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domingo, 8 de maio de 2011

Chimpanzés falam, mentem e recitam poesias com sinais

O casal formado pelos pesquisadores Deborah e Roger Fouts dedicou toda uma vida a combater a ideia de que a linguagem é o "último reduto" da singularidade humana. Os mais de 40 anos de trabalho com chimpanzés mostram que esses animais não só aprenderam a se comunicar por sinais, mas também a mentir e a recitar poesia.

Os dois psicólogos, que pertencem ao Instituto de Comunicação entre Humanos e Chimpanzés da Universidade Washington (EUA), vão se aposentar dentro de poucos meses e sabem que cumpriram uma missão desmentida por muitos cientistas --entre eles o linguista Noam Chomsky-- que, durante décadas, negavam a possibilidade comunicativa aos símios, explicam em entrevista à Agência Efe.

Os Fouts foram deram seqüência aos trabalhos iniciados nos anos 60 por outra parceria --os também psicólogos Allen e Beatrice Gardner. A Nasa (agência espacial dos EUA) cedeu a chimpanzé Washoe depois que a pesquisa com "chimponautas" acabou.

Washoe passou a viver em um ambiente humano, em que só se usava a linguagem dos surdos-mudos. Um cenário muito diferente comparado com as equipes que, décadas antes, tentaram ensinar a linguagem oral a uma chimpanzé e, no período de seis anos, só pôde pronunciar (e não claramente) quatro palavras: "mamãe", "papai", "xícara" e "em cima", explica Roger.

Os Gardner e sua equipe, da qual Roger Fouts era estagiário, acreditavam que a vocalização dos chimpanzés era involuntária, como o som que um humano faz ao bater o dedo com um martelo.

Eles apostaram então no movimento natural das mãos (como utilizam os exemplares selvagens, com dialetos próprios) e decidiram criar Washoe como uma menina surda, usando a da linguagem de sinais dos Estados Unidos.

A primata aprendeu mais de uma centena de sinais ao observar como a equipe se comunicava. Ela se tornou capaz de pedir comida e pedir para que lhe coçassem, além de expressar conceitos complicados como "estou triste" ou pedir perdão.

LINGUAGEM TRANSMITIDA

Quando os Gardner decidiram ceder Washoe a um centro de Oklahoma, Roger não quis deixá-la sozinha naquele laboratório e convenceu o casal para que a transferissem com ele a Washington, onde daria continuidade a sua pesquisa até a morte da chimpanzé em 2007.

Em todos estes anos, os Fouts puderam ver como Washoe ensinou a linguagem a sua "família" --Tatu, Dar e Loulis, uma criação adotada que aprendeu os sinais sem intervenção humana-- até níveis surpreendentes: os chimpanzés falavam sozinhos enquanto "liam" uma revista, pois são capazes de nomear o que veem nas fotografias, como bebida, comida, sorvete e sapatos.

"Falam como uma família. Se uns discutiam, tentavam apaziguar. Quando Loulis tirava uma revista de Washoe, ela chamava a atenção dele e lhe dizia 'sujo'", explica Deborah, que indica que os primatas também sabem utilizar os sinais para mentir.

Assim é possível identificar em uma gravação o momento em que Dar convence Washoe que Loulis o tinha agredido e se atirou no chão encenando e pedindo com sinais a sua mãe um "abraço" --ela repreendeu o suposto agressor.

O mais surpreendente foi registrado em outra gravação na qual um dos chimpanzés repetia "chorar, chorar; vermelho, vermelho; silêncio, silêncio; divertido, divertido", um enigma para a equipe até que um amigo poeta do casal apontou que os sinais destas palavras eram similares e que se tratava de uma aliteração da língua de sinais, ou seja, uma composição poética.

"Há evidências de que os chimpanzés podem aprender os signos, ordená-los e conversar, com sintaxes, sendo capazes de inventar e ensinar", explica Roger Fouts.

Apesar de anunciarem que vão se aposentar da universidade para se dedicarem a seus cinco netos que veem pouco, os pesquisadores reconhecem que seguirão visitando seus outros "netos" chimpanzés.

