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sexta-feira, 13 de março de 2015

Significado do sonho com dinossauro

Sonhando com dinossauros...




Sonhar com um dinossauro convida o sonhador a olhar para o futuro e a não cuidar de sua vida passada.

Esse sonho é muitas vezes é um pesadelo.

Ter o sonho com dinossauro, é um convite para rejeitar as velhas formas de poder avançar na vida.
Sonhar com dinossauros e ser perseguido por ele, representa os medos do sonhador de não estar mais no jogo.
Um dinossauro horrível e assustador em um sonho como um tiranossauro, também pode simbolizar os pensamentos destrutivos de quem tem esse sonho.

Sonho dinossauro, também pode expressar medos imaginários ou falsos que são infundados na realidade, porque, neste caso, o próprio sonhador sabe que os dinossauros desapareceram por um longo tempo.

Às vezes sonhar com os dinossauros, é o indício de que uma velha história será desenterrada que pode ser feita para o sonhador.



terça-feira, 16 de julho de 2013

Dinossauro carniceiro. T-Rex caçava presas vivas e não só carcaças

T-Rex caçava presas vivas e não apenas comia carcaças, diz estudo
Dente achado em fóssil de 67 milhões de anos ajudou na descoberta.
Antes, tiranossauro rex era conhecido apenas por ser 'carniceiro'.
Réplica de Tiranossauro Rex. De acordo com cientistas, lagarto jurássico caçava animais vivos e não apenas consumia carniça de outros dinossauros (Foto: Divulgação)

A mordida de um Tiranossauro Rex encontrada no fóssil de um hadrossauro de 67 milhões de anos ajudou os cientistas a descobrir que este lagarto jurássico caçava animais vivos para consumo e não apenas devorava carcaças que via pela frente.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (15) pela revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”, foram obtidos graças a um pedaço de dente de T-Rex encontrado entre as pernas de um hadrossauro, que foi descoberto na região de Dakota do Sul.

A investigação feita por paleontologistas da Universidade do Kansas aponta que o hadrossauro atacado pelo T-Rex estava vivo quando recebeu a mordida e conseguiu escapar antes de se tornar a refeição do tiranossuaro.

De acordo com David Burnham, um dos autores do artigo científico, o fóssil fornece a evidência definitiva de que os tiranossauros caçavam animais vivo. No entanto, não ficou claro se houve uma perseguição entre predador e presa. Outros estudos já haviam apontado evidências de que o T-rex ia atrás de animais vivos, mas também também consumia carcaças de espécies mortas.
Cientistas mostram fóssil com pedaço de dente de tiranossauro. Evidência comprova que lagarto pré-histórico caçava presas vivas (Foto: David A. Burnham/AP)

G1

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Descoberto maior dinossauro com penas

Descoberto maior dinossauro com penas
Apesar de ter penas, tiranossauro que pesava cerca de 1400 quilos, não levantava voo

Foto: Dr Brian Choo
Maior dinossauro com penas viveu na Terra há 125 milhões de anos

Paleontólogos chineses e canadenses descobriram o fóssil do maior dinossauro com penas encontrado até hoje. O tiranossauro chamado de Yutyrannus huali, que significa" belo tirano com penas", media nove metros e pesava cerca de 1400 quilos. Embora fosse muito menor que o Tiranossauro rex, o peso do novo dinossauro era 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.


Apesar de contar com penas de 15 centímetros estes dinossauros que viveram na Terra há 125 milhões de anos eram incapazes de voar. Além de serem muito pesados para saírem do chão, havia uma questão aerodinâmica nas penas que impedia o voo. "As penas eram filamentosas eram estruturalmente mais parecidas com cabelos ou cerdas do que as plumas das aves modernas, portanto não formavam superfície aerodinâmica para o voo", disse ao iG Corwin Sullivan, paleontólogo canadense que participou do estudo publicado no periódico científico Nature.

