domingo, 11 de agosto de 2013

Drones e robôs são usados para capturar fotos de leões em superclos

Para conseguir documentar da forma mais leal possível o cotidiano de leões selvagens, o premiado fotógrafo Michael Nichols passou 2 anos capturando imagens e vídeos com a ajuda de drones e robôs na Tanzânia. O que resultou em mais de 240 mil fotos, 200 horas de vídeo e uma reportagem especial na revista National Geographic.
Robô controlado por distância tem mais de 4 câmeras acopladas para capturar imagens de bem perto (Foto: Reprodução/YouTube)
Uma questão que deveria servir como base para a construção dessa reportagem era a forma como os animais seriam apreciados, já que a ideia era retratar de forma natural o comportamento de um grupo de leões da região. Para isso a presença humana se tornou um obstáculo, não só pela reação dos predadores, mas também pela coragem do próprio fotógrafo. “Eu não poderia suportar fotografar os leões olhando diretamente para eles. Isso faz mal ao meu estômago”, contou Michael para a revista.
Fotógrafo usou robôs e drones para tornar os registros mais intimistas (Foto: Divulgação)

É claro que a segurança de toda a equipe também era pensada, e apesar da possibilidade de se registrar tudo de longe com lentes apropriadas, a National Geographic resolveu deixar tudo mais interessante e propôs o uso de drones, robôs e luzes infravermelhas para capturar o que fosse preciso.

Juntamente com o cineasta Nathan Williamson, Michael deixou que um pequeno robô equipado com câmera fabricada pela Robot Superdroid, empresa especializada em desarmar bombas remotamente, chegasse bem perto dos leões para fotografá-los pelo chão, e um “helicóptero robô” equipado com uma câmera Canon fizesse imagens aéreas. Monitorando tudo, os dois se instalaram em uma Land Rover customizada, estacionada nas redondezas, capturando imagens de perto e controlando os robôs.

Leões se adaptaram rapidamente à presença dos drones e logo voltaram a se comportar normalmente (Foto: Reprodução/YouTube)
No início, houve um período de adaptação dos leões com o equipamento antes de voltarem a se comportar normalmente, o que segundo Michael não demorou muito. “Primeiro eles ficaram desconfiados, mas depois de 5 ou 6 visitas todos eles já dormiam com isso”, relatou.
A preocupação em não incomodar muito os animais também levou a equipe a utilizar uma câmera infravermelha lançada do teto da Land Rover para capturar imagens noturnas, afinal, a noite é o período em que os leões mais tem atividades, pois é a hora da caça. Isso também reduziu as condições de trabalho de todos. Na escuridão, muitas vezes capturavam cenas acreditando ser, por exemplo, uma manada de zebras, quando na verdade era apenas uma pilha de pedras.
Luzes infravermelhas garantiram capturas noturnas sem perturbar os animais (Foto: Divulgação)
Michael acredita que não seja possível realizar o mesmo trabalho com outros animais como elefantes. A forma como os leões encararam a presença dos robôs possibilitou que a equipe seguisse o grupo de longe. E mesmo os predadores sabendo que aquilo não era normal, de forma alguma entenderam a presença das máquinas como uma ameaça.
Veja o vídeo das "máquinas" usadas nas capturas:
Embora, o uso de drones e robôs tenha sido, nesse caso, para fins jornalísticos e apreciativos, esses mesmos equipamentos tem sido vistos como alternativas interessantes para a proteção da fauna e flora pelo mundo. Pesquisadores do Quênia exemplificaram a importância disso adotando drones aéreos não tripulados para monitorar áreas onde ocorre caça ilegal de rinocerontes, enquanto uma equipe de TV pôde documentar a região do Serengeti usando o mesmo tipo de tecnologia.
Via The Verge

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