terça-feira, 12 de julho de 2011

Sexo animal serve também para conter parasitas‎

Animais têm outra boa razão para o sexo: conter parasitas

Pesquisa de universidade americana encontra provas de que reprodução sexuada ajuda a produzir indivíduos mais resistentes a bactéria


Só agora são encontradas evidências contundentes de que a reprodução sexuada produz indivíduos mais resistentes a parasitas


Por que os animais fazem sexo para se reproduzir em vez de se clonar? Intrigados com a questão evolutiva, cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, parecem ter chegado a uma conclusão: proteger a espécie de parasitas. Os pesquisadores descobriram que animais que nascem de relações sexuadas são mais resistentes a parasitas. O cruzamento de indivíduos coloca a espécie um passo à frente dos inimigos biológicos e ajuda a preservar a população.

Os cientistas criaram em laboratório dois tipos de vermes: um que se reproduzia por meio do sexo e outro que só conseguia se clonar. Ambos foram expostos a uma bactéria. Os vermes que se reproduziam por sexo sobreviveram bem, e os assexuados morreram rapidamente.

Rainha de copas - A descoberta vai ao encontro da teoria já difundida de que a combinação de dois genomas diferentes resulta em indivíduos com um código genético mais resistente a parasitas. Biólogos descrevem a situação como a Hipótese da Rainha de Copas, uma referência ao personagem de Lewis Carroll no livro Alice Através do Espelho, sequência do célebre Alice no País das Maravilhas.

No livro, a rainha diz a Alice: "É preciso correr o máximo que puder para permanecer no mesmo lugar". Na biologia, seria o mesmo que dizer que um sistema evolutivo precisa se desenvolver continuamente para se manter estável em relação aos organismos a sua volta, que também estão em constante evolução. Apesar da popularidade da teoria, não havia, até agora, provas contundentes de sua aplicação.

Diversificação - A autofertilização pode parecer um meio mais eficiente de perpetuar a espécie. Contudo, ao combinar o DNA de dois indivíduos, a reprodução sexuada permite que a prole tenha um material genético diverso dos pais. Já os indivíduos gerados a partir da autofertilização herdam o genoma de um único parente. Qualquer parasita já adaptado a esse grupo também seria capaz de infectar os descendentes. As primeiras evidências de vida na Terra datam de mais de 3 bilhões de anos. Já a primeira evidência fossilizada de reprodução sexuada data de 1 a 1,2 bilhões de anos atrás.

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