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terça-feira, 22 de maio de 2012

Acasalamento entre texugos vira caso de polícia na Alemanha


Acasalamento de texugos desencadeia operação policial na Alemanha
Moradores confundiram canto de acasalamento dos animais com gritos de sofrimento.
Autoridades usaram até helicóptero para vasculhar floresta em busca das 'vítimas'.


O canto de acasalamento dos texugos confundiu moradores de cidade alemã

Os moradores de Linz, na Alemanha, ouviram gritos desesperados no último domingo (3) e chamaram a polícia, que compareceu com helicópteros e equipamentos de visão noturna para vasculhar a floresta. Mas, segundo reportagem do "Spiegel Online", eles só encontraram texugos em fase de acasalamento.

"Moradores ligaram para a polícia dizendo que tinham ouvido gritos assustadores de mulheres vindos de uma floresta na vizinhança", disse a polícia em comunicado, segundo o "Spiegel".

As autoridades usaram até helicóptero com equipamento de visão noturna para vasculhar a área, mas logo perceberam que os barulhos vinham de texugos que estavam em fase de acasalamento. Segundo comunicado da polícia, é comum que as pessoas confundam o canto de acasalamento desses animais com gritos humanos - principalmente durante o período de procriação, em julho e agosto. [G1]


O texugo (Meles meles) é um carnívoro de médio porte, pertencente à Família dos Mustelídeos. Tem focinho alongado, cabeça pequena relativamente ao corpo, que é robusto, arredondado e de coloração cinzenta no dorso e negra no ventre e patas. A cauda é curta, cinzenta e com a ponta branca. As patas são curtas e poderosas com cinco dedos, munidos de garras fortes, pouco curvas e não retrácteis, sendo especialmente poderosas e afiadas nas patas anteriores (adaptação para escavar).

A sua característica mais distinta são as duas listras longitudinais negras em cada lado da cabeça, que é branca. Os olhos são pequenos e estão escondidos nas listras negras. As orelhas são pequenas, pretas, com as pontas brancas. Podem ocorrer animais albinos, melânicos e outros com uma cor avermelhada.

O corpo mede entre 67 e 80 cm de comprimento e a cauda entre 11 e 19 cm. Em Inglaterra, os machos pesam em média 12 Kg (há registos de texugos com 18 kg) e as fêmeas 11 kg, variando normalmente o seu peso ao longo do ano (são mais pesados no final do Verão). Em Espanha os texugos não ultrapassam os 10 kg e os dados existentes em Portugal apontam para uma situação semelhante.



DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Habita toda a Euroásia temperada, exceptuando o Norte da Escandinávia e da Rússia, estando inclusivamente presente nalgumas ilhas do Mediterrâneo (ex: Creta).

Em Portugal está presente em todo o território continental, sendo uma espécie relativamente abundante. Há no entanto, escassez de informação biológica e ecológica sobre a sua situação em Portugal.


ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Esta espécie faz parte do anexo III da Convenção de Berna (espécie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) e em Portugal é considerada não ameaçada (NT). A sua caça no nosso país está proibida desde 1986.

FATORES DE AMEAÇA

A fragmentação do habitat (construção de vias, desflorestação, etc.) e a morte por atropelamento, são os principais factores de ameaça para esta espécie.


HABITAT

É mais abundante em zonas com algum relevo e heterogéneas do ponto de vista paisagístico, com grande variedade de biótopos, que lhe proporcionam uma maior disponibilidade de recursos e abrigos. No entanto, qualquer local é propício para esta espécie, desde que tenha uma cobertura adequada e um tipo de solo que o animal possa escavar até uma grande profundidade.

Vive em complexos escavados por ele e que consistem num sistema de túneis com várias câmaras em diferentes níveis. Estes túneis desembocam na superfície em aberturas que têm normalmente um monte de terra à sua frente (proveniente da escavação dos túneis). O número de entradas pode variar entre 3 e 40 por complexo, estando descrito um caso em que um único complexo tinha 180 entradas, 880m de túneis e 50 câmaras de dormida.


