sábado, 4 de agosto de 2012

11 curiosidades sobre o cérebro dos animais

O cérebro é um dos órgãos mais fascinantes de qualquer organismo. Afinal, sua função é basicamente ser um pequeno computador com o poder de comandar tudo o que o corpo irá fazer. Nos animais, ele pode ser formado por pequenos grupos de neurônios ou chegar a níveis altos de complexidade, como os da nossa própria espécie. Para você entender melhor este misterioso órgão, separamos 11 curiosidades sobre animais que têm, provavelmente, os cérebros mais estranhos do mundo todo. Olha só:

1. Aranhas que têm parte do cérebro nas pernas

Que as aranhas têm cara de perigosas a gente já sabe. A surpresa é que algumas espécies têm cérebros tão grandes que eles se “espalham” para as pernas. Opa, como assim? Bem. Independente do tamanho, todas as espécies de aranha têm que executar o mesmo conjunto básico de tarefas. Como algumas são bem complexas, tipo construir teias, as células cerebrais necessárias não cabem na “cabeça” e precisam ficar alojadas em outras partes do corpo. Segundo o Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), o sistema nervoso central das menores aranhas do mundo pode preencher até quase 80% de suas cavidades corporais e cerca de 25% de suas pernas.


2. Sanguessugas com 32 cérebros
 
Você tem nojo dessas criaturas. Mas não pode negar que elas sejam úteis para a medicina. Sanguessugas são usadas para chupar o sangue em casos indesejados de parasitas e para ajudar a limpar feridas infectadas. Mas, além disso, elas são criaturas fascinantes: têm cinco pares de olhos, 300 dentes e…32 cérebros. Na verdade, tecnicamente é apenas um, mas na prática ele é formado por 32 gânglios.

  3. Lulas gigantes que se alimentam pelo cérebro
 As lulas gigantes estão, com certeza, entre os animais mais misteriosos do planeta. Afinal, a espécie nunca foi capturada ou estudada viva. Uma das bizarrices do animal é que ele precisa morder seus alimentos em pedaços relativamente pequenos. Isso porque, uma vez que eles são engolidos, precisam passar pelo cérebro (que tem o formato de uma rosquinha) para chegar ao esôfago. E apesar do tamanho colossal, as lulas gigantes têm cérebros incrivelmente pequenos. Steve O’Shea, pesquisador do Universidade de Tecnologia de Auckland, conta que uma lula gigante masculina, por exemplo, tem o desafio de coordenar 150 quilos de peso, 10 metros de comprimento e um pênis de 1,5 metro (!) com um cérebro minúsculo de apenas 15g.

  4. Formigas zumbis com fungo no cérebro


 Sim, é isso mesmo que você leu. E o importante aqui não é exatamente o cérebro dessas formigas, mas a maneira como ele reage a uma certa espécie de parasita, o fungo do gêneroCordyceps. Funciona assim: esporos microscópicos se infiltram no hospedeiro (a formiga, no caso) e o fungo começa a se alimentar dos seus órgãos não-vitais. Quando está pronto para lançar seus esporos, o Cordyceps faz uma lavagem cerebral na formiga. Crescem filamentos no cérebro do inseto e o fungo solta substâncias químicas que o forçam a escalar a planta mais próxima. Quando chegam ao topo, o fungo mata o hospedeiro e um pequeno cogumelo contendo esporos brotam de sua cabeça. Olha só (dá um pouco de agonia. Então, cuidado):

  5. e 6. Vespas e nematoides com cérebros minúsculos, mas capazes de realizar funções complexas Apesar de ter um corpo quase completo, com olhos, cérebro, asas, músculos e genitais, a minúscula vespa da espécie Megaphragma mymaripenne é menor que uma ameba unicelular e dona de um dos menores sistemas nervosos entre os insetos. Ele é composto por apenas 7400 neurônios. Para se ter uma ideia, uma mosca tem cerca de 340.000 neurônios e uma abelha pode chegar a 850.000. E mesmo assim, a vespa M.mymaripenne consegue voar, procurar por comida e encontrar os locais corretos para depositar seus ovos. Além dela, o nematoide C. elegans é outro animal com um cérebro pequeno, mas poderoso. Esse verme de apenas 302 neurônios é capaz de realizar funções de grande complexidade, mais comuns em organismos mais desenvolvidos. Por isso, cientistas estão estudando o cérebro doC. elegans para compreender melhor alguns mecanismos básicos que facilitam comportamentos mais complexos.

