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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os orangotangos selvagens: Extintos em 2023?

Os orangotangos selvagens: Extinto em 2023?


O Dia dos orangotangos no estado selvagem podem estar contados, a menos que algo drástico ocorra para deter o ritmo de abate ilegal de árvores e em breve, de acordo com pesquisadores.

"No ritmo atual de destruição do habitat, orangotangos podem ser extintos em estado selvagem em dez a vinte anos", disse Cheryl Knott, um antropólogo da Universidade de Harvard.

Por algumas estimativas, mais de 80 por cento de todo o habitat orangotango foi destruída. Embora uma vez encontrados em todo o sudeste da Ásia, os orangotangos vivem hoje apenas nas ilhas de Bornéu e Sumatra, e seus números caíram de talvez várias centenas de milhares de entre 15.000 a 24.000.

O Ministro de Estado indonésio estima que cinco a seis milhões de hectares de floresta a cada ano estão sendo perdidos à exploração madeireira. A exploração madeireira ilegal, reduzem as florestas ao longo das margens, e  aprofundam na floresta central.

Os orangotangos são os maiores mamífero arborícola do mundo, comem, dormem, procriam, e viajam nas árvores da floresta tropical. "Eles estão nas árvores 99 por cento do tempo", disse Knott. Raramente vem ao solo, vivem sobre os frutos, folhas, sementes, cascas, insetos e das florestas tropicais.

National Geographic News




RANGOTANGO
Pongo pygmaeus é o nome científico para o orangotango. Este animal único que tem um rosto como o homem que vive na floresta. Seu nome é derivado da palavra malaia "orang hutan", que significa literalmente "pessoa da floresta". O orangotango é um dos primos mais próximos e enigmático do homem no reino animal, a partilha de 96,4 por cento do nosso DNA.

O que acontece?Atualmente, a espécie de orangotango é provável que seja extinta. Nos últimos 100 anos os orangotangos tenham perdido 91 por cento de sua população. Elas se reproduzem muito lentamente, como a fêmea só vai dar nascimento a cada 6-7 anos em estado selvagem. No entanto, há apenas um bebé nasce

As causas.
A maior ameaça para orangotango é a destruição do seu habitat. Esta perda de habitat é o resultado de pressões econômicas, a ganância e ignorância do homem e desastres naturais. Ela também é causada pela exploração madeireira ilegal, a expansão enorme das plantações de dendezeiros, incêndios florestais, de mineração, assentamentos, as queimadas pelos agricultores, construção de estradas, fenômenos naturais, e muitas outras razões.

Os orangotangos pode ser praticamente extinta devido à exploração ilegal de madeira e os incêndios que foram ultrapassadas como a principal causa do desmatamento, como uma enorme expansão das plantações de dendezeiros. O óleo de palma, como um óleo vegetal pode melhorar uma dieta saudável, e como um biocombustível que pode reduzir as emissões de carbono que contribuem para as alterações climáticas. No entanto, se verificar que a busca dos seres humanos de um estilo de vida ético poderia, inadvertidamente, significa uma sentença de morte para um dos grandes símios.

A maioria dos animais são usadas para pesquisa científica. O orangotango e chimpanzé são dois exemplos que são ameaçadas por estas razões. Até seis orangotangos morrem quando capturado ou durante o transporte para todo aquele que acaba em um laboratório.

O comércio de orangotangos do bebê, apesar de ilegal, continua a prosperar hoje. Muitas centenas de orangotangos infantis são retirados do meio natural para o comércio de animais a cada ano. Isto é feito por matar a mãe e tendo o bebé. Estima-se que 4-5 orangotangos morrer para cada bebé colocado no mercado. Eles podem morrer como resultado de uma lesão de cair várias centenas de pés no chão da floresta, quando sua mãe foi baleado, do trauma de ver sua mãe morta e, possivelmente, comido, de contrair doenças de humanos (que são suscetíveis a todas as doenças humanas), ou de sucumbir às más condições em que são muitas vezes mantidos após a sua captura.

Legal e ilegal a caça comercial levou à extinção dos orangotangos. Essas atividades continuam hoje, especialmente nos países menos desenvolvidos, onde programas de proteção de espécies não existem ou são mal financiados. Existem dois tipos de caça, que são a caça esportiva e caça comercial a caça esportiva. é quando os caçadores matam animais para o lazer, enquanto a caça comercial é quando os caçadores matam por lucro. Hoje é de pouco interesse que os países caça esportiva com controle de licenças e regulamentos. Este tipo de caça é o que causa a extinção de animais hoje.

O QUE ACONTECERÁ NO FUTURO?

Orangotangos são uma "distorção" para a conservação da espécie. O número de orangotango está em declínio muito rápido e logo ele irá enfrentar a possível extinção deste planeta. Eles desempenham um papel importante na regeneração da floresta através dos frutos e sementes que eles comem. O seu desaparecimento pode representar a perda de milhares de espécies de plantas e animais dentro desse ecossistema. Este é um final triste para um dos animais mais inteligentes nunca sentou o pé na terra. Nossa ambição é principalmente a razão pela qual orangotango está perdendo seu lugar aqui na terra.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lêmure ameaçado nasce em cativeiro nos EUA


Lêmure ameaçado nasce após reprodução em cativeiro nos EUA
Espécie natural de Madagascar foi apresentada na Flórida.
Zoo mantém centro de reprodução para animais vulneráveis na natureza.

Um filhote recém-nascido de lêmure-mangusto (Eulemur mongoz) foi apresentado oficialmente ao público pelo zoológico Busch Gardens, em Tampa, nos Estados Unidos, mas quase não foi possível vê-lo durante o evento, realizado nesta quarta-feira (25).

O pequeno se escondeu tanto, que só era possível visualizar seu pequeno rosto, com destaque para os olhos negros, entre uma das pernas da mãe, que, assim como o bebê, estava assustada.
O pequeno filhote de lêmure-mangusto (Eulemur mongoz) fica entre as pernas da mãe no zoológico de Tampa, nos Estados Unidos. (Foto: Matt Marriott/Busch Gardens/Handout/Reuters)


Segundo o zoo americano, no início deste mês nasceram dois filhotes desta espécie graças ao programa de reprodução para animais ameaçados de extinção.

O lêmure-mangusto é natural da Ilha de Madagascar, na África, e segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie é considerada vulnerável na natureza.

G1

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gibões ameaçados de extinção são encontrados por entidade no Vietnã

Entidade encontra no Vietnã grupo de gibões ameaçados de extinção

A organização ambiental Conservation International descobriu, em um parque nacional do Vietnã, a maior população conhecida de uma espécie de gibão ameaçada de extinção.

Usando uma técnica que consiste em usar o som produzido pela espécie, a entidade confirmou a existência de 455 animais no Parque Nacional de Pu Mat.

Esse grupo de espécimes do Nomascus leucogenys representa mais de dois terços da quantidade total de gibões no Vietnã, e é a única população viável desta espécie que ainda resta no mundo, segundo a Conservation International.

BBC
Organização ambiental descobriu população de gibão ameaçado no Vietnã

"Historicamente, esta espécie de gibão era distribuída pela China, Vietnã e Laos. Acreditava-se que este primata muito ameaçado estava funcionalmente extinto na China, e a situação da espécie é desconhecida no Laos devido à falta de pesquisa, apesar de números significativos ainda persistirem", informou a organização em um comunicado.

"Esta é uma descoberta extraordinariamente significativa e destaca a imensa importância das áreas protegidas para fornecer os últimos refúgios para a vida selvagem da região", afirmou Russell Mittermeier, presidente da Conservation International, lembrando que esta espécie de gibão está muito próxima da extinção.

POPULAÇÕES MENORES

Os trabalhos realizados pela entidade nos últimos três anos pesquisando a espécie no norte e no centro do Vietnã não tinham apresentado grandes resultados, descobrindo apenas populações menores.

Em 2010, a área da pesquisa foi mudada para o Parque Nacional de Pu Mat, onde a organização e os funcionários do parque, com o apoio de outras entidades de defesa ambiental, usaram a técnica de amostras auditivas para pesquisar a área.

Os gibões encontrados são primatas territoriais e comunicam a outros os limites das fronteiras de seus territórios por meio de vocalizações altas, prolongadas e elaboradas.

Ao gravar estes sons, os cientistas reuniram dados sobre os grupos de gibões na área pesquisada e usaram estes dados para determinar os números dos grupos em todo o parque.

