sábado, 19 de maio de 2012

Leão versus elefante: Quem leva vantagem nesta luta selvagem? (Veja o vídeo)


Vídeo: Lions vs Elephants



África: Elefante destrona leão em Damaraland

Damaraland, no centro-norte da Namíbia, é uma região de vastos espaços e enormes monolitos vulcânicos. O solo é coberto por uma camada vermelha de pedras quebradas nos mais diversos tamanhos. Sobre esse terreno irregular e inóspito, equilibram-se os grandes "elefantes do deserto".

O Damaraland Camp, um acampamento administrado por uma empresa sul-africana em parceria com as comunidades locais, fica num vale de onde se vê o maciço de Brandberg, a mais alta montanha da Namíbia.
O acampamento tem nove tendas de lona, simples por fora, mas confortáveis por dentro, com sistema de luz solar e água quente limitados.

No dia seguinte de manhã, é hora de ir atrás dos "elefantes do deserto", assim conhecidos por terem se adaptado a um clima seco, adverso a um animal com o tamanho desses imensos paquidermes. Por esse motivo, os elefantes de Damaraland, ao contrário de seus primos de outras regiões, demonstram todo o cuidado ao beber água, utilizando o indispensável recurso natural com comedimento e sem desperdício.

Num potente jipe semi-aberto, parte-se em direção ao leito do rio Huab, onde só corre água por algumas poucas semanas durante o verão. Mas, apesar da aparência de desolamento, há lençóis de água subterrâneos que possibilitam que árvores altas e verdes sobrevivam ali.

O veículo segue pelo largo leito do rio. A viagem prossegue por mais de 30 minutos sem sinal de elefantes quando, de repente, dois guepardos ("cheetahs"), dificilmente vistos nessa região, aparecem à distância e, tímidos, logo somem na vegetação.

Pouco depois, um elefante solitário arranca e deglute galhos inteiros de uma árvore, fazendo enorme barulho com os dentes. Mas a planta não serve só para isso. Também faz as vezes de lixa para o animal coçar a nuca, atrás das orelhas, e o traseiro.

Segue-se adiante à procura do resto da manada, que reúne cerca de 30 membros. Após mais de uma hora de busca infrutífera, o guia chega à conclusão de que os elefantes haviam deixado o leito do rio e subido um vasto complexo de montanhas logo à frente.

"Já volto, não saiam do carro", diz e dirige-se para as montanhas. Após cerca de 20 minutos, no alto da primeira elevação, vêem-se ao longe mais dois elefantes, pequenos em comparação com a montanha avermelhada. Ali, o Land Rover não pode subir.

Volta-se ao acampamento, onde, após um almoço, a opção é um relaxante passeio de mountain-bike, com direito a um gim tônica na hora do entardecer.

À noite, bastante fria, o jantar acontece numa grande mesa quadrada sob o céu muito escuro e estrelado. Os hóspedes, os gerentes e os guias comem juntos e, depois, jogam conversa fora em torno de uma fogueira, apelidada de "bush TV" ("TV do mato").

Além dos elefantes, Damaraland tem um número razoável de rinocerontes negros, uma das espécies mais raras da África. Dificilmente são vistos, porém, perto do Damaraland Camp. Também há impalas, órix e avestruzes.

Mas a beleza absurda e incomum de Damaraland está em suas características geológicas: na grandiosidade de suas montanhas de pedra, no tom avermelhado do tapete de rochas de todas as formas e tamanhos, no movimento lento das nuvens no incrível céu azul.


Fonte: Folha Online

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