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domingo, 29 de julho de 2012

Zoo investe em animais ameaçados

Zoológicos dos EUA investem na reprodução de animais ameaçados
Iniciativas chegam a receber investimentos de até US$ 350 mil ao ano.
Apesar do gasto, 83% das espécies não atingem metas de reprodução.

Após farejarem cuidadosamente a grama, três guepardos do centro de reprodução de animais de Front Royal, na Virgínia, nos Estados Unidos, começaram a correr em círculos frenética e repentinamente. Era um sinal de que uma guepardo fêmea, que costuma ficar no pátio, estava no cio. Em seguida, um dos machos soltou um rugido baixo –um sinal de um estado ainda maior de excitação. Os outros machos ficaram de lado.

Para maximizar as chances de um acasalamento bem-sucedido, os cientistas aprenderam a separar os guepardos por gênero, até mesmo os impedindo de verem um ao outro antes de acasalarem. Descobriu-se que a familiaridade também pode desestimular os guepardos. Finalmente, chegou a hora de trazer a fêmea. Ela parecia incomodada com a avidez do macho e não assumiu uma posição de acasalamento. O encontrou fracassou.

Com o aumento das extinções e a destruição de habitats, os zoológicos estão tentando fazer com que 160 espécies ameaçadas se reproduzam em cativeiro. Contudo, embora o acasalamento na natureza pareça algo básico, que ocorre sem esforço, em cativeiro o processo é bem diferente.

Nos zoológicos norte-americanos, 83% dessas espécies não estão atingindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, informa a Associação dos Zoológicos e Aquários dos Estados Unidos. No caso dos guepardos, menos de 20% dos que habitam os zoológicos norte-americanos conseguiram se reproduzir.

Um guepardo com cinco anos de idade que vive no Instituto Smithsonian em Front Royal, nos Estados Unidos. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)

 Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos em cativeiro e muitos outros animais dando 
segurança às populações, antes que a situação deles na natureza se torne insustentável, disse Jack Grisham, que coordena o plano de reprodução de guepardos da associação há 20 anos. Mas a taxa decepcionante de sucesso leva alguns conservacionistas do setor a questionar se os zoológicos deveriam estar no ramo de reprodução. Muitos dizem que prefeririam ver o dinheiro ser redirecionado para a preservação dos habitats e espécies selvagens.

"Eu ficaria mais feliz com a reprodução em cativeiro se achasse que ela ajuda os guepardos selvagens", disse Luke Hunter, presidente da Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha em esforços globais de conservação de grandes felinos que vivem em meio natural, incluindo os guepardos. "Quando não ameaçados, eles se reproduzem como coelhos em meio natural. Eles não precisam de uma reprodução assistida superdispendiosa –precisam apenas de um espaço onde perambular."


Gastos de US$ 350 mil para reprodução de guepardos
Todo ano, o Zoológico Nacional do Instituto Smithsonian, de Washington, gasta cerca de US$ 350 mil na reprodução de guepardos em seu espaço em Front Royal, que abriga 18 outras espécies. Essa verba sustenta a coleta de dados e a logística da reprodução de animais a longa distância, entre outras despesas. Existem programas semelhantes de procriação de guepardos em outros quatro centros nacionais dirigidos por zoológicos.
Contudo, apesar de duas décadas de esforços contínuos, a população cativa de guepardos da América do Norte – 281 animais – gera em média apenas 15 filhotes por ano, exatamente a metade do que seus tratadores estimam ser necessário para manter um nível saudável de reposição.
Para os guepardos, é muito mais complicado procriar do que, por exemplo, para os seus primos entre os felinos grandes, os leões e tigres, que se reproduzem com facilidade. Porém, não se reproduzem de modo tão complicado quanto os pandas, que desde 2010 não produzem um filhote em cativeiro nos Estados Unidos.
Apesar de não estar ameaçada de modo crítico, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século XX, aproximadamente 100 mil guepardos perambulavam da África ao Mediterrâneo e à Índia, segundo o Instituto Smithsonian. Hoje, representantes da Panthera e da associação de zoológicos estimam que restam entre 7 e 10 mil animais da espécie em meio natural, em consequência da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com fazendeiros.
A Panthera promove programas comprovados que ajudam os guepardos a sobreviverem ao lado das pessoas. O grupo orienta pequenos criadores de animais sobre como prevenir que os felinos devorem seus animais e até mesmo doa cães de guarda treinados para o trabalho. Porém, segundo Grisham, independentemente da agressividade com que os grupos de conservação lutem para preservar as populações selvagens, as pressões são tamanhas que os animais dos zoológicos talvez sirvam algum dia como um banco genético seguro.
Os cientistas tentam a reprodução em cativeiro desta espécie para evitar sua extinção. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)

"Noé se equivocou totalmente"
Os programas de procriação não buscam apenas preservar as espécies, mas também garantir que os zoológicos continuem a se desenvolver. Até os anos 70, os zoológicos eram autorizados a capturar os animais que queriam exibir. Porém, a crescente conscientização da vulnerabilidade de muitas espécies motivou a elaboração de tratados. E a Lei das Espécies Ameaçadas, de 1973, restringe a importação de animais ameaçados, mesmo que para zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a desenvolver programas coordenados de procriação para espécies ameaçadas. Em 2000, a associação abriu um Centro de Gestão Populacional dirigido pelo zoológico Lincoln Park de Chicago, com vistas à realização de análises genéticas e demográficas detalhadas da procriação dos animais, ameaçados ou não, em 235 zoológicos. Membros da equipe da associação elaboram recomendações sobre as melhores formas de viabilizar a procriação de cada uma dessas populações.

Em uma população em cativeiro, assim como nos zoológicos, a prioridade reside nos níveis elevados de diversidade genética, o que busca manter a adaptabilidade das espécies e prevenir a endogamia. O resultado é uma espécie de seleção natural reversa, de modo que os animais com a taxa mais baixa de sucesso passem ao topo da lista de prioridade por conta da raridade de seus genes.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão Populacional, de Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não contam com uma variação genética suficiente para assegurar a sua sobrevivência em cativeiro por longo prazo. A população fundadora média para as espécies nos zoológicos americanos era de aproximadamente 15 animais. Hoje, 20 é o número mínimo considerado hoje pelos zoológicos para os mamíferos maiores.

