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domingo, 8 de maio de 2011

Pererecas venenosos

Pererecas são menores que os sapos e as rãs, tem pernas finas e longas podendo saltar ate 2m de distância.
As pontas de seus dedos tem um tipo de ventosa que permite que este animal possa escalar árvores e paredes.

Costumam viver em árvores e sua principal caracteristica são os olhos esbugalhados.
Hábtat: geralmente em árvores
Tamanho: menos de 10cm
família: Hylídeos

A maioria das pererecas venenosas vivem na america do sul e central.
As de cores fortes como amarelo com preto ou vermelho com preto são as mais venenosas.

Perereca ou rela é o nome comum que se dá aos anfíbios anúros da familia Hylidae.De pequeno porte, caracterizam-se pelos dedos caracterizados em ventosa, que lhes permitem prender-se a superfícies verticais.
As pererecas, assim como sapos e rãs, estão sendo banidos devido alterações e destruição de seu habitat e, apesar de causarem certo nojo e pavor, são indicadores de um meio ambiente saudável.
Alimenta-se principalmente de insetos e outros invertebrados, mas algumas espécies maiores podem alimentar-se de pequenos vertebrados.

São facilmente encontradas no verão, na estação chuvosa, época em que há um maior número de locais propícios à reprodução.Os Hylídeos depositam seus ovos em uma variedade de diferentes lugares, dependendo da espécie. Muitas usam lagoas, outros usam poças d'água que coletam os buracos de suas árvores, enquanto outros usam as bromélias ou outras plantas de retenção de água. Outras espécies colocam seus ovos sobre as folhas de vegetação emergente da água, permitindo aos girinos cair na lagoa quando eclodem.


Os anfíbios (gr. amphi = dupla + bios = vida) incluem três grandes ordens: anuros (sapos e rãs), urodelos (salamandras, tritões e afins) e ápodos (cecílias), além de várias formas fósseis do Devónico (considerado a idade dos anfíbios) e períodos seguintes. O nome da classe refere, adequadamente, que a maioria das espécies passa parte do seu ciclo de vida em terra e parte em água doce (nunca vivem no mar).

As salamandras apresentam cabeça e pescoço distintos, tronco longo (cilíndrico ou achatado) e uma longa cauda.

Sapos e rãs têm cabeça e tronco unidos num grande corpo achatado, sem pescoço e cauda, patas anteriores curtas e posteriores longas.

As cecílias são vermiformes, sem patas e com pequenas escamas internas na pele.

São comuns em regiões temperadas mas a grande maioria é tropical, embora alguns vivam em zonas frias (congelam no período frio) ou desérticas (escondem-se durante o período seco e são nocturnos).


Tanto na estrutura como na função, os anfíbios situam-se entre os peixes e os répteis, sendo o primeiro grupo de cordados a viver em meio terrestre. Os primeiros anfíbios apresentavam pulmões mas também tinham características típicas de peixe, como a pele coberta de escamas e uma cauda suportada por raios cartilagíneos.

A adaptação á vida em meio terrestre levou ao surgimento de características como patas, pele e pulmões (para facilitar a respiração), narinas em comunicação com a cavidade bucal, excreção de menor quantidade de produtos tóxicos e órgãos dos sentidos que funcionam tanto em terra como na água.

Apesar das suas muitas adaptações ao meio terrestre, os anfíbios como grupo estão limitados, na sua expansão para meios secos, pela sua dependência da respiração cutânea, incapacidade de produzir urina concentrada e falta de um ovo resistente á dessecação.

Como evoluíram os anfibios

Entre as muitas espécies de peixes que habitavam o globo no Devoniano, um grupo desempenhou um grande papel na evolução: foram os Crossopterígeos, ancestrais imediatos dos primeiros vertebrados terrestres.
A passagem da água para a terra foi uma passo muito significativo para a evolução. Iniciou-se no final do Devoniano com os primeiros anfíbios e mais tarde foi completada pelo desenvolvimento dos répteis no Paleozóico Superior.

