sábado, 13 de agosto de 2011

Peruano encara a temida anaconda como um animal de estimação


Peruano encara a temida anaconda como um animal de estimação

A série "Anaconda” foi gravada para o cinema na região da Amazônia peruana. Mas lá, o bicho não é um terror.


Seguimos viagem. É mesmo um oceano de água doce. A correnteza é muito mais forte. Estamos na garganta do Amazonas, em território brasileiro, na parte mais estreita do rio. A parte mais estreita nas dimensões desse gigante tem quase dois quilômetros de largura; 1,8 mil metros, para ser exato. A profundidade também é o dobro da média em toda a extensão: cerca de cem metros.

Na maior parte dos sete mil quilômetros que percorremos, as margens do rio Amazonas e seus afluentes são preservadas. No rio Ucayali, no Peru, é cheio de canais e igarapés. É o habitat natural de um animal que também existe na Amazônia brasileira, o bicho-preguiça. Eles não se importam muito com a nossa presença, mas o animal mais famoso pelo lugar seja outro, não tão simpático como as preguiças: a temida anaconda.

A série “Anaconda” foi gravada para o cinema nessa região da Amazônia peruana. Mas lá, o bicho não é um terror. É quase que um animal de estimação.

Gerson, caboclo peruano que mora na margem de um lago perto do rio Ucayali, quase que cria as cobras lá. Ele as mantém presas e, quando vem alguém passando no rio que quer ver uma anaconda, ele mostra. É quase que a nossa sucuri.

Gerson diz que no começo tinha medo, mas agora não, é como um animal doméstico. Para ele, é um ganha-pão à beira do rio Ucayali.

Na união dos rios Ucayali e Marañon começa a grande planície amazônica. Descemos desde a nascente, no alto da Cordilheira dos Andes, a 5,3 mil metros de altitude. Atravessamos a Amazônia peruana e chegamos a Iquitos, onde a altitude é de apenas cem metros em relação ao nível do mar.

Iquitos é a maior cidade da Amazônia peruana. A cidade viu dias de crescimento econômico durante o ciclo da borracha no início do século passado. Até hoje a cidade não tem ligação rodoviária com outras cidades peruanas, mas as águas do Amazonas levam ao Brasil. E é para lá que seguimos a viagem.

Globo Repórter


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