A população em questão foi descoberta em uma floresta densa e remota, em altitudes maiores na fronteira entre o Vietnã e o Laos, onde ela viveu isolada das populações humanas.

RISCO

A Conservation International afirma que a população de gibões encontrada agora pode estar em risco devido aos projetos de desenvolvimento e de construção de rodovias na região.

"Estas estradas, que visam aumentar as patrulhas na fronteira entre o Vietnã e Laos, vão passar diretamente pelo habitat do gibão", informou a entidade.

"Isto pode levar a efeitos catastróficos nesta população, pois as estradas vão fragmentar o habitat e dar acesso para atividades prejudiciais e ilegais como caça e desmatamento", diz o comunicado da organização.

"Não acreditamos que podemos parar as estradas, então a melhor solução é uma proteção de áreas importantes para esta população de gibões", disse o consultor da Conservation International Luu Tuong Bach, que liderou as pesquisas de campo.

"A grande questão será a caça destes gibões, que antes eram protegidos pelo terreno remoto (onde vivem), então o controle de armas será vital. Sem proteção direta no Parque Nacional de Pu Mat, é provável que o Vietnã perca esta espécie em um futuro próximo", afirma o cientista.

BBC
Entidade confirmou a existência de 455 animais no Parque Nacional de Pu Mat

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Genética pode salvar Diabo da Tasmânia da extinção

Conservação. Genética pode salvar Diabo da Tasmânia da extinção

Estudo sugere selecionar os animais mais resistentes a epidemia
O diabo-da-tasmânia (Sarcophilus harrisii) vem sendo atacado por um câncer altamente contagioso que tem encurralado a espécie, levando-a cada vez mais perto da extinção. Nos últimos 15 anos, o tumor facial do diabo-da-tasmânia se espalhou por toda a ilha da Tasmânia, na Austrália, matando a maioria dos animais contagiados.
Doença do diabo: em algumas regiões da Austrália, um tipo de câncer facial matou até 90% dos diabos da Tasmânia (Thinkstock)

O animal tem sido vitimado por um tipo de câncer altamente contagioso, que causa tumores faciais e que, desde sua descoberta há quinze anos, eliminou entre 70% e 90% de sua população em algumas áreas da Austrália

Os demônios da Tasmânia, popularizados na década de 90 pelo personagem TAZ, da série animada Looney Tunes, estão enfrentando um tipo de câncer que pode, em pouco tempo, exterminar toda a espécie. Um estudo publicado na edição desta segunda-feira do periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sugere usar a informação derivada do sequenciamento genético da espécie - obtida pela primeira vez por cientistas australianos no ano passado - para selecionar geneticamente animais resistentes à doença.

O tratador e criador Tim Faulkner com um diabo-da-tasmânia
O marsupial tem sido vítima de um tipo de câncer altamente contagioso que causa tumores faciais (conhecido pela sigla DFTD) e que, desde sua descoberta há quinze anos, eliminou entre 70% e 90% de sua população em algumas regiões da Austrália - onda fica a ilha da Tasmânia.

"Imaginem só um câncer humano que fosse contagioso através do aperto de mão. Erradicaria nossa espécie muito rapidamente", diz Stephan Schuster, professor de bioquímica e biologia molecular da Penn State University e principal autor do estudo. Os especialistas preveem que a epidemia poderia aniquilar toda a espécie até 2016, se alcançasse a totalidade do território onde vive a espécie. Nos últimos anos, especialistas em conservação capturaram exemplares saudáveis da espécie para criação em zoológico. Planejam soltá-los novamente só depois que a doença for erradicada.

Variedade genética — Embora pareça lógico selecionar apenas animais com maior resistência inata ao DFTD, Schuster explicou que é importante manter certa diversidade genética para evitar futuras epidemias. É preciso "desenvolver um conjunto de exemplares saudáveis variados, que podem lutar contra futuras doenças", diz.

Para decidir quais indivíduos escolher em função do seu perfil genético, os cientistas sequenciaram o genoma de um demônio chamado Cedric, que nasceu em cativeiro e demonstrou certa resistência ao câncer antes de, eventualmente, sucumbir a uma nova cepa. Também foram analisados os dados genéticos de uma fêmea, Spirit, nascida em liberdade e que morreu em decorrência da doença. Também foram analisados os dados de seus tumores.

Em seguida, os pesquisadores compararam a informação genética recente com a encontrada em 175 exemplares de demônios em museus. As informações foram combinadas para criar um modelo que determine quais animais capturar para desenvolver um programa de criação em cativeiro similar aos já existentes, destacou o estudo.

Para o diabo-da-tasmânia, a ajuda ainda pode demorar. Pesquisadores estimam que o câncer se espalhará a todas as populações selvagens do animal até 2016, “tornando a extinção iminente uma possibilidade real”.

(Com Agência France Presse)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Zoológico usa tecnologia para salvar espécies em extinção

Thomas Hildebrandt poderia ser apelidado de cegonha. Em uma maquininha, ele congela sêmen, óvulos e pedaços de tecidos de animais.Ele toca o maior projeto de reprodução de animais selvagens do mundo.




No centro de Berlim, os portões chineses são a entrada de um paraíso. Um zoológico com 165 anos, que abriga animais em palacetes temáticos, criando uma atmosfera de outra época, de fantasia. Nenhum outro zoológico do mundo abriga tantas espécies - são mais de 13 mil.

Nos bastidores deste espetáculo permanente, dezenas de cientistas trabalham duro para garantir que espécies em risco de extinção sejam preservadas. Doenças que atacam animais selvagens são estudadas nos laboratórios. Exames de última geração permitem o estudo detalhado da anatomia, e do funcionamento do organismo desses bichos.

O doutor Thomas Hildebrandt poderia ser apelidado de cegonha. Ele toca o maior projeto de reprodução de animais selvagens do mundo. Em uma maquininha, ele congela sêmen, óvulos e pedaços de tecidos de animais.

Ele acaba de trazer de Paris o sêmen de rinoceronte branco - que sobrou de uma inseminação bem-sucedida no zoológico de lá. Em poucos segundos o sêmem está congelado. E vamos juntos guardar no lugar onde estão estocados óvulos, espermatozóides e tecido reprodutivo de mais de 500 espécies.

“Vocês tem mais espécies do que a arca da Bíblia”, brinca a repórter.

“Ah, mas a Bíblia fala em bestas, em feras. Então pode ser qualquer coisa, qualquer animal”, res´ponde Hildebrant. De algumas espécies, só existem amostras da pele. Um dia esperam transformar essas células em espermatozóides ou óvulos.

No zoológico, é uma profusão de bebês. Uma história de sucesso após a outra. O bebê Kigoma é só o último de várias gerações de rinocerontes nascidos em cativeiro. O zoológico de Berlim presta assistência a zôos de todo o mundo que querem reproduzir rinocerontes. Por isso nada mais natural do que esse time ser chamado também para salvar uma espécie que só existe na natureza e está ameaçada de extinção.

O lince é um felino, menor do que a onça. O único felino nativo da Europa. Os que vivem na Escandinávia estão bem. Mas uma população da Espanha, nas montanhas perto da França, está muito ameaçada.

O lince ibérico é atualmente considerado o felino mais ameaçado do mundo, e encontra-se classificado como espécie criticamente em perigo


A professora Kararina Jewgnow, do departamento de reprodução animal faz um alerta. “Hoje o lince ibérico é o felino mais ameaçado no mundo. Se não fizermos nada, perdermos esta espécie, será o primeiro felino extinto desde o tigre de dente de sabre, há 10 mil anos”.

Para evitar essa tragédia, os pesquisadores estão dando uma mãozinha à natureza. Eles observam todas as famílias de linces. E garantem que cada ninhada sobreviva em segurança. Que nenhum período fértil passe sem que a lince encontre um parceiro. Já conseguiram impedir que a população continue caindo.

“Não poderemos abrir a boca para falar de animais em perigo na América do Sul, na África e Ásia, se não pudermos salvar uma espécie aqui na Europa”, afirma a professora.

Zoológico de San Diego mantém quase todos os mamíferos fora da jaula

Nos Estados Unidos, o repórter Rodrigo Alvarez mostra o trabalho de outro grande aliado nessa luta pela preservação das espécies. Com seus quatro mil animais, o zoológico de San Diego é um dos maiores e mais importantes do mundo. É um dos poucos que mantêm praticamente todos os mamíferos fora da jaula.

