sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A anta é um dos animais mais inteligente da natureza

A anta é mesmo um bicho estúpido?
De jeito nenhum. "Provavelmente, a relação que se faz entre o nome do animal e uma pessoa pouco inteligente se deva às peculiares características físicas da anta", diz o zoólogo Mario Rollo, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). De fato, a anta - também conhecida em algumas regiões como tapir - é um bicho muuuito estranho. Ela tem o corpo de um porco, cascos de boi, orelhas de cavalo e um focinho que lembra uma pequena tromba de elefante. A esquisitice não pára por aí. Suas patas traseiras têm três dedos e as dianteiras, quatro. Mas, apesar dessa aparência um tanto frankensteiniana, ela não é um bicho nada bobo. Há relatos de antas domesticadas que conseguiam até mesmo abrir maçanetas de portas. Na mata, ela é um bicho bastante tímido, que costuma demarcar o seu território com urina. Em linguagem indígena, anta quer dizer grande animal que abre caminho na mata.

Isso porque, quando perseguida, ela corre desenfreadamente, derrubando as pequenas árvores e arbustos que aparecem pela frente. Considerada o maior mamífero da América do Sul, a anta (Tapirus terrestris) pode pesar 200 quilos e atingir 2 metros de comprimento e 1 metro de altura. Existem quatro espécies conhecidas: três na América do Sul (anta terrestre, anta-de-Baird e anta-da-montanha) e uma na Ásia (anta asiática).
Anta, um dos mamíferos mais inteligente.Então pense duas vezes quando usar aquela frase "Você parece uma Anta"

Conta uma lenda que quando fez o mundo, o Criador formou a anta com partes que pegou emprestado de outros animais. Por isso é que ela tem a forma do porco, o pé do rinoceronte, os cascos do boi e o focinho parece uma pequena tromba de elefante.


Ao contrário da expressão popular que a associa a uma pessoa pouco inteligente, a anta, quando domesticada, aprende fácil – característica que favorece seu manejo em cativeiro. Essa habilidade, aliada à aparência exótica, que mistura corpo de porco com orelhas de cavalo, narina longa e flexível, como uma tromba atrofiada de elefante, e cascos de boi com número ímpar de dedos, faz da espécie nativa um atraente animal para fins ornamentais.

Criadouros conservacionistas, hotéis fazendas, resorts e turismo rural estão entre os estabelecimentos que se interessam pelo quadrúpede de coloração marrom-acinzentada. Além de vender exemplares vivos para o mercado interno, o produtor também pode aproveitar o interesse de zoológicos e parques de fauna estrangeiros para comercializar o curioso e diferente animal, que simboliza a biodiversidade da fauna brasileira. Indígenas como os da etnia kaiapó, na Aldeia Baú, no Pará, têm a anta como bicho de estimação.

Apesar dos benefícios da carne e da utilidade do couro da anta, ainda não há por aqui um mercado estabelecido para esses produtos, devido ao baixo número de criadores, o que tende a mudar com a difusão da atividade. Se houvesse comércio, produtores estimam em R$ 50 o preço do quilo vivo do animal pago na fazenda.

Maior mamífero terrestre do país, alcançando até 1,20 metro de altura, dois metros de comprimento e 300 quilos de peso, a anta (Tapirus terrestris) faz parte da família Tapiridae. Também chamada de tapir, tem sua origem na América do Sul, mais especificamente na região que inclui a faixa formada do leste da Colômbia ao norte da Argentina.

Na natureza, gosta de viver em florestas úmidas e em áreas de Cerrado denso, próximo a rios (quando aproveita para tomar banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas). Ótima nadadora, a anta, se assustada, chega a saltar na água ou a correr para regiões de mata mais fechada. Por onde passa galopando, derruba pequenas árvores, mas tem agilidade para vencer terrenos íngremes.

Herbívora, a anta se alimenta de folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama e caules. Pode ficar até dez horas em busca de forragens para comer e, inclusive, ser encontrada se alimentando em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, mandioca, cacau e melão.

Dotado de micro-organismos, o aparelho digestivo da anta tem capacidade para digerir vários tipos de alimentos e de diversas texturas. O processo metabólico do animal ainda permite, por meio de suas fezes, a dispersão natural de sementes pelo terreno, tornando fértil o solo por onde passa.

*Fabio Morais Hosken é zootecnista e consultor para criação de animais silvestres e exóticos, elaboração de projetos e registros no Ibama

2 comentários:

  1. Agora percebi (faz tempo) porque quando me olho no espelho acho-me parecida com a Anta é um dos mamíferos mais inteligentes,linda, exótica é claro,inteligente têm mesmo aparência estranha.

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk eu tb agora vou adorar ser chamada de anta..mesmo porque, no dizer do CAETANO VELOSO: de perto ninguem é nOrMal

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