A chamada saída das águas ocorreu há mais ou menos 350 milhões de anos, quando alguns Crossopterígeos subiram à terra, provavelmente a procura de áreas úmidas e assim devem ter originado os anfíbios. Essa transmigração exigiu múltiplas transformações anatômicas e fisiológicas, cujo resumo se pode observar seguindo a transformação de um girino em rã.

Os primeiros anfíbios eram providos de ossificações numerosas e maciças, dentes complexos e escamas ossificadas na pele. O primeiro tetrápode conhecido foi o Ichthyostega, que possuia uma anatomia comparada aos Crossopterígeos, mas um teto craniano diferente e a presença de membros locomotores.

Entre as inúmeras modificações do esqueleto que os anfíbios passaram, muitas parecem ligadas à necessidade de uma vida terrestre (ou pelo menos parcialamente terrestre). A coluna vertebral é reforçada por costelas fortes; a cintura escapular é libertada, adquirindo mobilidade e reforçando-se ventralmente; a cintura pélvica fixa-se a coluna vertebral. O conjunto de ossos que cobrem as brânquias dos peixes reduz-se e um dos seus elementos, transformado em membrana, vai permitir a audição no meio aéreo: trata-se do tímpano; o osso que liga, a partir de então, o tímpano ao ouvido interno e transmite as vibrações, a columela, não é mais que a parte dorsal do arco hióideo que servia para sustentar a mandíbula dos peixes (Ricqlès, 1989).

Ichthyostega

Este é considerado o tetrápode mais primitivo do mundo a andar sobre a Terra viveu no Devoniano da Groenlândia

Paleoecologia

A grande questão que envolve o aparecimento dos anfíbios é explicada pela Paleoecologia. A seca temporária dos lagos onde viviam numerosos Sarcopterígios no Devoniano, talvez tivesse favorecido os indivíduos capazes de respirar o ar atmosférico, de resistir a dessecação e até de se deslocar do solo em busca de água. O meio terrestre, já invadido por vegetais e artrópodes, consistia em um novo reservatório de recursos alimentares, potencialmente exploráveis. Uma vez diferenciados, os anfíbios primitivos vão diferenciar-se muito, isto é, dar origem a um número elevado de espécies desde o Carbonífero Inferior até o Triássico Superior.

Mal conhecidos no Carbonífero Inferior, abundam os pântanos hulhíferos do Carbonífero Superior.

Particularmente variados e numerosos nos ecossistemas do Permiano Inferior, os anfíbios chegam mesmo a adaptar-se a meios francamente terrestres. Todavia a maioria readapta-se ao meio aquático no Permiano Superior e no Triássico.

As principais características dos anfíbios são:

A pele é úmida e glandular, formando um revestimento corporal fino e sem escamas, o que tornaria estes animais pequenos demasiado expostos a predadores. Por esse motivo surgem numerosas glândulas secretoras (A) de substâncias tóxicas ou alucinogénias.

O esqueleto é, em sua grande maioria, ossificado, o crânio apresenta dois côndilos occipitais, e as costelas (quando presentes) não estão ligadas ao esterno.

De modo geral têm dois pares de patas. As extremidades (com 4 ou 5 dedos) servem para andar, saltar (este modo de locomoção parece ter evoluído como uma forma rápida de escapar a predadores para a água) ou nadar, nunca existindo barbatanas pares e nas impares não existem raios de sustentação. Alguns não apresentam patas.

A pele dos anfíbios atuais é rica em glândulas mucosas e venenosas. O muco umedece a pele, protegendo-a da dessecação e auxilia na respiração cutânea. As glândulas venenosas produzem alcalóides de elevada toxicidade que atuam sobre o coração, reduzem a respiração, ou atacam o sistema nervoso. O veneno de certas rãs é usado por índios sul-americanos para envenenar suas flechas. Os anfíbios atuais não possuem escamas verdadeiras, sua pele pode possuir as mais variadas colorações, podendo alguns inclusive mudar de cor.