ALIMENTAÇÃO

É um animal omnívoro e oportunista. Em Portugal alimenta-se sobretudo de frutos (azeitonas, bolotas, nêsperas, ameixas, pêras e figos) e artrópodes (principalmente insectos), mas também preda micromamíferos (ratos e musaranhos). Ocasionalmente come anelídeos, moluscos, anfíbios, répteis e aves. Durante o Inverno e a Primavera consome mais artrópodes, enquanto que no Verão consome mais frutos.


REPRODUÇÃO

Vive em grupos sociais que, no Norte da Europa, podem ser bastante numerosos. Nos países do Mediterrâneo, costumam formar grupos mais pequenos, por vezes apenas grupos familiares de um macho, uma fêmea e a respectiva descendência. Acasala especialmente entre Fevereiro e Março e entre Julho e Setembro (mantendo-se os casais reprodutores juntos todo o ano), mas pode fazê-lo em qualquer altura do ano. Tal como outros mustelídeos, possui o fenómeno de ovo-implantação retardada, em que o ovo, embora fertilizado, só se implanta no útero alguns meses depois da fecundação (3 a 10 meses). A verdadeira gestação é de 7 semanas, nascendo as crias normalmente entre Janeiro e Abril. O número de crias por ninhada é de 1 a 5, mas geralmente nascem 2 ou 3. Estas ficam nas tocas até à idade de 8 semanas e estão dependentes da mãe até ao Outono e por vezes até ao primeiro Inverno. Os machos atingem a maturidade sexual entre 1 e 2 anos de idade e as fêmeas entre 1 ano e 15 meses. Pode viver até aos 14 anos no estado selvagem e até aos 16 em cativeiro.

MOVIMENTOS

Tem hábitos nocturnos e sai do complexo normalmente um pouco antes do pôr do sol. A sua saída das tocas é feita com extrema cautela, analisando o meio envolvente através do olfacto extremamente desenvolvido, bastando sentir um odor estranho para voltar ao interior do complexo. Quando saem, costumam ficar junto às tocas onde efectuam pequenas brincadeiras, que desempenham um papel muito importante na aprendizagem das crias, ao nível da caça e de fuga de inimigos. Nestas alturas também se costumam marcar uns aos outros, esfregando a região anal num dos flancos de outro indivíduo (modo de reconhecimento entre os indivíduos).

Os seus territórios podem variar entre 0,3 e mais de 1,5 Km2 em Inglaterra, mas no nosso país parecem ser bem maiores. Pode passar até 10 horas fora das tocas, percorrendo longas distâncias durante a noite e regressando pouco antes do amanhecer.


CURIOSIDADES

Há registos de que os texugos enterram os "seus" mortos. Há casos de indivíduos que morreram dentro das tocas e que foram sepultados dentro destas pelos restantes membros do grupo. Há também uma observação de um texugo que morreu perto de um complexo e que foi arrastado por outros indivíduos do grupo, que escavaram um buraco e depois o enterraram lá dentro.


LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO

O texugo é uma espécie dificilmente observável no seu habitat natural. Embora viva por vezes muito perto do homem, os seus hábitos nocturnos fazem com que a sua observação seja difícil. Os indícios de presença são a forma mais fácil de verificar a sua existência num determinado local. A pegada deste animal é constituída por uma grande almofada, 5 pequenas marcas de dedos e pelas marcas das garras alguns centímetros à frente destes. A presença de latrinas (conjunto de pequenos buracos escavados, com dejectos negros, cilíndricos e uniformes) também é outra característica diagnosticante desta espécie.

sábado, 9 de outubro de 2010

Texugos e coiotes trabalham juntos para encontrar comida? Mito ou verdade?

Muito do folclore nativo americano conhecido hoje foi repassada através da tradição oral de contar histórias, como os primeiros mitos gregos e romanos. Você pode imaginar membros de uma tribo, reunidos em torno de uma fogueira com anciãos acreditados sobre como o mundo foi criado e como a vida que fervilhava naquele mundo. Muitos invocavam alegorias para comunicar verdades fundamentais sobre a moralidade. Como os personagens da conhecida fábula de Esopo, assim, muitos daquelas lendas dos nativo-americanos não se referiam diretamente a humanos, mas a animais, como coelhos , os alces , perdizes e tartarugas .


