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domingo, 2 de janeiro de 2011

Show de Imagens: Fotografia de alta velocidade mostra predadores em ação

O fotógrafo de vida selvagem canadense Scott Linstead capturou uma série de animais e insetos em ação, mostrando em detalhes cenas praticamente impossíveis de serem vistas a olho nu.


Usando fotografia de alta velocidade, em que a foto é tirada em milésimos de segundos, Linstead mostra animais no momento de um bote, batendo asas, e até a polinização de uma flor por uma abelha. É possível se ver o pólen se desprendendo das patas do inseto.

O canadense de 33 anos começou a fotografar animais como amador em 2004 e desde 2008 trabalha exclusivamente como fotógrafo de vida selvagem.

Esta série de imagens foi tirada ao longo de dois anos. Algumas delas em estúdio, outras ao ar livre, com uma câmera de alta velocidade e sem tripé.

Para captar o momento crucial, Linstead usou um dispositivo conhecido como Phototrap, um disparador de alta velocidade que interage com o flash e a câmera.

Ele atua quando um objeto passa por um espaço demarcado em frente à câmera.

"Usando o phototrap consigo fotografar o inimaginavelmente rápido", diz Linstead. "Consigo superar a limitação do tempo de reação humana. É preciso muita paciência para fotografar fenômenos que ocorrem uma vez ao dia, sem horário marcado."
Trabalhando em estúdio, o fotógrafo sobrepôs várias imagens do sapo em pleno salto

O fotógrafo explica que a maioria de suas fotos são iluminadas por flash, por causa da alta velocidade necessária para "congelar" o momento na imagem.

Algumas fotos foram montadas em poucas horas, enquanto outras, levaram dias.
O marsupial petauro-do-açúcar foi fotografado em uma loja de animais

Linstead conta que a situação mais frustrante é quando falta apenas uma das variáveis essenciais, tendo-se todas as outras em conjunção. Segundo ele isso põe todo o processo a perder.

"Isso pode ser tão simples como um curioso que esteja olhando e venha perguntar alguma coisa, assustando o objeto da fotografia. Em parte, foi o que me levou a fotografar em estúdio."

Para ele, a maior recompensa é quando a foto conseguida tem o que chama de impacto universal - quando uma fotografia de vida selvagem consegue uma reação unânime do público, independentemente de onde eles vivem e quem eles sejam.

BBC Brasil

domingo, 30 de maio de 2010

Tubarões atacam mais aos domingos e em lua nova, diz estudo americano

Surfistas que usam trajes de banho de cor preta e branca são principais alvos do predador

MIAMI - Os ataques de tubarões ocorrem com mais frequência aos domingos, em lua nova e a surfistas que usam trajes de banho de cor preta e branca, constata um estudo divulgado pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
Arquivo/AE
Movimento das mãos e dos pés na água provoca os tubarões e eles mordem as pessoas por engano
A pesquisa analisou as estatísticas dos ataques de tubarões ocorridas entre 1956 e 2008, no condado americano de Volusia, no centro-leste da Flórida. O objeto de estudo são 220 dos 231 casos registrados nesse período por existir informações detalhadas, mas também os cientistas observaram durante um ano as pessoas nas praias de Daytona Beach e New Smyrna Beach, na Flórida.
Nessa região há mais interação entre seres humanos e tubarões que em qualquer outra zona litorânea do mundo, destaca George Burgess, diretor do Registro Internacional de Ataques de Tubarões da Universidade, no estudo.
Com mais pessoas na água, há mais chances de haver um encontro com um tubarão. Como geralmente há mais pessoas no mar aos domingos, estes são os dias em que mais ataques ocorrem. O movimento das mãos e dos pés na água provoca os tubarões e eles mordem as pessoas por engano, confundindo-as com presas.
"Considerá-los ataques é pouco apropriado porque as consequências em geral não são mais graves que uma mordida de cachorro. Não são da classe de mordidas dos tubarões brancos, de três a seis metros de comprimento, que há no litoral da Califórnia", comentou Burgess.
Os tubarões de Volusia medem entre um e dois metros de comprimento e devido a seu tamanho com frequência buscam presas pequenas. Mais de metade das 220 vítimas foram mordidas nas pernas, e 34 nos braços.
Segundo o estudo, 90% das vítimas dos ataques estudados eram homens, 77% tinha entre 11 e 30 anos de idade e 61% eram surfistas. Outra das conclusões do estudo é que o maior número de ataques sucede durante a lua nova, seguido pela lua cheia, os extremos das fases lunares que influem na maré.
Burgess opina que provavelmente essas fases têm influência sobre os padrões de movimentos e reprodução dos peixes, a principal fonte de alimentos dos tubarões.
O estudo revela também uma preferência dos tubarões pela combinação das cores preto e branco, e em menor medida pela combinação negro-amarelo, de acordo com a roupa de banho que usavam as vítimas.
Entre 1999 e 2008, 21% de todos os ataques de tubarões a humanos registrados no mundo ocorreram na faixa litorânea da Flórida entre Daytona Beach e New Smyrna Beach, de 75 quilômetros de comprimento, e em sua maioria não foram fatais.


Efe 
estadao.com.br

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