Sistema digestivo dos Anfíbios

Sistema digestivo associado a um par de orifícios (narinas) em comunicação com a cavidade bucal, fechadas por válvulas que impedem a entrada de água e onde se realiza a percepção química. A boca geralmente apresenta dentes finos e língua protrátil cuja base frontal é fixa.

Girinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimentaçao dos adultos é quase exclusivamente carnívora e inclui desde pequenos moluscos, artrópodes e pequenos vertebrados até mamíferos.

Órgãos dos sentidos dos Anfíbios

Órgãos dos sentidos incluem olhos protegidos por pálpebras móveis e glândulas lacrimais (protegendo o olho num meio seco e cheio de partículas estranhas como é o terrestre), ouvidos com columela (desenvolvida a partir de ossos mandibulares dos peixes) e tímpano externo (sapos e rãs), permitindo uma ampliação dos fracos sons transmitidos pelo ar.

Com excepção das cecílias, cujo modo de vida obriga a utilizar o olfato, a maioria dos anfíbios utiliza a visão para detectar as presas, mesmo de noite.

Sistema circulatório dos Anfíbios

Sistema circulatório tem um coração com três câmaras (duas aurículas e um ventrículo), glóbulos vermelhos ovais e nucleados.

Sistema respiratório dos Anfíbios

Sistema respiratório apresenta brânquias (pelo menos em algum estádio da vida) e/ou pulmões, embora a pele e a mucosa bucal, separadamente ou em combinação, também sejam utilizadas, dependendo da etapa da vida do animal.

Entre os anfíbios podem ocorrer respiração branquial, cutânea, bucofaringeana e pulmonar, podendo atuar conjuntamente dois ou três mecanismos. Os girinos (formas jovens) respiram através de brânquias, que podem ser internas ou externas. Geralmente após a metamorfose as brânquias atrofiam e há um maior desenvolvimento dos pulmoes. A respiraçao cutânea ocorre nas formas adultas e jovens. No entanto, existem adultos sem pulmoes, onde predomina a respiraçao cutânea.

Algumas espécies de salamandras não apresentam pulmões, dependendo totalmente da pele e da cavidade bucal para a absorção de oxigénio. Na laringe de sapos e rãs existem cordas vocais, com as quais os machos emitem os chamamentos de acasalamento.

Sistema excretor dos Anfíbios

Sistema excretor composto por rins mesonéfricos.

A reprodução apresenta geralmente três fases: ovo, larva e adulto, ocorrendo uma metamorfose radical na passagem de larva aquática a adulto.

A fecundação é interna (geralmente urodelos e ápodos) ou externa (anuros), sendo as espécies geralmente ovíparas. A maioria deposita os seus ovos na água mas algumas espécies vão a terra para o fazer e outras ainda retêm os ovos no interior do corpo de formas diversas.

Quando a fecundação é interna, o esperma é transferido para o corpo da fêmea envolto numa cápsula gelatinosa - espermatóforo - como no caso dos urodelos ou através de um órgão semelhante a um pénis, como no caso dos ápodos. Para que tal aconteça com eficácia deve existir muita coordenação de movimentos, obtida por complicados rituais de acasalamento.

Os ovos contêm uma quantidade de vitelo apreciável e são envolvidos por uma capa gelatinosa que seca rapidamente em contacto com o ar, mas não têm anexos embrionários. Podem ser postos apenas 2 ou 3 ovos, soltos ou em cordões, mas algumas espécies atingem os 50000 ovos por postura.

Nas espécies que colocam os ovos em terra ou os retêm, o desenvolvimento é directo, pois a larva permanece no ovo até emergir como uma miniatura do adulto. Estas espécies têm a vantagem de se libertarem da dependência da água para a reprodução pois não existe fase larval aquática.