É uma situação que a gente dificilmente veria na natureza porque é praticamente impossível chegar tão perto de um rinoceronte e dar comida na boca dele.

Mas o zoológico guarda um tesouro ainda maior congelado dentro de um edifício. O nitrogênio líquido a mais de 170 graus negativos preservam material genético de 8,4 mil animais. As primeiras amostras de DNAs de animais foram guardadas em 1975, em uma época quando ninguém fazia idéia de que seria possível decifrar o código genético inteiro ou mesmo clonar um animal.

O diretor do zoológico Oliver Ryder é claro: não basta a clonagem pura e simples para reviver uma espécie. “Temos um animal extinto aqui, que é um pássaro havaiano, mas só temos amostras de um macho e um macho só não traz a espécie de volta”, explica.

Então como criar uma fêmea? Usando células da pele, cientistas conseguiram criar células-tronco de um macaco africano ameaçado de extinção. A expectativa é usar as células-tronco para criar espermatozóides e óvulos. E assim permitir um novo ciclo de reprodução em várias espécies.

No fim dos anos 1970 um grande vazio no céu dos Estados Unidos. O maior pássaro da América do Norte estava quase desaparecendo. Só 22 foram encontrados e no zoológico de San Diego eles se multiplicaram.

O condor pode até não ser o animal mais bonito que você já viu na vida. Mas ele se transformou em uma grande história de sobrevivência.

Fantástico

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A última ararinha-azul na natureza

Espécie em extinção, a ararinha-azul depende de xeque do Qatar para voltar ao Brasil


O casal do filme "Rio", de Carlos 
Saldanha. Foto: Divulgação/ 
20th Century Fox
RIO - Os US$ 300 milhões de bilheteria não mentem: Blu é um sucesso. A ararinha-azul, protagonista do filme "Rio", levou de volta aos holofotes a espécie, há dez anos sumida de seu habitat, a caatinga baiana. O último registro televisivo da ave in natura tem o dobro de tempo - foi a atração do primeiro programa "Globo Ecologia". Agora, os 71 indivíduos sobreviventes, sendo 66 erradicados do país, dependem de protetores particulares. O maior deles, um xeque do Qatar, prepara sua coleção para voltar aos céus nordestinos. Ele e o governo federal lançarão, até o fim do mês, um plano para definir o cronograma para a libertação de algumas aves. Até chegar a esta etapa, porém, são pelo menos cinco anos de trabalho.

A ararinha-azul sempre despertou o fascínio dos endinheirados, tornando-se símbolo de status. Do desbravador holandês Maurício de Nassau ao líder iugoslavo Marechal Tito, diversas figuras históricas empoleiraram a ave fora das caraibeiras, a árvore que lhe serve de lar na caatinga. Quando o poder público finalmente encontrou Curaçá, a cidade onde a espécie mais se fez presente, os caçadores já agiam faz tempo. Nos anos 80, a Cyanopsitta spixxi - seu nome de laboratório - era vendida por até R$ 30 mil, em valores corrigidos.

- Em 1984, o patriarca da família que monopolizava esse comércio morreu - lembra Carlos Yamashita, ornitólogo especialista em araras. - Houve uma rixa entre dois de seus filhos, e o caçula, em vez de pegar só dois filhotes por ano, como fazia seu pai, levou 15 de uma vez. Foi a gota d'água para a espécie.

O casal da vida real: na falta de fêmea,  
a ararinha vivia com ave de outra  
espécie. Foto: Luiz Cláudio Marigo
No fim daquela década, sobrou apenas um ararinha-azul macho na natureza. Foi ele o fotografado por Luiz Cláudio Marigo em uma expedição internacional, em 1990.

- Éramos quatro brasileiros e um inglês. Fomos do Piauí até a Bahia, onde finalmente encontramos um macho da espécie, já velho - conta o fotógrafo. - Quando divulgamos as imagens, recebemos um fax do Ibama nos condenando por supostamente termos chamado a atenção dos traficantes para a ave. Não houve, por parte do governo, uma iniciativa para protegê-la desse risco.

Cinco anos depois, a ararinha solitária ganhou um par à altura. Uma fêmea da espécie foi liberta na mesma região. O casal conviveu por sete semanas - não se sabe se copularam. Após este período, a ave recém-saída de cativeiro morreu ao entrar em contato com fios de alta tensão.


O choque elétrico é lembrado até hoje no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do governo federal responsável pela montagem de um plano para preservação da espécie. Um projeto, feito em parceria com a Al Wabra Wildlife Preservation, do Qatar, será divulgado ainda este mês.

- Para soltá-los, é necessário atingir uma população mínima, e o índice não será atingido nos próximos cinco anos - pondera Ugo Vercillo, coordenador-geral de Espécies Ameaçadas do ICMBio. - Vamos trabalhar na preparação de um ambiente para a soltura. Precisamos identificar que áreas servem para a libertação da espécie, quais são os animais que podem representar algum perigo, onde a ave pode pôr seus ninhos e se alimentar.

A Al Wabra é administrada pelo xeque Saoud Bin Mohammed Bin Ali Al Thani, o maior protetor de ararinhas-azuis do mundo: há 55 sob seus cuidados. A mais nova nasceu em março.

É comum que xeques do Golfo Pérsico colecionem animais exóticos. A maioria é adquirida ilegalmente em regiões instáveis do globo, como alguns países africanos. Cerca de dez anos atrás, Saoud resolveu mudar seu status: de colecionador passou a protetor. Para reforçar seu compromisso com a libertação das ararinhas, comprou uma fazenda na Bahia, onde as ararinhas voarão em liberdade daqui a alguns anos. Ainda é visto com desconfiança por alguns ambientalistas, mas, mesmo entre eles, há um consenso: sem o milionário do Qatar, é impossível imaginar algum futuro para as ararinhas.

- O xeque, aos poucos, adquiriu aves de colecionadores de diversos países, das Filipinas à Suíça. São pessoas que, por comprarem as ararinhas, foram a pé de cal da espécie - avalia o biólogo Francisco Pontual. - Mas, honestamente, não estou a fim de pôr o dedo em seu rosto. Ele é a única esperança concreta que surgiu desde 1990. Tudo isso é muito louco. É quase como se o chefe do tráfico de um morro fosse o único capaz de acabar com a violência causada pelo tráfico.

O australiano Ryan Watson foi o encarregado pelo xeque dos cuidados das ararinhas. Caberá a ele aumentar a incidência de acasalamentos - nos últimos sete anos, apenas 28 filhotes nasceram. Quanto maior for este reforço do efetivo, mais rápida será a volta das aves a seu habitat.

- Por enquanto, temos de esperar - conforma-se. - Mas, mesmo que nosso projeto seja bem-sucedido, duvido que um dia a espécie saia da lista das mais ameaçadas. As ararinhas têm uma diversidade genética muito limitada, e, portanto, dificuldade para adaptar-se a mudanças climáticas. Além disso, sua área de ocorrência é muito pequena. Seria capaz de sustentar uma população muito pequena, de menos de 500 indivíduos.

As ressalvas, porém, não o impedem de considerar a caatinga preparada para as aves. Já o ornitólogo Yamashita é mais cauteloso. Para ele, algumas intervenções humanas precisam ser corrigidas antes das ararinhas povoarem a região.

- O índice de desmatamento reduziu a quantidade de árvores usadas pela ararinha e os índices de chuvas. Está seco demais, mesmo para os padrões da caatinga. [Renato Grandelle - O Globo]

VÍDEO:Um flagrante da ararinha-azul na caatinga brasileira

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Blobfish: extinção ameaça o animal mais feio do mundo

 O muito feio Blobfish

Estas criaturas de aspecto triste, que crescem até 12 centímetros de comprimento, vivem em profundidades de 900 metros.

Eles passam a maior parte do seu tempo flutuando suavemente à espera de alimentos que passam na frente deles, o que soa como uma vida bastante agradável para nós!

Porque vivem muito longe da superfície do mar quase nunca são vistos pelos humanos. No entanto, os crescentes níveis de pesca em alto mar na Austrália e Tasmânia para captura de caranguejo e lagosta significa mau humor no mar. Esses moradores estão sendo arrastados com outras capturas em número crescente.