  7. Ascídias que comem seus próprios cérebros
 Apesar do nome estranho, você provavelmente já ouviu falar das ascídias. Essas criaturas parecidas com pequenos sacos vivem fixadas em corais e se alimentam filtrando sua comida da água do mar. Além disso, são hermafroditas e, por isso, soltam larvas que se dispersam para encontrar lugares onde possam crescer. Nesse período larval, elas ainda são “normais”. Mas quando crescem, elas, literalmente, “perdem a cabeça”. As ascídias digerem a própria glânglia cerebral, responsável por controlar seus movimentos. O motivo? Já que os animais vão se tornar “sedentários”, pra que ter cérebro, né?

  8. Peixes com cérebros diferentes para o macho e a fêmea
  Sabe aquele papo de que as mulheres não são tão inteligentes quanto os homens? Bem, isso já foi cientificamente desmentido há um tempo. Porém, em uma única subespécie particular, a afirmação está correta. Esse peixe, que habita o Lago Mývatn, na Islândia, tem uma disparidade entre o tamanho dos cérebros femininos e masculinos. Pesquisadores especulam que o cérebro masculino pode ser maior pelo papel que os machos encaram: são eles que enfrentam a função mais desafiadora, que envolve construir os “ninhos”, realizar as danças de acasalamento e ainda cuidar dos ovos. Enquanto isso, as fêmeas precisam apenas escolher o parceiro e depositar os ovos.

  9. Pica-paus com bolsas de ar em seus crânios
 Você já parou para se perguntar como os pica-paus não acabam com danos cerebrais, depois de ficarem o dia todo bicando superfícies duras? Assim como outros pássaros, eles têm crânios muito complexos, cheios de pequenos e levíssimos ossos. Além disso, desenvolveram um mecanismo de proteção embutido que protege seus cérebros dos impactos da sua atividade. E esse mecanismo é a resposta para a pergunta do início desse parágrafo: são bolsas de ar em seus crânios que protegem o cérebro desses pássaros. É tipo um airbag orgânico.

 10. Cachorros com cérebros esmagados
Com fama de serem uma raça amigável, os cães Cavalier King Charles Spaniels estão ficando populares lá nos Estados Unidos. O problema é que todos os “melhoramentos” da raça feitos pelos criadores nos últimos séculos criaram nestes cães uma patologia conhecida como siringomielia. Basicamente, o que acontece é que o cérebro do cão pode ficar grande demais para seu crânio. Um terço dos cachorros da raça sofre com a condição, que deve incomodar bem mais do que ter pés do tamanho 40 presos eternamente em um sapato 36.


11. Corvídeos são extremamente espertos (mais do que você imagina) Os corvídeos, aquele grupo de pássaros que inclui corvos, gaios e gralhas, são muito mais espertos do que muita gente pensa. Alguns pesquisadores acreditam até que eles talvez sejam tão inteligentes quanto alguns primatas. Não acredita? Preste atenção em algumas das coisas que têm surpreendido os cientistas: eles têm memórias extraordinárias, são capazes de desenvolver raciocínio social e de elaborar e usar ferramentas. Aliás, alguns até transformam varas em “ganchos” para conseguir pegar larvas e vermes em lugares difíceis. Surpreendente, não? Segundo o pesquisador da Universidade de Cambridge, Christopher Bird (sobrenome apropriado, não?), se eles estão sendo observados, também escondem suas comidas. “Mas eles vão fazer alguns falsos esconderijos também. Como encostar o bico no chão, mas não colocar a comida. É um pouco como uma estratégia de confusão”, diz Bird.

