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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sapos copulam e ignoram perigo de crocodilo

Sapos amorosos alegremente inconscientes da presença de crocodilo voyeur por trás deles.


Como se tivesse a intenção de aproveitar o sol da Indonésia, um crocodilo com suas mandíbulas estendidas, assoma por trás do casal de anfíbios que cumpriam sua aprazível função natural de copular.  Mas, milagrosamente o predador muda de idéia no último segundo, e simplesmente vem para descansar ao lado deles.

Durante um passeio fotográfico em Jacarta, na Indonésia, o fotógrafo Fahmi Bhs, de 39 anos, flagrou uma cena espetacular envolvendo uma dupla de sapos "amorosos" que não percebeu que durante o acasalamento, logo atrás, havia um crocodilo à espreita dos dois.

Nas imagens, o réptil silencioso parece com a intenção de comer a sua presa - mas na verdade ele estava tentando esfriar em vez de pegar sua próxima refeição.


Bhs contou ao site do jornal britânico "Daily Mail" que havia passado 4 horas fotografando animais na região, quando se deparou com esse momento curioso.
No entanto, o fotógrafo indonésio afirmou que o réptil "xereta" chegou a abrir a boca, como se fosse dar o bote, mas "desistiu" de devorar os anfíbios, deitando próximo deles apenas para descansar.

Além disso, segundo Bhs, um dos motivos para o crocodilo ter ficado com a boca aberta foi para auxiliar na regulação de sua temperatura corporal, depois de ter passado toda a manhã exposto ao sol.
Casal 'apaixonado' de sapos não percebeu crocodilo à espreita logo atrás (Foto: Fahmi Bhs/Solent News)

Com G1 e telegraph.co.uk

terça-feira, 31 de julho de 2012

Atretochoana eiselti. Anfíbio com formato de cobra é achado em RO


Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO
Animal raro foi encontrado por biológos em canteiro de obras de usina.
Exemplares estão no Museu Emilio Goeldi, no Pará.
Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto em Rondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas 'América do Sul'. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio.
“A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.
Anfíbio é chamado de cobra mole
(Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.

Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram.
Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.

Parente de sapos e pererecas
O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.

Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA.

Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.

Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)


 Marcela Ximenes
Do G1 RO

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rã-touro devora 'rival' em piscina nos EUA

Casal flagra rã-touro devorando 'rival' em piscina nos EUA
Cena foi vista em Parkton, em Maryland.
Espécie rã-touro é nativa do Canadá e EUA.

O casal americano Tad e Karen Bacon flagrou uma rã-touro devorando outro anfíbio durante a limpeza da piscina em Parkton, no estado de Maryland (EUA), segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Casal flagrou rã-touro devorando outro anfíbio. (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Tad foi o primeiro a ver a cena e gritou para a mulher pegar a câmera. "Eu só consegui tirar algumas fotos, antes que a rã-touro pulasse no fundo da piscina", contou Karen, destacando que a espécie rã-touro é nativa do Canadá e EUA.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

'Rã ginasta' se equilibra em fio a dois metros de altura

'Rã ginasta' se equilibra em fio a dois metros de altura
Cena foi registrada pela fotógrafa amadora Veronika Lenarth.
Possivelmente, rã se pendurou no fio para escapar de predador.


Uma rã foi flagrada em Miskolc, na Hungria, como se estivesse realizando exercícios de ginástica. O anfíbio foi clicado pela fotógrafa amadora Veronika Lenarth enquanto tentava se equilibrar em um fio a dois metros de altura. Depois de observar a rã em sua luta heróica para não cair, Veronika contou que decidiu dar uma mão e ajudá-la a sair do apuro. Ela acredita que a rã se pendurou no fio para escapar de algum predador, segundo o jornal "Daily Telegraph".

Rã se equilibra em fio a dois metros de altura. (Foto: Reprodução/Daily Telegraph)

G1

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cientistas procuram 100 espécies de anfíbios "perdidos"

O grupo ambientalista Conservação Internacional anunciou nesta segunda (9) o início de um programa de busca inédita para tentar redescobrir cem espécies de anfíbios considerados perdidos.

A busca é o primeiro esforço coordenado já realizado para encontrar um número tão grande de criaturas "perdidas" e ocorre em um momento em que as populações mundiais de anfíbios sofrem grande declínio. Mais de 30% de todas as espécies de anfíbios encontram-se ameaçadas, segundo informe da ONG. Muitos dos anfíbios que estão sendo procurados não são vistos há várias décadas.


O sapo dourado (Incilius periglenes) foi visto pela última vez em 1989; passou de abundante a extinto em uma década


Os anfíbios ajudam a controlar insetos que espalham doenças e destroem plantações agrícolas. A pele desses animais também contém componentes químicos importantes, incluindo um analgésico 200 vezes mais potente do que a morfina.

Os anfíbios são particularmente sensíveis às mudanças no meio ambiente, por isso são geralmente um indicador do dano que tem sido causado aos ecossistemas, informou a Conservação Internacional, que organiza a busca para o Grupo de Especialistas em Anfíbios da IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza).

Dentre as cem espécies selecionadas para a busca, dez são alvo de particular atenção. São elas:
O sapo dourado (Incilius periglenes), encontrado na Costa Rica. Visto pela última vez em 1989. Talvez o mais famoso anfíbio perdido. Passou de abundante a extinto em pouco mais de um ano no final dos anos 1980.