Os anfíbios não parecem organismos particularmente atraentes ou importantes mas são importantes controladores das populações de insetos e outros que rapidamente se podem tornar uma praga para o ser humano.

No entanto, não damos o devido valor a estes animais, cortando-lhes o acesso aos locais de reprodução com estradas e caminhos de ferro, drenando áreas úmidas e matando-os como animais "peçonhentos".

Atualmente uma nova e insidiosa ameaça surge contra esta classe, o desaparecimento da camada de ozônio e o uso intensivo de pesticidas na agricultura. Estes problemas não afetam apenas os seres humanos mas igualmente os anfíbios de pele nua, cujas populações estão em declínio acentuado devido ao aumento das radiações U.V. e cujos sistemas imunitários são permanentemente afetados pelos venenos transportados pelo vento.

Indicadores ambientais

Os anfíbios são verdadeiros sensores ambientais, denunciam a degradação de uma área antes de qualquer outra espécie e, se estudados, global e sincronicamente, eles têm a capacidade de comunicar o que está acontecendo com nosso planeta. São como um alerta vermelho (Conservation International - CI).

A Amazônia (não só a brasileira) e a Mata Atlântica, são os biomas mais importantes para a conservação dos anfíbios, por conta da grande diversidade de espécies e alto grau de endemismo (espécies que só ocorrem em um determinado local). Das 600 espécies de anfíbios registradas no Brasil, 455 (76%) existem apenas aqui. Somente na Mata Atlântica, foram catalogadas 372 espécies, sendo 260 (70%) endêmicas (Conservation International - CI).

Um dos motivos da sensibilidade dos anfíbios à saúde do meio ambiente está relacionado a seus diversos modos reprodutivos. Há espécies que depositam seus ovos em meio aquático (água corrente ou parada); em meio semi-aquático (em ninhos de espumas flutuantes ou na vegetação acima d’água); e ainda em ambiente terrestre, no solo da mata. Outros fatores que afetam a atividade reprodutiva dos anuros (sapos, rãs e pererecas) são a temperatura do ar, a quantidade de chuvas, a luminosidade, além da ação humana. Ao menor desequilíbrio em seus habitats naturais, o anfíbios - sobretudo os anuros - reduzem sua capacidade reprodutiva, podendo-se observar o rápido desaparecimento de populações (Conservation International - CI).

Observações sobre os representantes da Ordem Apoda (Gimnophiona)

Em diversos livros a cobra-cega é mostrada como sendo um anfíbio apoda (Ordem Gymnophiona) e o réptil anfisbenídeo como cobra-de-duas-cabeças.

O que acontece é que o nome popular "cobra-cega" é dado tanto para este anfíbio apoda como para o anfisbenídeo. Além disso, o anfisbenídeo é mais facilmente encontrado do que o anfíbio apoda. Uma espécie (Amphisbaena mertensii) é encontrada na Mata dos Godoy, ela apresenta hábitos subterrâneos e alimenta-se de pequenos invertebrados. Sua pele é dividida em anéis transversais.

Apresenta os olhos vestigiais, recobertos pela pele, daí vem o nome cobra-cega. Sua cauda é curta e grossa parecendo uma cabeça, de onde vem o nome cobra-de-duas-cabeças.

Família Ceciliidae - Siphonops annulata (cobra-cega)

Obs – É muito comum as pessoas confundirem a cobra de duas cabeça com a cobra cega. No entanto, a primeira é um réptil, apresentando a pele sulcada tanto no sentido transversal como longitudinal, formando uma série de reticulações, ao passo que a cobra-cega (anfíbio) tem um certo número de anéis e os segmentos são lisos, reluzentes.

Não apresentam apêndices locomotores. Seu corpo é recoberto por uma pele disposta em anéis. Elas vivem na terra como as minhocas e alimentam-se de larvas e outros pequenos animais.

Possuem hábitos fossoriais, isto é, vivem enterradas. Por isso possuem olhos pequenos e dependem de receptores químicos para detectar suas presas.

