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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Psychrolutes marcidus. Peixe com rosto 'humano' é eleito o animal mais feio do mundo.

Peixe com rosto 'humano' é eleito o animal mais feio do mundo.
O blobfish foi eleito o mais feio dos animais do mundo. Foto: Greenpeace / Rex Features
O Psychrolutes marcidus, espécie de peixe que habita as profundezas do oceano Pacífico, foi eleito o animal mais feio do mundo.

O blobfish (peixe gota), como é chamado em inglês, cuja aparência lembra um rosto humano, ganhou um concurso realizado na internet com mais de 3 mil participantes.

O concurso foi promovido pela Ugly Animal Society (Sociedade dos Animais Feios), com o objetivo de chamar atenção para as espécies pouco visíveis e conhecidas, mas que fazem seu papel no ecossistema.

O blobfish é capaz de suportar a pressão das grandes profundezas do oceano e tem sido vítima de pesca.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

'Peixe mais feio do mundo' corre risco de extinção


O melancólico ‘Psychrolutes marcidus’ habita águas profundas.
Pesca de arrasto na Austrália e Nova Zelândia está dizimando espécie.

Foto: reprodução

Sem nenhum motivo para sorrir: 'Psychrolutes marcidus' tem corpo gelatinoso e não é comestível, mas está sendo capturado junto com camarões e lagostas nas águas profundas entre Austrália e Nova Zelândia (Foto: reprodução)

O peixe da espécie Psychrolutes marcidus, conhecido por blobfish e por uma cara que dá pena, está em risco de extinção. A informação está no site do jornal britânico "Daily Mail". O hábitat da criatura é a costa sudeste da Austrália, em águas profundas. A risco de extinção vem do excesso de pesca por traineiras, barcos de pesca que fazem uso de redes de arrastão para amealhar suas vítimas.

O inchado habitante das profundezas, diz reportagem do site MailOnline, pode chegar a cerca de 30,5 centímetros e vive a 800 metros de profundidade, então é visto muito raramente (felizmente). Mas está sendo levado pelas redes com as espécies que são preciosas à atividade pesqueira. Ele mesmo não é para se comer, logo não interessa, mas deu o azar de viver nas mesmas paragens de outros seres oceânicos mais apetitosos, entre os quais camarões e lagostas.

Callum Roberts, especialista nas profundezas do mar da Universidade de York, explica que o P. marcidus tem todas as razões do mundo para ser um bicho taciturno, com um jeitão miserável. “São muito vulneráveis a ser arrastados pelas redes e, pelo que sabemos, seu hábitat é restrito a essas áreas”, explica Roberts, autor do livro “The Unnatural History of the Sea” (A História não natural do Mar).

Tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água

“As frotas de traineiras de águas profundas da Austrália e da Nova Zelândia são umas das mais ativas do mundo, então se você é um peixe desses, ali não é um bom lugar para viver.” A pescaria com redes de arrastão é uma das formas mais predatórias da atividade.


Os tecidos do blobfish são gelatinosos, com densidade um pouco inferior à da água, o que permite que flutue. Quase não tem músculos, mas ainda assim se vira muito bem: vai engolindo detritos que aparecem na frente dele.


Fonte: G1

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