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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O que significa sonhar com sapo e rãs?

Rã e Sapo. O que significa este sonho?

Se você ver rãs / sapo em seu sonho, este é um sinal de boa sorte, contentamento e amizades. Interpretação dos sonhos modernos vê o sapo / rã como uma representação da transformação que significa um sapo em seu sonho representa uma possibilidade de mudança ou inesperada vinda.

Sapos são bem discutidos nos escritos sobre sonhos e suas interpretações. Jung e seus seguidores teriam visto o sapo como uma representação do inconsciente e o sapo é muitas vezes imaginado por ter conotações sexuais.

Alguns intérpretes dizemque o sapo representa os órgãos genitais masculinos. Assim, seu sonho pode dizer de um medo que você tem em relação ao sexo com um homem. A história sapo-príncipe conhecida joga com essa idéia de a jovem mulher que encontra o sapo repugnante, mas quando ela começa a conhecê-lo, ela o beija e ele se transforma em um belo príncipe.

Talvez valha a pena pensar sobre essas idéias e descobrir o que o sapo representa para você e um pouco como o sonho anterior, tentar abraçar e ficar a conhecer os seus sapos (seja lá o que eles representam) e eles vão parecer menos assustadores.

domingo, 8 de maio de 2011

Chuva de pererecas e rãs assusta cidade na Hungria

Alguns moradores chegaram a pensar que era um sinal do Apocalipse. Outros se assustaram com as pererecas que caíam…



Parece até cena de filme, mas o fato realmente aconteceu. Uma chuva de rãs pegou de surpresa os moradores da cidade de Rákóczifalva, a 100 km a leste de Budapeste, informou a imprensa local.

“Quando vi que meu guarda-chuva estava cheio de rãs me assustei muito”, disse um morador da aldeia, citado pelo site index.hu, enquanto outros relataram que tinham visto “muitíssimos” destes animais.

“Não gosto destas criaturas e corri em busca de proteção em uma estação de ônibus. Nunca vi algo semelhante”, assegurou outra testemunha do fenômeno.

Antes que alguém pense que é uma refilmagem do filme Magnólia, existe uma explicação para o ocorrido. Segundo especialistas, quando são formadas nuvens cumulonimbus (que provocam tempestades) e o ar quente sobe, pequenas plantas ou animais, como rãs, aranhas ou peixes, podem ser levados para as nuvens. Posteriormente eles são “descarregados” em forma de chuva. Assim, como tudo que sobe tem de cair, os animais e objetos podem cair a quilômetros de distância do lugar de origem.



Pode realmente acontecer uma a chuva de rãs?
por Julia Layton

Quando as rãs cobriram o Egito, no livro de Êxodo, que era um sinal de profunda preocupação. E isso foi apenas a praga n º 2 de 10. Se você já acordou e viu a poucos centímetros da porta da sua casa um sapo, você sabe que não é uma imagem bonita.

Claro, você provavelmente não acordou para uma cena tão horrível. Você provavelmente não tenha tido uma experiência em torno de uma tempestade e teve seu carro atingido por aquilo que você pensou que era granizo, mas acabou por descobrir que eram  sapos congelados. Mas algumas pessoas tiveram essa experiência. Embora não seja o fenômeno climático mais comum no mundo, não é tão rara quanto se poderia pensar. Isso acontece em todo o mundo, pelo menos desde o século I dC - quando o naturalista romano conhecido como Plínio, o Velho, descreveu o evento - e tão recentemente quanto em 2005, na Sérvia .

Você pode ouvir um relato de chova de sapos - e outros objetos inesperados, alguns nem mesmo orgânicos - pelo menos uma vez por década ocorre. Anfíbios chuva parecem estar pegando na freqüência. Nos últimos 20 anos, os jornais têm encontrado mais oportunidades do que nunca para escrever sobre sapos caindo do céu. Por razões desconhecidas, a Grã-Bretanha parece ser especialmente sensíveis nos últimos anos. 

