sábado, 20 de julho de 2013

Cadelinha tetraplégica ganha página no Facebook, e tutores tentam evitar eutanásias.

Mocinha - Foto reprodução/Folha

Uma cachorrinha tetraplégica ganhou uma página no Facebook, e tutores tentam evitar eutanásia. A vira-lata Mocinha recebeu esse nome quando a atriz Julia Bobrow a resgatou, cinco anos atrás. A denúncia que circulava era de que o animal, que vivia em lares temporários de Osasco, seria sacrificado caso não aparecesse alguém para abrigá-lo. Mas Julia apareceu. A informação foi publicada nesta sexta-feira, 19, no jornal "Folha de S. Paulo".

(Reprodução/Folha de S. Paulo)

De acordo com a reportagem de Fabiana Seragusa, o drama de mocinha começou um ano depois, uma doença degenerativa surgiu (até hoje não foi dado um diagnóstico preciso) e o bichinho foi perdendo a mobilidade: primeiro seu latido ficou rouco, depois as patas traseiras passaram a não suportar o peso do corpo, e em seguida foram as da frente que já não conseguiam mais se manter. Mocinha estava tetraplégica. E o que mais se ouvia dos veterinários e nos bate-papos era que a melhor opção seria a eutanásia.

"Da forma como entrava por um ouvido, saía pelo outro. Nunca foi assunto na nossa mesa, nunca foi sequer uma hipótese, desistir nunca foi uma opção", conta Julia, que criou uma página no Facebook (chamada Diário de uma Mocinha ) para contar o dia a dia de sua cachorra e mostrar como é esse mundo dos animais especiais.

De maio pra cá, já atraiu mais de 5.000 seguidores. A intenção também é incentivar a adoção (há várias feirinhas desse tipo, com cachorros e gatos que precisam de um lar) e evitar que eutanásias desnecessárias sejam feitas.
(Mocinha - Foto reprodução/Folha)

"Mocinha nunca sentiu dor, nunca soube o que é sofrer, talvez até hoje sequer saiba que carrega uma doença tão avassaladora", diz a atriz. "Qual seria, portanto, o nosso direito de tirar-lhe a vida, se a garantia dos direitos e do acesso a coisas essenciais como carinho, amor, alimentação, higiene e família estava, enfim, assegurada?"

Desde que a doença começou a se manifestar, a cachorra passa por alongamentos, sessões de fisioterapia e tem toda a atenção necessária para se manter bem. Recentemente, começou um tratamento com células-tronco, mas após a segunda aplicação verificou-se uma reação estranha, e a decisão foi parar.

Como ela não consegue fazer xixi sozinha, é Daniel Guth, marido de Julia, o responsável por apertar sua bexiga para que o xixi saia. Há um ponto certinho para pressionar, e o ritual é feito três vezes por dia.

Hoje em dia, Mocinha vive com Julia, Daniel e mais dois cachorros (Laica e Lola, também resgatadas das ruas), em um apartamento no centro de São Paulo.

Momento Verdadeiro - momentoverdadeiro.com
(*) Fonte jornal Folha de S. Paulo

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