"Não podemos explicar que temos 68 anos e nos aposentamos. Então vamos continuar visitando-os, mas não todos os dias", antecipam.

O casal lamenta que a difusão de suas surpreendentes pesquisas não tenham servido para deter o maus-tratos a estes primatas, mas acreditam que esta ideia chegue às escolas e provoque uma mudança de atitude nas novas gerações.


DA EFE

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Chimpanzés: inteligentes, quase humanos, e às vezes mais espertos

Pode parecer que o chimpanzé está sempre brincando, mas mesmo durante o plano que eles estão aprendendo. Eles são criaturas muito curiosas e têm incríveis habilidades para compreender o que está acontecendo ao seu redor. É este nível de inteligência que os ajudou a prosperar em uma variedade de ambientes de milhões de anos. Ele também fez uma participação superior aos investigadores lá fora, que querem saber como tudo isso faz eles se conectarem aos seres humanos.

Através de uma enorme quantidade de pesquisa é um fato bem conhecido que os chimpanzés são animais altamente inteligentes. Eles são a capazes de várias formas de comunicação e para poder aprender. Eles são capazes de se adaptar às diferentes situações com base na resolução de problemas ao invés de instinto. A maioria dos animais não têm essa capacidade tão difícil para eles de se adaptar a um ambiente em constante mudança ao seu redor.

Para descobrir o quão inteligentes eles são, numerosos testes foram realizados. Eles mostraram que  Chimpanzés podem ultrapassar limites e aprender coisas muito complexas. Eles estão estreitamente relacionados aos seres humanos de modo a tentar ensinar-lhes competências comuns é parte do teste. Em muitas áreas, incluindo a memorização, a resolução de problemas, planejamento e até mesmo fazem um excelente trabalho.

Assim como com os humanos, embora existam diferentes níveis de inteligência reconhecidos. Um chimpanzé pode entender o que é ensinado rápido e passar para coisas mais avançadas do que o outro. O mesmo acontece com o cérebro humano quando se trata do modo como aprendemos e como aprendemos rápido. Globalmente, porém o chimpanzé tem inteligência que ultrapassa a maioria dos animais lá fora.

Em 1960, observações feitas por Jane Goodall nos mostrou que o chimpanzé é capaz de usar vários itens ambientais como ferramentas. Isso inclui varas de escavação e defesa, bem como entrar em cupinzeiros, pedras para atirar em perigo, e mesmo as folhas para usar na água para beber. O fato de que eles serem capazes de usar esses itens da mesma forma que os seres humanos demonstra assim como eles são inteligentes.

As estratégias de caça que são aplicadas também mostram um elevado nível de inteligência, que são complexas. Eles cooperam entre si e com todos os membros envolvidos na caçada têm um papel. Há uma hierarquia de ordem e que também influencia a forma como a carne da caça é dividida. A maneira em que eles podem criar sua socialização e seguir essa ordem é muito interligadas.

Memória fotográfica: o chimpanzé Amyumu derrotou um campeão britânico de memória

Comportamentos maliciosos são notáveis do chimpanzé e que também nos mostra o quão inteligentes eles são. Eles são capazes de enganar uns aos outros a fim de obter, abrigo, comida e até mesmo em cativeiro para escapar do seu ambiente. Eles têm de ser vigiados de perto, devido ao fato de que eles podem se envolver em tais comportamentos.

Eles formam relacionamentos em muitos níveis, assim como os humanos. Eles têm algumas obrigações que são geneticamente incorporada com sua prole. Eles também têm laços que criam livremente dentro do seu grupo assim como os humanos com conhecidos casuais. Eles podem ter amizades muito próximas, como fazem os humanos.

Eles têm um lado muito criativo de sua mente que oferece a introspecção em seu nível global de inteligência. Eles podem aprender uma variedade de coisas de seres humanos em diversas linguagens e movimentos. Se você está interessado em aprender mais sobre os estudos de inteligência específicos há uma grande quantidade de informações em revistas, bem como em linha. Esta é uma excelente maneira de ver o que foi ensinado aos chimpanzés, assim como o que nós aprendemos sobre eles.


