domingo, 29 de julho de 2012
Zoo investe em animais ameaçados
Iniciativas chegam a receber investimentos de até US$ 350 mil ao ano.
Apesar do gasto, 83% das espécies não atingem metas de reprodução.
Após farejarem cuidadosamente a grama, três guepardos do centro de reprodução de animais de Front Royal, na Virgínia, nos Estados Unidos, começaram a correr em círculos frenética e repentinamente. Era um sinal de que uma guepardo fêmea, que costuma ficar no pátio, estava no cio. Em seguida, um dos machos soltou um rugido baixo –um sinal de um estado ainda maior de excitação. Os outros machos ficaram de lado.
Para maximizar as chances de um acasalamento bem-sucedido, os cientistas aprenderam a separar os guepardos por gênero, até mesmo os impedindo de verem um ao outro antes de acasalarem. Descobriu-se que a familiaridade também pode desestimular os guepardos. Finalmente, chegou a hora de trazer a fêmea. Ela parecia incomodada com a avidez do macho e não assumiu uma posição de acasalamento. O encontrou fracassou.
Com o aumento das extinções e a destruição de habitats, os zoológicos estão tentando fazer com que 160 espécies ameaçadas se reproduzam em cativeiro. Contudo, embora o acasalamento na natureza pareça algo básico, que ocorre sem esforço, em cativeiro o processo é bem diferente.
Nos zoológicos norte-americanos, 83% dessas espécies não estão atingindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, informa a Associação dos Zoológicos e Aquários dos Estados Unidos. No caso dos guepardos, menos de 20% dos que habitam os zoológicos norte-americanos conseguiram se reproduzir.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Acasalamento com ritual bizarro entre animais. Veja o Top 10
10. Ritual de acasalamento do Hipopótamo
10. O hipopótamo macho age de uma maneira bastante peculiar para chamar a atenção de uma fêmea. Ele se põe em um local de destaque, defeca em si mesmo e usa a sua cauda girando com hélice, espalhando as fezes por todos os lados buscando atrair uma fêmea fértil. E incrivelmente é que funciona.
O hipopótamo não é o único animal a usar fezes e urina, como forma de sinal de compatibilidade genética com um parceiro em potencial, mas eles são os animais que o levam ao extremo mais revoltante.
9. Ritual de acasalamento dos Platelmintos
Porque elas são hermafroditas, ou seja, têm as duas células reprodutivas: são masculinas e femininos ao mesmo tempo, e fertilizam os ovos internamente pela cópula . Esses turbelários põem o pênis para fora e duelam com o genital masculino para decidir qual deles fará o papel de fêmea.Um duelo em que cada um tenta impregnar o outro e o perdedor assume o papel feminino de desenvolver os ovos.
8 - ritual de acasalamento mosquito
Em certos mosquitos, o coito parece incluir o beijo, mas na realidade é a sucção do sexo feminino com fluidos corporais do macho. Romântico, não?
7 - ritual de acasalamento do tamboril (pescador)
O tamboril (também chamado Pescador) tem um método bastante incomum de reprodução. O pescador macho é muito menor do que a fêmea e completamente diferentes na aparência. É do tamanho de um dedo pequeno e de cor preta. Quando um pescador macho amadurece, seu sistema digestivo se degenera, tornando impossível para ele se alimentar por conta própria. É preciso agora encontrar uma fêmea ou morrer de fome. O pescador macho tem dentes tipo pequeno gancho, que ele usa para juntar-se ao sexo feminino. Uma vez que ele morde sua pele, ele libera uma enzima que dissolve a pele da boca e do seu corpo. Os dois se fundem e seus vasos sangüíneos se juntam como um só. O macho vai passar o resto da sua vida ligado ao sexo feminino como um parasita, recebendo todos os seus nutrientes de seu corpo. Uma fêmea pode transportar até seis corpos de macho no corpo de cada vez. Este método bizarro de reprodução ajuda a garantir que quando a fêmea está pronta para desovar, ela tem um companheiro imediatamente disponível. A fêmea colocará seus ovos em uma folha fina de material gelatinoso dois ou três pés (cerca de um metro) de largura e cerca de 30 pés (9 metros) de comprimento. Esta fina camada de ovos flutua livre no mar até que os ovos eclodem, as larvas minúsculas. Uma vez eclodidas, as larvas nadam até a superfície e se alimentam de plâncton. À medida que amadurecem, eles retornam para as profundezas abaixo.