Os pesquisadores acreditam que as penas tinham a função de isolamento térmico. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente. Eu suspeito que que o Y. huali era um animal de sangue quente para que pudesse se beneficiar deste mecanismo de retenção de calor", disse ao iG Sullivan.

A descoberta foi feita a partir da análise de três esqueletos completos do Yutyrannus huali . Até então, paleontólogos só haviam encontrado dinossauros com penas semelhantes à de pássaros com tamanhos semelhantes ao de uma galinha.

O caso do Yutyrannus, cujo corpo era apenas parcialmente coberto com penas, pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se tenha sido muito mais frio do que o resto do Cretáceo, 10°C contra 18°C em média.

O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "evoluiu de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores.

Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo.

(Com informações da AP e da AFP)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tyrannosaurus rex tinha a mais poderosa mordida entre todas as criaturas que já andaram na Terra


A mordida mais devastadora do mundo é a do T. rex
Por O Globo

RIO - O mais temido predador da era jurássica acaba de aumentar sua fama de mau. O Tyrannosaurus rex tinha a mais poderosa mordida entre todas as criaturas que já andaram na Terra, afirmam cientistas da Universidade de Liverpool, cujo trabalho foi recém-publicado na revista britânica "Biology Letters".


Pesquisas anteriores subestimaram a força deste animal pré-histórico. Depois de fazer uma varredura com laser no crânio de um T. rex, um modelo matemático calculou que sua mordida deveria variar entre 20 mil e 57 mil newtons, o que equivale a uma força de 2 a 5,8 toneladas (o mesmo peso de um elefante), capaz de quebrar ossos de outros dinossauros. Até então, os estudos diziam que sua capacidade máxima era de 1,3 tonelada.

A nova estimativa dos pesquisadores se baseou no tamanho dos músculos do crânio do animal. A pesquisa de Karl Bates, do laboratório de biomecânica da Universidade de Liverpool, e de Peter Falkingham, da Universidade de Manchester, usou como modelo um esqueleto de T. rex em exibição no Manchester Museum, no Reino Unido.

- Nós digitalizamos o esqueleto com um escâner a laser e conseguimos construir um modelo em terceira dimensão do animal no nosso computador - explicou Bates. - Nossos resultados mostram que o tiranossauro tinha uma mordida extremamente potente. Ele foi um dos predadores mais perigosos que habitaram nosso planeta. Seu esqueleto e seu sistema muscular continuarão fascinando os cientistas durante anos.

A força da mordida e a voracidade do T. rex têm sido alvo de debates entre os cientistas. Estudos chegaram a especular que os tiranossauros se alimentavam de carniça. Parte da polêmica vem do fato de os músculos não se fossilizarem. Para saber a força da mordida do animal, é necessário lançar mão de análises estatísticas e de projeções.

Para efeito de comparação, a equipe de Bates chegou a calcular qual seria a força da mordida de uma pessoa e de um crocodilo caso tivessem o mesmo tamanho de um tiranossauro. Mesmo nestes casos, o predador pré-histórico T. rex apresentou resultados mais potentes.

A pesquisa revelou, ainda, que o aumento da força da mordida do dinossauro não é linear. Mesmo guardada as devidas proporções, o adulto era muito mais forte do que um jovem. Isto indica que apenas os maiores conseguiam atacar algumas das presas. O tiranossauro, que viveu há 65 milhões de anos, podia chegar a ter 12 metros de comprimento e quatro de altura.

Esta não foi a primeira vez que cientistas usaram laser para calcular o tamanho dos tiranossauros. Em outubro de 2011, cientistas do Royal Veterinary College, em Londres, chegaram a conclusão de que eles eram cerca de 30% maiores do que as estimativas anteriores, em trabalho publicado no periódico "PLoS One".