Essas massas gelatinosas podem não ser uma coisa linda para nossos olhos, mas o mundo seria um lugar menos interessante sem eles, provavelmente, então vamos torcer para que os australianos não os mate.



Fonte: metro.co.uk

sábado, 18 de setembro de 2010

Unicórnio 'reaparece após 10 anos e depois morre

Um dos mamíferos mais raros do mundo, o saola antelopelike (Pseudoryx nghetinhensis), ficou efetivamente invisível desde 1999, a última vez que a criatura indescritível foi observada por cientistas. Bem, um deles finalmente apareceu novamente. Pena que morreu logo depois.

Foto: Saola em cativeiro, antes da sua morte. Cortesia da Unidade de Conservação Provincial Bolikhamxay

O único macho saola foi capturado no mês passado fora de uma remota aldeia da província do Laos Bolikhamxay. Oficiais dos animais selvagens, acompanhados por representantes da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), correram para a aldeia, mas o animal ficou enfraquecida pelo seu tempo em cativeiro e morreu logo depois que a equipe chegou, segundo a IUCN.

O corpo foi removido para a vizinha cidade de Pakxan, onde foi preservado para estudo futuro.


"Estudo da carcaça pode render algumas boas descobertas deste infeliz incidente. Nossa falta de conhecimento da biologia do saola é uma limitação importante aos esforços para preservá-la", disse Pierre Comizzoli, membro do grupo de trabalho do IUCN em uma nota à emprensa.

O saola, descoberto pela primeira vez por cientistas em 1992, parece um antílope, mas é mais estreitamente relacionado com o gado bovino. Tem dois chifres, mas alguns biólogos especulam que a espécie é a inspiração da vida real por trás das lendas do mítico unicórnio mágico da China, o qilin.

Nenhum saola existem em cativeiro. As estimativas populacionais, que são um palpite melhor dos casos, variam de 100 a 1.000 animais no estado selvagem.

Fonte: scientificamerican.com

O bicho demônio sob forte ameaçada

Cerca de 70 por cento dos demônios da Tasmânia (Sarcophilus harrisii) do mundo foram mortos nos últimos 10 anos por um câncer chamado de tumor doença infecciosa facial do diabo (DFID). Até agora, não foi encontrada a cura, e a doença se espalhou para quase todos os cantos da ilha remota na costa sudeste da Austrália, o único lugar na Terra onde vivem em estado selvagem.

Demônio da Tasmânia afligido com a doença do
tumor facial - Imagem: Wikimedia commons
Mas Agora uma colônia de diabos que vivem perto de Cradle Mountain noroeste da Tasmânia tem apresentado a imunidade contra o tumor facial, e os cientistas dizem que esta poderia ser a esperança as sobrevivência da espécie.

A população do noroeste, diz a pesquisadora Katherine Belov , da Universidade de Sydney, é geneticamente distinta dos demônios orientais. Até agora, o primeiro a não ter contraído DFID.

"Acreditamos que esses demônios pode ser capazes de ver as células cancerosas como estranhas e montar uma resposta imune contra elas", Belov anunciou que a pesquisa encontrou a população livre da doença.

A pesquisa foi publicada 10 de março na revista Proceedings da Royal Society B: Biological Sciences .

Belov e sua equipe descobriram que, em geral, demônios da Tasmânia não mostram uma grande diversidade genética, e que em termos de imunidade a maioria dos demônios são essencialmente "clones" uns dos outros. Mas essa população noroeste mostra suficiente diferenciação genética que pode ser capaz de resistir à doença.

Belov teve o cuidado de dizer que esta distinção genética não confere imunidade permanente, quanto à evolução ao tumor facial, mas ela chamou os resultados de sua equipe de "um reflexo de esperança" na luta contra a doença.

Esta não é a primeira vez que um demônio da Tasmânia tem exibido imunidade ao DFID. Durante vários meses em 2008, um demônio, aparentemente imune chamado Cedric foi aclamado como o salvador possível de sua espécie, mas ele acabou tendo que ser tratado do câncer . A triste descoberta teve uma fresta de esperança: Cedric teve a vida salva por cirurgia, a primeira vez um tumor facial foi tratado dessa maneira.

Anteriormente, a ScientificAmerican.com , revelou a análise genética da origem do câncer parasitário infeccioso devastador dos demônios da Tasmânia "

Image: Tasmanian Devil afligido com a doença do tumor facial diabo, via Wikimedia Commons

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Extinção das espécies brasileiras. Problema pode ter começado muito antes da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.



No fim de 2000, uma ararinha-azul macho que vivia livre na natureza sumiu de Curaçá, no sertão baiano. Foi o ato derradeiro de uma luta que ecoou muito além dos limites do semiárido nordestino. A menor entre as araras brasileiras, de nome científico Cyanopsitta spixii, era uma sertaneja forte, de asas longas, com voo sofisticado e econômico de energia, adaptada ao ralo alimento encontrado no semiárido. No entanto, essa espécie evoluída em termos adaptativos era bela demais, e não forte o bastante, para resistir à predação humana.

Extinções sempre existiram, pelo menos há 3 bilhões de anos quando teve início a vida no planeta. A grande maioria das espécies que surgiram não está mais aqui. E a biodiversidade que conhecemos é resultado de complexa teia de seleção de espécies mais bem adaptadas a cada condição natural. O ser humano provocou mudanças sem precedentes na trajetória da vida. Em alguns milhares de anos, ele conquistou todos os continentes, dotado de um poder destrutivo comparável aos fenômenos responsáveis pelas extinções em massa no passado remoto - a exemplo do súbito desaparecimento dos dinossauros.

Quanto já extinguimos? "Os biólogos acham difícil apresentar sequer uma estimativa aproximada da hemorragia, porque, para começar, sabemos pouquíssimo sobre diversidade. Extinção é o processo biológico mais obscuro e localizado", explica o naturalista americano Edward Wilson. E arrisca: "A atividade humana aumentou a extinção em mil e 10 mil vezes(CONFUSO) além desse nível [o nível natural] nas florestas tropicais apenas pela redução de sua área. Claramente estamos vivendo um dos grandes espasmos de extinção da história geológica".

A ararinha-azul foi dizimada pela avidez dos traficantes de pássaros, estimulados por colecionadores que chegavam a pagar até 40 000 dólares por um único espécime. Como no processo econômico de oferta e demanda, o valor inflacionou à medida que a ave rareava. Em 1995, pesquisadores chegaram a soltar no sertão uma fêmea nascida em cativeiro. Mas o tão esperado acasalamento nunca aconteceu.

Após o sumiço do macho de Curaçá, a guerra passou a ser travada em cativeiro. O objetivo é parear os cerca de 70 exemplares existentes mundo afora, "contemplando o máximo de diversidade genética possível", informa a bióloga Yara Barros, coordenadora de cativeiro do Comitê Permanente para Recuperação da Ararinha-Azul, vinculado ao Instituto Chico Mendes. "O desafio para os próximos anos é aumentar a população em cativeiro para, no futuro, tentar a soltura na natureza." Uma questão crucial é se as matrizes existentes ainda poderão dar conta de manter uma população viável. "Infelizmente, isso é o que temos", resigna-se Yara. Além da herança genética, há os aspectos de conhecimento e aprendizagem que passam de pai para filho, como busca por alimento e técnicas de proteção contra predadores. Se a espécie retornar de fato ao ambiente, esses hábitos deverão ser reaprendidos.

O impacto da ação humana no Brasil pode ser bem mais antigo que o desembarque da esquadra de Cabral há 500 anos. Na realidade, o ser humano chegou à América do Sul há pelo menos 12 mil anos, e os primeiros grupos que povoaram os campos no continente conviveram com uma fauna estranha aos dias atuais. Os caçadores nômades foram atraídos pela fartura de grandes mamíferos, como preguiças, tatus gigantes, e outros animais, como elefantoide, toxodonte e esmilodonte - alguns maiores que bois. A chegada do ser humano coincidiu com a súbita extinção dessa megafauna, o que sugere uma associação entre os dois eventos. Os homens teriam se fartado tanto com a abundância quanto com a facilidade de caça, sem dar conta do extermínio. É apenas uma hipótese, mas pode ter sido o prenúncio do que estava por vir.