Podem ser aquáticas ou terrestres, mas todas respiram por pulmões. Alimentam-se de larvas de insetos, minhocas, vermes e insetos. São encontradas em hábitats tropicais.

Fonte: www.fag.edu.br

Chuva de pererecas e rãs assusta cidade na Hungria

Alguns moradores chegaram a pensar que era um sinal do Apocalipse. Outros se assustaram com as pererecas que caíam…



Parece até cena de filme, mas o fato realmente aconteceu. Uma chuva de rãs pegou de surpresa os moradores da cidade de Rákóczifalva, a 100 km a leste de Budapeste, informou a imprensa local.

“Quando vi que meu guarda-chuva estava cheio de rãs me assustei muito”, disse um morador da aldeia, citado pelo site index.hu, enquanto outros relataram que tinham visto “muitíssimos” destes animais.

“Não gosto destas criaturas e corri em busca de proteção em uma estação de ônibus. Nunca vi algo semelhante”, assegurou outra testemunha do fenômeno.

Antes que alguém pense que é uma refilmagem do filme Magnólia, existe uma explicação para o ocorrido. Segundo especialistas, quando são formadas nuvens cumulonimbus (que provocam tempestades) e o ar quente sobe, pequenas plantas ou animais, como rãs, aranhas ou peixes, podem ser levados para as nuvens. Posteriormente eles são “descarregados” em forma de chuva. Assim, como tudo que sobe tem de cair, os animais e objetos podem cair a quilômetros de distância do lugar de origem.



Pode realmente acontecer uma a chuva de rãs?
por Julia Layton

Quando as rãs cobriram o Egito, no livro de Êxodo, que era um sinal de profunda preocupação. E isso foi apenas a praga n º 2 de 10. Se você já acordou e viu a poucos centímetros da porta da sua casa um sapo, você sabe que não é uma imagem bonita.

Claro, você provavelmente não acordou para uma cena tão horrível. Você provavelmente não tenha tido uma experiência em torno de uma tempestade e teve seu carro atingido por aquilo que você pensou que era granizo, mas acabou por descobrir que eram  sapos congelados. Mas algumas pessoas tiveram essa experiência. Embora não seja o fenômeno climático mais comum no mundo, não é tão rara quanto se poderia pensar. Isso acontece em todo o mundo, pelo menos desde o século I dC - quando o naturalista romano conhecido como Plínio, o Velho, descreveu o evento - e tão recentemente quanto em 2005, na Sérvia .

Você pode ouvir um relato de chova de sapos - e outros objetos inesperados, alguns nem mesmo orgânicos - pelo menos uma vez por década ocorre. Anfíbios chuva parecem estar pegando na freqüência. Nos últimos 20 anos, os jornais têm encontrado mais oportunidades do que nunca para escrever sobre sapos caindo do céu. Por razões desconhecidas, a Grã-Bretanha parece ser especialmente sensíveis nos últimos anos. 

Apesar de ser um fenômeno muito raro a "chuva" de rãs, sapos e outros pequenos animais como peixes e lagartixas já foi registrada em vários lugares do mundo. Mas não comece a pensar em pragas bíblicas porque a queda do céu destes bichinhos desafortunados pode ser facilmente explicada cientificamente.A causa na verdade é bem singela. As fortes correntes ascendentes de ar que encontramos nos tornados ou nas tempestades de alta intensidade podem absorver ou empurrar para cima qualquer objeto ou animal que não tenha sido suficientemente precavido para procurar um refúgio. Por isto ninguém ouve falar em chuva de toupeiras ou coelhos, que procuram abrigo rapidamente em caso de tempestade.Uma vez empurrados para o núcleo da tempestade ou tornado, as correntes ascendentes os mantêm dentro das nuvens, sendo fustigados por fortes correntes de ar até que a tempestade perca intensidade. Aí então, tudo o que tinha sido absorvido pela tempestade cede ante a lei da gravidade e cai, criando uma verdadeira "chuva".Quando estudamos as correntes de ar que se encontram dentro das tempestades vemos que não é tão estranho que isto aconteça, já que os ventos ascendentes podem chegar a 200 km/h, capazes de lançar para o alto qualquer objeto que tenha sido absorvido. Este fenômeno já matou vários praticantes de asa-delta que, por um excesso de confiança, voaram perto demais de um tornado e acabaram sendo empurrados até seu "cume", a mais de 11 mil metros de altura.A esta altura as temperaturas são tão baixas que qualquer ser vivo morre congelado. Alguns pilotos chegaram mesmo a tentar desprender-se da asa-delta para lançar-se em queda livre, mas os ventos eram tão intensos que eles foram empurrados para cima da mesma forma.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