O pescador em alto mar é encontrado em todo os oceanos do mundo em profundidades superiores a 3.000 pés (914 metros). Nessa profundidade, quase não há luz ea água está gelada próximo. Muitas espécies de tamboril são pescadas comercialmente no mundo todo. Eles são comparados a lagosta em sabor e textura. No Japão, o tamboril é considerado uma iguaria e pode buscar um preço premium.
6 - ritual de acasalamento de Peixes Ciclídeos.
Ovos de peixes da família Cichlidae são fertilizados pelo macho, enquanto chocados na boca da fêmea.
Ciclídeos Africanos têm comportamentos muito interessantes. A maioria são o que chamamos de "criadeiras boca materna", isto é, as mães carregam os ovos e os jovens em suas bocas. Uma vez que o macho fecunda os ovos, a fêmea vai buscá-los, e os incuba na boca por um período de três semanas a 31 dias, dependendo da espécie. Muitos pesquisadores acreditam que esse comportamento é um avanço na evolução dos métodos de reprodução, uma vez que proporciona maior proteção para os descendentes durante um período delicado de seu desenvolvimento. Mesmo depois de o jovem ter sido liberado, a mãe freqüentemente os levá-os em sua boca quando estão ameaçados.
5 - ritual de acasalamento da Lesma
A lesma macho tem um pênis tão grande que ele deve encontrar um companheiro de tamanho comparável - ou correr o risco de que abocanhado.
Como hermafroditas, lesmas possuem ambos os órgãos reprodutores masculino e feminino. Simplificando, quando dois 'bilaus' começam a tentar a cópula, ambos estão tentando engravidar a outra. Às vezes eles conseguem, outras vezes ... seus pênis ficam emaranhados.
Porque seu pênis pode ser o mesmo tamanho de seu corpo, eles precisam encontrar um companheiro que estão no mesmo tamanho. Se acontecer esse problema eles não vão caber corretamente em seu amigo especial vai roer-lhe como um pedaço de carne seca para resolver o problema. A lesma, agora desprovido, acaba sendo o "feminino".
4 - Ritual de acasalamento da Serpente da cinta vermelha
Durante a época de acasalamento, a serpente da liga do lado vermelhose engaja em uma orgia massiva, com uma fêmea, tendo centenas de parceiros.
Quando chega a hora das cobras hibernarem, eles convergem em grupos que podem chegar a um número de até 30 mil, o que é provavelmente uma coisa muito assustadora.
Quando uma fêmea se junta à multidão, até 100 machos saltarão dela, em seguida, e formar uma bola de acoplamento, que é exatamente o que parece.
Observe que alguns machos vão realmente tirar partido desta situação, liberando feromônios femininos. Vamos deixar por isso mesmo...
3 - ritual de acasalamento do percevo
O percevejo companheiros do sexo feminino, obtendo espetou no abdômen pelo pênis do macho.
o percevejo é projetado com uma faca-pênis que impregna percevejos a fêmea simplesmente a apunhalando.
O percevejo tem um sistema circulatório aberto, relativamente simples, portanto, o percevejo macho tem uma boa chance de engravidar e não matar o percevejo do sexo feminino com sua faca-pênis. O processo é chamado oficialmente de "inseminação traumática".
2 - ritual de acasalamento do porco-espinho
O macho porco-espinho tem o consentimento do sexo feminino com uma longa corrente de urina antes do acasalamento.
Os porcos-espinho tem um hábito muito mau cheiroso. Como parte do ritual de conquista, o macho banha a fêmea com sua urina. Se ela não se opuser, é uma demonstração de que está pronta para acasalar.
N º 01 - ritual de acasalamento polvo (Octopus)
O pênis do polvo macho quebra durante o acasalamento, mas não se preocupe, ele vai crescer de volta na temporada seguinte.
O pênis do polvo feito ppelo terceiro braço do macho à direita, é chamado hectocotylus e é desmontável. O acasalamento pode durar duas horas por diversas vezes, e o macho introduz o hectocotylus na cavidade as guelras ", onde depõe os espermatóforos (malotes cheios de milhões de espermatozóides), mas os parceiros mantêm a distância. Parceiros reconhecem uns aos outros pelo olfato e tato. Durante o acasalamento, o macho perde a sua hectocotylus, mas até a próxima temporada, ele vai gerar um novo.
sábado, 18 de setembro de 2010
Temporada de acasalamento entre cervos começa na Alemanha
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Tubarão-baleia. Cientistas acreditam que fêmea pode “estocar” esperma após o acasalamento.