Fontes: WebEcoist, io9, Biopharm Leeches, UK Metro, ScienceBlogs, Discover Magazine,Animal Reserach.Info, Goodheart’s Extreme Science, New Scientist, BB C

Os humanos têm cérebros maiores do que todos os outros animais? 
 Não. Os cérebros dos animais, como elefantes e baleias azuis são consideravelmente maiores do que os cérebros dos seres humanos. A maioria das pessoas, no entanto, reconhecem que a inteligência não é necessariamente proporcional à massa do cérebro. No entanto, muitas pessoas em vez de tentar argumentar que a inteligência é proporcional à razão entre a massa cerebral e a massa corporal, gostaria de salientar que os seres humanos têm uma proporção muito maior de massa encefálica à massa corporal do que os elefantes e baleias.

No entanto, o problema com este argumento é que os animais, tais como o musaranho pigmeu têm uma razão de massa do cérebro com a massa corporal aproximadamente igual ao dos humanos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Homem afirma ter 'pescado' gato em alto-mar na cidade de Santos

Homem afirma ter 'pescado' gato em alto-mar na cidade de Santos
Segundo o pescador, animal foi avistado na tarde deste domingo (29).
Homem afirma que não sabe como o animal, que passa bem, apareceu.
Animal foi resgatado e depois se refugiou no porão da embarcação (Foto: Adryanno Tussing/Arquivo Pessoal)

Um gato foi 'pescado' no último fim de semana em Santos, no litoral de São Paulo. O animal estava a cerca de 15 km da costa da cidade, quando foi avistado pelo analista de infraestrutura Adryano Tussing, de 29 anos, durante uma pescaria na tarde do último domingo (29).

Tussing conta que não sabe como o animal apareceu. "Eu estava pescando e um colega falou que tinha um gato nadando em cima da água, boiando bem perto do barco. Eu procurei um passaguá, ele se agarrou e então puxei e o tirei da água. A primeira coisa que pensei quando vi foi em tirá-lo da água", explica.

O pescador conta também que o animal estava bastante assustado. "Logo depois que ele chegou a bordo, ele correu para o porão da embarcação e ficou por lá. Nós tentamos dar água e comida, mas ele não quis nada. Ficou em cima de uma cama e sempre que alguém tentava se aproximar ele reagia, mas não chegou a machucar ninguém", conta.

Em entrevista ao G1, a veterinária Luciana Santiago de Nardo afirma que o animal ficou agressivo pois estava estressado. "Ele passou por um trauma muito grande, envolvendo risco de morte. Se ele for de rua, naturalmente ele já é um pouco mais arisco. O trauma potencializa isso no primeiro momento e, por isso, ele recusa qualquer aproximação, alimento e até água", explica.

Luciana explica ainda que o animal teve sorte de ser resgatado. "Um gato pode nadar até vir o cansaço ou, se a água estiver fria, a hiportemia, e isso leva ao afogamento. O tempo que ele pode nadar varia, pois depende das condições físicas do animal", finaliza.

G1

terça-feira, 31 de julho de 2012

Atretochoana eiselti. Anfíbio com formato de cobra é achado em RO


Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO
Animal raro foi encontrado por biológos em canteiro de obras de usina.
Exemplares estão no Museu Emilio Goeldi, no Pará.
Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto em Rondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas 'América do Sul'. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio.
“A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.
Anfíbio é chamado de cobra mole
(Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.

Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram.
Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.

Parente de sapos e pererecas
O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.

Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA.

Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.

Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)


 Marcela Ximenes
Do G1 RO

domingo, 29 de julho de 2012

Zoo investe em animais ameaçados

Zoológicos dos EUA investem na reprodução de animais ameaçados
Iniciativas chegam a receber investimentos de até US$ 350 mil ao ano.
Apesar do gasto, 83% das espécies não atingem metas de reprodução.

Após farejarem cuidadosamente a grama, três guepardos do centro de reprodução de animais de Front Royal, na Virgínia, nos Estados Unidos, começaram a correr em círculos frenética e repentinamente. Era um sinal de que uma guepardo fêmea, que costuma ficar no pátio, estava no cio. Em seguida, um dos machos soltou um rugido baixo –um sinal de um estado ainda maior de excitação. Os outros machos ficaram de lado.