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tapuiassauro, um dinossauro brasileiro no Coração de Jesus

Pesquisadores do Museu de Zoologia da USP descobriram, em 2007, uma nova espécie brasileira de titanossauro, só revelada agora. O trabalho foi acompanhado com exclusividade pela reportagem do Estado


Jefferson Silva observa, curioso, os cientistas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo arrebentarem uma corcova de terra próxima de sua casa, na região rural de Coração de Jesus, norte de Minas Gerais. O trabalho começa bruto, à base de enxadas e picaretas. Depois vêm os martelinhos, pincéis e outras ferramentas mais delicadas. Pouco a pouco, em meio à poeira, o que parecia ser só um bloco de pedras soterrado e sem graça começa a tomar o contorno de um osso. Um grande osso.


"Quando a gente era pequeno, brincava que aqui era o campo dos dinossauros", relembra Silva, de 17 anos, com um sorriso tímido nos lábios e sem parecer se importar com o calor de 40° C que castiga os forasteiros da universidade paulista. "Nunca imaginei que pudesse ser verdade."

Ele conta que sempre viu pedaços de ossos por ali. Achava que eram de vaca ou de algum outro bicho da roça - nunca de um dinossauro de verdade. Mas eram exatamente isso. Muitos milhões de anos atrás, os ossos que os cientistas parecem esculpir da terra pertenceram a um titanossauro de 13 metros de comprimento e 10 toneladas de carne e osso. Um réptil gigante e pescoçudo que, segundo os pesquisadores, morreu à beira de uma lagoa e teve sua carcaça devorada antes de ser soterrado por um deslizamento de lama, cerca de 120 milhões de anos atrás.

O "campo dos dinossauros" que Silva pensava existir apenas em sua imaginação era a realidade da paisagem naquela época, em meados do período Cretáceo. Dinossauros de todos os tipos, grandes e pequenos, carnívoros e herbívoros, caminhavam por aquelas bandas no interior de Minas. E alguns deles, felizmente, tiveram seus restos preservados para contar a história.

Os primeiros relatos de que havia fósseis na região começaram a ecoar pelo sertão em maio de 2005, quando José Adão Pereira de Souza, um dos moradores mais folclóricos de Coração de Jesus - conhecido como Zezinho -, resolveu prestar atenção em alguns daqueles cacos estranhos de osso que pareciam aflorar de um barranco próximo. Inicialmente, tal qual o garoto Silva, todos imaginavam ser ossos de vaca. Zezinho, porém, notou que os cacos eram pesados demais. "Pareciam pedra", relembra ele. "Osso de gado costuma ser mais leve."

Curioso, levou um fragmento para casa - desencadeando, assim, uma sequência inusitada de eventos e coincidências que levaria, três anos mais tarde, a uma das descobertas mais incríveis da paleontologia brasileira.

Zezinho ficou com o osso em casa por algumas semanas, sem dar muita importância. Até que, um dia, um oficial de Justiça bateu à sua porta para entregar um documento. Ele viu o osso e perguntou do que se tratava. Zezinho não sabia. De volta à cidade, o oficial comentou sobre o caso com outra figura folclórica da região: Ubirajara Alves Macedo, o Bira. Nascido e criado em Coração de Jesus, Bira é a enciclopédia viva da cidade. Se alguém pudesse descobrir de onde vinha aquele osso, esse alguém era ele.

Bira não perdeu tempo. Foi até a casa de Zezinho, pegou o caco emprestado e começou a ligar para todas as universidades mineiras que conhecia, pedindo que algum pesquisador fosse dar uma olhada. Ninguém foi. Só quem se interessou pela história foi uma rede de televisão local, que fez uma reportagem e levou um espeleólogo a tiracolo. O espeleólogo (um especialista em cavernas) foi até o local onde Zezinho havia coletado o fragmento, cavou um pouco mais e descobriu uma costela encravada na rocha com mais de 1 metro de comprimento. Disse que era um osso de preguiça-gigante.

