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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Macacos invadem cidade no interior em busca de alimento



Falta de chuva prejudica árvores frutíferas, fonte de alimento dos animais.
Em Rosana, moradores já aprenderam a conviver com as visitas.

O tempo seco tem mudado a rotina até dos animais de uma reserva ambiental no distrito de Porto Primavera, em Rosana, a 747 km de São Paulo. Sem ter de onde tirar o sustento na mata, eles invadem a cidade em busca de comida.

A reserva fica na área urbana. São 72 mil quilômetros quadrados de área, com árvores nativas. Ali também vivem alguns animais silvestres, que quando amanhece vão atrás de alimentos. Em grupo, os animais atravessam a mata para dar uma voltinha na cidade.

A prática é comum em época de seca entre outros animais, mas os macacos chamam mais a atenção. Quando encontram alimento, eles fazem a festa. Os animais já são bem conhecidos na rua que fica em frente à reserva.

Eles não se inibem com a presença da população, que até ajuda na alimentação. Mas não é sempre que eles são paparicados. Nesse caso, eles sobem em cima dos muros e telhados das casas.

Uma das moradoras sabe até o horário em que os macacos aparecem. Depois de 16 anos convivendo com os animais, ela aprendeu: fecha as janelas e portas quando escuta o barulho. Mas o pé de mamão que fica do lado de fora não escapa do ataque.

De acordo com uma bióloga do Instituto de Pesquisas Ecológicas, a falta de chuva faz com que as árvores frutíferas, principais fontes de alimentos do macaco-prego, param de produzir. Segundo ela, a espécie que é conhecida pela agilidade e é encontrada em áreas nativas sofre com a escassez. Por isso, eles procuram outras formas de encontrar comida.

Enquanto a solução definitiva -- o plantio de mais árvores frutíferas -- não acontece, os moradores dividem os alimentos com bom humor.

Fonte: http://g1.globo.com

domingo, 10 de março de 2013

Estudo mostra que macacos preferem manter distância de gente egoísta

Macacos ignoram gente egoísta

Pois é, até eles sabem diferenciar gente ruim e gente boa. E melhor: não dão a menor bola para as pessoas egoístas.

Entre os macacos-prego é assim que funciona (eles foram escolhidos para o estudo justamente porque têm instintos altamente sociais e cooperativos). Numa situação simulada, sete macacos observaram uma cena entre duas pessoas. A situação era essa: um dos homens tentava abrir um pote de vidro, sem sucesso, e pedia ajuda ao colega do lado. Alguns se recusavam a ajudar, enquanto outros davam uma mãozinha. Em seguida, todos os voluntários ofereceram comida aos macacos. E eles preferiam aceitar o agrado de quem ajudou ou pediu ajuda – pegar comida dos egoístas só em último caso, quando não havia outra opção.

Os pesquisadores não sabem ao certo como os macacos veem e analisam o comportamento humano. Mas especulam que, quando alguém se recusa a ajudar, os bichos veem a negação como um sinal de um comportamento perigoso e negativo. Aí preferem manter distância.

Não é legal? E você achou que era o único animal capaz de julgar o comportamento dos outros, hein.

Fonte: Super Abril

quarta-feira, 9 de março de 2011

Macaco-prego pesca cupins com galho, mostra especialista

Má notícia para os chimpanzés. Seus humildes primos da América do Sul, os macacos-pregos, estão cada vez mais perto de empatar com eles na arte de usar ferramentas. Nova tecnologia dos bichos brasileiros: pescar cupins com galhinhos.

 macaco-prego-galego, foco da pesquisa
E não estamos falando de qualquer macaco-prego, mas do macaco-prego-galego (Cebus flavius), espécie criticamente ameaçada de extinção que hoje só existe num punhado de fragmentos de mata atlântica do Nordeste.

Os macacos-pregos já carregam há tempos a fama de "chimpanzés das Américas", graças à inteligência, vida social complexa e habilidade com ferramentas. A espécie mais comum, a Cebus apella, tem como truque famoso quebrar coquinhos usando pedras como "martelo" --coisa que os grandes macacos africanos também fazem.

Alguns especialistas propunham, porém, que o uso de ferramentas entre os bichos seria típico de ambientes abertos e secos, como o cerrado e a caatinga.


Nesses locais, a relativa falta de comida forçaria os bichos a quebrar mais a cabeça para seu sustento. E, com menos árvores, os macacos passariam mais tempo no chão, usando a postura bípede para manipular objetos.

"O que a gente viu é que isso não faz tanto sentido, uma vez que a pesca de cupins acontece numa área de floresta", disse à Folha Antonio Souto, etólogo (especialista em comportamento animal) da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e coordenador da pesquisa.

CHUPANDO CANA

Os cientistas acompanharam um grupo de seis macacos-pregos-galegos num fragmento de mata atlântica em meio aos canaviais de Mamanguape (PB) -a cana ali é tão presente que os bichos aprenderam a chupá-la.

Camila Bione e Monique Bastos, alunas de Souto, flagraram três dos bichos praticando a pescaria de cupins (veja quadro acima). A técnica envolve dar tapinhas no cupinzeiro, localizado no tronco da árvore, escolher um galho apropriado, enfiá-lo no ninho e girá-lo.

Os tapinhas são importantes porque os cupins "respondem a esse tipo de perturbação ficando em alerta e acabam mordendo o galho", explica Souto. Os pesquisadores chegaram a testar por si mesmos a técnica e viram que o ritual seguido pelos macacos torna a captura de cupins mais eficiente.

"É muito interessante porque é um comportamento considerado emblemático dos chimpanzés", diz Souto. Resta saber se haverá tempo de entender melhor a tecnologia dos macacos-pregos-galegos. Estima-se que haja menos de 200 indivíduos da espécie na natureza.

A pesquisa acaba de sair na revista científica "Biology Letters" e teve apoio financeiro do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Fonte: Folha

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30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...