Para maximizar as chances de um acasalamento bem-sucedido, os cientistas aprenderam a separar os guepardos por gênero, até mesmo os impedindo de verem um ao outro antes de acasalarem. Descobriu-se que a familiaridade também pode desestimular os guepardos. Finalmente, chegou a hora de trazer a fêmea. Ela parecia incomodada com a avidez do macho e não assumiu uma posição de acasalamento. O encontrou fracassou.

Com o aumento das extinções e a destruição de habitats, os zoológicos estão tentando fazer com que 160 espécies ameaçadas se reproduzam em cativeiro. Contudo, embora o acasalamento na natureza pareça algo básico, que ocorre sem esforço, em cativeiro o processo é bem diferente.

Nos zoológicos norte-americanos, 83% dessas espécies não estão atingindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, informa a Associação dos Zoológicos e Aquários dos Estados Unidos. No caso dos guepardos, menos de 20% dos que habitam os zoológicos norte-americanos conseguiram se reproduzir.

Um guepardo com cinco anos de idade que vive no Instituto Smithsonian em Front Royal, nos Estados Unidos. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)

 Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos em cativeiro e muitos outros animais dando 
segurança às populações, antes que a situação deles na natureza se torne insustentável, disse Jack Grisham, que coordena o plano de reprodução de guepardos da associação há 20 anos. Mas a taxa decepcionante de sucesso leva alguns conservacionistas do setor a questionar se os zoológicos deveriam estar no ramo de reprodução. Muitos dizem que prefeririam ver o dinheiro ser redirecionado para a preservação dos habitats e espécies selvagens.

"Eu ficaria mais feliz com a reprodução em cativeiro se achasse que ela ajuda os guepardos selvagens", disse Luke Hunter, presidente da Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha em esforços globais de conservação de grandes felinos que vivem em meio natural, incluindo os guepardos. "Quando não ameaçados, eles se reproduzem como coelhos em meio natural. Eles não precisam de uma reprodução assistida superdispendiosa –precisam apenas de um espaço onde perambular."


Gastos de US$ 350 mil para reprodução de guepardos
Todo ano, o Zoológico Nacional do Instituto Smithsonian, de Washington, gasta cerca de US$ 350 mil na reprodução de guepardos em seu espaço em Front Royal, que abriga 18 outras espécies. Essa verba sustenta a coleta de dados e a logística da reprodução de animais a longa distância, entre outras despesas. Existem programas semelhantes de procriação de guepardos em outros quatro centros nacionais dirigidos por zoológicos.
Contudo, apesar de duas décadas de esforços contínuos, a população cativa de guepardos da América do Norte – 281 animais – gera em média apenas 15 filhotes por ano, exatamente a metade do que seus tratadores estimam ser necessário para manter um nível saudável de reposição.
Para os guepardos, é muito mais complicado procriar do que, por exemplo, para os seus primos entre os felinos grandes, os leões e tigres, que se reproduzem com facilidade. Porém, não se reproduzem de modo tão complicado quanto os pandas, que desde 2010 não produzem um filhote em cativeiro nos Estados Unidos.
Apesar de não estar ameaçada de modo crítico, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século XX, aproximadamente 100 mil guepardos perambulavam da África ao Mediterrâneo e à Índia, segundo o Instituto Smithsonian. Hoje, representantes da Panthera e da associação de zoológicos estimam que restam entre 7 e 10 mil animais da espécie em meio natural, em consequência da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com fazendeiros.
A Panthera promove programas comprovados que ajudam os guepardos a sobreviverem ao lado das pessoas. O grupo orienta pequenos criadores de animais sobre como prevenir que os felinos devorem seus animais e até mesmo doa cães de guarda treinados para o trabalho. Porém, segundo Grisham, independentemente da agressividade com que os grupos de conservação lutem para preservar as populações selvagens, as pressões são tamanhas que os animais dos zoológicos talvez sirvam algum dia como um banco genético seguro.
Os cientistas tentam a reprodução em cativeiro desta espécie para evitar sua extinção. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)