Apesar de ser um fenômeno muito raro a "chuva" de rãs, sapos e outros pequenos animais como peixes e lagartixas já foi registrada em vários lugares do mundo. Mas não comece a pensar em pragas bíblicas porque a queda do céu destes bichinhos desafortunados pode ser facilmente explicada cientificamente.A causa na verdade é bem singela. As fortes correntes ascendentes de ar que encontramos nos tornados ou nas tempestades de alta intensidade podem absorver ou empurrar para cima qualquer objeto ou animal que não tenha sido suficientemente precavido para procurar um refúgio. Por isto ninguém ouve falar em chuva de toupeiras ou coelhos, que procuram abrigo rapidamente em caso de tempestade.Uma vez empurrados para o núcleo da tempestade ou tornado, as correntes ascendentes os mantêm dentro das nuvens, sendo fustigados por fortes correntes de ar até que a tempestade perca intensidade. Aí então, tudo o que tinha sido absorvido pela tempestade cede ante a lei da gravidade e cai, criando uma verdadeira "chuva".Quando estudamos as correntes de ar que se encontram dentro das tempestades vemos que não é tão estranho que isto aconteça, já que os ventos ascendentes podem chegar a 200 km/h, capazes de lançar para o alto qualquer objeto que tenha sido absorvido. Este fenômeno já matou vários praticantes de asa-delta que, por um excesso de confiança, voaram perto demais de um tornado e acabaram sendo empurrados até seu "cume", a mais de 11 mil metros de altura.A esta altura as temperaturas são tão baixas que qualquer ser vivo morre congelado. Alguns pilotos chegaram mesmo a tentar desprender-se da asa-delta para lançar-se em queda livre, mas os ventos eram tão intensos que eles foram empurrados para cima da mesma forma.

Pererecas, rãs e sapos venenosos

Nem mesmo a mais linda donzela do mundo transformaria, com um beijo, um sapo, rã ou perereca num príncipe. Mas se você encontrar um deles coaxando saiba que está diante de um príncipe da noite à procura de uma parceira.Quando o sol se esconde no horizonte e a maioria das aves silencia, a sinfonia da natureza fica por conta dos anfíbios. Os lagos se transformam em palcos de cantoria. As músicas não são tão harmônicas, porém variam nos tons e na cadência e são muito, muito antigas.

Esses cantores são os primeiros animais terrestres com cordas vocais. Surgiram entre 200 e 300 milhões de anos. Fósseis e pegadas dos primeiros anfíbios datam do início do Período Devoniano. Deram origem à vida em terra e até hoje são responsáveis por boa parte da manutenção da vida na Terra. Ao longo de tantos milhões de anos foram se diferenciando, desenvolvendo muitas particularidades, a começar pela distinção entre rãs, sapos e pererecas.

Generalizando, sapos são anfíbios de pele rugosa e têm glândulas paratóides atrás dos olhos. Rãs têm pele lisa e vivem no chão. Pererecas têm discos aderentes nas pontas dos dedos. Você pode já ter encontrado uma perereca no banheiro, grudada à parede graças, justamente, aos dedos aderentes. A preferência das pererecas pela área do chuveiro deve-se à necessidade de manter a pele úmida, apesar de jamais beberem água. Como parte de sua respiração é feita através da pele, se ela ressecar os poros fecham e as pererecas podem morrer sufocadas.

Até hoje os pesquisadores já identificaram no mundo cerca de 5.000 espécies de sapos, rãs e pererecas e estima-se que existam outras mil ainda desconhecidas. Ocorrem em praticamente todo o planeta, nas tundras geladas, nas florestas tropicais e até nos desertos. Seria necessária uma enciclopédia para descrever todos os anfíbios e seus hábitos, e mesmo assim nos perderíamos num universo de particularidades, sem chances de conhecer todos os aspectos desses animais que deram origem à vida em terra firme.

Phyllomedusa distincta
Por outro lado conhecendo um pouco mais sobre uma só espécie, a Phyllomedusa distincta, já é possível perceber a importância que esses animais têm no meio ambiente.A Phyllomedusa distincta é uma perereca simpática, de olhos grandes e pupilas verticais. Embora capaz de saltar, prefere caminhar pelas plantas e, se capturada pelo homem, não salta da mão como outras espécies. A lentidão com que caminha, associada à sua cor verde que ajuda na camuflagem entre as folhas, faz com que essa perereca consiga passar quase sempre despercebida pelos predadores.