Coiotes e texugos em particular desempenharam papéis comum no folclore de tribos ocidentais, incluindo as tribos Corvo, Planícies, Navajo e Chinook. Eles agiam como vizinhos, amigos e concorrentes em várias histórias, com o texugo normalmente servindo como papel de educado para o coiote perspicaz. A inspiração para essa relação recorrentes, sem dúvida, vem diretamente da natureza. Os nativos americanos foram os primeiros a reconhecer uma colaboração muito interessante entre coiotes e texugos: Eles ajudam uns aos outros, encontrar e capturar o alimento.

A palavra "coiote" vem de "coyotl", asteca que significa "trapaceiro". Estes membros do (cão) da família Canid são menores do que os lobos , pesando entre 9 e 16 kg. Suas presas naturais consiste de carniça, pequenos roedores e coelhos, mas eles também comem insetos , sapos , cobras e frutos [fonte: Texas Tech University ]. Os chacais são mais abundantes no Sul e no Centro-Oeste e expandiram norte e leste da Great Plains desde 1800. Você vai encontrar texugos em preto e branco, padrão americano no mesmo habitat. Relacionado a doninhas e gambás , texugos peludos vivem semelhante de pequenos roedores como os coiotes. Mas em vez de persegui-los acima do solo, como os caninos, texugos usam suas garras compridas e cabeças para cavar túneis e tocas subterrâneas.

Mas se os texugos e coiotes concorrer para a mesma presa, como e por que eles ajudam um ao outro?


Um estudo de 1992 realizado na Universidade da Califórnia do Departamento de Biologia da Vida Selvagem e Pesca confirmou o que os nativos americanos reconheceram séculos antes: Coyotes e texugos caçar juntos. Na verdade, você é muito mais provável que testemunha coiotes busca de comida ao lado de texugos de caça com coiotes outros. Geralmente, os cães selvagens sair em unidades familiares soltas ou levam uma vida solitária. Eles raramente caçam em bandos, mas as pradarias ea vegetação esparsa deserto pode tornar-se um desafio a perseguir a presa furtivamente [fonte: Minta, Minta e Lott ].

Quando os chacais e equipe de texugos, os pares pequena trilha, os animais escavadores como marmotas e terra esquilos . Se a presa está acima do solo, o coiote geralmente persegue-o, eo texugo assume a caçar a presa se desce no subsolo. E não só eles encontrar comida juntos, mas coiotes também ter mais sucesso nesta parceria que se ir sozinho. Coyotes com coortes de texugo pegar cerca de um terço esquilos mais de solo coiotes.

Isso não quer dizer que os dois animais são amigos - eles são essencialmente concorrentes para a mesma refeição. Em vez disso, tudo se resume à economia de energia. Texugos e coiotes economizam energia, compartilhando a carga de trabalho de captura de presas indescritível e veloz. Da mesma forma, cada animal, aproveita-se das adaptações do outro à caça. Coiotes tem visão aguçada para detectar presas de texugos. Por outro lado, texugos podem farejar a presa no subsolo. Diga o texugo está cavando ocupado por um esquilo, enquanto o coiote espreitam ao redor de cima. Um esquilo assustado explode diante de um buraco cavando para fugir das garras do texugo. O coiote está esperando por esse momento. Ela espia o esquilo correndo para longe e se lança com avidez.




Se um coiote faminto persegue um cão de pradaria, por exemplo, o texugo pode se beneficiar. Os traços do cão de pradaria em sua toca, e o texugo cava-se rapidamente perto da entrada . Ou se um coiote está patrulhando uma área, os roedores podem permanecer dentro de seus túneis subterrâneos para a protecção, dando ao texugo mais uma oportunidade para localizá-los.

Esta colaboração improvável tem existido desde que os seres humanos puderam notá-lo. Um exame mais detalhado do ambiente revela uma ampla variedade de relações simbióticas semelhantes na natureza. E assim como os nativos americanos teceram estas observações em seus contos, podemos retirar lições sobre a importância da cooperação e trabalho em equipe a partir de parcerias, como o texugo e o coiote.

A seguir vamos ver o trabalho cooperativo entre coiotes e texugos e os motivos que levam eles a trabalharem juntos, ou seja, a combinação de agilidade e habilidade de cavar sendo aliadas na hora de fazer a caçada. Segundo o documentário feito pela Animal Planet os coiotes não comem os texugos por que tem mais chance de sucesso na caçada junto com eles do que sozinhos. Veja o vídeo completo a seguir:



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