Chimpanzé Espécies
Há apenas dois chimpanzés da espécie encontrado no mundo. O chimpanzé comum é o que a maioria das pessoas estão muito familiarizados com.

Chimpanzé Comum 
O chimpanzé comum é um macaco grande e eles têm um corpo muito longo. No entanto, é muito mais leve do que o do gorila.

Bonobo
Uma das duas espécies de chimpanzé é o Bonobo. Eles se separaram dos grandes macacos cerca de 70 milhões de anos atrás.


Top Fatos sobre o Chimpanzé

Há muitas coisas interessantes sobre  chimpanzés que você  pode não saber. Se você ama os animais pode apreciar descobrir muito mais sobre eles.

Há duas espécies de chimpanzés do mundo - o chimpanzé comum eo bonobo. Todos eles pertencem à mesma categoria, como seres humanos, os macacos e gorilas.

Em 1973 foi determinado com sucesso que os chimpanzés são 99% idênticos no DNA humano. Hoje temos mais extensos testes de DNA e mostra que percentual a ser de 94%.


O tamanho médio de um chimpanzé adulta masculina é de 150 libras e 5 a 6 pés de altura. As fêmeas são ligeiramente menores para que haja uma diferenciação entre os sexos em seu ambiente.

Chimpanzés caminhar sobre suas juntas e eles são capazes de se mover muito rapidamente nesta posição. Eles também são capazes de caminhar na posição vertical, mas em uma velocidade menor do que quando em movimento nas juntas.

O chimpanzé é muito inteligente e sabe como resolver problemas. Eles podem usar ferramentas como rochas para abrir comida e deixa de beber dos córregos. Acredita-se que eles vêm fazendo isso há milhões de anos. As primeiras gravações do que ocorreu no entanto, em 1960.

No Quênia, restos de fósseis de chimpanzé foi encontrado em 2005. São milhões de anos e nos dar alguns insights sobre a gama completa destes animais há muito tempo.

Eles têm um tipo muito estratégica do planejamento do sistema quando se trata de caça. Isso faz parte da sua capacidade máxima para sobreviver.

Para a maior parte dos chimpanzés conviver uns com os outros. Eles percebem sua sobrevivência depende de sua capacidade de cooperar no âmbito da tropa. No entanto, eles podem ser manipuladora e tem a habilidade de enganar um ao outro e ambos os seres humanos.

Os machos podem ser agressivos na natureza, embora de modo os seres humanos precisam de ser cuidadosos. Chimpanzés podem ser animais fofos, mas eles também podem ser perigosas.

Para a comunicação que eles usam uma variedade de comportamentos verbais e não verbais esforços. Os chimpanzés são muito social para com os outros.

É verdade que os chimpanzés são capazes de rir. O nome deste animal significa homem falso e foi documentado em 1738.

Desde 2007, o chimpanzé tem sido categorizada como ameaçada. As principais ameaças a eles incluem mineração, agricultura e silvicultura.

Eles têm armas que são maiores que as pernas.

Chimpanzés têm polegares das mãos e pés grandes.

Os locais mais comuns onde vive o chimpanzé incluem Zaire, Camarões e Gabão. Eles vivem em áreas que são muito diversas. Muitos deles vivem em regiões de floresta densa. Outros são capazes de prosperar nas áreas de savana seca.

Não pode haver cerca de 150 chimpanzés que vivem juntos.

Eles estão prontos para acasalar quando estão cerca de 10 anos de idade. Uma fêmea geralmente terá um bebê a cada cinco anos.

Eles são muito ativos durante o dia.

As principais fontes de alimento para o chimpanzé incluem frutas, folhas, e uma variedade de insetos. Eles são comedores de carne embora consumam outros tipos de macacos.

Os chimpanzés são geralmente mantidos ilegalmente como animais de estimação nos Estados Unidos e África.

 Muitos Chimpanzés são mortos para fornecer carne entre os moradores da África. É referido como carne de caça.

Ambos os chimpanzés machos e fêmeas começam a ficar carecas na parte superior da cabeça à medida que envelhecem.

Gêmeos entre os chimpanzés são mais comuns do que entre os seres humanos.