Pude acompanhar o ciclo de reprodução delas, graças a um trabalho desenvolvido por Germano Wöehl Jr. e Elza Nishimura Wöehl, fundadores do Instituto Rã-bugio para a Conservação da Biodiversidade, uma organização não governamental que trabalha com educação ambiental e conservação de anfíbios em Guaramirim, Santa Catarina.

Elza e Germano compraram, há alguns anos, uma pequena área de cerca de 4 hectares onde existia uma plantação de bananas. Hoje, a área já se transformou num fragmento de mata atlântica em recuperação, onde um pequeno lago reúne dezenas de espécies de anfíbios, entre elas a Phyllomedusa. Ao caminhar pelas margens do lago é preciso prestar muita atenção para perceber as pererecas camufladas entre as folhagens. Com um pouco mais de atenção dá para perceber folhas cuidadosamente dobradas e coladas, cheias de ovos da perereca.

Pode até ser difícil a olhos não treinados encontrar as pererecas ou as desovas, mas quando se tem uma guia como Elza, não existe anfíbio que se esconda. Seus olhos orientais conhecem o lago como ninguém e conseguem enxergar qualquer movimento ou camuflagem perfeita. À noite, com uma pequena lanterna, Elza vai iluminando a margem, guiada pelos ouvidos. Como só os machos coaxam, consegue interpretar dois sons distintos. Existe o coaxar de advertência, quando um macho territorial avisa um outro que está muito próximo. Identificado o som, se o macho intruso não se afastar, o confronto terminará em luta corporal.

Já o coaxar de acasalamento é o mais comum, e tem um só objetivo: atrair a parceira. A exemplo de outras espécies de pererecas, os machos de Phyllomedusa coaxam empoleirados em ramos de plantas, bem próximos àlagoa. E a conquista é no grito, ou seja, aquele que coaxar mais intensamente ou for mais insistente vai ganhar os 'favores' da parceira. Nas noites mais quentes da primavera ou verão, o que se ouve é um verdadeiro coral de anfíbios.

Quando o coaxar de acasalamento consegue seduzir a parceira, o macho imediatamente se agarra às costas da fêmea e o casal entra em amplexo e sai à procura da folha ideal. Uma vez identificada a folha, a fêmea se encarrega de dobrá-la com braços e pernas. Como os machos não possuem pênis, a fecundação dos ovos é externa. A fêmea vai desovando, pouco a pouco, e simultaneamente o macho derrama o sêmen. Junto à desova, a fêmea coloca também um gel em formato de bolinhas, utilizado para manter a umidade dos ovos e também colar as bordas da folha, que passa a ter o formato de um charuto.

Apesar de a maioria das desovas de Phyllomedusa ocorrer à noite, é frequente um ou outro macho conseguir atrair a parceira só no final da madrugada e a desova se estender pela manhã. Quando isso acontece é também comum ver um comportamento diferente na reprodução da espécie. Tivemos a oportunidade de observar um casal, já na metade da desova, atrair um outro macho, que, sorrateiramente, parecendo medir cada passo, aproximou-se e se posicionou entre o casal. O segundo macho também participou da desova, que vai gerar girinos de uma mesma mãe, mas de pais diferentes. Essa 'fertilização sorrateira' também pode ocorrer à noite.


A desova e o consequente fechamento da folha levam cerca de meia hora. Em média são depositados 170 ovos nesse ninho temporário. O número relativamente elevado de ovos compensa as perdas constantes de desovas, devido a vários fatores ambientais e à ação dos predadores de ovos. Assim que a desova termina, o macho se afasta devagar, já a fêmea ainda leva alguns minutos para vedar o ninho com as bolinhas de gel.

Diferente da maioria dos anfíbios, que desovam diretamente na água, os girinos da Phyllomedusa nascerão dentro da folha. Isso pode demorar de sete dias a um mês, de acordo com a temperatura ambiente. Quando os girinos começam a se movimentar e rompem os invólucros dos ovos, as bolinhas de gel ficam liquefeitas, a folha se abre e cada filhote literalmente escorrega pela folha, diretamente para o lago.

