terça-feira, 16 de agosto de 2011

Hipopótamos de Pablo Escobar espalham terror pela Colômbia


Um hipopótamo incomoda muita gente. Agora imagine 30 deles vivendo completamente soltos, sem controle humano, e se reproduzindo como coelhos.

Isso foi o que ocorreu na Colômbia, perto da Fazenda Nápoles (a cerca de 320 quilômetros de Bogotá), a sede do império do traficante Pablo Escobar (1949-1993).

Antes de ser preso, ele vivia com muito luxo na propriedade, que tinha até um zoológico, cheio de animais exóticos.

Abandonados após a prisão dele, quatro hipopótamos, que haviam chegado ilegalmente da África em 1981, passaram a viver como podiam.

Com o clima tropical do local, acabaram se sentindo em casa e passaram a se reproduzir até que ocorreu o "baby boom" na região.

"Na África, o que controla a população de hipopótamos é a seca", explicou ao F5 o veterinário colombiano Carlos Valderrama.

Ele é um dos participantes de uma operação do governo da Colômbia que tenta controlar os animais.

O grupo foi acompanhado por uma equipe do Discovery Channel, que produziu o documentário "Os Hipopótamos do Tráfico". O programa vai ao ar no próximo dia 31 (quarta-feira), às 21h.

Veja o teaser do programa:

PÂNICO

Apesar de serem herbívoros, os hipopótamos --que vivem soltos-- passaram a atacar povoados de pescadores e criações de gado na região.

"Os hipopótamos podem ser agressivos e são muito territorialistas", explica Valderrama.

Ele conta que os machos da população saíram da fazenda procurando outros espaços para montarem suas próprias "famílias".

Nessa procura, acabaram assustando quem estava no caminho.

"Por sorte, nenhum humano ficou ferido, mas eles chegaram a matar alguns bezerros", conta.

"A população está em pânico", afirma. "São animais enormes, que podem chegar a quatro toneladas."

Para ele, a solução ideal seria mandar os animais de volta para a África. Só que ninguém quer receber 30 hipopótamos de uma vez.

Por isso, os veterinários estão tentando manter a população na própria fazenda.

"Estamos colocando cercas e castrando os machos", diz. "Mesmo assim, os animais podem viver até 60 anos, então não é um problema que vai se resolver em curto prazo."

Dos quatro animais originais, três continuam vivos.

Divulgação

Um dos hipopótamos colombianos da Fazenda Nápoles, que teve "baby boom" de animais após a prisão do dono

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