A vida de um chimpanzé pode ser de 40 a 60 anos em estado selvagem. Eles podem viver mais tempo em cativeiro, com as condições adequadas.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sentimento. Vídeo mostra chimpanzés reagindo como humanos à morte

Um vídeo feito a pedido de cientistas britânicos mostra que um grupo de chimpanzés teve reações semelhantes às que seriam esperadas de pessoas quando um membro do grupo de primatas morreu.


As imagens foram gravadas por funcionários de um parque de safáris na Escócia a pedido de cientistas da Universidade de Stirling.

Os funcionários do parque usaram câmeras para documentar a morte da fêmea Pansy, que teria mais de 50 anos de idade e estava em estado terminal.

Os chimpanzés acariciaram e arrumaram Pansy e ficaram tristes por vários dias depois da morte, evitando o local onde ela morreu e passando mais tempo se tocando.

Quando Pansy ficou letárgica nos dias que antecederam sua morte, outros membros do grupo ficaram mais quietos do que normalmente e se mantiveram ao lado da fêmea doente durante as noites, a acariciando mais do que costumavam fazer antes.

Após a morte, a filha de Pansy ficou perto do corpo por uma noite inteira, apesar de nunca ter dormido naquele local antes.

Corpos de filhotes

Outro vídeo mostra um chimpanzé jovem brincando com o corpo mumificado de um filhote, antes de a mãe do animal morto puxar o cadáver para si.

O estudo, coordenado por cientistas da Universidade de Oxford, mostrou que duas mães vivendo em seu habitat natural na Guiné carregaram os corpos de seus filhotes, uma delas por quase dez semanas.

Segundo os cientistas que realizaram ambos os estudos, os resultados mostram que outras espécies, principalmente os macacos, são mais parecidos com os humanos do que se pensava.

Chimpanzés e seres humanos dividem 99% de DNA e são tão similares que alguns acadêmicos já sugeriram que os animais deveriam receber direitos semelhantes aos direitos humanos. (Fonte: BBC Brasil)

Foto mostra chimpanzés com o sentimento humano de luto.

Nunca vi uma cena do mundo animal tão impressionante quanto esta de um grupo chimpanzés, manifestando seus sentimentos pela morte de um membro do grupo.

A cena extraordinária aconteceu recentemente em Sanaga-Yong Chimpanzé Rescue Center, em um país chamado Camarões, na África Ocidental. Foi motivada pela morte da chimpanzé Dorothy, que morreu de insuficiência cardíaca, conforme noticiado no jornal inglês Daily Mail.

Quando os animais notaram que a companheira estava morta, abraçaram-se num gesto tipicamente humano. Eles ficaram olhando tristemente para o cadáver da companheira morta, que se encontrava em cima de um carrinho de mão, sendo transportada para seu descanso final.

Trata-se de macacos órfãos. As mães foram mortas para o comércio ilegal de animais selvagens. Os moradores do lugar são “cuidadores” destes chimpanzés, algo extremamente necessário para a continuidade da espécie.

Até recentemente, cenas como esta na fotografia onde os animais demonstram emoções humanas de luto, seriam consideradas como uma interpretação tola por cientistas.

Atualmente surgem cada vez mais evidências de que emoções tidas antes como superiores, tais como luto pela morte de um ente querido e até mesmo um entendimento profundo do que é a morte, não pertencem apenas a nós, seres humanos.

Chimpanzés são frequentemente observados em estado de aparente luto pela morte de algum membro da família. Os membros da tribo geralmente ficam em silêncio, demonstrando sua tristeza, conforme a edição de novembro da National Geographic magazine.

Os corvos estão entre estes grupos de animais que tem sentimentos humanos.

Fonte: Daily Mail.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Incrível. Chimpanzés descobriram como desarmar armadilhas de humanos na Guiné

Chimpanzés selvagens estão aprendendo a driblar as armadilhas de caçadores humanos nas florestas da Guiné, segundo pesquisadores.

O que mais impressionou os especialistas é que os chimpanzés tomam a iniciativa de procurar e desativar as armadilhas sem se machucar.

