sábado, 4 de abril de 2009

História real e animal: tropelada, uma vira-latas de sorte

Veterinário Márcio Carbuglio, de 29 anos, com a vira-lata 'Tropelada'. (Foto: Divulgação)
Era uma noite bastante comum de um dia de semana quando motoristas na Rodovia Raposo Tavares presenciaram uma cena inusitada. Um homem saiu do seu veículo e parou o trânsito para ajudar um cão assustado a atravessar a pista. De seus carros, pessoas aplaudiram e parabenizaram o ato de compaixão do veterinário Márcio Carbuglio, de 29 anos. O cão seguiu pela outra margem da rodovia, são e salvo.

O que motivou Márcio foi evitar um problema muito comum entre os cachorros: os atropelamentos. Afinal, a terceira maior causa de morte canina em São Paulo, assim como é de se esperar em outras cidades grandes, são os traumas e acidentes. Como diz o professor de cirurgia veterinária do Hospital da USP, Cássio Ricardo Auada Ferrigno, atropelamentos lideram essa lista disparado, sendo bem mais frequentes que violência e quedas. São também a causa de até 20% das cirurgias realizadas no hospital, estima ele.

O veterinário Márcio, antes de fazer com que o cão chegasse a salvo do outro lado da pista, já havia resgatado cachorros que não tiveram a mesma sorte e foram atropelados. Entre eles, a cadela Tropelada (com 'T' mesmo), que está com ele há cinco anos. Ele estava saindo da mesma rodovia quando a viu sendo atingida por um carro. Parou para ajudar quando o motorista fugiu. O veterinário a amordaçou para evitar uma mordida e a levou para a clínica onde trabalha. Ela havia sofrido fratura no fêmur da pata esquerda e luxação na direita, portanto demorou para ficar boa. Quando ficou, Márcio levou-a para casa, onde cria mais três cachorros. Ele descreve a cadela como a mais alegre e obediente dos seus animais de estimação, esquecendo-se de citar as sequelas físicas bastante visíveis.

Tropelada deve saber que tem sorte. Apenas uma pequena parte dos cachorros atropelados chegam a um hospital ou clínica veterinária porque o resgate, além de ser perigoso, também acarreta em assumir o cão como sua responsabilidade, ainda que temporária, além dos gastos do tratamento. No caso de Márcio, o que o permite fazer essas boas ações é o fato de saber cuidar dos animais. "É muito raro um desconhecido encontrar um cão atropelado e resgatá-lo", afirma a veterinária Simone Franceschini, 32. "Acolhi uma cadela essa semana que foi encontrada e trazida pela mãe de uma veterinária". Simone diz que o tratamento não será cobrado já que a filha dessa senhora trabalha na mesma clínica, mas admite que, se fosse, não sairia por menos de R$ 800. Nem mesmo hospitais veterinários públicos, como o da USP, recebem cachorros tão machucados por caridade e sem que a pessoa que resgatou assuma o animal, já que eles são muitos, o tratamento é caro, demorado e ainda precisa-se encontrar um dono para acolhê-lo depois de curado.

Difícil sim. Impossível não

"Desci do carro para ajudar esse e outros cachorros porque eu estava ali. Não poderia ver um animal precisando de ajuda e simplesmente passar reto", diz Márcio sobre os cachorros que resgatou. Suas palavras poderiam ser ditas por muitas outras pessoas que amam animais e que certamente ajudariam a mudar essa situação, se soubessem como.

A primeira iniciativa é praticar a Posse Responsável. "A causa de tantos animais morrerem desse jeito é o abandono. Animal largado na rua está suscetível a ser atropelado. Não castrar os animais também aumenta a população canina que corre esse risco", diz o professor veterinário Cássio Ricardo. Se muitos donos não são responsáveis como deveriam, você pode adotar um cão abandonado e, provavelmente, salvá-lo desse destino.

Se puder, pare por um animal machucado e leve-o ao veterinário - boa parte das clínicas e hospitais veterinários praticam uma espécie de política de compaixão, o que significa que cobram muito menos em situações especiais como essas. No entanto, lembre-se que animais com dor podem ser agressivos. Faça uma mordaça com o seu cadarço para evitar mordidas.

Mesmo se não tiver condições financeiras, você pode ajudar. "Uma possibilidade é levar o animal para o Centro de Zoonoses", sugere o professor Cássio Ricardo. "Lá eles cuidam do acidentado e, quando não há tratamento possível, ele é sacrificado. Mas pelo menos não fica agonizando na rua", diz ele, que não consegue deixar um animal nesse estado e pára toda vez que vê um, ainda que seja para lhe dar um fim digno. Assim como nas cidades, levar para o Centro de Zoonoses é também a política de algumas concessionárias de estradas – outro cenário de muitos acidentes -, como a Ecovias. São resgatados por mês 190 animais em seus 177 quilômetros do complexo Anchieta-Imigrantes e desses 80% são cachorros, por exemplo. No entanto, eles oferecem o contato de seis veterinários da região para quem quiser resgatar um animal atropelado.

