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domingo, 29 de julho de 2012

Zoo investe em animais ameaçados

Zoológicos dos EUA investem na reprodução de animais ameaçados
Iniciativas chegam a receber investimentos de até US$ 350 mil ao ano.
Apesar do gasto, 83% das espécies não atingem metas de reprodução.

Após farejarem cuidadosamente a grama, três guepardos do centro de reprodução de animais de Front Royal, na Virgínia, nos Estados Unidos, começaram a correr em círculos frenética e repentinamente. Era um sinal de que uma guepardo fêmea, que costuma ficar no pátio, estava no cio. Em seguida, um dos machos soltou um rugido baixo –um sinal de um estado ainda maior de excitação. Os outros machos ficaram de lado.

Para maximizar as chances de um acasalamento bem-sucedido, os cientistas aprenderam a separar os guepardos por gênero, até mesmo os impedindo de verem um ao outro antes de acasalarem. Descobriu-se que a familiaridade também pode desestimular os guepardos. Finalmente, chegou a hora de trazer a fêmea. Ela parecia incomodada com a avidez do macho e não assumiu uma posição de acasalamento. O encontrou fracassou.

Com o aumento das extinções e a destruição de habitats, os zoológicos estão tentando fazer com que 160 espécies ameaçadas se reproduzam em cativeiro. Contudo, embora o acasalamento na natureza pareça algo básico, que ocorre sem esforço, em cativeiro o processo é bem diferente.

Nos zoológicos norte-americanos, 83% dessas espécies não estão atingindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, informa a Associação dos Zoológicos e Aquários dos Estados Unidos. No caso dos guepardos, menos de 20% dos que habitam os zoológicos norte-americanos conseguiram se reproduzir.

Um guepardo com cinco anos de idade que vive no Instituto Smithsonian em Front Royal, nos Estados Unidos. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)

 Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos em cativeiro e muitos outros animais dando 
segurança às populações, antes que a situação deles na natureza se torne insustentável, disse Jack Grisham, que coordena o plano de reprodução de guepardos da associação há 20 anos. Mas a taxa decepcionante de sucesso leva alguns conservacionistas do setor a questionar se os zoológicos deveriam estar no ramo de reprodução. Muitos dizem que prefeririam ver o dinheiro ser redirecionado para a preservação dos habitats e espécies selvagens.

"Eu ficaria mais feliz com a reprodução em cativeiro se achasse que ela ajuda os guepardos selvagens", disse Luke Hunter, presidente da Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha em esforços globais de conservação de grandes felinos que vivem em meio natural, incluindo os guepardos. "Quando não ameaçados, eles se reproduzem como coelhos em meio natural. Eles não precisam de uma reprodução assistida superdispendiosa –precisam apenas de um espaço onde perambular."


Gastos de US$ 350 mil para reprodução de guepardos
Todo ano, o Zoológico Nacional do Instituto Smithsonian, de Washington, gasta cerca de US$ 350 mil na reprodução de guepardos em seu espaço em Front Royal, que abriga 18 outras espécies. Essa verba sustenta a coleta de dados e a logística da reprodução de animais a longa distância, entre outras despesas. Existem programas semelhantes de procriação de guepardos em outros quatro centros nacionais dirigidos por zoológicos.
Contudo, apesar de duas décadas de esforços contínuos, a população cativa de guepardos da América do Norte – 281 animais – gera em média apenas 15 filhotes por ano, exatamente a metade do que seus tratadores estimam ser necessário para manter um nível saudável de reposição.
Para os guepardos, é muito mais complicado procriar do que, por exemplo, para os seus primos entre os felinos grandes, os leões e tigres, que se reproduzem com facilidade. Porém, não se reproduzem de modo tão complicado quanto os pandas, que desde 2010 não produzem um filhote em cativeiro nos Estados Unidos.
Apesar de não estar ameaçada de modo crítico, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século XX, aproximadamente 100 mil guepardos perambulavam da África ao Mediterrâneo e à Índia, segundo o Instituto Smithsonian. Hoje, representantes da Panthera e da associação de zoológicos estimam que restam entre 7 e 10 mil animais da espécie em meio natural, em consequência da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com fazendeiros.
A Panthera promove programas comprovados que ajudam os guepardos a sobreviverem ao lado das pessoas. O grupo orienta pequenos criadores de animais sobre como prevenir que os felinos devorem seus animais e até mesmo doa cães de guarda treinados para o trabalho. Porém, segundo Grisham, independentemente da agressividade com que os grupos de conservação lutem para preservar as populações selvagens, as pressões são tamanhas que os animais dos zoológicos talvez sirvam algum dia como um banco genético seguro.
Os cientistas tentam a reprodução em cativeiro desta espécie para evitar sua extinção. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)