Chimpanzés descobriram como lidar
com ardis humanos na Guiné
A descoberta foi feita por acaso pelos primatologistas Gaku Ohashi e Tetsuro Matsuzawa, que seguiram chimpanzés em Bossou, Guiné (oeste da África), para estudar seu comportamento social.

Ferimentos e mortes de primatas decorrentes de armadilhas são comuns no continente africano. Mas poucos ferimentos do tipo foram encontrados nos animais de Bossou – o que parecia incomum, já que os animais vivem perto de comunidades humanas e de locais repletos de armadilhas. Agora os primatologistas entendem o porquê.

Ohashi e Matsuzawa, do Instituto de Pesquisas de Primatas na Universidade de Kyoto, no Japão, estudaram cinco chimpanzés machos (jovens ou adultos) que tentavam desativar os ardis.

Uma armadilha típica, como as feitas pelo povo Manon, em Bossou, consiste em um laço de arame conectado a uma corda a um galho arqueado, geralmente de uma muda de árvore.

A muda tensiona a corda, e, quando o animal atravessa o laço, a armadilha é acionada, prendendo geralmente o pescoço ou a perna do animal que a ativou.

Mas, em Bossou, alguns chimpanzés “pareciam saber quais partes dos ardis eram perigosas e quais não eram”, disse Ohashi à BBC.

Sem ferimentos

No periódico Primates, os pesquisadores descrevem seis casos diferentes em que chimpanzés foram vistos tentando desativar as armadilhas. Na maioria das vezes os animais agarraram e chacoalharam os galhos do ardil até que este se quebrasse.

Em todos os casos, os primatas conseguiram não tocar a parte perigosa da armadilha, o laço de aço. “Ficamos surpresos em encontrar esse comportamento”, disse Ohashi. “É o primeiro relato de chimpanzés que quebram armadilhas sem ferimentos.”

Os episódios revelam também dados importantes sobre o aprendizado dos animais, que muitas vezes adquirem novas habilidades por tentativa e erro. Mas não foi este o caso: um erro ao tentar desativar a armadilha poderia ser fatal.

Os especialistas especulam que os chimpanzés tenham aprendido a lidar com os ardis ao observá-los ao longo do tempo, e essa informação pode ter sido passada de geração em geração.

Em um caso, um jovem chimpanzé observou um adulto desativar uma armadilha antes de tocá-la.

Os pesquisadores advertem que as armadilhas continuam a ser uma ameaça significativa aos chimpanzés selvagens e dizem se esforçar para identificar e desativar ardis nas florestas.

Eles também dizem que os chimpanzés em outras regiões não parecem ter aprendido até agora a driblar caçadores humanos dessa forma. (Matt Walker - Editor da BBC Earth News)


Aparentemente a primeira vez que os chimpanzés foram observadas demonstrando inteligência necessária para identificar uma armadilha, e em seguida, descobrir como desativá-la sem ser preso ou ferido.

Em seis ocasiões diferentes, os investigadores viram cinco chimpanzés machos separados fazendo abordagem das armadilhas e tentando torná-las inoperantes. Em dois casos, os cientistas relataram que os chimpanzés desativaram com sucesso as armadilhas, e em nenhuma das seis vezes um dos chimpanzés foi apanhado na armadilhas. Os seres humanos estabelecer armadilhas na selva Africano para a captura da caça, matando ou ferindo inúmeros animais. No entanto, os pesquisadores relataram poucas lesões entre os chimpanzés na região Bossou da Guiné, possivelmente porque os chimpanzés que aprenderam a identificar as armadilhas e querem torná-las inofensivos ou evitá-los.(http://e360.yale.edu/digest)

Vídeo: Chimpanzés do Congo - Pesca de cupins

Para pescar um lanche altamente proteico, um chimpanzé macho chega a um cupinzeiro carregando uma vareta para pescar e um pau para fazer furos. Apesar da pescaria de cupins ter sido observada em populações de chimpanzés por toda a África, os chimpanzés de Goualougo têm seus próprios truques.

Assista os chimpanzés no trabalho aqui ...

sábado, 4 de setembro de 2010

Polêmica: Aposentadoria para chimpanzés?