No caso de quem cuidaria de um cão machucado, mas não pode tê-lo em casa, a solução é encontrar para ele um dono depois de curado. Para isso, conte com o auxílio das ONGs de proteção animal. A Projeto Cel, por exemplo, organiza feiras de adoção de animais abandonados todos os finais de semana. "A maioria dos animais consegue sim arranjar um novo dono. Vale muito a pena salvar um cão ", afirma Eliete Brognoli, fundadora da ONG.

Embora o problema dos cães abandonados e com péssimas condições de vida ainda necessite de mais estrutura para ser solucionado, quem já cuidou e adotou um animal necessitado sabe que a gratidão deles faz realmente valer a pena. Então, o que você vai fazer da próxima vez que vir um cachorro machucado?

Por Isabel Malzoni/ Especial para o Yahoo! Brasil
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com 

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tartaruga de quase 200 quilos, solta gases e volta ao mar na Bahia

Ela foi encontrada encalhada em uma praia na cidade de Prado (BA).
Fêmea do animal pode ter ingerido isopor ou boia marítima.

Tartaruga de 200 quilos volta ao mar após soltar gases (Foto: Paolo Botticelli/PAT Ecosmar)

Uma tartaruga de quase 200 quilos, resgatada após ficar encalhada na sexta-feira (20), na praia de Guaratiba, em Prado (BA), foi ao mar após soltar os gases que a impediam de mergulhar. De acordo com a equipe da ONG Projeto Amiga Tartaruga (PAT) Ecosmar, o animal ficou em observação para a retirada de isopor ou boia marítima, que ela pode ter ingerido em águas sujas.

O animal recebeu os primeiros cuidados veterinários em Porto Seguro. Ela foi transferida para a unidade do Tamar/Comboios, no Espírito Santo, onde existe uma estrutura mais adequada para tartarugas marinhas de grande porte. O resultado da análise de sangue mostrou que o animal não apresentava doenças ou infecções.

Após a chegada em Comboios a tartaruga marinha conseguiu expelir o que estava obstruindo o trato gastrointestinal.

Fonte: G1

quinta-feira, 2 de abril de 2009

No Rio, cães são municipais; gambás, federais, e marimbondos, estaduais


                 Um gambá passeia por condomínio na Barra da Tijuca,                     na Zona Oeste (Foto: Luiz Marcos / Arquivo Pessoal)
Um gambá passeia por condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste (Foto: Luiz Marcos / Arquivo Pessoal)

Quase todo mundo conhece alguma simpatia dos tempos da vovó para evitar visitas indesejáveis. Mas, quando essa visita pertence ao mundo animal, como marimbondos, abelhas, gambás, cobras e jacarés, dificilmente pôr uma vassoura de cabeça para baixo atrás da porta dá certo. Porém, o mais complicado é saber a quem pedir socorro, até porque para não pagar mico, dependendo da espécie, o trabalho pode ser da alçada municipal, estadual ou federal.

Nem pense em usar a tal vassoura que ficou atrás da porta para dar cabo do visitante. Além de não ser educado nem politicamente correto, pode ser perigoso. Segundo o veterinário e diretor técnico da Fundação Rio-Zoo, Victor Hugo Amoroso de Mesquita, o animal – independentemente do tamanho - pode se sentir ameaçado e, uma vez, acuado, tende a atacar o agressor. Além do mais, matar qualquer espécie da fauna brasileira é crime ambiental.

“Em caso de invasão de animais, o ideal é chamar o Corpo de Bombeiros ou a Patrulha Ambiental. Eles têm equipamentos e são preparados para fazer o recolhimento dos bichos. Eles sabem evitar acidentes como picadas e mordidas e sabem para onde eles devem ser levados. Os zoológicos, assim como institutos de pesquisa, como o Vital Brazil não fazem recolhimento de animais”, explicou Mesquita.


                 O recolhimento de abelhas tem de ser feito por um                     apicultor particular (Foto: Reprodução da TV)
O recolhimento de abelhas tem de ser feito por um apicultor particular (Foto: Reprodução da TV)

De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, somente os chamados para invasão de abelhas não são atendidos pela corporação. Nesses casos, o problema exige uma solução particular: a chamada de um apicultor. Com roupas e material apropriados eles recolhem os insetos e levam para um apiário.

“De resto, os bombeiros podem ser chamados para resgatar e recolher qualquer tipo de animal. De baleia a marimbondo. O Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) faz esse trabalho”, afirmou o subtenente Leandro, da assessoria de comunicação da corporação.

Resgate pode ser municipal ou estadual

Geralmente, as invasões do mundo animal começam no âmbito municipal. São insetos, répteis, aves ou pequenos mamíferos que saem de locais de mata para procurar abrigo ou alimentos ao redor das residências na cidade.

O caso se mantém na esfera municipal, se o recolhimento for feito pela Patrulha Ambiental, ligada à Secretaria municipal de Meio Ambiente. Mas o bicho passa a ser um problema do estado, se o resgate for realizado pelo Corpo de Bombeiros.