Bira não se convenceu. "Meu pai sempre dizia que Coração de Jesus era terra de dinossauros, que um dia a gente acharia um bicho desses por aqui." Determinado a cumprir a profecia, ele continuou a ligar para universidades. De novo, ninguém foi.

O elo perdido. Até que a história foi bater nos ouvidos de Márcio Vieira Nobre, um jovem biólogo local, cujo pai era muito amigo do pai de Bira. No fim de 2005, ele estava de férias da faculdade quando soube, pela namorada, que havia um fóssil misterioso na cidade. Nobre também não perdeu tempo. Foi até a casa de Bira, examinou o osso e começou também a ligar para universidades pedindo ajuda. Ninguém apareceu.

Foi então que Nobre se lembrou de um sujeito no Orkut que dizia trabalhar com escavações - um baixinho troncudo que usava chapéu de Indiana Jones e atendia pelo apelido de Wolverine. Os dois não se conheciam, mas compartilhavam um hobby que acabou se tornando o "elo perdido" entre o dinossauro de Coração de Jesus e os pesquisadores da USP: ambos tinham uma caminhonete Rural, da década de 70, e por isso pertenciam a uma mesma comunidade no Orkut.
Israel Cruz, Marylene Ferreira e as filhas, com um pôster feito pelos pesquisadores para decorar a fazenda da família, onde foi encontrado o fóssil do Tapuiassauro. Foto: Filipe Araújo/AE
"Ele viu uma foto minha no Orkut de chapéu e pensou ‘Esse cara tem pinta de paleontólogo’", brinca Ricardo Domingues, o Wolverine - que, na verdade, é geólogo, mas trabalha com projetos de paleontologia no Museu de Zoologia da USP. Em setembro de 2005, ele recebeu uma mensagem de Nobre, contando sobre o fóssil de Coração de Jesus. Wolverine, então, contou a história para o professor Hussam Zaher, curador de herpetologia e paleontologia do museu.

Zaher ligou para Nobre. Quando soube que a tal costela tinha mais de 1 metro, colocou a equipe no carro e rumou para Minas. "Só podia ser dinossauro", apostava Zaher.

No dia 14 de setembro de 2005, Zaher chegou a Coração de Jesus. Encontrou com Nobre, que o apresentou a Bira, que os apresentou a Zezinho, que os levou até o barranco onde estava a costela encravada. Puseram-se a cavar e, não demorou muito, descobriram outros ossos fossilizados. E não era preguiça-gigante, não. Era dinossauro. Dos grandes. "Foi muito emocionante. Nunca imaginei que teria contato com uma coisa dessas", relembra Nobre. Entre outubro e dezembro de 2005, os pesquisadores fizeram três expedições ao local, que ficou conhecido como Ponto 1. Desenterraram outras costelas, vértebras e um úmero de mais de 1 metro.

Mas essa não é a descoberta principal.

A descoberta mais importante - um crânio completo de titanossauro - foi feita a 2 quilômetros dali, no chamado Ponto 4, onde o garoto Silva costumava brincar de "campo dos dinossauros", e que os cientistas só começaram a escavar em 2007. "Desde então não conseguimos mais sair daqui", conta, entre uma enxadada e outra, o paleontólogo Alberto Carvalho, responsável pelos trabalhos de escavação e preparação do fóssil.

A última expedição de coleta foi em março deste ano. Entre os Pontos 1 e 4, os pesquisadores já coletaram uma grande quantidade de fósseis, que podem representar até quatro animais diferentes. E ainda há muito o que explorar na região. "Se continuarem cavando, vão achar mais coisa, com certeza", profetiza Zezinho, montado em seu cavalo.