"Noé se equivocou totalmente"
Os programas de procriação não buscam apenas preservar as espécies, mas também garantir que os zoológicos continuem a se desenvolver. Até os anos 70, os zoológicos eram autorizados a capturar os animais que queriam exibir. Porém, a crescente conscientização da vulnerabilidade de muitas espécies motivou a elaboração de tratados. E a Lei das Espécies Ameaçadas, de 1973, restringe a importação de animais ameaçados, mesmo que para zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a desenvolver programas coordenados de procriação para espécies ameaçadas. Em 2000, a associação abriu um Centro de Gestão Populacional dirigido pelo zoológico Lincoln Park de Chicago, com vistas à realização de análises genéticas e demográficas detalhadas da procriação dos animais, ameaçados ou não, em 235 zoológicos. Membros da equipe da associação elaboram recomendações sobre as melhores formas de viabilizar a procriação de cada uma dessas populações.

Em uma população em cativeiro, assim como nos zoológicos, a prioridade reside nos níveis elevados de diversidade genética, o que busca manter a adaptabilidade das espécies e prevenir a endogamia. O resultado é uma espécie de seleção natural reversa, de modo que os animais com a taxa mais baixa de sucesso passem ao topo da lista de prioridade por conta da raridade de seus genes.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão Populacional, de Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não contam com uma variação genética suficiente para assegurar a sua sobrevivência em cativeiro por longo prazo. A população fundadora média para as espécies nos zoológicos americanos era de aproximadamente 15 animais. Hoje, 20 é o número mínimo considerado hoje pelos zoológicos para os mamíferos maiores.

"Noé se equivocou totalmente", disse Long. "Um, dois ou mesmo uma dúzia de animais de cada espécie não é um número suficiente." A associação dirige cerca de 600 programas cooperativos de procriação, mas até o momento criou apenas planos formais de procriação para 357 espécies. A União Internacional para Conservação da Natureza considera que apenas cerca de 55% das espécies às quais são dedicados planos específicos estão em risco na natureza, entre elas os gorilas-das-planícies-do-oeste e o órix-cimitarra.

Um filhote de guepardo com dois meses de idade que nasceu no Instituto Smithsonian. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)


Ainda assim, 40% dessas 357 espécies sob gestão populacional estão diminuindo – por alguns motivos conhecidos e, em outros casos, desconhecidos. O número de ursos andinos está encolhendo porque os zoológicos passaram a investir menos na reprodução anos atrás e a população se tornou velha demais para procriar. Acredita-se que o cob-do-Nilo, um antílope, esteja sofrendo em cativeiro porque os zoológicos estão alocando menos espaço para essa espécie rara.

Simulando o meio natural
Poucos felinos grandes vivem tão perto dos seres humanos quanto os guepardos. Acredita-se que eles começaram a ser mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Os pesquisadores, porém, ainda estão tentando compreender a dinâmica do acasalamento da espécie, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de procriação de guepardos do Zoológico Nacional do Instituto Smithsonian.
Durante décadas, os zoológicos costumavam encher casas temáticas com todos os tipos de felinos grandes e tratá-los de modo semelhante. Porém, seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos-nebulosos, uma espécie bastante ameaçada que possui manchas menos definidas, acasalam durante a juventude. Se levados ao cativeiro já quando são adultos maduros, ficam extremamente estressados, e o macho pode vir a matar a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes, até os pesquisadores perceberam qual era o problema.

Os guepardos, por sua vez, não vivem em pares. Mas os cuidadores de zoológico entenderam isso apenas nos anos 1990. Mais recentemente, os pesquisadores descobriram que as guepardos fêmeas férteis que não têm laços biológicos ou que não foram criadas juntas não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante sofre tamanho estresse que deixa de entrar no cio.

Para driblar esses problemas com os guepardos e outros animais, os zoológicos estão dando ênfase aos centros de conservação, que se parecem menos com zoológicos e mais com fazendas ou parques de safári. O centro de preservação animal de Front Royal possui espaço suficiente para dar conta das idiossincrasias dos animais e simular o meio natural.

