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sábado, 3 de setembro de 2011

Rinoceronte peludo. A origem dos mamíferos gigantes do frio

Animais gigantes da Idade do Gelo teriam evoluído no planalto do Tibete antes mesmo do frio tomar conta da Terra

Casaco da moda: A espécie recém-descoberta de
rinocerontes tibetanos poderia ter sido um criador de tendências,
ajudando seus ancestrais a sobreviver à Idade do Gelo
As terras geladas do planalto do Tibete foram o berço evolucionário de um surpreendente animal que teria chegado à última Idade do Gelo já adaptado ao forte frio, ganhando vantagem antes mesmo que ele começasse. Um fóssil de 3,6 milhões de anos de um rinoceronte peludo encontrado na região indica que o animal desenvolveu um chifre plano em forma de pá para tirar a neve de cima da vegetação que lhe servia de alimento.

Segundo os cientistas, o rinoceronte, assim como outros grandes herbívoros da época, como mamutes e preguiças gigantes, teriam evoluído para se adaptarem ao frio antes mesmo que o gelo tomasse conta de grande parte da Terra. Com as adaptações já presentes, os animais se espalharam para o Norte da Ásia e Europa facilmente depois que a Idade do Gelo começou há 2,6 milhões de anos, afirmam em artigo publicado na revista "Science".

"A extinção dos gigantes da Idade do Gelo, como os mamutes e rinocerontes peludos, as preguiças gigantes e os tigres dentes-de sabre é grandemente estudada, mas muito pouco se sabe sobre de onde esses gigantes vieram", afirmaram em comunicado os pesquisadores do Museu de História Natural de Los Angeles e da Academia Chinesa de Ciências responsáveis pelo artigo. "O planalto tibetano pode ter sido o berço destes gigantes", acrescentaram.

Além do rinoceronte peludo, os cientistas encontraram fósseis de espécies extintas como um cavalo de três dedos, um "bharal" tibetano - também conhecido como ovelha azul, e outros 25 tipos de mamíferos.

- Regiões frias como o Tibete, o Ártico e a Antártica são onde a maior parte das descobertas inesperadas serão feitas no futuro - aposta Xiaoming Wang, do museu americano. - Essas são as fronteiras que ainda estão muito inexploradas.

Primeiras influências: O mesmo processo evolutivo que ajudou o Coelodonta tibetano (rinoceronte peludo) evoluir, fez o mesmo para o mamute dente de sabre e felinos.

 O Globo

domingo, 15 de agosto de 2010

Titanoboa, a maior cobra que existiu no nosso planeta

Titanoboa, a cobra gigante que viveu há cerca de 60 milhões de anos.

A maior cobra do mundo foi uma espécie de serpente que viveu há cerca de 60 milhões de anos,ou seja, 6 milhões de anos após o desaparecimento doTyrannosaurus rex, no período Paleoceno,  nas florestas tropicais da América do Sul. Trata-se da única espécie incluída no gênero Titanoboa. Através da comparação do tamanho e forma das suas vértebras fossilizadas com aquelas das cobras atuais, os investigadores estimam que medisse cerca de 13 metros de comprimento, 1,1 metros de diâmetro e pesasse cerca de 1 100 kg, o que faz desta a maior espécie de serpente alguma vez descoberta. Foram encontrados fósseis de 28 indivíduos desta espécie nas minas de carvão de Cerrejón, Colômbia no início de 2009. Antes desta descoberta eram poucos os fósseis de vertebrados deste período descobertos nos antigos ambientes tropicais da América do Sul.


"Verdadeiramente cobras enormes realmente faíscam a imaginação das pessoas, mas a realidade ultrapassou as fantasias de Hollywood", disse o paleontólogo de vertebrados do Florida Museum, Jonathan Bloch, que co-liderou a expedição, com Carlos Jaramillo, um paleobotanist do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá. "A serpente que tentou comer Jennifer Lopez no filme 'Anaconda' não é tão grande como o que encontramos."

Jason Head, paleontólogo da Universidade de Toronto em Mississauga e autor sênior do estudo, descreveu Titanoboa desta maneira: "A cobra tinha um corpo  tão grande que se decidisse  vir ao meu escritório para me comer, ela teria literalmente que se espremer através da porta. "

Durante a expedição, os cientistas encontraram muitos esqueletos de tartarugas gigantes e de parentes de crocodilos primitivos extintos, de 2,1 metros de comprimento. O Cerrejonisuchus improcerus  não teria  uma chance contra os 13,7 metros de comprimento da Titanoboa.