"Noé se equivocou totalmente", disse Long. "Um, dois ou mesmo uma dúzia de animais de cada espécie não é um número suficiente." A associação dirige cerca de 600 programas cooperativos de procriação, mas até o momento criou apenas planos formais de procriação para 357 espécies. A União Internacional para Conservação da Natureza considera que apenas cerca de 55% das espécies às quais são dedicados planos específicos estão em risco na natureza, entre elas os gorilas-das-planícies-do-oeste e o órix-cimitarra.

Um filhote de guepardo com dois meses de idade que nasceu no Instituto Smithsonian. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)


Ainda assim, 40% dessas 357 espécies sob gestão populacional estão diminuindo – por alguns motivos conhecidos e, em outros casos, desconhecidos. O número de ursos andinos está encolhendo porque os zoológicos passaram a investir menos na reprodução anos atrás e a população se tornou velha demais para procriar. Acredita-se que o cob-do-Nilo, um antílope, esteja sofrendo em cativeiro porque os zoológicos estão alocando menos espaço para essa espécie rara.

Simulando o meio natural
Poucos felinos grandes vivem tão perto dos seres humanos quanto os guepardos. Acredita-se que eles começaram a ser mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Os pesquisadores, porém, ainda estão tentando compreender a dinâmica do acasalamento da espécie, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de procriação de guepardos do Zoológico Nacional do Instituto Smithsonian.
Durante décadas, os zoológicos costumavam encher casas temáticas com todos os tipos de felinos grandes e tratá-los de modo semelhante. Porém, seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos-nebulosos, uma espécie bastante ameaçada que possui manchas menos definidas, acasalam durante a juventude. Se levados ao cativeiro já quando são adultos maduros, ficam extremamente estressados, e o macho pode vir a matar a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes, até os pesquisadores perceberam qual era o problema.

Os guepardos, por sua vez, não vivem em pares. Mas os cuidadores de zoológico entenderam isso apenas nos anos 1990. Mais recentemente, os pesquisadores descobriram que as guepardos fêmeas férteis que não têm laços biológicos ou que não foram criadas juntas não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante sofre tamanho estresse que deixa de entrar no cio.

Para driblar esses problemas com os guepardos e outros animais, os zoológicos estão dando ênfase aos centros de conservação, que se parecem menos com zoológicos e mais com fazendas ou parques de safári. O centro de preservação animal de Front Royal possui espaço suficiente para dar conta das idiossincrasias dos animais e simular o meio natural.

Genes ótimos
Os cinco centros que procriam guepardos agora contam com um número desproporcional de vitórias, incluindo um caso incomum, ocorrido aqui em 2010. Apesar de muitas tentativas, uma guepardo fêmea de 5 anos não conseguiu procriar durante dois anos. Restavam a ela apenas poucos anos de idade fértil, de modo que um novo macho foi trazido da Flórida, a 1.450 quilômetros de distância.

Deu certo. Nascido como filhote único, o guepardo, chamado Nick, foi tirado dos cuidados da mãe por conta de outra descoberta de pesquisa: dentre os grandes felinos, apenas o guepardo não produz leite suficiente para seu bebê se houver apenas um filhote sendo amamentado. Prevendo essa possibilidade, Crosier programou outra gravidez de guepardo para coincidir com a da mãe de Nick.

Enquanto o centro aguardava o outro nascimento, Nick foi alimentado com mamadeira coberta com pele de guepardo, para que não se acostumasse demais com os humanos. Quando o nascimento seguinte – de outro filhote único – ocorreu, os funcionários aguardaram até que a nova mãe se afastasse para comer e então colocaram Nick junto com o novo bebê, esfregando palha nele, para que absorvesse o cheiro do local onde dormiria.

Quando a mãe voltou, os funcionários prenderam a respiração: ela poderia ter matado o filhote facilmente, apenas com um golpe de suas garras. Em vez disso, ela o adotou e cuidou dos dois filhotes. Foi o sexto caso de um transplante assim a acontecer na história dos zoológicos americanos. Poucos meses depois, aos 18 meses, Nick foi separado de sua família adotiva. Crosier espera que ele procrie em breve. "Ele tem ótimos genes", disse ela, com orgulho.
[G1]

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Macaco fica com olho inchado após brigar com homem em zoo de SP

Macaco fica com olho inchado após brigar com homem em zoo de SP
Mecânico embriagado havia invadido espaço dos animais em Sorocaba.
Macacos arranharam homem, que revidou: 'pulei para brincar com eles'.

Macaco-aranha chegou a ficar com o olho inchado após briga em zoológico de Sorocaba. (Foto: Reprodução/TV Tem)

Um macaco-aranha chegou a ficar com o olho inchado após brigar com o mecânico João Leite dos Santos no Zoológico Municipal de Sorocaba, no interior de São Paulo, na tarde de domingo (13). No entanto, na segunda-feira ele já passava bem e brincava com os outros macacos.


O mecânico tinha sinais de embriaguez e pulou a grade que cerca a ilha dos macacos no zoológico porque estava com calor e queria nadar e brincar com os animais. "Eu achei muito bonita a água e pulei para brincar com os macacos. E os macacos pegaram o meu braço", afirmou o Santos.

Após alcançar a margem da ilha, o homem foi atacado pelos animais e precisou de ajuda para ser retirado da água. Ele apresentava arranhões e marcas de mordidas nos mãos e nos braços. "Não aguento mais de dor", disse Santos, após ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O mecânico foi encaminhado ao Hospital Regional de Sorocaba e fugiu após ser medicado, segundo a assessoria de imprensa do hospital.



Macacos de Sorocaba são notícia até no exteriorJornais como The New York Times noticiaram os animais que lutaram contra a invasão de um homem no zoo

Os macacos do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, foram notícia no mundo todo depois que bateram em um homem embriagado que invadiu o local onde vivem para nadar no lago. Jornais como o The New York Times, The Washington Post, Las Vegas Sun e Miami Herald, dos Estados Unidos, deram destaque para o caso inusitado.