Genes ótimos
Os cinco centros que procriam guepardos agora contam com um número desproporcional de vitórias, incluindo um caso incomum, ocorrido aqui em 2010. Apesar de muitas tentativas, uma guepardo fêmea de 5 anos não conseguiu procriar durante dois anos. Restavam a ela apenas poucos anos de idade fértil, de modo que um novo macho foi trazido da Flórida, a 1.450 quilômetros de distância.

Deu certo. Nascido como filhote único, o guepardo, chamado Nick, foi tirado dos cuidados da mãe por conta de outra descoberta de pesquisa: dentre os grandes felinos, apenas o guepardo não produz leite suficiente para seu bebê se houver apenas um filhote sendo amamentado. Prevendo essa possibilidade, Crosier programou outra gravidez de guepardo para coincidir com a da mãe de Nick.

Enquanto o centro aguardava o outro nascimento, Nick foi alimentado com mamadeira coberta com pele de guepardo, para que não se acostumasse demais com os humanos. Quando o nascimento seguinte – de outro filhote único – ocorreu, os funcionários aguardaram até que a nova mãe se afastasse para comer e então colocaram Nick junto com o novo bebê, esfregando palha nele, para que absorvesse o cheiro do local onde dormiria.

Quando a mãe voltou, os funcionários prenderam a respiração: ela poderia ter matado o filhote facilmente, apenas com um golpe de suas garras. Em vez disso, ela o adotou e cuidou dos dois filhotes. Foi o sexto caso de um transplante assim a acontecer na história dos zoológicos americanos. Poucos meses depois, aos 18 meses, Nick foi separado de sua família adotiva. Crosier espera que ele procrie em breve. "Ele tem ótimos genes", disse ela, com orgulho.
[G1]

'Beijo' está entre casos mais bizarros envolvendo tubarões; confira fotos

Veja lista com 'episódios assustadores' envolvendo tubarões
Nos EUA, predador se aproximou de canoísta.
Na África do Sul, tubarão branco saltou dentro de barco.

No dia 7 de julho, o canoísta americano Walter Szulc Jr. levou um susto após um tubarão se aproximar de seu caiaque enquanto ele remava na praia de Nauset em Orleans, no estado de Massachusetts (EUA). Veja abaixo lista com "momentos tensos" envolvendo tubarões.
Canoísta americano Walter Szulc Jr. levou um susto após um tubarão se aproximar de seu caiaque na praia de Nauset. (Foto: Shelly Negrotti/AP)

Em março de 2011, um tubarão de 2,4 metros e 170 quilos saltou dentro de um barco enquanto o norte-americano Jason Kresse e dois colegas estavam pescando no Golfo do México. Kresse contou que eles não conseguiram chegar perto do predador para jogá-lo de volta ao mar. O tubarão acabou danificando o barco antes de morrer horas depois. (Foto: Jason Kresse/AP)

Em 2010, um tubarão de 2,4 metros deixou frequentadores assustados em uma praia em Nova Jersey, nos EUA, depois que nadou até praia e ficou com parte do corpo fora d'água, antes de retornar para o mar. (Foto: Reprodução)

No ano passado, o mergulhador americano Dave Marcel levou uma mordida no lábio ao beijar um tubarão-enfermeiro, também chamado de tubarão-lixa. Com o lábio sangrando, Marcel teve que ser levado para o hospital, onde passou por cirurgia. (Foto: Reprodução)

Em janeiro deste ano, um grande tubarão branco foi filmado por dois pescadores do Havaí, nos EUA, dando voltas em torno do barco em que eles estavam (assista). Conforme Addison Toki e Dominick Gaballo, o predador foi atraído pelo cheiro de um marlim de mais de 136 quilos que eles haviam capturado. A dupla estava a cerca de oito quilômetros da costa de Oahu, quando o tubarão rondou seu barco por cerca de uma hora. (Foto: Reprodução)

Em julho de 2011, um tubarão branco de 500 kg e três metros de comprimento conseguiu pular dentro de um barco de pesquisa na África do Sul. O fato ocorreu enquanto pesquisadores da vida marinha trabalhavam na cidade costeira de Mossel Bay. (Foto: Oceans Research)

G1

30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...