sexta-feira, 29 de março de 2013

Cientistas querem trazer de volta 22 animais extintos!

Ambiciosos cientistas compilaram em uma lista os animais extintos que desejam reviver. Usando um processo de tomada de amostras de DNA antigos os especialistas têm discutido a possibilidade de trazer 22 espécies de animais de volta à vida.
Embora questões técnicas e éticas ainda permeiem o objetivo, estudiosos podem estar a um passo de recriar mamutes, tigres- dentes-de-sabre e o amistoso Dodô — não, dinossauros não entram na lista.

Durante uma edição recente da conferência TEDx em Washington D.C., alguns cientistas discutiram a possibilidade de trazer de volta vários animais hoje extintos. O processo, denominado “de-exctinction”, também tratou de questões relacionadas ao processo e à necessidade de se reviver tais animais — além dos inevitáveis desdobramentos éticos envolvidos.

No que se refere ao “como” da complexa questão, entretanto, a edição mais recente da revista National Geographic destacou um processo relativamente simples — não muito distinto do que já se viu em inúmeras obras de ficção e tentativas desastradas.

Trata-se de colher amostras de DNA que, posteriormente, reconstruirão genomas completos, os quais são injetados em células embrionárias desprovidas de DNA próprio. O último passo seria encontrar um substituto para gestar o animal recriado.

Uma cabra selvagem que virou história

De acordo com o que reportou o jornal The Washington Post, trazer um animal desaparecido de volta à vida não é algo propriamente inédito. Na verdade, ao que parece, alguns cientistas franceses já conseguiram a proeza, trazendo dos registros históricos da biologia uma cabra selvagem há muito extinta.

A criatura, entretanto, viveu por apenas 10 minutos. Isso levantou algumas questões, naturalmente. Entre elas: como os cientistas podem obter amostras suficientemente íntegras de DNA para recriar um animal extinto? Isso além do óbvio: por que isso é realmente necessário?

Nada de dinossauros

Ao que parece, o DNA de qualquer criatura desaparecida tem certo “prazo de validade”, digamos. Isso exclui dos objetivos atuais, por exemplo, os dinossauros — cuja onipresença deve se restringir mesmo aos filmes. Segundo os estudiosos, o DNA dessas criaturas se degradou há muito tempo, de maneira que seria impossível reconstruir todo o genoma.

Na verdade, a escolha das criaturas que podem ser trazidas novamente à vida deve respeitar alguns critérios, tais como: o animal tem função ecológica importante ou é “amado” por seres humanos? É possível colher uma boa amostra de DNA ou de células germinativas para a reprodução? É possível reintegrar determinada espécie à natureza — o seu habitat original ainda está disponível? São conhecidos os motivos que levaram à extinção?


Mesmo de acordo com esses critérios, há ainda uma lista relativamente longa de candidatos prováveis. Naturalmente, os custos do processo devem ser nada menos do que astronômicos — permeando tanto a recriação em laboratório quanto a gestação e os cuidados posteriores.

A esperança? Que a possibilidade de contar com um tigre-dentes-de-sabre ou com um mamute em seu zoológico faça surgir duas belas cifras ($$) nos olhos de alguns investidores. Confira alguns dos candidatos abaixo.

Um mamute, um tigre-dentes-de-sabre, uma vítima da moda…

Tigre dentes-de-sabre

O inconfundível tigre-dentes-de-sabre encontra-se na lista dos pesquisadores. O chamado “Smilodon” desapareceu da terra há aproximadamente 10 mil anos, em decorrência das alterações climáticas da última era glacial.

Mastodonte


O mastodonte é um “parente” relativamente próximo do elefante. O animal viveu nas Américas do Norte e Central há aproximadamente 12 mil anos.

Mamute-lanoso

Há uma facilidade extra para recriar o icônico mamute-lanoso — aquele mesmo, o da Era do Gelo. Os cientistas conseguiram encontrar várias carcaças congeladas do animal, por meio das quais foi possível ter acesso a amostras de DNA relativamente bem preservadas. Os mamutes habitavam a Ilha de Wrangel, no Oceano Ártico, há 4 mil anos.

Dodô

O dodô é normalmente associado à ideia de uma ave estúpida, pouco afeita a se proteger de agressores. Bem, isso é fato. Entretanto, justiça seja feita: o dodô desenvolveu semelhante comportamento por conta da mais completa falta de predadores na Ilha Maurício. Dessa forma, quando os seres humanos chegaram ao local, foi fácil utilizar o amistoso animal como recheio para lancheiras.

Periquito-da-carolina

Eis aqui uma genuína “vítima da moda”. O último exemplar da espécie desapareceu em 1904, na Flórida. Entre as inúmeras razões elencadas para justificar o desaparecimento, aparecem certa predileção da indústria de chapéus para madames da época — que adoravam ornamentar seus modelos com as penas coloridas do periquito-da-carolina.


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