Entenda o caso
Um homem embriagado invadiu o recinto dos macacos-aranha no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, na tarde do último domingo (13). Ao perceber a invasão do homem no local, os macacos o morderam no braço e nas mãos. O homem afirmou que invadiu o lugar porque estava com calor e queria nadar.

Os macacos-aranha ficam em uma ilha no lago do zoo. José Donizete da Silva disse a populares que queria se banhar e tirou sua camisa.

Pulou uma grade que cerca o lago e ficou com água pela cintura. Nos vídeos e fotos feitos pelos populares é possível ver alguns macacos esticando os braços para o invasor, que acaba aceitando o convite e se dá mal por isso.

Em um dos trechos é possível ver um dos macacos entrando na água e agarrando seu pescoço enquanto pessoas do lado de fora começam a se mobilizar para ajudar o mecânico.

Ao conseguir se desvencilhar dos animais e voltar à segurança da margem, José Donizete assumiu que havia bebido. Ele apresentava arranhões e marcas de mordidas pelo braço e costas. Socorridas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestaram o atendimento ao homem.

redebomdia.com.br

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Macaco de raça rara dá à luz Tango, filhote com pelagem laranja; fotos

Macaco raro dá luz a filhote de cor laranja

No dia 1º de setembro, os funcionários do zoológico de Londres, na Inglaterra, ficaram surpresos quando Lu Lu, uma macaca de raça rara, deu luz a um filhote de cor atípica. Apelidado de Tango, o macaquinho nasceu com uma pelagem de cor laranja.
Kathryn Sanders, membro da equipe do zoo, explicou ao jornal Daily Mail que o animal não ficará para sempre com esta cor. “Os pêlos dele devem começar a escurecer após seu terceiro mês de vida”, disse.

Enquanto isso, Tango segue como uma das grandes atrações do parque.


Juliana Bacci

Gorila e 'namoradas' começam a viver juntos


Gorila Idi Amin e novas ‘namoradas’ estão juntos na nova casa em BH
Fêmeas ficaram tímidas quando saíram para a área aberta.
Gorila macho estava solteiro há 27 anos.

O gorila Idi Amin e as duas novas ‘namoradas’, Imbi e Kifta, começam a morar junto nesta quinta-feira (29) na nova casa, uma área de 2 mil metros no Zoológico de Belo Horizonte. Assim que as chamadas “salas de manobra”, local fechado onde os gorilas estavam sendo mantidos, foram abertas, às 10h, Idi Amin foi o primeiro a sair e ficou aguardando as fêmeas. Elas ficaram tímidas e saíram poucas vezes para a área aberta.
Idi Amin tenta se aproximar de uma das fêmeas (Foto: Pedro Triginelli/G1)

De acordo com o presidente da Fundação Zoobotânica, Evandro Xavier, todo o processo até agora tem sido um sucesso. “Agora, elas vão poder conhecer a nova casa, consumar a boa relação e ele vai poder mostrar que é dono do território", disse. Ainda segundo Xavier, a expectativa é que no futuro eles possam procriar, já que e espécie está em extinção.

Nesta quarta-feira (28), Idi Amin teve o primeiro contato com as duas fêmeas que vieram da Inglaterra. As “namoradas” do animal vivem no zoológico desde agosto deste ano, quando chegaram ao Brasil. Elas foram deixadas no local para se relacionarem com o animal, que está solteiro há 27 anos.
Gorila espera a saída de uma das fêmeas (Foto: Pedro Triginelli/G1)

Na tarde desta quarta-feira (28), Idi Amin se encontrou com as fêmeas separadamente. Uma delas ficou um pouco tímida e evitou o contato com o animal. Com a segunda, o clima foi mais “romântico” e os dois se aproximaram. Depois, o casal foi para um local mais reservado. Nesta terça-feira (27), Imbi e Kifta foram transferidas para uma área próxima à jaula em que o gorila vive e eles se viram pela primeira vez.

Duas antigas namoradas do gorila acabaram morrendo e, durante 15 anos, a Fundação Zoobotânica procurou por uma fêmea. É difícil encontrar o animal porque a espécie está ameaçada de extinção.

Pedro Triginelli
Do G1 MG

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Chimpanzé é treinado para cuidar de tigres; veja

Chimpanzé cuida de tigres na Tailândia
Macaco foi treinado para alimentar filhote de felinos em zoológico.



Um jovem chimpanzé vem desempenhando o papel de mãe para filhotes de tigre em um zoológico na Tailândia.
O macaco foi treinado para a tarefa e a vem exercendo há um ano (veja reportagem em vídeo).
Mas os tratadores do zoológico perto de Bangcoc dizem que em breve os filhotes vão estar maiores do que o chimpanzé e, portanto, eles devem ser separados.
Chimpanzé alimenta filhote de trigre no zoo de Bancoc (Foto: Reprodução / BBC)


Da BBC

sábado, 16 de julho de 2011

Procura-se um amigo: Nabire, última rinoceronte-branco do norte da Europa está só

Rinoceronte-branco busca companheiro em zoológico na Europa
RIO - Nabire é a última rinoceronte-branco do norte de que se tem notícia na Europa. Diante da falta de companheiros, os administradores do zoológico onde ela mora, na República Tcheca, esperam que ela se encante por Natal, um rinoceronte-branco do sul 11 anos mais velho.


Na última sexta-feira, eles foram vistos trocando carícias, pegando sol e dormindo juntos.

- Eles são muito amigáveis. Não há sinal de antagonismos - derrete-se Pavel Moucha, zoólogo-chefe.

Até algumas semanas atrás, eles eram mantidos em jaulas separadas porque Nabire teve uma inflamação no tornozelo, que pioraria caso ambos tentassem acasalar.

Mesmo que eles formem de fato um casal, Nabire não poderá procriar por causa de "alterações patológicas em seus órgãos reprodutores", segundo Hruby.

