terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Urso-de-óculos. Conheça este bicho maravilhoso que também pode viver no Brasil

O urso-de-óculos(Tremarctos ornatus), também conhecido como o urso andino e localmente como ukuko, jukumari ou Ucumarí, é o último remanescente de ursos de face curta(subfamília Tremarctinae)

Urso-de-óculos é a única espécie de ursos nativos sobreviventes na América do Sul, e o único membro sobrevivente da subfamília Tremarctinae. É considerado como uma espécie vulnerável, a mais vulnerável de todos os ursídeos, com exceção ao seu primo mais próximo, o panda gigante da República Popular da China.

O urso-de-óculos é o único urso nativo da América do Sul e é tecnicamente o maior terrestre no continente que tem carne em sua dieta, apesar de apenas 5% de sua dieta seja composta de carne.

A dieta do urso de óculos é composta por mais materiais vegetais do que a dieta dos outros ursos, com cinco a sete por cento de sua alimentação consistindo de carne. Ele consome material vegetal como nozes de palma, cactos, orquídeas, bulbos, folhas caídas, folhas de palmeira fechadas, e os brotos de bambu. Esta espécie se  descasca a primeira camada das árvores para obter a segunda camada, que é altamente nutritiva. A maioria de seu alimento é de difícil digestão, por isso a maioria das outras criaturas no seu habitat não consume os mesmos materiais. Outros alimentos que consome inclui mel cultivado, cana, milho e frutas. Quanto a caça de animais, ele escolhe pequenas presas como roedores, coelhos, aves e carniça. Alguns fazendeiros acreditam que o urso-de-óculos se alimenta de animais vivos, mas não costuma caçar presas grandes.

O maior animal exclusivamente carnívoro na América do Sul é o jaguar . Entre os animais terrestres nativos existentes na América do Sul, apenas a Anta (Tapirus bairdii) e a Tapirus terrestris – anta-brasileira ou anta-sul-mericana são mais pesados ​​que esta espécie. O urso-de-óculos é uma espécie de urso de médio porte.

Geralmente a sua pele é escura, embora os ursos possam variar do preto azeviche ao marrom escuro, e até mesmo para um tom avermelhado. A espécie tem tipicamente distintas a cor bege como marcação em toda a sua face e parte superior do peito, embora nem todos os ursos de óculos tenham a marcação do "óculos". O padrão e extensão das marcações pálidas são ligeiramente diferentes em cada indivíduo e os ursos podem ser prontamente distinguidos por esta. Os machos são um terço maior do que as fêmeas em dimensões e às vezes duas vezes o seu peso. Os machos podem pesar 100-200 kg  e as fêmeas de 35 a 82 quilogramas. O comprimento é de 120 a 200 cm, com um comprimento de cauda de apenas 7 cm ea  altura do ombro de 60-90 cm. Comparado com ursos vivos, esta espécie tem um rosto mais arredondado com um focinho relativamente curto e largo. Em algumas espécies extintas da subfamília Tremarctinae, esta estrutura facial foi pensado para ser uma adaptação a uma dieta carnívora em grande parte, apesar dos ursos-de-óculos tenham uma dieta predominantemente herbívora.

Nos Andes peruanos já foram encontrados ocupando regiões em diversas altitudes, desde 457 à 3658 metros de elevação. Porém, os habitats preferidos são as florestas úmidas, entre 1900 e 2350 metros de altitude, além de florestas espinhosas costeiras, quando há água disponível. Além disso, também podem habitar pastos de alta altitude.

São animais de hábitos predominantemente noturnos e crepusculares, podendo dormir durante o dia entre raízes largas de árvores, sobre troncos de árvores ou dentro de cavernas. São indivíduos solitários, vivendo tanto no chão quanto em árvores.

O urso-de-óculos se alimenta principalmente de plantas da família das bromélias, mas, também, de muitos frutos variados, palmitos, bambu e milho, além de, ocasionalmente, se alimentarem de insetos e pequenos roedores.