Até os portugueses aportarem, não há indícios de nenhum evento de impacto tão profundo como o extermínio da megafauna - várias espécies teriam sido extintas logo no começo da colonização. Segundo relata o historiador Warren Dean, o cronista Fernão Cardim havia descrito uma ave de penas de "quase todas as cores em grande perfeição, a saber, vermelho, amarelo, preto, azul, pardo, cor de rosmaninho, e de todas estas cores tem o corpo salpicado e espargido", que não corresponderia a nenhuma espécie encontrada nos dias atuais.

O resultado é que o Brasil é hoje o segundo país em número de espécies ameaçadas. Está atrás apenas da Indonésia, de acordo com a Fundação Biodiversitas - entidade encarregada da lista vermelha de espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção que segue metodologia da União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). De acordo com o último levantamento, existem 627 bichos ameaçados no Brasil, contra os 207 relacionados em 1989. Há sete espécies extintas definitivamente e duas extintas na natureza. "Em 1989, participaram do levantamento 22 especialistas; já em 2003 [data da última pesquisa realizada] foram 227 pessoas", explica Rafael Thiago, da Biodiversitas. "As descobertas de novas espécies e as pesquisas aumentaram; porém, ainda conhecemos bem pouco sobre nossa fauna. Mas as pressões também se tornaram mais agudas", diz. Embora imperfeitas, as listas ajudam a subsidiar políticas públicas de conservação, a fomentar a pesquisa e o manejo, e até estimulam a criação de unidades de conservação.

Não fosse uma espécie vistosa, o desaparecimento da ararinha-azul sequer teria sido registrado. As araras fascinam. Foram os bichos mais perseguidos durante a formação do Brasil, e serviam de símbolo para identificar a colônia nos mapas, com diz a legenda: "Brasilia sive terra papagallorum". Espécies exuberantes tanto atraem a cobiça de caçadores, como são capazes de sensibilizar as pessoas sobre a importância de conservá-las na natureza. E a bandeira levantada em favor de sua proteção, quando bem articulada, ajuda a proteger o bioma em que ela está inserida. É uma estratégia conservacionistas. É assim com a onça-pintada, com as baleias franca e jubarte, com outras araras; com o peixe-boi, com os primatas de forma geral e com as tartarugas-marinhas: são bichos que representam a natureza brasileira e catapultam os esforços para conservá-la.

É o caso do mico-leão-dourado, diminuto primata endêmico das florestas de baixada da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro. A ação de traficantes de animais, associada ao desmatamento, reduziu a população a cerca de 250 indivíduos, em meados da década de 1960. Foi quando o alarme soou, graças à voz quase solitária do primatólogo Adelmar Faria Coimbra Filho, integrante da pioneira Fundação Brasileira da Conservação da Natureza (FBCN), cujos estudos culminaram na criação da primeira reserva biológica no país, a de Poço das Antas, em 1974. Mas a área da reserva não era suficiente para abrigar uma população viável de micos, que precisariam de fragmentos da floresta dos arredores em propriedades particulares. Sem áreas conectadas, as populações se isolariam.

Avançar as áreas florestadas para dentro das fazendas implicava romper paradigmas, como lembra a atual coordenadora do projeto Denise Rambaldi, laureada no ano passado com o Prêmio Liderança em Conservação na América Latina, da National Geographic Society. "A primeira pergunta que o fazendeiro faz é sobre o custo de oportunidade: 'Quanto eu vou perder de pasto?' Mas nós procuramos pegar pelo lado emocional, embora hoje em dia já tentamos remunerá-los, pondo as terras nos mecanismos de compensação com créditos de carbono", explica ela. Foram longos processos de negociação, e os fazendeiros envolveram-se a tal ponto que a Associação Mico-Leão-Dourado, criada em 1992 para gerir o projeto, tem hoje um como presidente. E Poço das Antas ganhou em seu entorno 17 áreas protegidas na modalidade Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), criadas por iniciativa dos próprios fazendeiros.

Sob os auspícios do pequeno mico, cuja população na natureza, no fim de 2007, somava 1,6 mil indivíduos, a Mata Atlântica como um todo se beneficiou. "O mico-leão-dourado mudou de status na lista global de espécies ameaçadas, passou de 'criticamente ameaçado' para 'ameaçado'", diz Denise. Para se ver livre do risco de extinção, deverá haver, segundo modelos matemáticos, pelo menos 2 mil indivíduos na natureza até 2025, em uma área contínua de 25 mil hectares.

Transformações culturais estão na espinha dorsal de qualquer plano para salvar espécies, mas, quando o imperativo econômico fala alto, se erguem barreiras espinhosas. O drama da onça-pintada é emblemático. Segundo o biólogo Tadeu Gomes de Oliveira, no fim dos anos de 1960, matavam-se 15 mil onças por ano - somente pelos dados oficiais de exportação de peles. Apesar da proibição, em 1967, de se comercializar essas peles, matar onça ainda faz parte do cotidiano em muitos grotões no Brasil.

O Pantanal Mato-Grossense é um dos últimos refúgios desse grande mamífero. Mas por onde o gado de corte se espalha o embate é feroz. Algumas iniciativas tentam conciliar a atividade de pecuária com a sobrevivência do bicho. É o caso do projeto comandado pelo biólogo Peter Crawshaw nos arredores de Corumbá. "Iniciamos o pastoreio noturno com trator. Quando o tratorista percebe que o gado está inquieto, ele solta rojões na direção do mato", explica. "Isso tem diminuído muito a predação. O próprio gado se dá conta de que o trator é uma proteção, e fica próximo a ele." Os rojões afugentam a onça. Um alerta de que ali é o território do bicho homem. Pantaneiros forjam assim um acordo de boa convivência com as onças. Bom para ambos. Pois bichos e gente, como estamos aprendendo a duras penas, são partes do mesmo todo.

Jacutinga
Como todas as espécies de animais, as aves que vivem no bioma mais devastado são as mais ameaçadas de desaparecer. E a Mata Atlântica, em que sobrou apenas 7% de sua composição original, é o hábitat de bichos em maior perigo de extinção. Principalmente os endêmicos, como a jacutinga (ao lado), que sofre também por se alimentar do coco do palmito juçara, uma planta igualmente ameaçada em razão da ação de palmiteiros ilegais. A destruição do hábitat também é a ameaça ao pato-mergulhão (abaixo) - antes visto facilmente em rios da serra da Canastra e regiões montanhosas de Minas Gerais. O mesmo ocorre com animais endêmicos de regiões da Amazônia, como o cada vez mais raro mutum-de-penacho (abaixo, à direita). A ave vive nas regiões do leste do Pará e Maranhão, justamente uma das partes mais ameaçadas do bioma, situada no arco do desmatamento.

O desaparecimento de espécies que constituem a base da cadeia alimentar desequilibra todo o ecossistema. O sumiço de um anfíbio, por exemplo, pode ter um efeito dominó devastador na alimentação de várias espécies de vertebrados. O mesmo ocorre com os insetos e a flora, como briófitas, pteridófitas e bromélias. As mudanças climáticas e a poluição atingem primeiro esses seres mais sensíveis, que são indicadores das mudanças que ocorrem no planeta. Por isso tem sido verificado o desaparecimento de sapos e anfíbios, mas que agora está sendo agravado pela ação do fungo quitrídia. Já os peixes, no país que possui a maior quantidade de água doce do mundo, equilibriam os rios, que por sua vez hidratam as matas. Mas a cadeia de pesca desregulada coloca em risco a fauna aquática. E o equilíbrio advindo dela, como o controle da proliferação de pragas e insetos na beira de rios.

Encontrar hoje um cachorro-do-mato-vinagre (à direita) na natureza é como ganhar na loteria - ao menos para um fotógrafo de natureza. Mas trata-se de um prêmio a ser comemorado com parcimônia, tal é a vulnerabilidade da existência dessa espécie. Ele nunca foi caçado por interesse econômico, em razão de sua bela pelagem, como ocorreu até os anos 1960 com a jaguatirica (abaixo) e outros felinos. No entanto, é a destruição do hábitat a maior ameaça a sua existência. O mesmo ocorre com a maioria dos mamíferos que habitam o território brasileiro.

Jaguatirica
Constar nas listas de espécies ameaçadas é o primeiro passo que dá início a uma série de ações que visam impedir a extinção do animal. Para isso, o Ibama e a Fundação Biodiversitas produzem um documento técnico sobre a situação de perigo de desaparecimento de cada animal. Foi dessa forma que o peixe-boi (abaixo, à direita) começou a receber proteção especial de pesquisas e recursos no litoral do Nordeste e na Amazônia para sobreviver.