Com os chifres de rinocerontes considerados uma fonte de cura para um leque de doenças, de resfriados e febres a pressão alta e impotência, caçadores dizimaram as populações de rinoceronte de diversas localidades, principalmente na África. Alguns teriam sobrevivido em florestas no Sudão, mas não se sabe ao certo quantos.

Outra rinoceronte do norte, Nesari, morreu aos 39 anos, enquanto dormia, no mês passado, reduzindo ainda mais a população dessa espécie já criticamente ameaçada.

- Nabire, é claro, está sentindo a falta dela - avalia Jiri Hruby, curador dos mamíferos do zoo, na cidade de Dvur Kralove, cerca de 120 quilômetros ao norte de Praga.

Em 2004, o zoológico de Dvur Kralove cedeu quatro rinocerontes a um centro de conservação da espécie no Quênia, onde especialistas esperam que os mamíferos reproduzam. Nabire e Nesari não embarcaram por causa de problemas de saúde.

Os rinocerontes-brancos são os maiores da família de rinocerontes, chegando a pesar 2,7 toneladas. Entre os mamíferos terrestres, só os elefantes são os maiores.

O Globo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Zoológico usa tecnologia para salvar espécies em extinção

Thomas Hildebrandt poderia ser apelidado de cegonha. Em uma maquininha, ele congela sêmen, óvulos e pedaços de tecidos de animais.Ele toca o maior projeto de reprodução de animais selvagens do mundo.




No centro de Berlim, os portões chineses são a entrada de um paraíso. Um zoológico com 165 anos, que abriga animais em palacetes temáticos, criando uma atmosfera de outra época, de fantasia. Nenhum outro zoológico do mundo abriga tantas espécies - são mais de 13 mil.

Nos bastidores deste espetáculo permanente, dezenas de cientistas trabalham duro para garantir que espécies em risco de extinção sejam preservadas. Doenças que atacam animais selvagens são estudadas nos laboratórios. Exames de última geração permitem o estudo detalhado da anatomia, e do funcionamento do organismo desses bichos.

O doutor Thomas Hildebrandt poderia ser apelidado de cegonha. Ele toca o maior projeto de reprodução de animais selvagens do mundo. Em uma maquininha, ele congela sêmen, óvulos e pedaços de tecidos de animais.

Ele acaba de trazer de Paris o sêmen de rinoceronte branco - que sobrou de uma inseminação bem-sucedida no zoológico de lá. Em poucos segundos o sêmem está congelado. E vamos juntos guardar no lugar onde estão estocados óvulos, espermatozóides e tecido reprodutivo de mais de 500 espécies.

“Vocês tem mais espécies do que a arca da Bíblia”, brinca a repórter.

“Ah, mas a Bíblia fala em bestas, em feras. Então pode ser qualquer coisa, qualquer animal”, res´ponde Hildebrant. De algumas espécies, só existem amostras da pele. Um dia esperam transformar essas células em espermatozóides ou óvulos.

No zoológico, é uma profusão de bebês. Uma história de sucesso após a outra. O bebê Kigoma é só o último de várias gerações de rinocerontes nascidos em cativeiro. O zoológico de Berlim presta assistência a zôos de todo o mundo que querem reproduzir rinocerontes. Por isso nada mais natural do que esse time ser chamado também para salvar uma espécie que só existe na natureza e está ameaçada de extinção.

O lince é um felino, menor do que a onça. O único felino nativo da Europa. Os que vivem na Escandinávia estão bem. Mas uma população da Espanha, nas montanhas perto da França, está muito ameaçada.

O lince ibérico é atualmente considerado o felino mais ameaçado do mundo, e encontra-se classificado como espécie criticamente em perigo


A professora Kararina Jewgnow, do departamento de reprodução animal faz um alerta. “Hoje o lince ibérico é o felino mais ameaçado no mundo. Se não fizermos nada, perdermos esta espécie, será o primeiro felino extinto desde o tigre de dente de sabre, há 10 mil anos”.

Para evitar essa tragédia, os pesquisadores estão dando uma mãozinha à natureza. Eles observam todas as famílias de linces. E garantem que cada ninhada sobreviva em segurança. Que nenhum período fértil passe sem que a lince encontre um parceiro. Já conseguiram impedir que a população continue caindo.

“Não poderemos abrir a boca para falar de animais em perigo na América do Sul, na África e Ásia, se não pudermos salvar uma espécie aqui na Europa”, afirma a professora.

Zoológico de San Diego mantém quase todos os mamíferos fora da jaula

Nos Estados Unidos, o repórter Rodrigo Alvarez mostra o trabalho de outro grande aliado nessa luta pela preservação das espécies. Com seus quatro mil animais, o zoológico de San Diego é um dos maiores e mais importantes do mundo. É um dos poucos que mantêm praticamente todos os mamíferos fora da jaula.

É uma situação que a gente dificilmente veria na natureza porque é praticamente impossível chegar tão perto de um rinoceronte e dar comida na boca dele.

Mas o zoológico guarda um tesouro ainda maior congelado dentro de um edifício. O nitrogênio líquido a mais de 170 graus negativos preservam material genético de 8,4 mil animais. As primeiras amostras de DNAs de animais foram guardadas em 1975, em uma época quando ninguém fazia idéia de que seria possível decifrar o código genético inteiro ou mesmo clonar um animal.

O diretor do zoológico Oliver Ryder é claro: não basta a clonagem pura e simples para reviver uma espécie. “Temos um animal extinto aqui, que é um pássaro havaiano, mas só temos amostras de um macho e um macho só não traz a espécie de volta”, explica.

Então como criar uma fêmea? Usando células da pele, cientistas conseguiram criar células-tronco de um macaco africano ameaçado de extinção. A expectativa é usar as células-tronco para criar espermatozóides e óvulos. E assim permitir um novo ciclo de reprodução em várias espécies.

No fim dos anos 1970 um grande vazio no céu dos Estados Unidos. O maior pássaro da América do Norte estava quase desaparecendo. Só 22 foram encontrados e no zoológico de San Diego eles se multiplicaram.

