domingo, 11 de novembro de 2012

Animais “serial killers” de humanos. É possível?

Há pelo menos 15 meses, habitantes do Nepal estão sob a “mira” de um leopardo selvagem que, estima-se, já matou pelo menos 15 pessoas nesse período. “Não é impossível que certos animais aprendam a caçar humanos”, diz George Burgess, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões na Flórida (EUA). “Grandes felinos podem acabar nos vendo como presas fáceis sob certas circunstâncias”.

Além de naturalmente vulneráveis (quem consegue matar um tigre sem usar uma arma?), os seres humanos têm maior concentração de sal no sangue do que outros animais, o que pode fazer com que certos predadores acabem nos incluindo no “cardápio”. Para que isso aconteça, porém, é preciso que o predador encontre com frequência sua nova presa favorita – o que, dependendo do país, não é tão difícil de acontecer.


“Humanos estão invadindo cada vez mais áreas anteriormente reservadas para a vida selvagem, resultando na destruição do habitat desses animais”, aponta Johnny Rodrigues, presidente da Força Tarefa de Conservação do Zimbábue.

Humanos na mira
Certos animais, quando comem humanos pelo menos uma vez, podem desenvolver um gosto especial pelo nossa carne ou sangue, fazendo-os predarem nossa espécie quase que exclusivamente. Por exemplo, um tigre que encontrar um corpo humano já morto e comê-lo pela facilidade do alimento pode gostar e passar a caçar humanos como presa favorita.

Burgess se recorda de dois casos em que animais (dois tubarões) passaram a caçar humanos. Ambos ocorreram no Egito, que recebia carregamentos de ovelhas levados por navio da Nova Zelândia e da Austrália. “Ovelhas morriam nos navios e eram atiradas ao mar”, explica. “Seus dejetos também eram jogados para fora do navio. Como resultado, havia uma trilha que possivelmente ia da Nova Zelândia ao Mar Vermelho”.

Ao seguir o rastro, os tubarões acabaram chegando em águas rasas, frequentadas por banhistas – que, no lugar das ovelhas, acabaram virando presas.

Em tempos passados, ancestrais dos seres humanos (como os australopitecos) não estavam livres de predadores. Atualmente, embora as cidades modernas ofereçam (a princípio) um ambiente seguro contra animais selvagens, casos como o do Nepal ou do Egito mostram que nem sempre os humanos estão no topo da cadeia alimentar. Burgess lembra que mesmo humanos podem se tornar predadores de gente (como aconteceu com o serial killer Jeffrey Dahmer, que chegou a devorar algumas de suas vítimas)..[MSNBC]


Leopardo descontrolado já devorou 15 no Nepal; dez eram crianças
Autoridades locais ofereceram R$600 para quem capturar o animal

Um feroz leopardo é o provável responsável pela morte de 15 pessoas na região de Baitadi no Nepal durante os últimos 15 anos, agora as autoridades locais prometem caçar o felino.

Uma cabeça decepada de um menino de 4 anos, a vítima mais recente, foi encontrada na floresta poucos quilômetros de sua casa. O chefe de polícia local, Kamal Prasad Kharel, confirmou a noticia na manhã deste sábado (3), de acordo com o jornal inglês Daily Mail.

A televisão norte-americana CNN relatou que o animal foi visto levando a criança para a floresta e que esta seria sua 15ª vítima desde que os ataques começaram no ano passado.

A suspeita é que apenas um, no máximo dois, leopardos são os responsáveis pelos ataques. O chefe de polícia que este suposto devorador de pessoas gosta da carne humana e por isso está atacando especificamente pessoas.

Um especialista em ecologia do Departamento Nacional de Parques e Conservação da vida selvagem em Katmandu, capital do Nepal, confirma que existem grupos de leopardos vivendo na região e completa:

—Já que o sangue humano possui mais sal que os outros animais, uma vez que o leopardo experimente este gosto, ele deixará de apreciar o sabor de outros bichos, como os veados.

È possível que a contagem de mortos causados pelo leopardo possa crescer já que existem casos similares em outras províncias próximas à Baitadi.

Dois terços das vítimas dos ataques tinham menos de 10 anos, todas habitantes dos vilarejos existentes nas montanhas adjacentes desta remota região. “Nenhum adulto foi morto”, afirmou a polícia.

As autoridades prometeram achar o animal assassino e ofereceram R$ 600 (US$300) como recompensa para quem capturar ou matar o leopardo.

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