Fonte: viajeaqui.abril.com.br/national-geographic

Por Marcelo Delduque

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Animais brasileiros em vias de extinção

Mico-leão, onça-pintada, peixe-boi, arara-azul, jacaré-do-papo-amarelo, boto-cor-de-rosa, suçuarana, baleia-jubarte, jaguatirica, veado-campeiro, cervo-pantaneiro, bicho-preguiça e tantos outros. Animais brasileiros que correm seriamente o risco de extinguir completamente da face da Terra, e o homem é o principal agente causador dessa extinção em massa! e quando isso acontecer,só poderemos observá-los assim...por fotografias!!!


Há 627 espécies em vias de extinção no Brasil .
São pelo menos 627 as espécies de animais em vias de extinção no Brasil, número que triplicou em 15 anos, revela o relatório “Livro Vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção” que foi apresentado em Brasília esta terça-feira.

“A nossa fauna está de tal forma ameaçada que os números triplicaram”, sublinhou o ministro do Ambiente brasileiro, Carlos Minc, na apresentação do livro que pormenoriza as espécies de animais em perigo, o respectivo habitat e as principais ameaças.

As causas principais “que colocam em perigo a nossa fauna são a deflorestação, os incêndios, a transformação das florestas em culturas de soja ou em pastos, as invasões selvagens das zonas protegidas, o tráfico dos animais selvagens, os pesticidas que afectam toda a cadeia alimentar, a pesca excessiva”, enumerou Carlos Minc.


As espécies ameaçadas:

69 mamíferos
160 aves
20 répteis
16 anfíbios
154 peixes
130 invertebrados terrestres
78 invertebrados aquáticos
A lista anterior datava de 1989 e compreendia 218 espécies ameaçadas. Desde esse ano até 2004, 79 animais foram retirados da lista mas outros 418 entraram.


O veado-campeiro vive na região dos Pampas da América do Sul e possui a distinção de ser o único animal sobre esta lista facilmente distinguível pelo seu semelhante cheiro de alho. Durante a época de acasalamento, as glândulas dos cascos de veado-campeiro emitem um odor perceptível a partir de até três quilômetros de distância! Antigamente era comum em toda a região dos Pampas, esta espécie de cervo desapareceu em  grande parte em sua escala histórica devido à operações da pecuária  na área. A propagação de doenças de animais domésticos, bem como a perda de habitat e a caça excessiva, colocou em perigo o veado-campeiro, No futuro esse animal deverá drt visto apenas em cativeiro em reserva  de fauna protegidas.

Das 627 espécies em perigo, 60% são originárias da Floresta Atlântica, a vegetação que cobre todo o litoral brasileiro e de que apenas resta 27% da sua área. Na amazónia, os animais ameaçados ascendem aos 57 (9,1%) e no Pantanal aos 30 (4,7%).

O Brasil, com 8,2 milhões de quilómetros quadrados, tem a maior biodiversidade do mundo. Alberga 10% dos mamíferos e 13% dos anfíbios. No total, tem 530 espécies de mamíferos, 1800 aves, 680 répteis, 800 anfíbios e três mil peixes.




quarta-feira, 18 de agosto de 2010

10 fantásticos animais extintos

A extinção ocorre quando o último animal de certa espécie some, desaparece, não é mais visto, morre. É algo que acontece tanto de forma natural devido a evolução das espécies, quanto de forma casual por causa do desequilíbrio no ecossistema ou da deficiência no habitat provocada pelo ser humano. Enfim, extinção é o desaparecimento irreversível de certa espécie.

Naturalmente: A extinção de uma espécie de forma natural pode ocorrer por mudanças no comportamento do animal, por transformações climáticas, por causa de doenças, parasitas e também por competições deles entre si, como disputa por território.
Casualmente: A extinção de uma espécie de forma casual pode ocorrer pela alteração no seu habitat, pelo desmatamento por captura não legalizada e por biopirataria.


1. Tiranossauro Rex (extinto há 65 milhões de anos atrás)

O Tiranossauro Rex foi um dos maiores carnívoros terrestres que já existiu, medindo até 43,3 metros de comprimento e 16,6 m de altura, com uma massa estimada de 7 toneladas.

2. Quagga: O animal metade zebra, metade cavalo (extinto desde 1883)

O Quagga é uma espécie de zebra ( cavalo ) que foi extinta há 120 anos atrás durante o atual Holoceno nos prados da África do Sul, seus hábitos eram idênticos aos das zebras atuais, porém como habitava uma pequena região específica e foi caçado tanto pela sua carne como pela sua pele, a ponto não sobrar mais nenhum na natureza, fato este que ocorreu em 1872, sobrevivendo apenas alguns animais em zoológicos espalhados pelo mundo. O último representante dessa espécie morreu no Zoológico de Amsterdã em 1883, aumentando assim a lista de espécies extintas pela "Invasão Humana". A terceira imagem é uma foto de um exemplar de Quagga tirada em um zoológico europeu em 1870 por Frederick York.

Dados do Mamífero:
Nome: Quagga
Nome Científico: Equus quagga
Época: Holoceno
Local onde viveu: África
Peso: Cerca de 350 quilos
Tamanho: 1,6 metros de altura
Alimentação: Herbívora

3. Tilacino: O tigre-da-tasmânia (extinto desde 1936)


O Tigre da Tasmânia ou Lobo da Tasmânia ou Tilacino era um marsupial carnívoro que foi extinto há 67 anos atrás, viveu na Tasmânia, próximo a Austrália, no atual Holoceno, era do tamanho de um "grande cachorro" com uma "cabeça de raposa" e a partir do meio do corpo até a cauda apresentava listras iguais às dos tigres, sendo os machos pouco maiores que as fêmeas, estas as quais possuíam uma bolsa, que é característica dos marsupiais. O Tigre da Tasmânia era um caçador solitário, caçando às vezes em pares, seu método era escolher um animal, como um pequeno canguru e então segui-lo até cansá-lo, pulando então sobre ele e matando-o com suas fortes maxilas, as quais podiam atingir uma abertura angular de maxilares de 120 graus.
O Tigre da Tasmânia ganhou fama de assassino de gado e ovelhas, fato este que nunca foi comprovado, mas por causa desta fama tanto os criadores de ovelhas como o próprio governo ofereciam uma boa recompensa em dinheiro pela sua captura e então ele foi caçado impiedosamente de 1840-1909, espécimes vivos apanhados em armadilhas eram logo comprados por zoológicos no exterior, animais mortos eram "trocados" por recompensas financiadas pelo governo e somando com o fato de a população de Tigres da Tasmânia ter sido reduzida por uma séria doença desconhecida que devastou grande parte da vida selvagem da Tasmânia há muitos anos, sem dúvida o homem foi o maior responsável por sua dizimação. O Tigre da Tasmânia foi considerado oficialmente extinto quando o último espécime morreu em 7 de setembro de 1936, no zoológico de Hobart, Tasmânia, demonstrando a que ponto a irracionalidade humana pode chegar.

Dados do Mamífero:
Nome: Tigre da Tasmânia
Nome Científico: Thylacinus cynocephalus
Época: Holoceno
Local onde viveu: Tasmânia
Peso: Cerca de 40 quilos
Tamanho: 1,9 metros de comprimento
Alimentação: Carnívora


4. Vaca marinha (extinto desde 1768)



Anteriormente visto perto da costa asiática do Mar de Bering, foi descoberto em 1741 pelo naturalista George Steller, que estava viajando com o explorador Vitus Bering.O animal tinha cerca de 7,9 metros (25,9 pés) de comprimento, pesando até três toneladas, muito maior do que o peixe-boi. Tinha duas patas dianteiras, era robusto e possuía grande cauda.Segundo Steller "O animal nunca sai em terra, vivendo sempre na água. Sua pele é negra e grossa, como a casca de um carvalho velho…, a sua cabeça em proporção ao corpo é pequena…, ela não tem dentes, mas apenas dois ossos brancos na parte de cima e completamente inofensivo".

5. Alce irlandês ou cervo gigante (extinto cerca de 7.700 anos atrás)

O cervo gigante (giant deer) foi o maior cervo que já viveu. Também conhecido como “alce irlandês” ele viveu na Eurásia, na Irlanda à leste do lago Baikal.Os últimos restos encontrados da espécie foram datados de 5700 a.C. ou cerca de 7.700 anos atrás.