O estudo, uma análise genética de 29 embriões que foram retirados de um tubarão-baleia fêmea capturado perto de Taiwan, em 1995, constatou que apesar de estarem em diferentes estágios de desenvolvimento, todos os embriões tinham o mesmo pai.
Os dados sugerem que os tubarões-baleia fêmea acasalam apenas uma vez, armazenam o esperma e fertilizam seus próprios ovos (que se desenvolvem em embriões) no futuro, conforme eles são produzidos.
Se o acasalamento ocorre aleatoriamente, isso dá a fêmea uma espécie de reprodução “segura”. Assim, ela tem esperma disponível para continuar a fertilizar seus próprios ovos, mesmo se não encontrar outro macho adulto.
Com cerca de 5 a 12 metros de comprimento, os tubarões-baleia são as maiores espécies de peixe. Eles vivem em águas quentes do mundo todo, mas os pesquisadores geralmente começam a estudá-los apenas em águas costeiras, onde jovens do sexo masculino se alimentam. Grande parte da vida dos tubarões parece ocorrer em mar aberto, onde eles são difíceis de observar. Ninguém jamais viu tubarões-baleia se acasalarem.
Tampouco fêmeas grávidas são uma visão comum. A primeira (de apenas três já relatadas) foi essa capturada em Taiwan. Ela tinha 304 embriões em seu útero, desde embriões desenvolvidos de 42 centímetros até ovos de 64 centímetros de comprimento, quase livres do útero.
Usando análises genéticas – essencialmente, um teste de paternidade para tubarões – os pesquisadores foram capazes de determinar que todos os embriões, muito provavelmente, eram do mesmo pai.
Os resultados surpreenderam os pesquisadores, porque a maioria dos tubarões estudados dá à luz a ninhadas de meio-irmãos após as fêmeas acasalarem com vários tubarões machos de uma vez. Embora seja possível que o tubarão-baleia fêmea acasale sempre com o mesmo macho ao longo do tempo, esse tipo de monogamia é inédita em tubarões. O mais provável é que a fêmea armazene o esperma.
Os pesquisadores não têm certeza quanto tempo os tubarões-baleia podem armazenar esperma, ou quantas vezes eles acasalam. Conclusões firmes sobre toda uma espécie não podem ser tiradas a partir de um único tubarão.
É possível, mas estatisticamente improvável, de que havia um outro pai, cujos embriões resultantes não foram guardados para o teste. É também possível que os tubarões-baleia se acasalem com vários machos, mas não esta exemplar em particular. Outra possibilidade é que dois tubarões com DNA quase idêntico acasalaram com esta fêmea, mas esta última possibilidade é também muito improvável.
Replicar o estudo vai ser difícil. O tubarão-baleia é listado como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, e é protegido por causa de sua captura em todo o mundo. Os poucos que são encontrados em aquários geralmente tem menos de 25 anos e não estão sexualmente maduros. Adultos do sexo feminino somente reúnem-se em alguns pontos do mundo, sobretudo no Mar de Cortez e perto das Ilhas Galápagos. Os pesquisadores estão agora tentando entender o que há de especial nesses pontos e se as fêmeas grávidas de lá podem ser estudadas. [ LiveScience]
sábado, 7 de agosto de 2010
Existe bicho macho com dois pênis e bicho fêmea com duas vaginas?
Feitos um para o outro
Fêmeas possuem duas vaginas em espécies com machos de pênis bifurcado
1. O pênis de algumas espécies de marsupiais, como cuícas e gambás, é bifurcado na ponta
2. As fêmeas dessas espécies, por sua vez, também têm duas vaginas. Na hora do acasalamento, cada parte do pênis penetra numa vagina, depositando o sêmen
3. O aparelho reprodutor dessas fêmeas também possui dois úteros, onde os filhotes são gestados simultaneamente
4. Para completar a esquisitice, quando estão para nascer, os filhotes são expulsos do corpo da mãe por um terceiro orifício, conhecido como falsa vagina
Fonte: Mundo Estranho
Autor: Yuri Vasconcelos
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Anfíbios preferem se reproduzir na Lua cheia

De acordo com a luz da Lua, um grande número de machos e fêmeas se reúne nos mesmos locais. Dessa forma, eles maximizariam as possibilidades de reprodução e, ao mesmo tempo, reduziriam as possibilidades de serem devorados por predadores.