Na maioria das espécies da subfamília Phyllomedusinae, os girinos são vegetarianos, alimentam-se de algas ('limo') e restos de vegetais na água. Os que sobrevivem aos predadores por cerca de 80 dias, transformam-se em mini-pererecas e passam a viver em terra firme, ou melhor, nos ramos e folhas, sempre bem escondidos. Daí vem o nome anfíbio, que significa duas vidas, uma na água e outra em terra. Duas vidas, que na base da cadeia alimentar garantem a existência de muitas outras vidas.

Seja na fase aquática ou na terrestre, a importância dos anfíbios para o meio ambiente é facilmente notada. O controle natural da população de insetos das mais variadas espécies é um dos importantes serviços que os anfíbios proporcionam ao homem, tanto no que diz respeito ao controle de vetores transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, como na redução de insetos prejudiciais à agricultura.

Rãs e pererecas são uma importante fonte de proteína para cobras e para mamíferos, répteis, peixes e aves, apesar dos venenos que diversas espécies possuem na pele. Pudemos flagrar até um surucuá-de-peito-azul (Trogon surrucura), capturando uma perereca para alimentar os filhotes. Os sapos, com o veneno das glândulas paratóides, têm predadores mais específicos. Se engolir sapo não é fácil como figura de linguagem, na realidade é ainda mais difícil. Menos para serpentes como a boipeva, Waglerophis merremi, especializada nessa 'tarefa ingrata'. O veneno de sapo não a molesta e seu segundo mecanismo de defesa - que é inchar até ficar grande demais para ser engolido - não tem êxito, pois a boipeva possui dois dentes grandes e móveis que usa para perfurar os pulmões do sapo, fazendo-os murcharem.

Os anfíbios são também indicadores da saúde ambiental. Sua ausência quase sempre significa que o ambiente está sofrendo agressões. Apesar de serem tão antigos, e de sobreviverem há milhões de anos, muitos são sensíveis à destruição das matas e banhados e à poluição das águas. Os representantes da origem da vida em terra firme, às vezes são os primeiros a desaparecer com as alterações provocadas pelo homem. A expansão urbana e de áreas de agricultura promove a drenagem de inúmeras várzeas e ambientes alagadiços, um processo que diminui, ano após ano, as áreas de distribuição destes simpáticos passageiros do nosso mundo vivo.