"Antes do nosso trabalho, não havia fósseis vertebrados encontrados entre 65 milhões e 55 milhões de anos atrás na América do Sul tropical, deixando-nos com uma compreensão muito pobre de como era a vida na região Neotropical do norte", disse Bloch. "Agora temos uma janela no tempo logo depois que os dinossauros foram extintos e podemos realmente ver o que os animais que vieram a substituí-los."

Você está olhando para as vértebras de duas espécies de cobra. O menor modelo da esquerda pertence à anaconda, uma serpente gigante que pode crescer até 7 metros de comprimento e pesar até 45 kg. A extinta Titanoboa  pesava cerca de 1100 kilos e 13 metros de comprimento.


As dimensões da serpente gigantesca é um sinal de que as temperaturas ao longo do equador eram muito mais quentes, disse Bloch. Cobras e outros animais de sangue frio são limitados no tamanho do corpo pela temperatura ambiente do local onde vivem.

"Se você olhar para os animais de sangue frio e sua distribuição no planeta hoje, os grandes estão nos trópicos, onde é mais quente, e eles se tornam menores a distância maiores do equador", disse ele.

"Baseado no tamanho da cobra, a equipe foi capaz de calcular a temperatura média anual equatorial da América do Sul há 60 milhões de anos em cerca de 91 graus Celsius, cerca de 10 graus mais quente do que hoje", disse Bloch.

A presença de cobras e tartarugas de água doce mostra que até 60 milhões de anos atrás as bases do ecossistema amazônico moderno tropical estavam no lugar, disse ele.

Harry W. Greene, professor do departamento de ecologia e biologia evolutiva na Universidade Cornell e um dos maiores especialistas mundiais em cobra, disse que o "colossal"  tão antigo que os investigadores encontraram tem "implicações importantes para a biologia de serpentes e nossa compreensão da vida antiga nos  trópicos. "

Jason McManus

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domingo, 18 de julho de 2010

Cobras gigantes. Mitos e verdades

São muitas as estórias sobre serpentes gigantes, tanto no folclore como na mídia sensacionalista. Cobras gigantescas povoam os pesadelos dos ribeirinhos em muitas partes do mundo, inclusive em algumas partes do Brasil.

Muito conhecida é a lenda da cobra grande, também denominada mãe d’água ou boiúna, e descrita como uma serpente enorme, tão grande como um barco, com olhos negros e esbugalhados. Ágil, ela desliza sobre as águas dos rios amazônicos com incrível rapidez, uivando de forma amedrontadora.

Essa lenda baseia-se na sucuri que também deve ter servido de inspiração para certos jornais que noticiaram o encontro, no interior da Amazônia, de cobras com 30 e até 40 metros de comprimento. Os produtores do cinema norte americano também se inspiraram na sucuri para criar o filme “Anaconda” que, recentemente, pôde ser apreciado no cinema e na televisão.

Por sinal, “anaconda” é o nome em inglês da nossa sucuri. Mas será que tais monstros existem? NÃO, eles não existem. A maior serpente do mundo é a píton-reticulada (conhecida pelos cientistas como Python reticulatus), que vive nas florestas do sudeste asiático. Ela pode alcançar até 10 metros de comprimento.

A sucuri (conhecida pelos cientistas como Eunectes murinus), que vive na Floresta Amazônica, é a segunda maior em comprimento, podendo alcançar cerca de 9 metros. Mesmo sendo bem menores que as serpentes das lendas, seu tamanho certamente impressiona.

Um animal adulto, de grande porte, pode matar e engolir um jacaré, um veado e até mesmo um homem. Matam suas presas através da constrição, isto é se enrolam nela, apertando até que morram asfixiadas. Durante esse processo, é comum que alguns ossos sejam fraturados.

Não é verdade que elas possam engolir um boi, deixando os chifres para fora da boca até que apodreçam e caiam. Essas estórias fazem parte das lendas sobre serpentes gigantes. Mitos a parte, são animais belíssimos, com importante papel na cadeia ecológica e que hoje em dia correm sérios riscos devido à caça.

Na Casa das Serpentes Gigantes do Zoológico de São Paulo, é possível observar um grupo de cinco sucuris com comprimento entre 3 e 3,5 metros. Para breve, planeja-se a exposição de um macho e uma fêmea de píton-reticulada, ele com cerca de 3,5 metros e ela com 5,5 metros.

Venha conferir.

www.zoologico.sp.gov.br
Flávio de Barros Molina
Chefe do Setor de Répteis

30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...