"Noé se equivocou totalmente"
Os programas de procriação não buscam apenas preservar as espécies, mas também garantir que os zoológicos continuem a se desenvolver. Até os anos 70, os zoológicos eram autorizados a capturar os animais que queriam exibir. Porém, a crescente conscientização da vulnerabilidade de muitas espécies motivou a elaboração de tratados. E a Lei das Espécies Ameaçadas, de 1973, restringe a importação de animais ameaçados, mesmo que para zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a desenvolver programas coordenados de procriação para espécies ameaçadas. Em 2000, a associação abriu um Centro de Gestão Populacional dirigido pelo zoológico Lincoln Park de Chicago, com vistas à realização de análises genéticas e demográficas detalhadas da procriação dos animais, ameaçados ou não, em 235 zoológicos. Membros da equipe da associação elaboram recomendações sobre as melhores formas de viabilizar a procriação de cada uma dessas populações.

Em uma população em cativeiro, assim como nos zoológicos, a prioridade reside nos níveis elevados de diversidade genética, o que busca manter a adaptabilidade das espécies e prevenir a endogamia. O resultado é uma espécie de seleção natural reversa, de modo que os animais com a taxa mais baixa de sucesso passem ao topo da lista de prioridade por conta da raridade de seus genes.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão Populacional, de Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não contam com uma variação genética suficiente para assegurar a sua sobrevivência em cativeiro por longo prazo. A população fundadora média para as espécies nos zoológicos americanos era de aproximadamente 15 animais. Hoje, 20 é o número mínimo considerado hoje pelos zoológicos para os mamíferos maiores.

"Noé se equivocou totalmente", disse Long. "Um, dois ou mesmo uma dúzia de animais de cada espécie não é um número suficiente." A associação dirige cerca de 600 programas cooperativos de procriação, mas até o momento criou apenas planos formais de procriação para 357 espécies. A União Internacional para Conservação da Natureza considera que apenas cerca de 55% das espécies às quais são dedicados planos específicos estão em risco na natureza, entre elas os gorilas-das-planícies-do-oeste e o órix-cimitarra.

Um filhote de guepardo com dois meses de idade que nasceu no Instituto Smithsonian. (Foto: Luke Sharrett/The New York Times)


Ainda assim, 40% dessas 357 espécies sob gestão populacional estão diminuindo – por alguns motivos conhecidos e, em outros casos, desconhecidos. O número de ursos andinos está encolhendo porque os zoológicos passaram a investir menos na reprodução anos atrás e a população se tornou velha demais para procriar. Acredita-se que o cob-do-Nilo, um antílope, esteja sofrendo em cativeiro porque os zoológicos estão alocando menos espaço para essa espécie rara.

Simulando o meio natural
Poucos felinos grandes vivem tão perto dos seres humanos quanto os guepardos. Acredita-se que eles começaram a ser mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Os pesquisadores, porém, ainda estão tentando compreender a dinâmica do acasalamento da espécie, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de procriação de guepardos do Zoológico Nacional do Instituto Smithsonian.
Durante décadas, os zoológicos costumavam encher casas temáticas com todos os tipos de felinos grandes e tratá-los de modo semelhante. Porém, seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos-nebulosos, uma espécie bastante ameaçada que possui manchas menos definidas, acasalam durante a juventude. Se levados ao cativeiro já quando são adultos maduros, ficam extremamente estressados, e o macho pode vir a matar a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes, até os pesquisadores perceberam qual era o problema.