A bióloga Rachel Grant, da Open University, estudava salamandras nos arredores de um lago na região central da Itália em 2005, quando reparou que havia diversas rãs na beira de uma estrada próxima durante uma noite de Lua cheia.
"Embora pudesse ter sido uma coincidência, no mês seguinte, repeti o caminho todos os dias no crepúsculo e descobri que o número de rãs na estrada aumentava quando a Lua estava crescente e atingia um pico na Lua cheia. Depois, voltava a cair", afirmou Grant.
Ao pesquisar a literatura científica, ela encontrou poucos registros sobre o comportamento, de forma que acabou retornando ao local em 2006 para uma pesquisa mais detalhada sobre os anfíbios.
Campo magnético
A partir daí, ela comparou os seus dados com um estudo detalhado sobre os hábitos de sapos e rãs nas proximidades de Oxford, na Grã-Bretanha, realizado pelo supervisor dela, Tim Halliday, e com dados sobre sapos, rãs e salamandras nas proximidades do País de Gales, recolhidos por Elizabeth Chadwick, da Universidade de Cardiff.
"Analisamos os dados e percebemos um efeito lunar em todos os três locais", disse Grant.
O sapo comum (Bufo bufo), por exemplo, chega a todos os seus locais de reprodução, copula e procria por volta da lua cheia. Algo semelhante ocorre no caso da rã comum (Rana temporaria).
As salamandras também teriam a vida sexual afetada pelo ciclo lunar, embora os resultados sejam menos evidentes, segundo Grant.
O encontro das salamandras (Lissotriton vulgaris, L. helveticus e Triturus cristatus) tem seus picos tanto na lua nova quanto na cheia, mas elas "parecem evitar chegar ao local de cópula na época de quarto crescente."
"Isso poderia ocorrer devido ao campo magnético da Terra estar no seu auge nesta época", afirmou Grant, acrescentando serem necessários mais estudos.
BBC Brasil
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Camundongos: fêmea reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz
Fêmea de camundongo reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz estudo
Roedoras usam proteínas da urina para identificar parceiros com pouca variação genética.
Variabilidade no DNA é característica-chave para garantir prole saudável, segundo teoria.
Os seres humanos apanharam um bocado para aprender a "ler" o DNA dos seres vivos, mas as fêmeas de camundongo parecem ter dominado facilmente os rudimentos da prática -- com o melhor dos motivos, claro: sexo. Pesquisadores britânicos descobriram que as roedoras conseguem detectar, só com o cheiro, os machos que têm variabilidade genética mais baixa, e tendem a ficar longe deles.
Para ser mais exato, as fêmeas são capazes de detectar a variação no DNA correspondente a uma substância na urina dos parceiros, o que já é suficiente para estimarem a variabilidade no resto do genoma dos machos. É a primeira vez que essa capacidade de "análise genômica" direta é descoberta numa espécie animal.
Por que diabos as roedoras estariam interessadas em análise de DNA? Certamente não é que elas estejam interessadas em pedir pensão para os machos irresponsáveis. É que a variabilidade genética dá mais opções ao organismo de um animal na era de enfrentar doenças e outras variações ambientais. Bichos geneticamente muito homogêneos tendem a ser mais frágeis a esses fatores e, de quebra, produzem filhotes que acumulam genes nocivos em seu DNA.
Incerteza derrubada
Até hoje, não se sabia se a detecção da variabilidade genética era apenas indireta, ou seja, as fêmeas observavam os machos mais vigorosos e deduziam quais eram os mais diversos geneticamente com base nessa característica. Para tirar a prova, Michael D. Thom e seus colegas da Universidade de Liverpool e da Universidade de Manchester criaram camundongos cuja única variabilidade significativa estava nos genes que contêm a receita para a produção das chamadas MUPs (sigla de "proteínas urinárias principais"). Como diz o nome, tais proteínas estão presente na urina e são facilmente detectadas pelo olfato dos bichos.
Alguns machos tinham genes homogêneos para a produção de MUPs (seu organismo só fabricava um tipo dessas proteínas), enquanto outros tinham cópias variadas desses genes oriundas do pai e da mãe, produzindo dois tipos diferentes de MUPs. O teste foi simples: ver com que tipo de macho as fêmeas preferiam interagir.
O resultado foi claro: as fêmeas passavam muito mais tempo no território dos machos de DNA "diversificado". Embora o acasalamento não tenha sido medido diretamente, os pesquisadores acham que se trata de um sinal claro da preferência das fêmeas por eles.
A pesquisa está na revista científica "Current Biology".
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