O condor pode até não ser o animal mais bonito que você já viu na vida. Mas ele se transformou em uma grande história de sobrevivência.

Fantástico

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Leão separado de companheira de oito anos está triste e perdeu peso no Zoológico de Niterói

RIO - As operações do Ibama para retirada dos animais do Zoológico de Niterói partiram um coração - o do leão Dengo, de 11 anos. 
Ele anda deprimido e perdeu a fome depois que sua companheira, a leoa Elza, de 10 anos, foi levada para viver a 1.148km de distância, no Zoológico de Brasília. Segundo a presidente da Fundação Zoológico de Niterói, Giselda Candiotto, o casal vivia há oito anos na mesma jaula e, com a separação repentina, Dengo está apático, passa os dias deitado e já teria perdido oito quilos. A companheira de Dengo foi levada com outros dois leões, Yuri e Naila, que também formavam um casal e foram separados durante a ação, em fevereiro. Dos cinco leões que havia, restaram apenas Dengo e o pai, chamado Sansão.

Desde 6 de abril, está em vigor uma decisão da 3ª Vara Federal de Justiça de Niterói, que, a pedido do Ibama, deu 120 dias de prazo para a remoção de todos os animais do parque. Dos 540 bichos, 233 já foram retirados de lá. Na quarta-feira, fiscais do órgão federal levaram 23 tartarugas tigres-d'água e nove jabutis, que foram doados a um criadouro no Paraná . Em fevereiro, a direção do zoo obteve uma liminar proibindo a retirada dos animais, mas ela foi cassada. No próximo domingo, funcionários e frequentadores planejam fazer uma manifestação no local, pedindo o apoio da população.

- Todos nós estamos arrasados com tudo o que está acontecendo. Mas, para mim, a ação mais dramática foi a da retirada e separação dos leões - contou Giselda.

O superintendente do Ibama no Rio, Adilson Gil, tem explicações para a separação dos casais de leões: duas fêmeas estariam com suspeita de contaminação com o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e um macho estaria com a doença confirmada, precisando de tratamento e isolamento. Além disso, segundo o chefe da Divisão de Proteção Ambiental do Ibama, Márcio Urselino, os leões não costumam ter comportamento monogâmico e poderão em breve encontrar novos parceiros.

O órgão federal alegou no processo que o Zoológico de Niterói não conseguiu cumprir todos os itens de um termo de ajustamento de conduta (TAC) de 2004, que, entre as exigências, previa a reforma do abrigo dos primatas e a adoção de medidas para evitar que animais domésticos circulassem entre os bichos.

Leoa separada de leão após 8 anos juntos vira atração no zoo de Brasília Leoa Elza está no zoológico de Brasília desde fevereiro deste ano.
Leão Dengo está sozinho no zoológico de Niterói, no Rio.


Separada do leão com quem viveu por oito anos no zoológico de Niterói, no Rio de Janeiro, a leoa Elza virou atração no zoológico de Brasília.

A leoa está em Brasília desde fevereiro e está sozinha em uma jaula. Ela já conquistou o carinho de funcionários e tratadores do zoológico. "Ela está alegre, é sinal de que está feliz. A gente cuida como se fosse um filho", conta o tratador Anderson Júnior.

A leoa Elza deixou em Niteroi o companheiro Dengo, que tem sofrido com a distância da companheira. Segundo os tratadores do Rio, ele está depressivo e teria emagrecido oito quilos.

O zoológico de Brasília tenta levantar recursos para ampliar a jaula de Elza e dos demais felinos.

O Globo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Zoológico é denunciado por orangotango fumante Shirley compete com outro

Organização denuncia por maus-tratos zoológico com orangotango fumante

Orangotangos brigariam por pontas de cigarro jogadas por visitantes

Um orangotango se tornou fumante contumaz em um zoológico da Malásia, segundo organizações ambientalistas.


Orangotangos brigariam por pontas de cigarro jogadas por visitantes

Shirley, um orangotango fêmea de 25 anos, disputa com seu parceiro as pontas de cigarro jogadas por visitantes e ambos vivem em situação precária no Johor Zoo, de acordo com testemunhas.

"Eu vi cigarros, latas, garrafas, comida e pacotes sendo jogados no local, deixando a área (onde Shirley vive) imunda", disse Sean White, diretor da ONG Nature Alert.

"Funcionários do zoológico precisam ser treinados para gerenciar melhor os cercados dos animais e é preciso colocar urgentemente avisos aos visitantes proibindo jogar cigarros e outros itens aos orangotangos antes que seja tarde demais para Shirley e seu parceiro."

Ambientalistas que visitaram o zoológico sem se identificar dizem que Shirley tem mudanças radicais de humor. Algumas vezes parece drogada, outras, fica muito agitada, como se estivesse sofrendo com a falta de cigarros.

Críticas


Ambientalistas dizem que há muito lixo na jaula do animal

A Nature Alert diz ter submetido um relatório detalhado sobre as condições em que os orangotangos vivem no Johor Zoo ao governo malaio pedindo providências, entre elas tratamento veterinário para Shirley.

Ambientalistas dizem que há muito lixo na jaula do animal
Zoológicos da Malásia já sofreram graves críticas pela forma como os animais são mantidos - incluindo jacarés que vivem em áreas sem água e leões e tigres que ficam presos em pequenas jaulas.

Alguns zoológicos do país também foram flagrados com orangotangos capturados de forma ilegal, segundo a ONG.

A população selvagem de orangotangos em todo o mundo é estimada em algo entre 55 e 60 mil e 75% deles vivem fora de áreas protegidas.

Ambientalistas dizem que a destruição de seu habitat natural através do desmatamento está levando a uma redução considerável dessas populações a cada ano.