Os guepardos, por sua vez, não vivem em pares. Mas os cuidadores de zoológico entenderam isso apenas nos anos 1990. Mais recentemente, os pesquisadores descobriram que as guepardos fêmeas férteis que não têm laços biológicos ou que não foram criadas juntas não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante sofre tamanho estresse que deixa de entrar no cio.

Para driblar esses problemas com os guepardos e outros animais, os zoológicos estão dando ênfase aos centros de conservação, que se parecem menos com zoológicos e mais com fazendas ou parques de safári. O centro de preservação animal de Front Royal possui espaço suficiente para dar conta das idiossincrasias dos animais e simular o meio natural.

Genes ótimos
Os cinco centros que procriam guepardos agora contam com um número desproporcional de vitórias, incluindo um caso incomum, ocorrido aqui em 2010. Apesar de muitas tentativas, uma guepardo fêmea de 5 anos não conseguiu procriar durante dois anos. Restavam a ela apenas poucos anos de idade fértil, de modo que um novo macho foi trazido da Flórida, a 1.450 quilômetros de distância.

Deu certo. Nascido como filhote único, o guepardo, chamado Nick, foi tirado dos cuidados da mãe por conta de outra descoberta de pesquisa: dentre os grandes felinos, apenas o guepardo não produz leite suficiente para seu bebê se houver apenas um filhote sendo amamentado. Prevendo essa possibilidade, Crosier programou outra gravidez de guepardo para coincidir com a da mãe de Nick.

Enquanto o centro aguardava o outro nascimento, Nick foi alimentado com mamadeira coberta com pele de guepardo, para que não se acostumasse demais com os humanos. Quando o nascimento seguinte – de outro filhote único – ocorreu, os funcionários aguardaram até que a nova mãe se afastasse para comer e então colocaram Nick junto com o novo bebê, esfregando palha nele, para que absorvesse o cheiro do local onde dormiria.

Quando a mãe voltou, os funcionários prenderam a respiração: ela poderia ter matado o filhote facilmente, apenas com um golpe de suas garras. Em vez disso, ela o adotou e cuidou dos dois filhotes. Foi o sexto caso de um transplante assim a acontecer na história dos zoológicos americanos. Poucos meses depois, aos 18 meses, Nick foi separado de sua família adotiva. Crosier espera que ele procrie em breve. "Ele tem ótimos genes", disse ela, com orgulho.
[G1]

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Acasalamento com ritual bizarro entre animais. Veja o Top 10

Dedicamos muitas horas estudando a sexualidade humana. No entanto, como um serviço público, nos sentimos como a expansão do conhecimento pornô-saturado da comunidade da Internet com algumas coisas estranhas relacionadas com o sexo que não se aplica aos seres humanos para uma mudança.


10. Ritual de acasalamento do Hipopótamo
10. O hipopótamo macho age de uma maneira bastante peculiar para chamar a atenção de uma fêmea. Ele se põe em um local de destaque, defeca em si mesmo e usa a sua cauda girando com hélice, espalhando as fezes por todos os lados buscando atrair uma fêmea fértil. E incrivelmente é que funciona.
O hipopótamo não é o único animal a usar fezes e urina, como forma de sinal de compatibilidade genética com um parceiro em potencial, mas eles são os animais que o levam ao extremo mais revoltante.



9. Ritual de acasalamento dos Platelmintos
Porque elas são hermafroditas, ou seja, têm as duas células reprodutivas: são masculinas e femininos ao mesmo tempo, e fertilizam os ovos internamente pela cópula . Esses turbelários põem o pênis para fora e duelam com o genital masculino para decidir qual deles fará o papel de fêmea.Um duelo em que cada um tenta impregnar o outro e o perdedor assume o papel feminino de desenvolver os ovos.


8 - ritual de acasalamento mosquito

Em certos mosquitos, o coito parece incluir o beijo, mas na realidade é a sucção do sexo feminino com fluidos corporais do macho. Romântico, não?

7 - ritual de acasalamento do tamboril (pescador)

O tamboril macho agarra a fêmea como um parasita, vivendo fora de seus alimentos e fertilizantes quando ela está pronta para colocar ovos.