O bem e o mal à flor da pele
por: Liana John
A pele de todos os anfíbios é constantemente lubrificada por uma complexa mistura de substâncias, que podemos chamar genericamente de secreções, muitas delas venenosas. Uma única perereca da subfamília Phyllomedusinae tem na pele mais de 50 princípios ativos diferentes e cada espécie apresenta misturas diversas de venenos, embora muitos deles exerçam a mesma função. Não é preciso dizer que esse universo ainda é muito pouco conhecido pelos cientistas, embora desperte grande interesse da indústria farmacêutica, a ponto de já constituir uma frente importante de biopirataria.
A maioria das substâncias é composta por peptídeos, um tipo de molécula mais simples do que as proteínas, com sequências de 4 a 30 aminoácidos. Para descobrir a identidade de cada peptídeo é preciso recorrer a técnicas e aparelhos de nome complicado: cromatografia líquida de alta resolução, espectroscopia de massa, sequenciamento de aminoácidos. "As Phyllomedusas apresentam a maior riqueza em peptídeos do reino animal e estudar uma única espécie é trabalho para muitos anos", comenta Antonio Sebben, da Universidade de Brasília (UnB), um dos maiores especialistas brasileiros na matéria.
Segundo o pesquisador, esses peptídeos têm três funções básicas, todas de defesa: proteger a pele úmida das pererecas contra fungos, bactérias e protozoários causadores de doenças; causar irritação na boca de predadores, para obrigá-los a regurgitar ou diminuir as chances de predação, e provocar reações no sistema digestivo dos predadores, também para 'ensiná-los' que aquelas espécies são 'pratos indigestos'.
A necessidade de proteger a pele deve-se à respiração cutânea, característica que define um anfíbio. Como a pele precisa estar úmida para ser permeável aos gases da respiração, fica muito sujeita aos agentes infecciosos. Daí esses animais terem desenvolvido, ao longo dos milhões de anos de sua evolução, os mais diversos tipos de antibióticos, secretados pelas glândulas da pele.
Já as duas defesas contra predadores são estratégias de emergência. De modo geral, os venenos irritam a boca do predador, a ponto de algumas pererecas serem engolidas por cobras e, momentos após, serem regurgitadas inteiras e saírem andando! Também há venenos sistêmicos que, absorvidos pelas mucosas, entram na corrente sanguínea do predador e causam cólicas, prostração ou mesmo morte. Logo os predadores aprendem que aquelas espécies não são boas para comer.
A função de proteção contra os agentes causadores de doenças é a que mais interessa à indústria farmacêutica. Os venenos das Phyllomedusas podem ser classificados como antibióticos de amplo espectro, capazes de matar microorganismos com muito mais eficiência do que os antibióticos sintéticos, mesmo os mais avançados. "Como são moléculas relativamente pequenas, ainda têm a vantagem de penetrar com facilidade no organismo, ou seja, constituem uma nova geração de antibióticos", diz Sebben. "Deve-se tomar cuidado, porém, com algumas aplicações difundidas, ultimamente, com base no uso tradicional desses venenos por etnias indígenas, as chamadas 'vacinas de sapo verde' ou 'kampu'".
A 'vacina' é feita com o veneno da Phyllomedusa bicolor. Causa dor, distúrbios gástricos e é considerada depurativa, sendo usada também em rituais de iniciação. "O simples fato de ter uma aplicação cultural não significa que é bom", alerta o especialista, lembrando que existem outros venenos misturados aos de efeito 'desejado', e estes são capazes de causar alterações de pressão sanguínea e outros problemas. "Além disso, o direito dos anfíbios à conservação deve ser respeitado", continua. "Pegar um anfíbio na mão não causa dano algum ao ser humano: eles não espirram nem cospem veneno e não precisam ser mortos só porque se aproximaram de uma casa ou entraram no banheiro. Basta levá-los de volta para o mato e depois lavar bem as mãos".
Só há problemas quando as substâncias da pele chegam até as mucosas - boca, nariz e olhos - justamente porque são venenos desenvolvidos para afastar predadores e, portanto, agem quando o anfíbio é abocanhado (ou quando alguém põe a mão na boca, depois de manipular o animal). "Os anfíbios não transmitem doenças ou infecões ou 'cobreiros', como se diz popularmente", completa Antonio Sebben. Na verdade, são mais limpos do que gatos e cachorros e não transmitem vírus ou bactérias, como os ratos.

Brasileiras de verde-amarelo -as espécies de Phyllomedusa
Existem cerca de 600 espécies de anfíbios brasileiros, dois terços das quais endêmicas, ou seja, exclusivas do Brasil. A subfamília Phyllomedusinae tem cerca de 20 espécies nativas, quase todas com as cores nacionais estampadas na pele:
Phyllomedusa ayeaye: a perereca-de-folhagem-com-perna-reticulada, é natural de Minas Gerais e encontra-se criticamente ameaçada de extinção.
Phyllomedusa bicolor: ou sapo-verde é a maior delas, com 12 cm. Algumas etnias indígenas e ribeirinhos da Amazônia utilizam seus venenos como 'vacina', em rituais curativos ou de iniciação. Duas das substâncias encontradas nas secreções - dermorfina e deltorfina - já são produzidas sinteticamente por laboratórios internacionais. 
Phyllomedusa tarsius habita a Amazônia Central e se reproduz em poças d'água, na floresta ou em capoeiras de embaúbas.
Phyllomedusa distincta é uma das espécies mais comuns da região Sudeste. Consegue viver bem em ambientes alterados pelo homem.
Phyllomedusa hypochondrialis é chamada de rã-de-cera. Mede 10 cm e vive em média 10 anos, preferindo a proximidade de bromélias, tanto nas florestas como nos cerrados.
Phyllomedusa tetraploidea mede 4 a 5 cm e vive na Mata Atlântica e matas de interior, das regiões Sudeste e Sul do Brasil até Missiones, na Argentina.
Phyllomedusa vaillantii é natural da Amazônia e do escudo da Guiana. Sua distribuição se estende até o leste do Equador.
Phrynomedusa fimbriata é considerada extinta. Vivia nas matas do estado de São Paulo.
Phasmahyla cochranae é nativa do estado de São Paulo e ocorre nas encostas da Serra do Mar. Os girinos vivem em pequenos córregos encachoeirados, têm a boca virada para cima e se alimentam de partículas em suspensão na água. Dependem da oxigenação, temperatura, sombra e qualidade da água para a sobrevivência.
Phyllomedusa oreades foi descrita há cerca de um ano, vive no cerrado e tem um veneno promissor contra o Trypanossoma cruzi, parasita causador do Mal de Chagas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rã-touro devora 'rival' em piscina nos EUA