O Alce Gigante ou Megaloceros cujo nome significa " Chifres gigantes " era um ancestral dos atuais Alces, porém muito maior, sua galhada era cerca de duas vezes maior que a dos Alces atuais e deveria ser quatro vezes mais pesada e seus chifres mediam 3,5 metros de uma ponta a outra. Viveu em climas frios nas épocas glaciais, juntamente com Mamutes e Rinocerontes Lanudos, foi extinto junto com fim da última era glacial. Os machos deveriam travar enormes batalhas com esses chifres enormes por disputa de território e por fêmeas. Podem ter sido extintos por mudanças súbitas no clima de sua região.

Dados do Mamífero:
Nome: Alce Gigante
Nome Científico: Megalocerus hibernicus
Época: Pleistoceno
Local onde viveu: Europa , Ásia e norte da África
Peso: Cerca de 1,2 toneladas
Tamanho: 3 metros de altura nos ombros
Alimentação: Herbívora

6. Tigre persa (extinto desde 1970)

O tigre persa era também conhecido como "tigre do Cáspio"”. Habitava a região compreendida pela península de Anatólia, o Cáucaso, o Kurdistão, norte do Iraque e Irã, Afeganistão e grande parte da Ásia Central (até a Mongólia). Esta subespécie de tigre era uma das maiores, só era menor que o tigre siberiano e o de bengala.

Sua pelagem era amarela ou dourada, com zonas brancas nas costas e cara. As riscas tinham uma cor marrom e no inverno a pelafgem da cabeça crescia para ajudar a suportar o frio das montanhas asiáticas. Isto lhe proporcionava uma característica de "barba” na zona das bochechas.

Os machos pesavam entre 169 e 240 kg, com 2.65 a 2.95 metros de tamanho. Nas fortes patas estavam as garras excepcionalmente longas, maiores que as de qualquer outro tigre.

Com o progressivo aumento da população humana, o tigre reduziu sua área de ocupação. Quando os czares da Rússia ocuparam as terras fronteiriças da Ásia Central e do Cáucaso, ordenaram ao exército para exterminá-lo. A desflorestação produzida pelos colonos encarregou-se dos poucos que sobreviveram ao extermínio. O último avistamento foi no Tadjikistão em 1961.


7. Auroque (extinto desde 1627)
Depois de surgir na Ásia, o auroque começou a migrar para a Europa 320 mil anos atrás, muito antes da migração humana. Mas foi somente há 80 mil anos que o auroque criou raízes no continente europeu, atraído pelo solo coberto por estepes e pradarias. Há 8 mil anos, o boi primitivo foi domesticado nas margens do mar Cáspio, no Irã. Ele também se desenvolveria 5 mil anos atrás no norte da África, no vale do rio Nilo, pelas mãos dos egípcios.

Fósseis encontrados na Itália, nos sítios arqueológicos de Potenza, Macerata, e Ancona, revelaram a presença do Auroque no continente no período neolítico (entre 7 e 4 mil anos a.C.). Mas esses exemplares já tinham chifres e corpo menores do que o primitivo.

A passagem do animal pela Europa também está registrada em pinturas rupestres. As cavernas de Lascaux na França e de Altamira na Espanha trazem desenhos que revelam as características físicas do Uro.
As dimensões e os detalhes do boi primitivo também podem ser observados em objetos de civilizações antigas, como a grega e a etrusca.

Os primeiros testemunhos escritos sobre o boi selvagem são de Plinius e Columella, autores de tratados sobre a vida na idade romana, no primeiro século da era Cristã. Eles faziam referências aos bois como importante força de trabalho local.

Em sua narração das guerras gálicas, o líder romano Júlio César descreveu o boi primitivo como "um pouco menor do que um elefante, mas de cor, aparência e formato de um touro". "Sua força e velocidade são extraordinárias", escreveu.

Os cientistas resolveram ressuscitar o auroque devido à sua resistência e a sua capacidade de adaptação. Dizem que o boi primitivo pode sobreviver em terrenos com oferta pobre de alimentos.

A crença se baseia no fato de que o auroque superou períodos glaciais e percorreu milhares de quilômetros até se estabelecer na Europa. Hoje, existem raças de gado de criação intensiva que produzem mais leite e carne do que o auroque. Mas elas exigem pastagens e cuidados muito mais complexos.

O auroque original, no entanto, jamais viria a ser domesticado, e, após milénios sofrendo com a caça, o último indivíduo (uma fêmea) morreu em 1627, na floresta de Jaktorowka, na Polónia. Recentemente tem-se discutido a separação do auroque como variedade distinta do boi doméstico, visto que estudos genéticos sugerem que pertenceram ambos à mesma espécie (Bos taurus). Fonte: Centro de Inteligência em Genética Bovina

8. Arau-gigante (extinto desde 1844)
Com cerca de 75 centímetros ou 30-34 cm de altura e pesando cerca de 5kg, o arau-gigante foi o maior dos pinguins, eram brancos e com penas pretas brilhantes.

9. Leão das cavernas (extinto 2.000 anos atrás)

O leão das cavernas, também conhecido como o leão europeu ou euro-asiático das cavernas, é uma sub-espécie extinta de leão conhecida a partir de fósseis e uma grande variedade de arte pré-histórica, sendo considerado um dos maiores leões que já existiu

10. Dodó (extinto desde o século 17)

O Dodó (também chamado dronte) (Raphus cucullatus) era uma ave não-voadora com cerca de um metro de altura que vivia nas ilhas Maurício, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste da África, perto de Madagascar. Se alimentava de frutas e acabou por ser extinta graças à ação do ser humano durante o processo de colonização da ilha. Ela é da família dos pombos, tem asas curtas e bico longo e pesado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cientistas procuram 100 espécies de anfíbios "perdidos"

O grupo ambientalista Conservação Internacional anunciou nesta segunda (9) o início de um programa de busca inédita para tentar redescobrir cem espécies de anfíbios considerados perdidos.

A busca é o primeiro esforço coordenado já realizado para encontrar um número tão grande de criaturas "perdidas" e ocorre em um momento em que as populações mundiais de anfíbios sofrem grande declínio. Mais de 30% de todas as espécies de anfíbios encontram-se ameaçadas, segundo informe da ONG. Muitos dos anfíbios que estão sendo procurados não são vistos há várias décadas.


O sapo dourado (Incilius periglenes) foi visto pela última vez em 1989; passou de abundante a extinto em uma década


Os anfíbios ajudam a controlar insetos que espalham doenças e destroem plantações agrícolas. A pele desses animais também contém componentes químicos importantes, incluindo um analgésico 200 vezes mais potente do que a morfina.

Os anfíbios são particularmente sensíveis às mudanças no meio ambiente, por isso são geralmente um indicador do dano que tem sido causado aos ecossistemas, informou a Conservação Internacional, que organiza a busca para o Grupo de Especialistas em Anfíbios da IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza).

Dentre as cem espécies selecionadas para a busca, dez são alvo de particular atenção. São elas:
O sapo dourado (Incilius periglenes), encontrado na Costa Rica. Visto pela última vez em 1989. Talvez o mais famoso anfíbio perdido. Passou de abundante a extinto em pouco mais de um ano no final dos anos 1980.

Rã "incubadora", encontrada na Austrália. Duas espécies (Rheobatrachus vitellinus e R. silus) foram vistas pela última vez em 1985. Possuíaa uma forma singular de reprodução: as fêmeas engoliam os ovos fertilizados e os chocavam no estômago. Davam à luz pela boca.
Domínio Público
Rã Rheobatrachus vitellinus (Crédito: Mike Tyler/ Governo da Austrália)

Rã incubadora, vista pela última vez em 1985, possuía forma singular de reprodução: fêmeas engoliam ovos fertilizados e os chocavam no estômago; davam à luz a girinos pela boca

O sapo da mesopotâmia (Rhinella rostrata), encontrado na Colômbia. Visto pela última vez em 1914. Tem forma fascinante, com uma cabeça distinta em formato de pirâmide.

A salamandra Bolitoglossa jacksoni, encontrada na Guatemala. Vista pela última vez em 1975. Uma impressionante salamandra preta e amarela -uma das únicas duas espécies conhecidas, acredita-se que foi roubada de um laboratório na Califórnia em meados dos anos 1970.