O tamboril (também chamado Pescador) tem um método bastante incomum de reprodução. O pescador macho é muito menor do que a fêmea e completamente diferentes na aparência. É do tamanho de um dedo pequeno e de cor preta. Quando um pescador macho amadurece, seu sistema digestivo se degenera, tornando impossível para ele se alimentar por conta própria. É preciso agora encontrar uma fêmea ou morrer de fome. O pescador macho tem dentes tipo pequeno gancho, que ele usa para juntar-se ao sexo feminino. Uma vez que ele morde sua pele, ele libera uma enzima que dissolve a pele da boca e do seu corpo. Os dois se fundem e seus vasos sangüíneos se juntam como um só. O macho vai passar o resto da sua vida ligado ao sexo feminino como um parasita, recebendo todos os seus nutrientes de seu corpo. Uma fêmea pode transportar até seis corpos de macho no corpo de cada vez. Este método bizarro de reprodução ajuda a garantir que quando a fêmea está pronta para desovar, ela tem um companheiro imediatamente disponível. A fêmea colocará seus ovos em uma folha fina de material gelatinoso dois ou três pés (cerca de um metro) de largura e cerca de 30 pés (9 metros) de comprimento. Esta fina camada de ovos flutua livre no mar até que os ovos eclodem, as larvas minúsculas. Uma vez eclodidas, as larvas nadam até a superfície e se alimentam de plâncton. À medida que amadurecem, eles retornam para as profundezas abaixo.

O pescador em alto mar é encontrado em todo os oceanos do mundo em profundidades superiores a 3.000 pés (914 metros). Nessa profundidade, quase não há luz ea água está gelada próximo. Muitas espécies de tamboril são pescadas comercialmente no mundo todo. Eles são comparados a lagosta em sabor e textura. No Japão, o tamboril é considerado uma iguaria e pode buscar um preço premium.


6 - ritual de acasalamento de Peixes Ciclídeos.
Ovos de peixes da família Cichlidae são fertilizados pelo macho, enquanto chocados na boca da fêmea.

Ciclídeos Africanos têm comportamentos muito interessantes. A maioria são o que chamamos de "criadeiras boca materna", isto é, as mães carregam os ovos e os jovens em suas bocas. Uma vez que o macho fecunda os ovos, a fêmea vai buscá-los, e os incuba na boca por um período de três semanas a 31 dias, dependendo da espécie. Muitos pesquisadores acreditam que esse comportamento é um avanço na evolução dos métodos de reprodução, uma vez que proporciona maior proteção para os descendentes durante um período delicado de seu desenvolvimento. Mesmo depois de o jovem ter sido liberado, a mãe freqüentemente os levá-os em sua boca quando estão ameaçados.

5 - ritual de acasalamento da Lesma
A lesma macho tem um pênis tão grande que ele deve encontrar um companheiro de tamanho comparável - ou correr o risco de que abocanhado.

Como hermafroditas, lesmas possuem ambos os órgãos reprodutores masculino e feminino. Simplificando, quando dois 'bilaus' começam a tentar a cópula, ambos estão tentando engravidar a outra. Às vezes eles conseguem, outras vezes ... seus pênis ficam emaranhados.

Porque seu pênis pode ser o mesmo tamanho de seu corpo, eles precisam encontrar um companheiro que estão no mesmo tamanho. Se acontecer esse problema eles não vão caber corretamente em seu amigo especial vai roer-lhe como um pedaço de carne seca para resolver o problema. A lesma, agora desprovido, acaba sendo o "feminino".

4 - Ritual de acasalamento da Serpente da cinta vermelha

Durante a época de acasalamento, a serpente da liga do lado vermelhose engaja em uma orgia massiva, com uma fêmea, tendo centenas de parceiros.

Quando chega a hora das cobras hibernarem, eles convergem em grupos que podem chegar a um número de até 30 mil, o que é provavelmente uma coisa muito assustadora.

Quando uma fêmea se junta à multidão, até 100 machos saltarão dela, em seguida, e formar uma bola de acoplamento, que é exatamente o que parece.

Observe que alguns machos vão realmente tirar partido desta situação, liberando feromônios femininos. Vamos deixar por isso mesmo...