Casal flagra rã-touro devorando 'rival' em piscina nos EUA
Cena foi vista em Parkton, em Maryland.
Espécie rã-touro é nativa do Canadá e EUA.

O casal americano Tad e Karen Bacon flagrou uma rã-touro devorando outro anfíbio durante a limpeza da piscina em Parkton, no estado de Maryland (EUA), segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Casal flagrou rã-touro devorando outro anfíbio. (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Tad foi o primeiro a ver a cena e gritou para a mulher pegar a câmera. "Eu só consegui tirar algumas fotos, antes que a rã-touro pulasse no fundo da piscina", contou Karen, destacando que a espécie rã-touro é nativa do Canadá e EUA.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

'Rã ginasta' se equilibra em fio a dois metros de altura

'Rã ginasta' se equilibra em fio a dois metros de altura
Cena foi registrada pela fotógrafa amadora Veronika Lenarth.
Possivelmente, rã se pendurou no fio para escapar de predador.


Uma rã foi flagrada em Miskolc, na Hungria, como se estivesse realizando exercícios de ginástica. O anfíbio foi clicado pela fotógrafa amadora Veronika Lenarth enquanto tentava se equilibrar em um fio a dois metros de altura. Depois de observar a rã em sua luta heróica para não cair, Veronika contou que decidiu dar uma mão e ajudá-la a sair do apuro. Ela acredita que a rã se pendurou no fio para escapar de algum predador, segundo o jornal "Daily Telegraph".

Rã se equilibra em fio a dois metros de altura. (Foto: Reprodução/Daily Telegraph)

G1

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cientistas descobrem nova espécie de minirrã na Indonésia

‘Microhyla nepenthicola’ foi localizada em Bornéu.
Rã tem o tamanho de uma ervilha.


Cientistas anunciaram nesta quarta (25) a descoberta de uma nova espécie de rã, do tamanho de uma ervilha, a Microhyla nepenthicola, que tem o tamanho de uma ervilha. O anfíbio, encontrado na ilha de Bornéu (Malásia), no sudeste asiático, é o menor já registrado na Ásia, África e Europa.

O comprimento dos machos adultos da nova espécie varia entre 10,6 e 12,8 milímetros.
 (Foto: Indraneil Das via Reuters)

A minirrã foi batizada de Microhyla nepenthicola, em homenagem à planta na qual ela vive em Bornéu, segundo a revista de taxonomia "Zootaxa".

Indraneil Das, do Instituto de Biodiversidade e Conservação Ambiental da Universidade Malaysia Sarawak, disse que a espécie havia sido originalmente identificada incorretamente em museus.

"Alguns cientistas podem tê-las confundido com espécimes jovens de outras espécies. Mas trata-se de indivíduos adultos da nova microespécie", afirmou.

Das publicou um artigo com Alexander Haas do Museu Zoológico de Hamburgo, na Alemanha.


Espécie é a menor já descrita por pesquisadores na Ásia, África ou Europa. (Foto: Indraneil Das - Instituto de Biodiversidade e Conservação Ambiental / via Reuters)



Nome Científico
Microhyla nepenthicola sp. novembro
Onde
Matang Range, Sarawak, Bornéu malaio
Quando
Publicado em agosto de 2010, em Zootaxa


Anotações de campo
Dada a pequena dimensão das espécies, encontrando espécimes foi particularmente difícil: a maioria eram controladas pelos seus apelos, que são duras notas ásperas. Os machos se reúnem em torno do jarro plantas no crepúsculo chamar.


