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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Caçada a rinocerontes cresce na Índia

Caçada ilegal de rinocerontes cresce e se espalha na Índia, diz ONG
Caçadores usam tiros de fuzil AK-47 para abater animais, afirma WWF.
Em dois meses, nove animais foram mortos para ter os chifres retirados.

A caçada ilegal de rinocerontes está crescendo na Índia, segundo dados da organização ambiental WWF divulgados na terça-feira (5). Só neste ano, o país teve nove animais mortos - todos em parques de proteção ambiental no estado de Assam.

O último caso ocorreu no Parque Nacional Kaziranga, na segunda-feira (4). Os caçadores, em geral, usam tiros de fuzil AK-47 para abater os rinocerontes, afirma a WWF. Isso permite que eles matem o animal rapidamente, retirem o chifre e fujam antes que os guardas florestais apareçam.
Rinoceronte encontrado na Índia; nove já foram mortos só neste ano (Foto: Divulgação/Michel Gunther/WWF)


Em dois meses, o número de animais mortos já equivale a 43% do total de 21 rinocerontes abatidos por caçadores ilegais em 2012, só no estado de Assam, de acordo com a WWF.

A proximidade da fronteira da Índia com outros países, como Bangladesh e Mianmar, facilita a entrada de armas e permite que os caçadores tenham acesso a máfias de contrabando dos chifres, na avaliação da ONG.

Um dos destinos dos chifres retirados é o mercado negro no Vietnam, onde eles são usados com pretensas finalidades médicas.

Segundo um relatório de organizações ambientalistas, consumidores vietnamitas pagam altos valores por remédios feitos de chifre de rinoceronte, com a ideia de que eles podem curar vários tipos de doenças.
Números divulgados pelo governo da África do Sul indicam que a caça aos rinocerontes teve um aumento significativo em 2012. Acima, um pesquisador do Zimbábue retira o chifre de um rinoceronte

Conservação
O recente crescimento na matança ilegal de rinocerontes preocupa a WWF porque o estado de Assam, até agora, vinha sendo palco de políticas de conservação bem-sucedidas, que elevaram a população de animais para 2,5 mil espécimes.

A ONG diz estar realizando uma campanha internacional contra o contrabando de chifres, marfim e outros produtos obtidos pelo abate de animais selvagens. A ideia é pressionar os governos dos países a proteger a vida selvagem, e aumentar a fiscalização contra caçadores ilegais e contrabandistas nas fronteiras.
Rinoceronte no Parque Nacional Kruger, na África
do Sul (Foto: Divulgação/Universidade de Virgínia)

África do Sul
Na África do Sul, 668 rinocerontes foram abatidos em 2012, um aumento de 50% do total de 448 animais mortos em 2011. O número é o maior já registrado no país, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Mais de 60% dos rinocerontes foram caçados ilegalmente no Parque Kruger, na fronteira com Moçambique. A matança atingiu proporções dramáticas nos últimos anos, passando de 13 animais mortos em 2007 para 333 em 2010, e mais que o dobro em 2012.

Também aumentou o número de pessoas detidas por caça ilegal, de 165 em 2010 para 267 no ano passado.
Apenas no ano passado, 668 rinocerontes foram mortos para a extração dos chifres, um número recorde e aumento de 50% em relação a 2011. A maioria deles foi morta no Parque Nacional Kruger, a maior reserva de vida selvagem do país. Acima, o rinoceronte branco
Fonte: Globo Natureza

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caça. Recomeça temporada de matança a golfinhos no Japão

TÓQUIO - O principal personagem do filme "The Cove" - documentário sobre a matança de golfinhos no Japão que ganhou o Oscar de 2010 - decidiu não ir à cidade de Taiji este ano para acompanhar a temporada de caça dos cetáceos, que acontece a partir de setembro no Japão. Ric O'Barry, um ex-treinador que se transformou no principal nome da campanha contra a captura e matança dos golfinhos, foi alvo de ameaças de morte de grupos da extrema direita japonesa, que consideram o filme uma ofensa ao país. Para evitar violência, o ativista contou que preferiu seguir o conselho da polícia local e não pisar em Taiji. A pequena cidade de 3.400 habitantes, no entanto, está sendo monitorada por outros grupos ambientalistas e pela imprensa, mas O'Barry admite que talvez a pressão apenas irrite ainda mais os pescadores.

