urso Knut



Fãs do urso polar Knut se mobilizaram contra o projeto de empalhar a celebridade internacional do zoológico de Berlim, que morreu recentemente, e ameaçam realizar manifestações no próximo sábado.
"Knut não pode ser empalhado. Quando é que vocês vão entender a mensagem?", escreveu Michael S. no livro de condolências on-line do zoo de Berlim (www.zoo-berlin.de), cheio de mensagens do mesmo gênero.
Na internet e nas ruas, admiradores do animal recolhem assinaturas para protestar contra a empalhação e exposição de Knut no Museu de História Natural de Berlim.

Segundo uma pesquisa realizada com 2.400 pessoas e publicada no tablóide berlinense BZ, uma ampla maioria (73%) se opõe à ideia de ver o animal morto exposto em um museu.

Os fãs do urso acusam o zoológico, que já arrecadou milhões de euros graças à comercialização de pelúcias e outros produtos de Knut, de querer continuar se aproveitando da "galinha de ovos de ouro". Eles defendem a cremação do animal.

O responsável pelos ursos do zoo de Berlim, Heiner Kloes, deu menos esperanças aos fãs: o zoológico entregou o corpo de Knut ao museu de história natural, como sempre faz com todos os animais mortos com o objetivo de ajudar na pesquisa, afirmou à AFP.

"Se ele for incinerado ou enterrado em um caixão, ninguém vai tirar benefício disso. E ninguém vai obrigar as pessoas que querem continuar se lembrando dele da forma como era quando vivo a ir ao museu", acrescentou.

Primeiro urso polar a nascer em cativeiro em 30 anos no parque zoológico de Berlim, Knut ganhou fama internacional alguns dias depois de nascer, quando o mundo descobriu, emocionado, as fotos de uma pequena bolinha de pelos brancos.

Sua vida trágica, marcada pela morte de seu irmão gêmeo e pelo abandono de sua mãe, cativou o coração de milhões. Alimentado com mamadeira por seu cuidador, Knut fez sua primeira aparição em público aos três meses de idade para cerca de 500 jornalistas e quase o mesmo número de curiosos.

Em 2008, a morte inesperada de seu cuidador, que se transformou com o tempo em celebridade que posava para revistas, reforçou ainda mais o mito Knut.

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