BBC Brasil

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Justiça do Rio nega habeas corpus a chimpanzé Jimmy, preso há 13 anos

Em julgamento que terminou na tarde desta terça-feira, a Justiça negou por unanimidade pedido de habeas corpus em favor do chimpanzé Jimmy, de 26 anos, que vive na Fundação Zoológico de Niterói (ZôoNit). Para o desembargador José Muiños Pineiro Filho, o direito do habeas corpus não é válido para animais, apenas para humanos. Por isso, de acordo com a decisão, o chimpanzé permanece no ZôoNit. Pineiros Filho disse ainda que vai encaminhar os autos do processo para a Prefeitura de Niterói, o Ibama e as comissões de Meio Ambiente da Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para que a discussão prossiga.

Jimmy se tornou alvo de uma disputa judicial depois que ambientalistas do Grupo de Apoio aos Primatas (GAP), de São Paulo, alegaram que o macaco sofria por viver isolado no zoológico. O grupo reinvindicava que ele deveria ser levado para um santuário em Sorocaba, no interior estado, para viver com outros animais da mesma espécie. Segundo o advogado do GAP, Daniel Braga Lourenço, a luta continua:

- Pretendemos recorrer às instâncias superiores.

Batalha nos tribunais

O pedido de habeas corpus feito pelo GAP já havia sido rejeitado. Em dezembro de 2010, o mesmo desembargador entendeu que o macaco não vivia em isolamento, sem namorada e em condições precárias, como o grupo alegava. O chimpanzé Jimmy atraiu atenção da mídia ano passado não só pela briga nos tribunais, mas também pelo quadros que aprendeu a pintar no ZôoNit. As obras foram parar em uma posição no final do ano em uma galeria de Niterói. [EXTRA]


domingo, 10 de abril de 2011

Macacos são ‘treinados’ para não furtar óculos de sol em zoológico

Macacos-de-cheiro do zoológico de Londres estão sendo “treinados” para não furtarem mais os óculos de sol dos visitantes. Como os primatas não gostam de coisas amargas, a equipe de funcionários do zoo começou a colocar maçãs amargas em alguns pares de óculos, a fim de que os animais começassem a evitar esses objetos.
Macaco-de-cheiro olha para óculos besuntado com maçã amarga
Foto: AP

O zoo acredita que esta medida possa dar segurança aos itens dos visitantes neste verão em Londres.

O problema começou na semana passada, quando os primeiros raios de sol da primavera foram avistados na Europa.

“Já encontramos Ray-Bans e óculos de aviador. Com o tempo bom se aproximando, pensamos que seria bom treinar os macacos para não furtarem os óculos dos visitantes”, disse Tracey Lee, líder da equipe de mamíferos do sul.

Não é o primeiro registro de objetos furtados pelos macacos-de-cheiro no zoo de Londres. Quatro anos atrás, os primatas foram treinados também para pararem de furtar os celulares dos visitantes. (Fonte: Portal Terra)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cadela chinesa adota filhotes de pantera e de lobo

Animal passa a alimentar felino e canino; atitude vira atração em Pequim

Uma cadela em um zoológico chinês adotou um par improvável de filhotes em seus primeiros meses cruciais da vida.

Uma cadela em um jardim zoológico de Beijing começou a alimentar um filhote de pantera de apenas dois dias, após sua própria mãe não ser capaz de produzir leite suficiente.


Um filhote de lobo nasceu cinco dias depois e veio para a cadela após sua mãe sofrer do mesmo problema.

A cadela que acabou de dar a luz a seus próprios filhos se ocupava em manter a sua ninhada de filhotes famintos alimentados, mas não demorou muito para o seu instinto maternal a adotar seus filhotes recém-descobertas.

Os corpos dos cães cheiram diferente do de panteras e demorou alguns dias para conhecer, mas o zoológico manteve vigilância.

A cadela vai continuar a alimentar os filhotes até que eles tenham um mês de idade, proporcionando-lhes o leite com os nutrientes necessários para animais com dietas à base de carne, após o que eles vão beber o leite de vaca antes de iniciarem uma dieta de carne regular.
uk.news.yahoo.com 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A última chance do urso Zé Colmeia

RIO - Zé Colmeia é um urso apressado. Quando os funcionários do RioZoo abrem a cela em que dorme, dedica-se a explorar os 100 metros quadrados de seu recinto, divididos em pátio de cimento e piscina cristalina, nutrida por uma queda d'água e cercada de pedras brancas. Zé nada afoito, devora as frutas que lhe são atiradas e ronda a pacata Trina, fêmea com quem divide espaço e comida. Parece um paraíso. Mas nem sempre foi assim. O animal que divide-se entre tantos prazeres já foi esquelético e marcado por chibatadas num circo - um retrato comum, embora pouco conhecido, entre bichos usados como atrações em picadeiros.

O descanso de Trina, parceira mais velha e já viúva, é interrompido quando Zé monta em seu dorso. O novo companheiro quer cruzar com ela neste verão - única estação em que as representantes da espécie entram no cio. Até agora, tem sido um fracasso. Ou o macho é recebido a dentadas, ou, quando bem-vindo, não sabe levar a cabo seu propósito.

A falta de intimidade com o sexo é só um dos resquícios de seu passado traumático. Zé Colmeia está atrasado. Já deveria ser maior do que Trina, mas, apesar de insaciável (no que diz respeito à comida), permanece abaixo do peso. Já deveria ter um certo histórico em cópulas - afinal, os machos se iniciam sexualmente até os 8 anos, e ele já chegou aos 10. Exibe sua inexperiência diariamente, ao assediar Trina mesmo quando a fêmea, 22 primaveras nas costas, quer só contemplar a queda d'água.

Para um animal tão jovem, a biografia de Zé Colmeia impressiona. A começar pelo que é desconhecido. Sua idade é estimada. Onde nasceu, ninguém sabe. Muito menos seu primeiro nome - o atual só lhe foi atribuído em novembro de 2007, quando sua vida deixou de ser um acúmulo de sequelas.

Até aquela data, Zé (ou que nome tivesse) era propriedade de um circo itinerante - prática proibida pela legislação fluminense. Trabalhou para o respeitável público até os 5 anos, mas sem o devido reconhecimento. Fora da lona, apanhava até caírem os pelos e era mantido em uma jaula menor do que ele, onde era impossível apoiar-se em dois pés. O único alimento disponível era ração de cachorro.