- Talvez seja a hora de recuar e deixar os japoneses enfrentarem esse problema e abraçarem essa causa - disse o ativista em Tóquio, onde faz campanha para evitar a matança a golpes de arpão, registrada de forma impressionante no documentário de Louie Psihoyos, um fotógrafo da "National Geographic".





Os pescadores de Taiji alegam que matar golfinhos e comer sua carne é uma tradição milenar, mas O'Barry - o homem que treinou os golfinhos da série "Flipper" antes de virar um ativista - não aceita essa explicação. Segundo ele, a prática só começou em 1933 e, além disso, o fato de a carne de golfinho ser contaminada por mercúrio, como mostra o documentário, deveria pesar mais do que qualquer questão cultural.

- A carne já foi retirada da merenda escolar das crianças de Taiji por causa da contaminação, mas continua sendo vendida no mercado sem nenhuma advertência. Isso deixou de ser uma campanha de proteção dos animais para se tornar um problema de direitos humanos. Os japoneses têm o direito de saber o que estão comendo - defendeu.

O ex-treinador, no entanto, condenou a tática de grupos como o Sea Shepherd, que persegue a frota japonesa no Ártico para impedir a caça de baleias, o que já levou a choques em alto-mar. Membros da organização estão em Taiji, mas O'Barry teme que seus métodos sejam contraproducentes.

- Nós precisamos trabalhar com os japoneses e não contra eles - afirmou, acrescentando que "The Cove" não é um filme contra o Japão. - O povo de Taiji é inocente. A matança é feita por uma minoria. São 13 barcos, com dois homens em cada um. Estamos falando de 26 caras que conseguiram denegrir a imagem de um país - declarou.


Por enquanto, não há sinais de sangue nas águas de Taiji neste início da temporada de caça, mas ativistas relataram a captura de pelo menos 20 golfinhos nos últimos dias, que provavelmente serão vendidos a parques aquáticos. A cada ano, cerca de 1.500 cetáceos são mortos na região, a sete horas de trem de Tóquio. Na capital japonesa, O'Barry entregou à Embaixada dos EUA uma petição pelo fim da caça com 1,7 milhão de assinaturas de 151 países. O ex-treinador quer que o governo americano pressione o Japão a proibir a prática, mas apesar de "The Cove" ter mostrado ao mundo o que acontece na isolada baía de Taiji, o assunto ainda não é um debate de grandes proporções entre os japoneses.

A Cova é um exemplo surpreendente de jornalismo investigativo com o coração de um thriller de ação. Liderados por Louie Psihoyos, líder da Sociedade de Preservação do oceano, e O’Barry Richard, uma autoridade reconhecida internacionalmente em matéria de formação de golfinho que é mais conhecido por seu trabalho em 1960, o Flipper programa de TV, o filme segue uma equipe de mergulho de alta tecnologia em um missão de descobrir a verdade sobre o Programa Internacional de capturar o comércio praticado em Taji, Japão.

- A mídia japonesa não tem muito interesse no assunto. Alguns repórteres me disseram que gostariam de relatar toda a história, mas ela dificilmente será publicada - acusa O'Barry, que agora estrela também um programa no canal de TV a cabo "Animal Planet".

A minissérie "Blood Dolphins" mostra a luta dos ativistas em Taiji e nas Ilhas Salomão, na Oceania, onde matar golfinhos é uma prática de 400 anos e até o dente do cetáceo é considerado valioso.

- Ensinamos aos pescadores atividades alternativas e, pela primeira vez, eles estão dispostos a interromper o massacre. Se isso é possível nas Ilhas Salomão, acredito que também será no Japão - disse o ativista americano, de 70 anos.

O Globo

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30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...