3 - ritual de acasalamento do percevo

O percevejo companheiros do sexo feminino, obtendo espetou no abdômen pelo pênis do macho.
o percevejo é projetado com uma faca-pênis que impregna percevejos a fêmea simplesmente a apunhalando.

O percevejo tem um sistema circulatório aberto, relativamente simples, portanto, o percevejo macho tem uma boa chance de engravidar e não matar o percevejo do sexo feminino com sua faca-pênis. O processo é chamado oficialmente de "inseminação traumática".


2 - ritual de acasalamento do porco-espinho

O macho porco-espinho tem o consentimento do sexo feminino com uma longa corrente de urina antes do acasalamento.
Os porcos-espinho tem um hábito muito mau cheiroso. Como parte do ritual de conquista, o macho banha a fêmea com sua urina. Se ela não se opuser, é uma demonstração de que está pronta para acasalar.

N º 01 - ritual de acasalamento polvo (Octopus)
O pênis do polvo macho quebra durante o acasalamento, mas não se preocupe, ele vai crescer de volta na temporada seguinte.

O pênis do polvo feito ppelo terceiro braço do macho à direita, é chamado hectocotylus e é desmontável. O acasalamento pode durar duas horas por diversas vezes, e o macho introduz o hectocotylus na cavidade as guelras ", onde depõe os espermatóforos (malotes cheios de milhões de espermatozóides), mas os parceiros mantêm a distância. Parceiros reconhecem uns aos outros pelo olfato e tato. Durante o acasalamento, o macho perde a sua hectocotylus, mas até a próxima temporada, ele vai gerar um novo.

sábado, 18 de setembro de 2010

Temporada de acasalamento entre cervos começa na Alemanha

Um cervo passeia pelo parque Eekholt, localizado na Alemanha, na segunda-feira (13). A temporada de acasalamento começou e as autoridades já pediram aos condutores extremo cuidado com os animais que cruzam as estradas.

Carsten Rehder/Efe
Começa temporada de acasalamento entre os cervos na Alemanha

Fonte: Folha

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tubarão-baleia. Cientistas acreditam que fêmea pode “estocar” esperma após o acasalamento.

O tubarão-baleia gigante é uma espécie difícil de estudar, especialmente quando se trata de acasalamento e reprodução. Mas uma nova análise de raros embriões de tubarão-baleia sugere que as fêmeas podem estocar espermatozóides após o acasalamento.

O estudo, uma análise genética de 29 embriões que foram retirados de um tubarão-baleia fêmea capturado perto de Taiwan, em 1995, constatou que apesar de estarem em diferentes estágios de desenvolvimento, todos os embriões tinham o mesmo pai.

Os dados sugerem que os tubarões-baleia fêmea acasalam apenas uma vez, armazenam o esperma e fertilizam seus próprios ovos (que se desenvolvem em embriões) no futuro, conforme eles são produzidos.
Se o acasalamento ocorre aleatoriamente, isso dá a fêmea uma espécie de reprodução “segura”. Assim, ela tem esperma disponível para continuar a fertilizar seus próprios ovos, mesmo se não encontrar outro macho adulto.

Com cerca de 5 a 12 metros de comprimento, os tubarões-baleia são as maiores espécies de peixe. Eles vivem em águas quentes do mundo todo, mas os pesquisadores geralmente começam a estudá-los apenas em águas costeiras, onde jovens do sexo masculino se alimentam. Grande parte da vida dos tubarões parece ocorrer em mar aberto, onde eles são difíceis de observar. Ninguém jamais viu tubarões-baleia se acasalarem.

Tampouco fêmeas grávidas são uma visão comum. A primeira (de apenas três já relatadas) foi essa capturada em Taiwan. Ela tinha 304 embriões em seu útero, desde embriões desenvolvidos de 42 centímetros até ovos de 64 centímetros de comprimento, quase livres do útero.

Usando análises genéticas – essencialmente, um teste de paternidade para tubarões – os pesquisadores foram capazes de determinar que todos os embriões, muito provavelmente, eram do mesmo pai.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores, porque a maioria dos tubarões estudados dá à luz a ninhadas de meio-irmãos após as fêmeas acasalarem com vários tubarões machos de uma vez. Embora seja possível que o tubarão-baleia fêmea acasale sempre com o mesmo macho ao longo do tempo, esse tipo de monogamia é inédita em tubarões. O mais provável é que a fêmea armazene o esperma.