São ótimos escaladores, e com freqüência escalam grandes árvores em busca de frutos. Uma vez em cima destas, são capazes de fazer largas plataformas, utilizando-se de galhos quebrados, e as usam como locais de alimentação. Pesquisadores, no Peru, já encontraram uma dessas plataformas que media em torno de 15 metros. Também são capazes de escalar grandes cactos, em busca de frutos existentes em seus topos.

A gestação desses ursos pode durar de 7 à 8 meses, gerando de 1 a 3 filhotes, e, aparentemente, o nascimento ocorre nas épocas frias do ano. Os filhotes nascem com um peso aproximado de 320 g.

O período de vida dessa espécie gira em torno de 25 anos, porém, já houve um registro de um indivíduo que viveu quase 39 anos, em cativeiro.

Atualmente o urso-de-óculos é uma espécie considerada como vulnerável à extinção. Isto devido ao fato de seu habitat natural sofrer constante degradação, limitando o espaço para esses animais viverem e procriarem. Além disso, também sofrem com a caça ilegal, tanto por caçadores esportistas quanto por aqueles que vendem pedaços do corpo desses animais, alegando terem propriedades medicinais.

Ordem: Carnivora
Família: Ursidae
Nome popular: Urso-de-óculos, urso andino, ucumari
Nome em inglês: Spectacled bear
Nome científico: Tremarctos ornatus
Distribuição geográfica: Oeste da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia
Habitat: Regiões montanhosas
Hábitos alimentares: Onívoros
Reprodução: Gestação de 7 a 8 meses, com o nascimento de 1 a 3 filhotes
Período de vida: Aproximadamente 25 anos



A população de ursos-de-óculos está ameaçada por uma série de razões. Os ursos são caçados pelos habitantes locais, devido a uma crença de que eles vão comer os outros animais (embora ursos-de-óculos não comam grandes quantidades de carne). As vesículas biliares dos ursos-de-óculos também são valorizados na medicina tradicional chinesa e pode chegar a um preço elevado no mercado internacional. Talvez o maior problema para a espécies é extensa exploração madeireira e a agricultura, o que levou a uma perda de habitat. Como fontes de alimentos do urso foram desaparecendo, eles se baseiam  em culturas para alimentos. Por este motivo, os agricultores ver os ursos como concorrência e caçá-los. Legislação contra a caça a ursos existe, mas é raramente aplicada.


Expansão agrícola põe urso de óculos em risco de extinção
Além da perda de habitat, a principal ameaça é o fato de caçadores matarem os animais para proteger o gado
Redução do habitat por causa da agricultura pões o urso andino em risco de extinção

Especialistas afirmam que o urso andino corre risco de extinção no Equador. A causa e a redução do habitat por causa da expansão agrícola. Além disso, camponeses estão matando animais da espécie para proteger o gado. Estima-se que há entre 20 mil e 25 mil ursos andinos na Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Argentina e Equador, onde a espécie é conhecida como urso de óculos.

A principal ameaça, especialmente na Colômbia e no Equador, é a caça por parte dos camponeses em defesa de seu gado, que é atacado pelos ursos por falta de outras fontes de alimento, segundo o presidente da Fundação Urso Andino, Armando Castellanos.

"Eu disse que as pessoas estão pagando um castigo pelo o qual fizeram, pois agora é possível ver mais ursos em volta de suas casas porque a floresta foi destruída. Tiraram todas as árvores frutíferas da floresta", disse.

Os ursos andinos vivem em locais tranquilos e florestas tropicais, embora se adaptem bem a diferentes ecossistemas. A dieta dos ursos também é muito variada, já que comem desde carniça até animais vivos e frutos cultivados, explicou Castellanos.

Alguns machos grandes também atacam o gado e são responsáveis, por exemplo, pela morte de cerca de 200 cabeças, no período de dois anos, nas províncias equatorianas de Carchi e Imbabura.