'Perereca de fogo' é descoberta em floresta da Bahia

Pesquisadores descobrem 'perereca de fogo' em floresta da Bahia

Animal de 5,5 cm vive na fronteira entre Mata Atlântica e caatinga.
Além da cor, hábito de carregar ovos nas costas distingue espécie.

Reinaldo José LopesDo G1, em São Paulo


Quem der de cara com o anfíbio abaixo pode até pensar, por alguns instantes, que viu um dragão em miniatura. A cor vermelho-brasa é tão marcante que rendeu à perereca o apelido de "chama" -- ou, em latim, Gastrotheca flamma, para ser mais exato. O bichinho, natural de uma área da Bahia onde a Mata Atlântica se encontra com a caatinga, acaba de ser descrito oficialmente por dois pesquisadores brasileiros.

 

Foto: Reprodução

O bicho em seu habitat natural (Foto: Reprodução)

Os detalhes da descoberta estão em artigo na revista científica "Zootaxa", especializada em biodiversidade. A "perereca de fogo" foi encontrada na serra da Jibóia (município de Santa Terezinha) por Flora Acuña Juncá, da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), e teve sua anatomia estudada em detalhes pelo doutorando em zoologia Ivan Nunes, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

As razões para o "disfarce de dragão" do bichinho de 5,5 cm ainda não estão claros, contou Nunes ao G1. "A gente tem apenas um exemplar [uma fêmea], o bicho é raro em coleções", diz ele. "Todo anfíbio tem algum tipo de toxina na pele, e os de cor mais forte normalmente são mais venenosos. Mas também há bichos muito coloridos que apenas simulam o veneno, sem tê-lo de verdade. Ainda não dá para dizer qual é o caso desse bicho."

 

Segundo o especialista, outra dificuldade de estudar o bicho é o fato de ele viver no dossel, o "andar de cima" das florestas. Só é possível capturar indivíduos para estudo nas raras vezes em que eles descem e se tornam mais visíveis para os pesquisadores. No caso da "perereca de fogo", esse habitat é uma caatinga bem mais arborizada que a média, ainda com forte influência da Mata Atlântica, ecossistema onde se encontram as outras seis espécies do gêneroGastrotheca no Brasil. 

Peculiaridades

Duas coisas um tanto misteriosas cercam as pererecas Gastrotheca. O primeiro é justamente o fato de existirem sete espécies "perdidas" na Mata Atlântica, quando há dezenas de outras... nos Andes, a quase 1.500 km de distância. "O que se imagina é que havia uma ligação entre a Amazônia e a Mata Atlântica, permitindo que as espécies chegassem até aqui", explica Nunes.

 

O outro detalhe esquisito é a presença de uma bolsa, que lembra a dos cangurus, nas costas das fêmeas. Os ovos são carregados ali dentro até completar seu desenvolvimento, um cuidado com a prole incomum entre anfíbios. Aliás, o nome Gastrotheca (bolsa no estômago, em grego latinizado) é um erro, já que o marsúpio fica nas costas. "A gente brinca que ela deveria se chamar Dorsotheca", diz Nunes.


Fonte: G1

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