Os pesquisadores não têm certeza quanto tempo os tubarões-baleia podem armazenar esperma, ou quantas vezes eles acasalam. Conclusões firmes sobre toda uma espécie não podem ser tiradas a partir de um único tubarão.

É possível, mas estatisticamente improvável, de que havia um outro pai, cujos embriões resultantes não foram guardados para o teste. É também possível que os tubarões-baleia se acasalem com vários machos, mas não esta exemplar em particular. Outra possibilidade é que dois tubarões com DNA quase idêntico acasalaram com esta fêmea, mas esta última possibilidade é também muito improvável.

Replicar o estudo vai ser difícil. O tubarão-baleia é listado como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, e é protegido por causa de sua captura em todo o mundo. Os poucos que são encontrados em aquários geralmente tem menos de 25 anos e não estão sexualmente maduros. Adultos do sexo feminino somente reúnem-se em alguns pontos do mundo, sobretudo no Mar de Cortez e perto das Ilhas Galápagos. Os pesquisadores estão agora tentando entender o que há de especial nesses pontos e se as fêmeas grávidas de lá podem ser estudadas. [ LiveScience]

sábado, 7 de agosto de 2010

Existe bicho macho com dois pênis e bicho fêmea com duas vaginas?

Mais ou menos... Várias espécies de gambás possuem um bilau bifurcado, o que dá a falsa impressão de eles terem dois pênis. "Essa particularidade é compartilhada por cerca de 70 espécies de marsupiais americanos", afirma o biólogo José Carlos Nogueira, especialista em reprodução de marsupiais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É bom deixar claro, porém, que nem todos os marsupiais têm o pênis assim. O pior: com essa esquisitice de bilau bifurcado, acaba sobrando também para as fêmeas, que possuem um sistema reprodutor bizarro, como dá para conferir no infográfico ao lado. Outra curiosidade sobre os marsupiais, grupo de mamíferos do qual ainda fazem parte os coalas e os cangurus, é que os filhotes nascem prematuramente e completam seu desenvolvimento numa bolsa externa existente na barriga das fêmeas, chamada marsúpio. Dependendo da espécie, o tempo de permanência na bolsa pode durar de algumas semanas a mais de um ano.

Feitos um para o outro
Fêmeas possuem duas vaginas em espécies com machos de pênis bifurcado

1. O pênis de algumas espécies de marsupiais, como cuícas e gambás, é bifurcado na ponta

2. As fêmeas dessas espécies, por sua vez, também têm duas vaginas. Na hora do acasalamento, cada parte do pênis penetra numa vagina, depositando o sêmen

3. O aparelho reprodutor dessas fêmeas também possui dois úteros, onde os filhotes são gestados simultaneamente

4. Para completar a esquisitice, quando estão para nascer, os filhotes são expulsos do corpo da mãe por um terceiro orifício, conhecido como falsa vagina

Fonte: Mundo Estranho
Autor: Yuri Vasconcelos

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Anfíbios preferem se reproduzir na Lua cheia


A lua afetaria os ciclos de reprodução de sapos de várias regiões

Os pesquisadores da Open University britânica perceberam que sapos, rãs e salamandras coordenam seus encontros para procriar.

De acordo com a luz da Lua, um grande número de machos e fêmeas se reúne nos mesmos locais. Dessa forma, eles maximizariam as possibilidades de reprodução e, ao mesmo tempo, reduziriam as possibilidades de serem devorados por predadores.

A bióloga Rachel Grant, da Open University, estudava salamandras nos arredores de um lago na região central da Itália em 2005, quando reparou que havia diversas rãs na beira de uma estrada próxima durante uma noite de Lua cheia.

"Embora pudesse ter sido uma coincidência, no mês seguinte, repeti o caminho todos os dias no crepúsculo e descobri que o número de rãs na estrada aumentava quando a Lua estava crescente e atingia um pico na Lua cheia. Depois, voltava a cair", afirmou Grant.