"O povo pensa que todos os ursos comem gado", diz Castellanos, ressaltando que se fosse assim "não haveria nem uma vaca".

Segundo o especialista, os ursos são "bem tímidos" quando estão próximos a humanos e só tentam atacar alguém se seus filhotes estiverem em perigo. Castellanos disse que no Equador foram registrados "dois ou três" casos de ataques de ursos, justamente contra caçadores que feriram os animais.

Os ursos andinos são pretos com manchas brancas. Os machos podem pesar até 200 kg e de pé, medir 2,2 m de altura, enquanto as fêmeas são menores. Eles são conhecidos como ursos de óculos porque alguns possuem manchas brancas ao redor dos olhos.

Segundo Castellanos, o andino "é o único urso na América do Sul. Não existem mais ursos na região".

Castellanos está empenhado em dar palestras sobre os ursos para camponeses. "É preciso entendê-los", ressaltou.

Como possíveis soluções para o conflito, o especialista menciona um bom manejo da terra e também do gado, já que vacas pastam em qualquer lugar e para os ursos que já provaram a carne do animal é como "dizer a uma criança que não toque no doce".

Tirar o urso do lugar onde o gado é atacado também não é a solução, já que, segundo Castellanos, um animal retorna ao local mesmo se for afastado por mais de mil quilômetros.

Matar o urso também não resolve o conflito pois "esse mesmo espaço é ocupado rapidamente por outro urso que está esperando pela oportunidade", explicou Castellanos, dizendo que a única solução é que os camponeses aprendam a conviver com eles.

O especialista sugere também o reflorestamento como solução. "Quando sobem às árvores para comer, abrem (espaços) e entra luz, e as outras plantas que não podiam crescer começam a se desenvolver", comentou o biólogo, ao afirmar que o urso também "mantém a saúde da floresta".

No Equador, os ursos estão espalhados pelos Andes, embora os mais ameaçados se encontrem nas províncias de Pichincha, Imbabura e Carchi. Fonte: ultimosegundo.ig.com.br, em 16/07/2012)


3 comentários:

  1. esse animal nao é carnivoro nao.

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  2. A anos atras uns 20 anos atras um fazendeiro da regiao de MT foi a bolivia e se apaixonou pelos ursos andinos.. ele passou a estudalos durante uns 3 anos e nesse periodo ele adquiriu 7 exemplares 5 femeas e 2 machos de forma inrregular logico, e os trouxe para o Brasil - MT, e soltou os sete hem sua proprietade rural de 3000 e poucos hacres numa regiao de muita mata e serras cortados de varias nascentes e corregos, monitorou por um tempo e segundo ele os exemplares se adptaram bem e inclusive se reprotuziram depois de 3 anos neste novo habitar.... como anda a essa pequena populaçao introduzida de forma inrregular e inrresponsavel, hoje nao se sabe dizer mas com grandes caminhadas e varios dias na mata dessa regiao é possivel avistar vestigios dos ursos introduzidos e com muita sorte avistar um Urso Andino...

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  3. A anos atras uns 20 anos atras um fazendeiro da regiao de MT foi a bolivia e se apaixonou pelos ursos andinos.. ele passou a estudalos durante uns 3 anos e nesse periodo ele adquiriu 7 exemplares 5 femeas e 2 machos de forma inrregular logico, e os trouxe para o Brasil - MT, e soltou os sete hem sua proprietade rural de 3000 e poucos hacres numa regiao de muita mata e serras cortados de varias nascentes e corregos, monitorou por um tempo e segundo ele os exemplares se adptaram bem e inclusive se reprotuziram depois de 3 anos neste novo habitar.... como anda a essa pequena populaçao introduzida de forma inrregular e inrresponsavel, hoje nao se sabe dizer mas com grandes caminhadas e varios dias na mata dessa regiao é possivel avistar vestigios dos ursos introduzidos e com muita sorte avistar um Urso Andino...

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