Ouça a esta "sinfonia de anfíbios" 

Descobridor

Drs.Indraneil Das Haas e Alexander, do Instituto de Biodiversidade e Conservação Ambiental na Malásia Universiti Sarawak, e Biozentrum Grindel und Zoologisches Museu de Hamburgo, respectivamente, com o apoio da Fundação Volkswagen.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bangladesh. 'Casamento' de rãs tenta atrair chuva a país

País vive um dos mais baixos níveis de precipitação em três décadas.
Cerimônia da aldeia de Ramchandrapur reuniu 300 pessoas.
Da France Presse

Os agricultores do norte de Bangladesh atingidos pela seca recorreram ao "casamento" de rãs em uma tentativa desesperada de atrair chuvas de monção para salvar a colheita, informaram nesta quarta-feira as autoridades locais.

Agricultores de Bangladesh apelam a "casamento" de rãs para atrair chuvas (Foto: AFP)

Bangladesh registrou em julho os mais baixos níveis de precipitação de pelo menos três décadas, levando os camponeses a recorrer ao rito ancestral, declararam as autoridades.

"Houve muitos casamentos de rãs já que tivemos pouca chuva aqui, mesmo sendo a estação da monção", comentou o administrador do distrito de Sadullahpur, Ariful Haq.

Durante uma das celebrações na aldeia de Ramchandrapur, 300 pessoas vestiram suas melhores roupas para assistir à "cerimônia", declarou um participante, Tajul Islam.

"A noiva e o noivo foram ricamente decorados com uma marca vermelha na cabeça, tendo sido transportados em uma cesta especial até uma folha de bananeira", acrescentou.

"Os aldeões cantam, fazem oferendas de arroz e ervas, e, após a cerimônia, as rãs são libertadas em uma lagoa da aldeia", detalhou Tajul Islam.

A monção, que dura de junho a setembro, em geral, leva a Bangladesh mais de 75% das precipitações anuais. Em julho, habitualmente o mês mais úmido, as chuvas reduziram em 36% em relação ao ano passado, segundo os serviços de meteorologia.

O Paquistão e a Índia, por sua vez, estão sendo afetados por chuvas torrenciais que já fizeram quase 1.800 mortos; 14 milhões de pessoas foram afetadas.

Do g1

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cientistas descobrem no Panamá duas novas espécies de rãs

Número de espécies de rãs descritas no país e na Costa Rica chega a 197.
15% delas foram identificadas nos últimos sete anos.


Duas novas espécies de rãs foram descobertas no Panamá por cientistas do Instituto Smithsonian de Investigações Tropicais, informou a própria instituição nesta quinta-feira (27).
São elas a Pristimantis educatoris, encontrada no Parque Nacional Omar Torrijos, da capital panamenha, e a Pristimantis adnus, que vive na província de Darién, na fronteira com a Colômbia.
Pristimantis educatorisPristimantis adnus (Foto: Andrew Crawford / AFP)
Uma equipe de cientistas dirigida por Karen Lips notou que um dos anfíbios recolhidos no parque da capital era maior que os espécimes coletados em outros sítios, segundo um comunicado.
Ao comparar suas formas com as demais, chegaram à conclusão de que "eram, na realidade, uma nova espécie para a ciência", comunicou o Smithsonian.
O nome Pristimantis educatoris foi uma homenagem a Jay Savage, professor de biologia da Universidade de Miami.
Pristimantis educatorisPristimantis educatoris (Foto: A. Crawford / AFP)
Já a Pristimantis adnus deve seu nome às siglas ADN (de ácido desoxirribonucleico).
"Optamos por este último nome para ressaltar as técnicas genéticas das quais nos servimos para identificá-las", disse o cientista Andrew Crawford.
A nova descoberta eleva o número de espécies de rãs descritas no Panamá e Costa Rica a 197, com 15% delas identificadas nos últimos sete anos.


G1

30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...