segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mamute extinto há 4.500 anos será clonado, anuncia cientista.


Polêmico cientista sul-coreano quer clonar um mamute
Hwang Woo-souk assinou acordo com uma universidade russa para ter direito exclusivo de estudar as células de um mamute, que foram achadas semanas atrás no noroeste da Sibéria
Ilustração mostra como seria ambiente na Era do Gelo com mamute, cavalo selvagem, bisão e boi almiscarado (Foto: George Teichmann)

Um labora
tório de bioengenharia sul-coreano liderado pelo polêmico cientista especialista em células-tronco Hwang Woo-souk confirmou nesta segunda-feira, 24, que tem um projeto voltado a conseguir a clonagem de uma espécie de mamute extinta há 4.500 anos.

Com este objetivo, a sul-coreana Fundação de Pesquisa Sooam Biotech assinou um acordo com a Universidade Federal Nordeste da Rússia que lhe dá o direito exclusivo de estudar as células de mamute encontradas semanas atrás no noroeste da Sibéria, segundo responsáveis do laboratório citados pela agência "Yonhap".

Os pesquisadores da fundação sul-coreana tentarão clonar o animal, um mamute lanudo, mediante o uso de suas amostras de tecido junto com óvulos de uma elefanta indiana atual.

Após aplicar às células um processo de transferência nuclear, passo habitual nos processos de clonagem, os óvulos serão implantados no útero de uma elefanta, que gerará o mamute durante 22 meses.

"Ao haver recuperado amostras frescas de regiões polares nunca antes exploradas na Sibéria, este será um importante ponto de inflexão rumo à clonagem do mamute extinto", disse à "Yonhap" o professor Hwang.

Os especialistas consideram que clonar um mamute é possível, já que as células desse animal pré-histórico podem ser encontradas tanto em seu sangue e órgãos internos, como na pele e nos ossos.

O acordo com a universidade russa aconteceu seis meses depois que ambas as partes assinaram um primeiro pacto para que os pesquisadores sul-coreanos pudessem utilizar as amostras tiradas de restos de mamutes achados nas geleiras da República da Iacútia.

O veterinário e investigador Hwang Woo-souk, considerado então um pioneiro no âmbito das células-tronco ao clonar um cachorro em 2005, caiu em desgraça em 2006, quando foi acusado de desviar fundos públicos e falsificar testes científicos para confirmar suas inovadoras teorias sobre clonagem humana.

Em 2009, um tribunal de Seul o condenou a dois anos de prisão com suspensão da pena e atualmente realiza suas pesquisas no setor privado.[Efe]



O mamute mais bem conservado já encontrado será exposto em museu

Um museu de Hong Kong realizará entre os dias 12 de abril e 10 de maio uma exposição do mamute mais bem conservado que já foi encontrado. Na verdade é uma mamute que viveu há mais de 42 mil anos, ela morreu com aproximadamente seis meses de idade e foi encontrada em 2007 por um pastor na região russa da Sibéria, como o local da morte do filhote permaneceu sob grossa camada de gelo, o corpo do animal ficou praticamente intacto durante esses milhares de anos.


A mamute recebeu o nome de Lyuba e segundo uma autópsia realizada por pesquisadores do Instituto Zoológico da Academia Russa de Ciências, em 2009, o filhote ainda mamava e a julgar pela grande quantidade de lama encontrada em seus pulmões, o pobre animal possivelmente morreu afogado.


A descoberta de seu corpo abriu novas possibilidades para que os cientistas possam clonar seu DNA e quem sabe, reviver os mamutes na terra. Veja abaixo uma ilustração publicada em 2009 na revista National Geographic que descreve esse processo.

Categorias: Curiosidades

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