ALAMOGORDO, EUA - Flo, uma chimpanzé, passeia por sua jaula, joga uma bola de borracha e depois admira uma pimenta verde que será seu lanche esta manhã. Já faz muito tempo que Flo estava em exibição no zoológico de Memphis, e ainda mais tempo desde que aprendeu a fumar cigarros durante uma passagem por um circo. Mais recentemente, ela foi cobaia em testes relacionados à hepatite C e ao HIV. No momento, no entanto, ela está desempregada - mas talvez não por muito tempo.

Flo e outros 185 chimpanzés que moram no Centro de Primatas de Alamogordo, na Base Aérea de Holloman, não são usados como cobaias há quase um década, como parte de um acordo entre o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) e os militares, que proíbe o uso dos animais em testes biomédicos na base. Mas, recentemente, o instituto decidiu que queria usar a colônia de chimpanzés em pesquisas médicas novamente, principalmente no desenvolvimento de uma vacina contra a hepatite C. Em junho, alguns dos animais foram enviados em caminhões especiais para o Centro Nacional de Pesquisas com Primatas em San Antonio e os planos são de remover os demais chimpanzés até 2011.

A transferência detonou revolta entre os defensores dos direitos dos animais, especialistas em primatas e políticos, que dizem que os chimpanzés - muitos deles de meia idade e idosos - mereceriam passar o que resta de suas vidas em paz após anos dedicados a pesquisas invasivas. E também jogou nova luz no debate sobre o tênue limite entre ciência e ética, levantando vozes como a da lendária primatologista Jane Goodall e do governador do estado do Novo México, Bill Richardson.

- Esses chimpanzés deram sua liberdade, assim como seu habitat natural, seus corpos, sua saúde e seus filhos para as pesquisas - diz Laura Bonar, diretora do Programa de Proteção de Animais do Novo México, que quer transformar o centro de Alamogordo em um asilo para a aposentadoria dos macacos. - No fim de suas vidas, podemos devolver algo a eles - defende.

Para o NIH, porém, os chimpanzés são um recurso valioso. O acordo que proíbe seu uso em pesquisas foi firmado quando os macacos foram adquiridos da Fundação Coulston, um infame laboratório de pesquisas no estado que agentes federais descobriram que abusava e maltratava os animais. Em 2001, o instituto fechou um contrato de 10 anos com um laboratório privado para cuidar da saúde deles, muitos infectados ou expostos a doenças como a própria hepatite C e o HIV, vírus causador da Aids, nas pesquisas. Atualmente, chimpanzés como Flo, que aos 53 anos é uma das mais velhas em Alamogordo, passam seus dias em pequenos grupos distribuídos em domos geodésicos catando comida, balançando em suas estruturas e acenando para eventuais visitantes e entre si.

Harold Watson, que chefia o programa de pesquisas com chimpanzés no Centro Nacional de Recursos para Pesquisas, diz que, ao fim desse contrato, o certo é que os macacos voltem a ser usados em seu propósito original. A pesquisa - que provavelmente vai demandar a coleta periódica de amostras de sangue, biópsias do fígado e, em alguns casos, inoculação com o vírus da hepatite C - será bem monitorada, afirma:

- As pessoas têm uma imagem de macacos com eletrodos ligados diretamente em seus cérebros. Não é disso que estamos falando.

O histórico das pesquisas com primatas, no entanto, há muito desperta controvérsias. Por causa de sua proximidade genética com os seres humanos, os chimpanzés são considerados cobaias ideais nos estudos de várias doenças infecciosas ou distúrbios psicológicos que afetam a humanidade. Mas muitos questionam se estas pesquisas levaram a reais descobertas importantes, e os EUA atualmente são o único país desenvolvido que continua a usar o confinamento em larga escala de chimpanzés em laboratórios. Os defensores das pesquisas, por sua vez, afirmam que elas já deram sim muitas contribuições à ciência.

Ainda aguarda aprovação no Congresso americano o chamado Ato de Proteção dos Grandes Macacos, que levaria à aposentadoria de 500 chimpanzés pertencentes ao governo federal em santuários permanentes. O próprio centro de Alamogordo tem suas origens em experimentos conduzidos pela Força Aérea no fim dos anos 50. John Gluck, professor emérito de psicologia da Universidade do Novo México, visita a colônia da base desde os anos 70 e está preocupado com as consequências para saúde física e mental dos animais que uma possível mudança para San Antonio pode trazer, principalmente tendo em vista o "enorme preço" que eles já pagaram sendo cobaias em laboratórios como o da Fundação Coulston.