Certo dia, revoltou-se contra uma rotineira sessão de chicotadas. Atacou o domador. Não provocou ferimentos graves, mas pagou caro pela ousadia. Acabava ali a sua carreira artística.

Zé Colmeia passou dois anos trancado em uma jaula, cuja porta foi soldada em três pontos. O castigo teve fim quando uma denúncia anônima levou o Ibama ao circo, então instalado em Campos, no Norte Fluminense. Os fiscais do órgão incumbiram o RioZoo de acolher o urso. Ele já ostentava duas enormes áreas sem pelos sobre a cabeça, de tanto roçá-la no teto da jaula. Outra memória do cativeiro era ainda mais visível. O animal chegou raquítico ao zoológico de São Cristóvão. Embora o peso da espécie varie entre 250 e 500 quilos, Zé Colmeia equilibrava seus quase 2 metros em somente 96 quilos.

- Era um animal pouco desenvolvido e cheio de distúrbios de comportamento, por causa dos maus tratos que sofreu - lembra Ânderson Mendes, biólogo do RioZoo que batizou o urso e o acompanha desde sua chegada à instituição. - Zé passava o dia inteiro na porta do cambiamento, como chamamos o local em que dormem, balançando a cabeça como se fosse um pêndulo. Sequer explorava a piscina.

Hoje, segundo Mendes, Zé é "quase normal". Seus traumas, porém, ainda exigem medicamentos. O urso é tratados à base de ansiolíticos - também consumidos por humanos com transtorno obsessivo compulsivo.

- Em dois anos, o peso dele praticamente dobrou - comemora o veterinário Daniel Balthazar, outro fiel $do urso. - Mas seu desenvolvimento foi tão prejudicado que talvez ele não chegue ao tamanho ideal. E precisamos cuidar de sua compulsão por comida. O Zé ainda fica muito agitado quando percebe que está chegando a hora da refeição.

E haja comida. Zé come cerca de 30 quilos de frutas, verduras, legumes e carne bovina por dia. Ele também recebe lanches-surpresa - pequenos mimos, como quatro maçãs, um cacho de bananas, uma melancia e $ou outro peixe. O cardápio o mantém tão ocupado que mal sobra tempo para machucar-se na porta do cambiamento.


O inquilino agitado não agradou Trina, há 15 anos no zoológico. A veterana segue o instinto da espécie: ursos machos e fêmeas só costumam se encontrar quando a fêmea está no cio. Fora dessas raras ocasiões, cada qual fica no seu canto. Mas, num espaço como o zoológico, nem sempre valem as regras da natureza.

Quando Trina e Zé se encontraram, foi agressão à primeira vista - por parte dela, diga-se. A dupla, por iniciativa dos funcionários do zoológico, passou a explorar pátio e piscina em horários alternados. Um só via o outro à noite, no cambiamento. Uma grade encarregava-se de separá-los naquele espaço, evitando novas brigas.

Demorou dois anos até a hostilidade evoluir para um namoro à distância. No fim do ano passado, ambos foram soltos juntos, e Trina enfim mostrou tolerar a companhia.

O namoro veio em boa hora. Era o início do verão, época de perpetuar a espécie. A luminosidade da estação estimula o sistema nervoso central da fêmea a produzir hormônios sexuais. A fêmea os secreta no cio, um estágio $dura de três a cinco dias, manifestado apenas três vezes por ano.

Os feromônios secretados pela fêmea no cio estimulam o macho a se aproximar. Aproximadamente 200 dias depois, já no inverno, o resultado do encontro vem à luz. São geralmente dois filhotes.

A natureza parece ter pensado em tudo. Mas houve um fator surpresa: Zé Colmeia.

- Como ele é um animal muito ansioso, houve problemas no sexo - explica Mendes. - O Zé sabe que precisa montar, mas não o que fazer depois. É algo que só pode ser resolvido com o tempo. Considerando o tamanho dele, não há como nós lhe ensinarmos.

Até o fim do verão, Zé terá pela frente apenas mais um cio de Trina - três $cinco dias em que a fêmea estará receptiva. Se conseguir engravidá-la, o casal será mais uma vez separado: o macho, ao perceber a gestação, pode atacar a companheira - e, quando nascem os filhotes, até tenta comê-los. A fêmea, a partir daí, dedica-se exclusivamente à cria. Só depois de três anos ela voltará a entrar no cio.

Se fracassar em sua nova missão, Zé passará as próximas estações no departamento médico.

- Vamos coletar seu sêmen. Talvez seus distúrbios comportamentais tenham afetado, ou até interrompido, a produção de espermatozoides - cogita Balthazar. - Mas talvez o Zé consiga copular ainda este verão. Ele tem que aprender que não pode ter sexo a qualquer hora. É só quando a fêmea quer.

Zé Colmeia: O Filme - Trailer Teaser (dublado)




Renato Grandelle
O GLobo

Na China, coelho é 'estímulo' para que filhotes de tigre virem caçadores

Funcionários de zoológico colocaram animal no cercado dos felinos.
Objetivo era 'estimular' os instintos caçadores dos tigres, segundo eles.


Um filhote de tigre encara um coelho no zoológico da floresta Jiufeng, em Wuhan, na província chinesa de Hubei. (Foto: Reuters)

O coelho foi colocado na jaula como um 'treinamento' para estimular os instintos caçadores de dois pequenos felinos, segundo a mídia local. Mais ágil, ele sobreviveu aos 'ataques' dos filhotes. (Foto: Reuters)

Fonte: G1

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Hipopótamo 'sorri' ao posar para foto em zoo nos EUA

No dia da foto, o hipopótamo chamado "Otis" tinha se envolvido em uma luta com a fêmea "Funani"

G1
Foto: Reprodução

O casal americano Jay e Lauren Parker posou para fotos em frente ao tanque dos hipopótamos no zoológico de San Diego, no estado da Califórnia (EUA), e o macho "Otis" parece estar sorrindo, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

"Quando vimos seu rosto, só pensamos que tínhamos que tirar uma foto", afirmou Jay.