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Quem matou os dinossauros?
Hipótese mais aceita diz que foi um grande asteroide que colidiu com a Terra, 65 milhões de anos atrás. Mas será só isso? Mistério científico ainda não foi resolvido

Alguma coisa muito grave aconteceu 65,5 milhões de anos atrás. Até essa data, que marca o fim do período Cretáceo, as camadas mais antigas da crosta terrestre estão cheias de dinossauros. De repente, eles desaparecem. Dali em diante, quem prolifera e assume o comando da cadeia alimentar são os mamíferos, grupo que eventualmente daria origem aos seres humanos - que, milhões de anos mais tarde, olhariam para trás e se perguntariam: Quem matou os dinossauros?

É um enigma que atormenta e fascina os cientistas há quase dois séculos. Um dos maiores mistérios sobre a evolução da vida na Terra. O principal suspeito nas investigações é um asteroide de 10 quilômetros de diâmetro - maior do que o Monte Everest - que teria atingido o planeta onde hoje fica a península de Yucatán, no México, detonando um processo catastrófico de aberrações climáticas, terremotos e tsunamis, que acabou por exterminar grande parte dos grupos de fauna e flora daquela época. Incluindo os dinossauros, os pterossauros, os grandes répteis marinhos e praticamente todo e qualquer animal com mais de 25 quilos.

A acusação conta com uma série de evidências a seu favor. Mas também está repleta de interrogações. Por exemplo: se o impacto foi tão catastrófico a ponto de exterminar os dinossauros, como é que os mamíferos, anfíbios e todas as outras linhagens de animais e plantas que existem hoje sobreviveram? Seria o impacto o único culpado? Ou teria ele agido em cumplicidade com outros agentes exterminadores? Talvez um vulcão, ou mesmo outros asteroides de grande porte?

Uma das poucas certezas nessa história é que um asteroide colidiu com a Terra 65 milhões de anos atrás. A assinatura geoquímica desse impacto pode ser lida na forma de elevadas concentrações de irídio, encontradas na camada geológica que marca a transição entre os períodos Cretáceo e o Terciário (o famoso limite KT, também chamado pelos geólogos de K-Pg, ou Cretáceo-Paleógeno).

O irídio é um metal raríssimo na crosta terrestre, mas muito comum em asteroides. Coincidência? Não. As concentrações de irídio em toda a camada do limite K-Pg (que recobre o solo no qual os dinossauros pisavam pouco antes de morrer) estão muito acima das concentrações naturais encontradas em qualquer outra camada da Terra.

Seguindo o rastro de distribuição desses fragmentos ao redor do mundo, chega-se ao povoado de Chicxulub, na península do Yucatán. Debaixo do qual, centenas de metros abaixo da superfície, encontra-se uma cratera de 180 km de diâmetro que, segundo os cientistas, é a cicatriz deixada pelo impacto de um grande asteroide, cujo irídio teria sido lançado na atmosfera e se espalhado pelo planeta, como os fragmentos de uma bomba. As medições indicam que o asteroide tinha 10 km de diâmetro, e que o impacto ocorreu 65,5 milhões de anos atrás. Bingo!

Que um impacto ocorreu, portanto, é fato. Mas seria ele o verdadeiro e único culpado pela extinção dos dinossauros?

O argumento mais próximo de um veredicto foi dado por meio de um estudo na revista Science, publicado em março deste ano. Nele, 41 cientistas fazem uma revisão de tudo que foi pesquisado sobre o assunto nos últimos 20 anos. E concluem que o impacto de Chicxulub foi, mesmo, o responsável pela extinção em massa do fim do Cretáceo.

Só a onda de calor gerada pelo impacto já teria matado tudo num raio de centenas de quilômetros, instantaneamente. Na sequência, além dos terremotos e tsunamis, quantidades gigantescas de enxofre, fuligem e rocha pulverizada foram lançadas na atmosfera, produzindo chuvas ácidas e bloqueando a luz do Sol por um período de vários meses ou até anos, segundo o pesquisador Peter Schulte, da Universidade de Erlangen-Nürnberg, na Alemanha, que coordenou o estudo.