- O NIH, em geral, é um lugar de respeito, mas parece-me que eles perderam tanto sua bússola ética quanto a científica neste caso - diz.

Dan Frosch, do New York Times

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vídeos mostram relação de chimpanzés com a morte

Chimpanzés foram filmados cuidando de um membro do grupo que estava à beira da morte.

Os chimpanzés acariciaram e arrumaram uma fêmea idosa que havia morrido, e ficaram tristes por vários dias depois, evitando o local da morte e passando mais tempo se tocando.

Outro vídeo mostra um chimpanzé jovem brincando com o corpo mumificado de um filhote, antes de a mãe do animal morto puxar o cadáver para si.

Segundo os cientistas que realizaram ambos os estudos, os resultados mostram que outras espécies, principalmente os macacos, são mais parecidos com os humanos do que se pensava.
BBC

domingo, 5 de julho de 2009

Trinta chimpanzés fogem de zoológico na Inglaterra


Foto: Divulgação
Zoo ainda tenta descobrir como ocorreu a fuga
Foto: Divulgação

Da Redação, com informações da BBC

Trinta chimpanzés fugiram de um zoológico em Cheshire, na Inglaterra, neste domingo. Os animais fugiram para uma área reservada aos tratadores de animais, onde normalmente sua comida é preparada.

O zoológico foi fechado temporariamente, mas a direção disse que não houve nenhum problema e que a decisão de fechar o parque foi por precaução.

Em um comunicado, o zoo pediu desculpas pelo inconveniente, e agradeceu aos visitantes “pela sua cooperação e paciência”.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Chimpanzés reconhecem membros do grupo pelo traseiro, diz estudo


Chimpanzés reconhecem membros do grupo pelo traseiro, diz estudo
 
Chimpanzés (arquivo)
Os chimpanzés fizeram um 'desenho mental' do corpo dos animais de seu grupo
Os macacos têm a capacidade de reconhecer outros membros de seu grupo através do traseiro, revelou pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas de Yerkes, da Universidade Emory, em Atlanta, no Estado americano da Geórgia.

Os pesquisadores Frans de Waal e Jennifer Pokorny fizeram uma experiência com seis chimpanzés adultos, mostrando-lhes fotos: uma do traseiro de um chimpanzé na qual apareciam também os genitais, e depois duas outras, mostrando rostos de animais do mesmo sexo exibido na fotografia.

Cada um dos três machos e três fêmeas conseguiu associar rosto a nádegas corretamente, mas apenas de animais que conheciam.

"Eles não estavam vendo apenas as fotografias como representações dos chimpanzés que conheciam", disse Waal, "mas ligaram a face ao traseiro através de um desenho mental do corpo inteiro daqueles animais".

Experiências anteriores sugeriram que alguns primatas podem ter esta capacidade, mas esta é a primeira vez que o "conhecimento do corpo inteiro" foi demonstrado de maneira convincente.

De Waal e Pokorny também testaram a habilidade dos chimpanzés de reconhecer o sexo dos outros animais olhando fotos de seus rostos.

Primeiro eles mostraram aos animais a foto do traseiro de um chimpanzé macho ou fêmea, o que equivalia a um estímulo de instigação sexual.

Depois, mostraram fotos de rostos, tiradas em primeiro plano bem próximas, de dois chimpanzés - um macho e um fêmea - e incentivaram cada chimpanzé testado a associar a foto com o rosto a uma foto do traseiro de sexo idêntico.

O teste foi bem sucedido mas, como anteriormente, os macacos só reconheceram os animais de seu grupo.

De Waal especula que os chimpanzés podem reconhecer o sexo dos outros por "construção de gênero", ou seja, não apenas por seus atributos físicos mas por outras informações de sua experiência prévia com estes indivíduos, tais como seu papel no grupo.

Fonte: BBC logo

30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...