domingo, 15 de maio de 2011

Chacina de gatos gera comoção e adoção em Ribeirão

Após passar por uma experiência traumática, Vitória ganhou há quatro dias um novo lar. O nome com que foi batizada lembra o de bebês abandonados que ganham o carinho de quem as salva.

Mas se trata de uma gata siamesa, de olhos azuis, uma das sobreviventes da chacina de bichos no Morro São Bento, ocorrida nesta semana em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

A mortandade que atingiu ao menos 45 animais provocou uma avalanche de e-mails e ligações, uma manifestação marcada para esta manhã e até a adoção de animais sobreviventes.

Ao longo da semana, foram achados mortos 38 gatos, uma cadela e seis gambás, possivelmente envenenados por chumbinho.

O caso já é tido pela prefeitura como a maior chacina de bichos em Ribeirão --a polícia investiga um suspeito.

Edson Silva/Folhapress
Radialista e apresentadora de TV Silvana Pegoraro, 35, com a gata Vitoria, uma das sobreviventes da chacina

A procura de vítimas pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses, divulgada na mídia, repercutiu por meio de ligações e de e-mails.

Só a Zoonoses recebeu pelo menos 50 ligações de pessoas curiosas para saber sobre o suposto autor do envenenamento, segundo a chefe do órgão, Eliana Collucci.

"Eram pessoas revoltadas com a crueldade e que queriam saber da investigação."

Representantes de ONGs marcaram para hoje um protesto no Morro São Bento. São esperadas cerca de cem pessoas, que estarão de preto, com velas e flores. As entidades querem alertar sobre o abandono de bichos e pedir fiscalização.

Silva Junior - 9.mai.11/Folhapress
Funcionários da zoonozes recolhem 26 gatos mortos na região do Morro de São Bento, no interior de SP

ADOÇÃO

A notícia no rádio e na TV da chacina comoveu a doméstica Alaíde Alves dos Santos Porto, 56, de Jardinópolis. "Quando vi os gatos mortos sendo pegos pelo rabo e jogados no saco, achei um absurdo. Quem fez aquilo deveria levar uma surra."

Por meio da emissora, ela conversou com as cuidadoras dos gatos no Morro São Bento. Agora, aguarda a chegada de uma gata preta.

Vitória, citada no começo desta reportagem, ganhou um novo lar e a companhia e outros oito gatos.

A radialista e apresentadora de TV Silvana Pegoraro, 35, já havia adotado quatro filhotes do local antes da chacina. Ao buscar uma das sobreviventes para dar a uma amiga, se encantou por Vitória. "É difícil imaginar como uma pessoa faz uma maldade dessas", diz.

Folha

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