Rã "incubadora", encontrada na Austrália. Duas espécies (Rheobatrachus vitellinus e R. silus) foram vistas pela última vez em 1985. Possuíaa uma forma singular de reprodução: as fêmeas engoliam os ovos fertilizados e os chocavam no estômago. Davam à luz pela boca.
Domínio Público
Rã Rheobatrachus vitellinus (Crédito: Mike Tyler/ Governo da Austrália)

Rã incubadora, vista pela última vez em 1985, possuía forma singular de reprodução: fêmeas engoliam ovos fertilizados e os chocavam no estômago; davam à luz a girinos pela boca

O sapo da mesopotâmia (Rhinella rostrata), encontrado na Colômbia. Visto pela última vez em 1914. Tem forma fascinante, com uma cabeça distinta em formato de pirâmide.

A salamandra Bolitoglossa jacksoni, encontrada na Guatemala. Vista pela última vez em 1975. Uma impressionante salamandra preta e amarela -uma das únicas duas espécies conhecidas, acredita-se que foi roubada de um laboratório na Califórnia em meados dos anos 1970.

O sapo africano Callixalus pictus, encontrado na República Democrática do Congo/Ruanda. Visto pela última vez em 1950. Sabe-se pouco sobre esse animal.

O sapo do Rio Pescado, (Atelopus balios), encontrado no Equador. Visto pela última vez em abril de 1995. Pode ter sido dizimado pelo fungo causador da quitridiomicose.

A salamandra Hynobius turkestanicus, encontrada no Quirguistão, Tadjiquistão ou Uzbequistão. Vista pela última vez em 1909. Conhecida pelos únicos dois espécimes coletados em 1909 em algum lugar "entre Pamir e Samarcanda".

O sapo arlequim; (Atelopus sorianoi), encontrado na Venezuela. Visto pela última vez em 1990. Encontrado em um único riacho em uma floresta isolada do país.

A rã sem teto (Discoglossus nigriventer), encontrada em Israel. Vista pela última vez em 1955. Um único adulto coletado em 1955 representa o último registro confirmado da espécie. Esforços para drenar pântanos na Síria para erradicar a malária podem ter sido responsáveis pelo desaparecimento da espécie.

O sapo Ansonia latidisca, encontrado na ilha de Bornéu (Indonésia e Malásia). Visto pela última vez nos anos 1950. O aumento da sedimentação nos riachos após o desflorestamento pode ter contribuído para o declínio.

Duas das espécies procuradas, são oriundas do Brasil:
O sapo Crossodactylus grandis, visto pela última vez na década de 1960. A pesquisa, liderada por Taran Grant, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, acontecerá em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro de 18 a 31 de setembro. A espécie foi descrita a partir de Brejo da Lapa, Itamonte (Minas Gerais).

A rãzinha-das-pedras (Cycloramphus valae), vista pela última vez em 1982. Liderada por Patrick Colombo, doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a pesquisa acontecerá de 20 a 30 de setembro. A espécie é conhecida em quatro localidades da Mata Atlântica nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Folha Online

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Anfíbios preferem se reproduzir na Lua cheia


A lua afetaria os ciclos de reprodução de sapos de várias regiões

Os pesquisadores da Open University britânica perceberam que sapos, rãs e salamandras coordenam seus encontros para procriar.

De acordo com a luz da Lua, um grande número de machos e fêmeas se reúne nos mesmos locais. Dessa forma, eles maximizariam as possibilidades de reprodução e, ao mesmo tempo, reduziriam as possibilidades de serem devorados por predadores.

A bióloga Rachel Grant, da Open University, estudava salamandras nos arredores de um lago na região central da Itália em 2005, quando reparou que havia diversas rãs na beira de uma estrada próxima durante uma noite de Lua cheia.

"Embora pudesse ter sido uma coincidência, no mês seguinte, repeti o caminho todos os dias no crepúsculo e descobri que o número de rãs na estrada aumentava quando a Lua estava crescente e atingia um pico na Lua cheia. Depois, voltava a cair", afirmou Grant.

Ao pesquisar a literatura científica, ela encontrou poucos registros sobre o comportamento, de forma que acabou retornando ao local em 2006 para uma pesquisa mais detalhada sobre os anfíbios.

Campo magnético

A partir daí, ela comparou os seus dados com um estudo detalhado sobre os hábitos de sapos e rãs nas proximidades de Oxford, na Grã-Bretanha, realizado pelo supervisor dela, Tim Halliday, e com dados sobre sapos, rãs e salamandras nas proximidades do País de Gales, recolhidos por Elizabeth Chadwick, da Universidade de Cardiff.

"Analisamos os dados e percebemos um efeito lunar em todos os três locais", disse Grant.

O sapo comum (Bufo bufo), por exemplo, chega a todos os seus locais de reprodução, copula e procria por volta da lua cheia. Algo semelhante ocorre no caso da rã comum (Rana temporaria).

As salamandras também teriam a vida sexual afetada pelo ciclo lunar, embora os resultados sejam menos evidentes, segundo Grant.

O encontro das salamandras (Lissotriton vulgaris, L. helveticus e Triturus cristatus) tem seus picos tanto na lua nova quanto na cheia, mas elas "parecem evitar chegar ao local de cópula na época de quarto crescente."

"Isso poderia ocorrer devido ao campo magnético da Terra estar no seu auge nesta época", afirmou Grant, acrescentando serem necessários mais estudos.


BBC Brasil

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