O sapo africano Callixalus pictus, encontrado na República Democrática do Congo/Ruanda. Visto pela última vez em 1950. Sabe-se pouco sobre esse animal.

O sapo do Rio Pescado, (Atelopus balios), encontrado no Equador. Visto pela última vez em abril de 1995. Pode ter sido dizimado pelo fungo causador da quitridiomicose.

A salamandra Hynobius turkestanicus, encontrada no Quirguistão, Tadjiquistão ou Uzbequistão. Vista pela última vez em 1909. Conhecida pelos únicos dois espécimes coletados em 1909 em algum lugar "entre Pamir e Samarcanda".

O sapo arlequim; (Atelopus sorianoi), encontrado na Venezuela. Visto pela última vez em 1990. Encontrado em um único riacho em uma floresta isolada do país.

A rã sem teto (Discoglossus nigriventer), encontrada em Israel. Vista pela última vez em 1955. Um único adulto coletado em 1955 representa o último registro confirmado da espécie. Esforços para drenar pântanos na Síria para erradicar a malária podem ter sido responsáveis pelo desaparecimento da espécie.

O sapo Ansonia latidisca, encontrado na ilha de Bornéu (Indonésia e Malásia). Visto pela última vez nos anos 1950. O aumento da sedimentação nos riachos após o desflorestamento pode ter contribuído para o declínio.

Duas das espécies procuradas, são oriundas do Brasil:
O sapo Crossodactylus grandis, visto pela última vez na década de 1960. A pesquisa, liderada por Taran Grant, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, acontecerá em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro de 18 a 31 de setembro. A espécie foi descrita a partir de Brejo da Lapa, Itamonte (Minas Gerais).

A rãzinha-das-pedras (Cycloramphus valae), vista pela última vez em 1982. Liderada por Patrick Colombo, doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a pesquisa acontecerá de 20 a 30 de setembro. A espécie é conhecida em quatro localidades da Mata Atlântica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Folha Online

sábado, 7 de agosto de 2010

Ursos Polares ameaçados por alterações climáticas e produtos químicos

Os ursos polares, animais símbolos do Ártico, estão sob ameaça dupla: o desafio da mudança climática e os produtos químicos que não estão se degradando nas  águas frias da região.

A pesquisa publicada na revista journal Science of The Total  mostra que o recuo do gelo marinho no Ártico pode aumentar a exposição de espécies como os ursos polares aos poluentes orgânicos persistentes, que incluem retardadores de chamas e as substâncias utilizadas para endurecer plásticos.

Os cientistas acreditam que os poluentes, presos no gelo polar durante décadas, poderiam ser liberados para o oceano como o gelo derrete devido às alterações climáticas.
Estima-se que durante o verão a cobertura de gelo do mar do Ártico esteja até um terço menor do que era há trinta anos.

De acordo com o co-autor o professor Bjorn Munro Jenssen, um eco-toxicologista da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), os ursos polares estão particularmente em risco, porque eles estão no topo da cadeia alimentar do Ártico.

"Estes contaminantes são bio-bio-acumulantes e ampliam-se por  toda cadeia alimentar. Assim, quanto maior for, maior a contaminantes", diz o professor Munro Jenssen.

O fato de a refeição preferida de um urso polar é o selo não ajuda.

"Estes contaminantes se acumulam na gordura e os ursos polares que come a gordura de focas. E eles comem talvez algumas centenas ou milhares de selos por ano", disse ele.

"Esses poluentes são tóxicos, mesmo em baixas concentrações. Então, eles podem afetar o sistema hormonal, o sistema imunitário, provavelmente, a taxa de reprodução ea sobrevivência dos ursos ... talvez não muito, mas o suficiente para ter um efeito sobre o número de os ursos polares ".

Mesmo que o Ártico abranja uma vasta área, estima-se que, atualmente, existam apenas 20.000 a 25.000 ursos polares.

As mudanças climáticas

Professor Munro Jenssen acredita que as alterações climáticas provocarão uma mudança na propagação de contaminantes em todo o mundo.

"Nós pensamos que a taxa de contaminantes de áreas povoadas ao Ártico pode aumentar", diz ele.

"Quando o gelo derrete, virão amis contaminantes  para o meio ambiente o que provavelmente irá tornar os animais mais expostos por mais tempo."

Apesar do seu aspecto primitivo, as concentrações de compostos de origem humana no ártico são altos.

Ar e correntes de água trazem poluição dos países industrializados a milhares de quilômetros de distância.

"[Eles] começam a se condensar e ... eles ficam no Ártico, porque as temperaturas são muito baixas", diz o Dr. Reinhold Fieler de Akvaplan Niva, um consultor ambiental especializada no Ártico.

"Então nós temos PCBs (bifenilas policloradas) e de substâncias hidro-gasosa que ... permanecem na área e contaminam os animais", diz ele.

"Eles vão qse degradar, mas leva um tempo muito maior (no Ártico)".

As alterações hormonais

Dr Fieler está particularmente preocupado com um grupo de compostos usados para proteger os plásticos, que imitam os hormônios.

"Eles mudam o sistema hormonal dos animais de modo que alguns ursos polares que realmente mudam os ursos do sexo feminino para o masculino", disse ele.

A boa notícia, segundo o professor Munro Jenssen, é que o urso polar já demonstrou que pode se adaptar às mudanças climáticas.

"A partir de 9000-6000 anos atrás, provavelmente o Ártico foi muito mais quente do que é hoje, e os ursos polares sobreviveram a esse período."

Mas ele diz que o fator complicador de contaminantes químicos podem prejudicar esta adaptação.

"Então, para a biodiversidade no Árctico será uma grande perda, porque o número de animais provavelmente se tornará muito baixo."

Fonte: ABC News

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Feios e esquisitos em extinção: Aardvark, Equidna, Sapo roxo, Proteu e Axolotl

A ONG Edge (Evolutionarily Distinct and Globally Endangered) preocupa-se com a preservação de animais que tiveram um processo de evolução distinto dos demais, mas que não são tão bonitinhos quanto um urso polar. Isso quer dizer que a ONG protege bichos que têm hábitos singulares, aparência estranha, entre outras características muito incomuns. Os ativistas argumentam que o estudo e a preservação desses animais podem fornecer muitas chaves para a compreensão dos mecanismos de evolução das espécies. Como possuem pouquíssimos parentes, a extinção desses animais quer dizer que não haverá nada parecido no planeta. É diferente, por exemplo, se a jaguatirica brasileira sumisse do mapa, mas continuassem a existir outros tipos de felinos selvagens. Confira abaixo alguns dos estranhos animais que a Edge tenta preservar.



ORICTÉROPO (Aardvark, em inglês): o nome deste animal quer dizer “porco da terra” em africâner, uma variante do holandês, falada no sul da África. O aardvark é considerado uma peça-chave para o equilíbrio dos ecossistemas onde vive, pois suas tocas são utilizadas como abrigo por inúmeros outros animais. É o único representante vivo da ordem dos Tubulidentata.



Equidnas: um dos mamíferos mais primitivos do planeta, as equidnas têm espinhos como os de um ouriço, bicos que podem chegar até dois terços do tamanho da cabeça, e põem ovos como répteis. Esses animais vivem na Oceania e estão sendo extintos por causa da caça predatória. Nas tribos da Nova Guiné, o animal é tido como troféu e caçado com cães especialmente treinados.



Sapo roxo: descrito pela ciência em 2003, o sapo roxo vem de uma linhagem de sapos que evoluiu isoladamente durante 130 milhões de anos em pequenas regiões da índia. Ele permanece debaixo da terra durante quase o ano todo e só sai à superfície durante as chuvas de monção.



Proteu: é o único vertebrado que vive nas cavernas da Europa. Eles vivem no escuro absoluto, por isso possuem membranas cobrindo os olhos e tem a pele muito sensível. Para sobreviver, eles desenvolveram um poderoso sistema sensorial que detecta cargas elétricas na água. Eles vivem até 60 anos e podem ficar 10 anos sem comer.



Axolotl: o nome deste anfíbio que vive nas águas dos lagos Xochimilco e Chalco, no México, quer dizer “monstro d´água” na língua falada pelos astecas. Eles não desenvolvem características adultas. Quando crescidos, mantêm as guelras, barbatanas e outras características de larvas.

Fonte: EPOCA

30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...