Ao pesquisar a literatura científica, ela encontrou poucos registros sobre o comportamento, de forma que acabou retornando ao local em 2006 para uma pesquisa mais detalhada sobre os anfíbios.

Campo magnético

A partir daí, ela comparou os seus dados com um estudo detalhado sobre os hábitos de sapos e rãs nas proximidades de Oxford, na Grã-Bretanha, realizado pelo supervisor dela, Tim Halliday, e com dados sobre sapos, rãs e salamandras nas proximidades do País de Gales, recolhidos por Elizabeth Chadwick, da Universidade de Cardiff.

"Analisamos os dados e percebemos um efeito lunar em todos os três locais", disse Grant.

O sapo comum (Bufo bufo), por exemplo, chega a todos os seus locais de reprodução, copula e procria por volta da lua cheia. Algo semelhante ocorre no caso da rã comum (Rana temporaria).

As salamandras também teriam a vida sexual afetada pelo ciclo lunar, embora os resultados sejam menos evidentes, segundo Grant.

O encontro das salamandras (Lissotriton vulgaris, L. helveticus e Triturus cristatus) tem seus picos tanto na lua nova quanto na cheia, mas elas "parecem evitar chegar ao local de cópula na época de quarto crescente."

"Isso poderia ocorrer devido ao campo magnético da Terra estar no seu auge nesta época", afirmou Grant, acrescentando serem necessários mais estudos.


BBC Brasil

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Camundongos: fêmea reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz

Vídeo: Hamster Lovin



Fêmea de camundongo reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz estudo
Roedoras usam proteínas da urina para identificar parceiros com pouca variação genética.
Variabilidade no DNA é característica-chave para garantir prole saudável, segundo teoria.

Os seres humanos apanharam um bocado para aprender a "ler" o DNA dos seres vivos, mas as fêmeas de camundongo parecem ter dominado facilmente os rudimentos da prática -- com o melhor dos motivos, claro: sexo. Pesquisadores britânicos descobriram que as roedoras conseguem detectar, só com o cheiro, os machos que têm variabilidade genética mais baixa, e tendem a ficar longe deles.

Para ser mais exato, as fêmeas são capazes de detectar a variação no DNA correspondente a uma substância na urina dos parceiros, o que já é suficiente para estimarem a variabilidade no resto do genoma dos machos. É a primeira vez que essa capacidade de "análise genômica" direta é descoberta numa espécie animal.


Por que diabos as roedoras estariam interessadas em análise de DNA? Certamente não é que elas estejam interessadas em pedir pensão para os machos irresponsáveis. É que a variabilidade genética dá mais opções ao organismo de um animal na era de enfrentar doenças e outras variações ambientais. Bichos geneticamente muito homogêneos tendem a ser mais frágeis a esses fatores e, de quebra, produzem filhotes que acumulam genes nocivos em seu DNA.


Incerteza derrubada
Até hoje, não se sabia se a detecção da variabilidade genética era apenas indireta, ou seja, as fêmeas observavam os machos mais vigorosos e deduziam quais eram os mais diversos geneticamente com base nessa característica. Para tirar a prova, Michael D. Thom e seus colegas da Universidade de Liverpool e da Universidade de Manchester criaram camundongos cuja única variabilidade significativa estava nos genes que contêm a receita para a produção das chamadas MUPs (sigla de "proteínas urinárias principais"). Como diz o nome, tais proteínas estão presente na urina e são facilmente detectadas pelo olfato dos bichos.

Alguns machos tinham genes homogêneos para a produção de MUPs (seu organismo só fabricava um tipo dessas proteínas), enquanto outros tinham cópias variadas desses genes oriundas do pai e da mãe, produzindo dois tipos diferentes de MUPs. O teste foi simples: ver com que tipo de macho as fêmeas preferiam interagir.

O resultado foi claro: as fêmeas passavam muito mais tempo no território dos machos de DNA "diversificado". Embora o acasalamento não tenha sido medido diretamente, os pesquisadores acham que se trata de um sinal claro da preferência das fêmeas por eles.


A pesquisa está na revista científica "Current Biology".
Fonte: G1

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