No dia da foto, de acordo com ele, o hipopótamo chamado "Otis" tinha se envolvido em uma luta com a fêmea "Funani". "Se olhar nas costas de Otis, você pode ver a cicatriz de sua luta com Funani", afirmou Jay.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ursa é flagrada realizando movimentos de yoga em zoo na Finlândia

Finlândia - Uma ursa do zoológico Ahtari na Finlândia foi fotografada fazendo movimentos parecidos com os da yoga. Uma visitante viu o animal fazendo poses engraçadas e começou a tirar foto. Em entrevista ao Dailymail a fotógrafa disse que se impressionou com flexibilidade da ursa.

A exibição durou cerca de 15 minutos | Foto: Reprodução Internet

Tratadores do zoológico falaram que o animal que se chama Santra tinha acabado de acordar quando começou a fazer as posições e ficou por cerca de 15 minutos fazendo realizando o "alogamento".

O Dia

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Impressionante: Casal filma leão atacando treinador

Um casal americano em lua-de-mel filmou um impressionante ataque de um leão a um tratador no dia 1º de setembro.

Titus e Drew Ellis passavam férias em Las Vegas, nos Estados Unidos, e filmavam os leões do hotel MGM Grand. O cinegrafista amador acabou filmando a agressão do felino.

O leão parecia estar relaxando quando, de repente, parte para cima de um dos tratadores.

Com algum esforço, além da ajuda do colega e da leoa, que tentaram dissuadir o leão da briga, o tratador conseguiu fugir.

Segundo o MGM, o homem foi levado a um hospital e liberado após ter recebido tratamento na perna.

Fonte: site da BBC Brasil

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Calor muda dieta de animais de zoológico

Calor muda dieta de animais de zoológico no interior de SP
Bichos comem alimentos refrescantes, como picolés de frutas e de carne.
Cardápio especial é servido três vezes por semana.

Ainda é inverno, mas por causa das altas temperaturas a alimentação dos bichos no zoológico de Sorocaba, a 99 km de São Paulo, já é típica de verão. Os macacos recebem sorvetes de melancia.

Para os felinos, um preparado de carne congelada refresca os animais. Esse cardápio especial só é fornecido três vezes por semana. Elefantes e outros bichos são banhados para aguentar o calor.



Fonte: G1

sábado, 28 de agosto de 2010

Zoológico Exporta Hipopótamos Para Reduzir A Superpopulação De Animais

Um zoológico de Tel Aviv, em Israel, resolveu exportar hipopótamos. Eles têm a maior população de hipopótamos, em relação aos zoológicos de todo o mundo.

O barulho do motor rasga o silêncio da manhã. É o trator levando café da manhã para os bichos no maior zoológico do Oriente Médio. Gnus, antílopes, cervos e rinocerontes com chifres afiados se aproximam do trator para a primeira ração do dia.

O Ramat Gan Safari Park, pertinho de Tel Aviv, tem atualmente 1600 animais. A maioria anda livre pela área do parque, mas uma pequena parte de elefantes, macacos, tigres e leões é mantida em cativeiros isolados.

É o lago onde vivem os hipopótamos que tem chamado a atenção de tratadores e veterinários. Até alguns anos atrás, como em outros zoológicos, não havia mais do que cinco ou seis animais, mas com os acasalamentos, o número de hipopótamos cresceu muito.




Hoje, o Ramat Gan Safari Park tem 33 desses animais. É a maior população de hipopótamos, em relação aos zoológicos de todo o mundo.

Amelia Terkel, gerente do zoológico, diz que se nenhuma providência fosse tomada, eles poderiam se tornar agressivos, fora de controle. A primeira opção, castrar os machos, foi abandonada depois que um animal morreu. Aí veio a ideia de exportar os hipopótamos.

Imagens noturnas mostram como os animais são anestesiados antes da viagem. Os bichos têm que estar a pelo menos 500 metros de distância do lago, porque senão correm para a água e se afogam. Nos últimos três anos, 12 hipopótamos foram enviados para países como Vietnã, Cazaquistão e Turquia.

Enquanto isso, outra medida muito prática e antiga continua valendo para impedir a procriação, manter machos e fêmeas bem afastados.


Fonte: G1

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Libres: Zoológico pode ser multado por filhotes de tigre com leão

Um zoológico de Kuijen, ao sul de Taiwan, exibiu nesta segunda-feira dois filhotes sobreviventes de "ligre". Os felinos são frutos do cruzamento entre um leão e uma tigresa de bengala.

O World Snake King Education Farm, zoológico privado responsável pelo acasalamento, deve ser multado pelas autoridades taiwanesas, uma vez que não é permitido o cruzamento de animais silvestres de espécies diferentes sem autorização prévia.

Crédito: AFP PHOTO/ HO / HUANG KUO-NAN / World Snake King Education Farm


O dono de um zoológico em Taiwan poderá ser multado por cruzar um leão macho africano com uma tigresa de bengala asiática, dando origem a três dos poucos filhotes das duas espécies já criados.

O criador diz, no entanto que foi surpreendido pelo nascimento, mas admitiu que vem mantendo os dois animais na mesma jaula há seis anos, desde que eram pequenos.

Os filhotes sofrem de problemas genéticos. Dois deles já morreram desde o nascimento, e o terceiro está em estado crítico de saúde.

O caso levantou preocupações sobre o tratamento de animais selvagens na ilha e gerou acusações de que o governo não estaria fazendo o suficiente para punir quem mantém e cruza esses bichos ilegalmente.

Os "ligres" podem viver até 20 anos e tornam-se felinos de porte maior do que seus pais. Existem cerca de 10 "ligres" vivos no mundo. Os machos são inférteis, mas a fêmeas são férteis.

Eles são os maiores felinos do mundo, com cerca de 3 a 4 metros, e não param de crescer porque não possuem o gene inibidor de crescimento.
Crédito: AFP PHOTO/ HO / HUANG KUO-NAN / World Snake King Education Farm

Fontes:  site da BBC Brasil e Galileu

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30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...