sábado, 17 de agosto de 2013

Cientistas flagram dois primatas nadando e mergulhando nos EUA

Dupla de pesquisadores flagrou dois primatas que vivem em cativeiros norte-americanos nadando com agilidade. Até então, os evolucionistas acreditavam que os animais tinham medo de água. O chimpanzé Cooper conseguiu até mergulhar em uma piscina no Missouri (acima) e o orangotango Suryia nadou em um zoológico privado da Carolina do Sul. O interessante da descoberta é que os dois primatas usaram um movimento de pernas mais elaborado, similar a do nado de peito, e não fizeram o "nado cachorrinho" como os outros mamíferos 


Cientistas se disseram surpresos nesta semana ao testemunhar um chimpanzé e um orangotango nadando e mergulhando, habilidades que, segundo se acreditava, os primatas teriam perdido muito tempo atrás.

Os cientistas evolutivos Renato e Nicole Bender fizeram esta assombrosa constatação ao filmar dois primatas criados em cativeiro nos Estados Unidos.

"Ficamos extremamente surpresos quando o chimpanzé, Cooper, mergulhou repetidas vezes em uma piscina no Missouri e parecia se sentir muito confortável", declarou em comunicado Renato Bender, da Escola de Ciências da Anatomia da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul. Bender nasceu no Paraná e vive na Suíça desde 1988.

"Foi um comportamento muito surpreendente para um animal que se acreditava ter muito medo da água", acrescentou.

Os dois cientistas também observaram um orangotango apelidado de Suryia nadar em um zoológico privado da Carolina do Sul.

Muitos zoos usam fossos com água para confinar chimpanzés, gorilas e orangotangos, e eles costumam se afogar ao se aventurar em águas profundas.

Humanos e símios não nadam naturalmente e precisam aprender a fazê-lo, ao contrário da maioria dos mamíferos, que instintivamente usam o chamado 'nado cachorrinho'.

Criados por seres humanos, Cooper e Suryia usaram um movimento de pernas similar à "pernada de sapo" que usamos no nado de peito, descreveu o comunicado.

"O comportamento dos grandes símios na água tem sido amplamente negligenciado pela antropologia", explicou Nicole Bender, da Universidade de Berna, na Suíça.

"Este é um dos motivos pelos quais a natação nunca foi descrita cientificamente, embora estes mamíferos tenham sido muito estudados", emendou.

Fonte: noticias.uol.com.br/

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