                 Jacarés, encontrados em canal no Recreio dos                     Bandeirantes são recolhidos por bombeiros e levados                     para centro de triagem do Ibama (Foto: Reprodução da TV)
Jacarés, encontrados em canal no Recreio dos Bandeirantes são recolhidos por bombeiros e levados para centro de triagem do Ibama (Foto: Reprodução da TV)

O estado, através do Corpo de Bombeiros, foi o salvador da dona-de-casa Maria de Lourdes Esteves de Oliveira, moradora de Botafogo, na Zona Sul. Há tempos ela vinha sofrendo com o ataque de marimbondos, que construíram sua casa nas folhas de uma palmeira que fica em frente à sua janela.

“Mesmo com a janela fechada o tempo todo, cheguei a ser picada algumas vezes. Não sabia mais o que fazer. Os bombeiros fizeram um trabalho muito eficiente e retiraram a casinha de marimbondo da palmeira”, contou a moradora.

Segundo os Bombeiros, cães e gatos lideram as estatísticas de recolhimento no Rio. Normalmente, são bichos que foram abandonados nas ruas por terem se tornado agressivos. Nesses casos, o destino deles é de responsabilidade municipal, já que são levados para o Centro de Controle de Zoonoses, da prefeitura.


Sob responsabilidade da União


Animais silvestres, como gambás, micos, jacarés, gaviões por determinação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem ser levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, que fica no município de Seropédica, na Baixada Fluminense.

Como o Seropédica não é muito perto, é comum que os bichos sejam levados para um outro município mais próximo, ou seja, para o Jardim Zoológico de Niterói, na Região Metropolitana.

“Os bichinhos recolhidos sempre chegam machucados, assustados ou debilitados. Cuidamos de todos eles. Quando sabemos a origem deles, depois de tratados fazemos um trabalho de reintrodução no habitat natural deles”, informou a diretora presidente do zoológico de Niterói, Gilseda Candiotto.


                 Os pinguins são de responsabilidade da União: sob                     orientação do Ibama viajam em aviões da FAB ou                     navios da Marinha de volta ao Rio Grande do Sul                     (Foto: Divulgação/ Zoológico de Niterói)
Os pinguins são de responsabilidade da União: sob orientação do Ibama viajam em aviões da FAB ou navios da Marinha de volta ao Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ Zoológico de Niterói)


No caso dos estrangeiros pinguins capturados em praias fluminenses, cabe à união decidir o destino deles. Ou seja, como destaca Giselda, depois de tratados essas aves marinhas, sob orientação do Ibama, são transportadas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ou navios da Marinha para serem soltas no mar, no Rio Grande do Sul.

Venenosos ficam com o estado

Até os animais peçonhentos, como cobras, aranhas, lacraias e escorpiões devem ter um destino nobre sob a responsabilidade do estado. Embora o impulso de usar a vassoura contra eles seja grande, o ideal é recolhê-los com cuidado para não ser envenenado e encaminhá-los ao Instituto Vital Brazil. Segundo o biólogo e chefe do serpentário, Cláudio Machado, esses bichinhos esquisitos ficam na instituição para a produção de soro. O instituto tem atualmente cerca de 500 serpentes.

“Matar uma cobra, uma aranha ou um escorpião não é solução. Se o bicho está ali é porque há algo errado no habitat dele. E ele encontrou um ambiente propício com abrigo e alimento ao redor da casa. Se não der para esperar os Bombeiros, deixe que ele vá embora”, aconselha Machado.

Fonte: G1

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Felinos de estimação: Mulher vive com guepardos, leoa e onça-pintada

Riana deixa os predadores passearem livremente pela casa.
Alguns dos felinos chegam a abrir portas e armários.
Sul-africana Riana van Nieuwenhuizen com alguns de                 seus 'gatinhos'. (Foto: Reprodução/The Sun)
Sul-africana Riana van Nieuwenhuizen com alguns de seus 'gatinhos'. (Foto: Reprodução/The Sun)
 
 

A sul-africana Riana van Nieuwenhuizen, de 46 anos, mora com quatro guepardos, uma onça-pintada e uma leoa em casa. Os grandes felinos mais parecem gatinhos inofensivos, segundo reportagem do tabloide "The Sun". 

Riana, que mora em Bloemfontein, África do Sul, deixa os predadores passearem livremente pela casa. Alguns deles, como a fêmea de guepardo Fiela, chegam a abrir portas e armários. Os animais consomem 25 quilos de frango por dia. 

Riana diz que nunca foi mordida por nenhum dos felinos, apesar de os bichos deitarem, às vezes, todos juntos em sua cama. "No verão, eles dormem fora, mas, no inverno, eles ficam todos em minha cama", disse ela.

 

A leoa chamada Elsa tem apenas alguns meses de idade, mas já tem patas enormes. "Elsa é simplesmente louca por bolsas", disse a mulher, destacando que, se você der uma chance, ela pega e carrega para fora de casa. Riana convive com animais desde que era criança. 

 


30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...