O planeta ficou frio e escuro. A fotossíntese parou. Os herbívoros morreram de fome. Os carnívoros, que se alimentavam dos herbívoros, também. Por fim, estima-se que cerca de 50% das espécies de fauna e flora do planeta nunca voltaram a ver a luz do dia.

Sorte dos mamíferos, que sobreviveram à catástrofe e passaram a dominar o planeta após o sumiço dos grandes répteis.

Asteroide vs. vulcão. Todas as peças, então, parecem se encaixar: a cratera, o irídio, o sumiço dos dinossauros. Mas nem todos estão convencidos. Há quem diga que não foi só isso. Ou até que uma coisa, na verdade, não tem nada a ver com a outra.

A grande "cética" da teoria do impacto é a pesquisadora Gerta Keller, da Universidade Princeton. Suas análises dos sedimentos da cratera de Chicxulub indicam que o impacto ocorreu 300 mil anos antes da extinção. "O impacto de Chicxulub não tem nada a ver com a extinção do KT", disse Keller ao Estado. O que matou mesmo os dinossauros, segundo ela, foi uma grande sequência de erupções vulcânicas ocorridas na região do planalto de Deccan, na Índia. Os gases e partículas lançados na atmosfera pelos vulcões teriam bloqueado a luz solar e alterado radicalmente o clima do planeta por um longo período, com um efeito semelhante ao descrito para o impacto de Chicxulub.

Keller acredita que só isso já seria suficiente para acabar com os dinossauros. Mas é provável que os efeitos dos vulcões tenham sido agravados pelo impacto de um outro asteroide, cuja cratera ainda não foi encontrada. O irídio detectado na camada do limite KT, segundo ela, seria desse outro asteroide, e não do de Chicxulub.

Para os autores da revisão na Science, as conclusões de Keller resultam de interpretações equivocadas. "Todas as evidências sugerem que o início da extinção em massa coincide exatamente com o momento do impacto de Chicxulub", disse Schulte ao Estado. "Enquanto as erupções violentas do Deccan começaram 400 mil anos antes, sem causar nenhuma catástrofe global." Também não há evidências de outros impactos significativos naquela época, completa ele. "Só pequenas crateras, cujo impacto teria tido repercussões apenas regionais."

Um outro asteroide do tamanho do de Chicxulub não deve atingir a Terra por pelo menos mais alguns milhões de anos. Tempo suficiente, quem sabe, para resolver o debate.

Fonte: ESTADAO

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

'Concavenator'. Dinossauro descoberto na Espanha teria saliência de 41 cm nas costas

Ossos revelam um animal carnívoro que viveu há 160 milhões de anos.
Descoberta foi divulgada na revista científica 'Nature'.


Pesquisadores da Espanha descobriram o fóssil quase completo de um dinossauro com uma saliência de 41 cm nas costas. Os ossos foram encontrados em Cuenca, na região de Las Hoyas.

Segundo os especialistas, o animal teria sido carnívoro. O exemplar do fóssil era um adulto e media cerca de 6 metros de comprimento.


Reprodução do 'Concavenator', dinossauro que teria vivido há 160 milhões de anos. O fóssil foi encontrado na região de Las Hoyas, na Espanha. A espécie teria 6 metros de comprimento. (Foto: AP Photo / Nature)

O dinossauro teria vivido há 160 milhões de anos e é conhecido como Concavenator. A corcova pontiaguda no dorso do animal serviria, segundo os cientistas, para comunicação entre os exemplares da espécie.

Outra possível explicação para o formato incomum foi apresentada pelo próprio descobridor do fóssil, Francisco Ortega. Para o especialista, a área do corpo do dinossauro poderia ser um depósito de gordura ou mesmo um mecanismo para regular a temperatura interna do animal.

O estudo foi divulgado na edição de 9 de setembro da revista científica Nature.

Do G1, com informações da AP

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