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quinta-feira, 24 de março de 2011

Leoa passa horas cuidando do companheiro doente, antes de ele ser sacrificado

Shiba, uma leoa do Zoológico de Pittsburgh, nos Estados Unidos, ficou ao lado do companheiro, até os últimos dias da vida dele. O leão africano conhecido como Juma, vivia no local desde 1990 e precisou ser sacrificado por conta de doenças relacionadas à idade, incluindo a demência felina.

- Seus tratadores tentaram encorajá-lo a comer, dando-lhe a sua comida favorita: peru. Mas sabíamos que, apesar de tudo o que estavam fazendo, sua qualidade de vida continuava piorando. Disse a Dra. Stephanie James, diretora de saúde animal da instituição, ao site do tablóide Daily Mail.

Segundo os tratadores, Shiba percebeu que o companheiro não estava bem / Foto: Reprodução
Shiba e Juma passaram a vida inteira juntos. E quando a artrite começou a impedir o rei da floresta de pular para a plataforma da jaula, ela o acompanhava até a cama de palha preparada pela administração do parque.

- Dias antes de morrer, Shiba passou horas cuidando dele e fez questão de ficar perto do amado o tempo todo. Revelou Kathy Suthard, tratadora do jardim zoológico. Segundo a profissional, a leoa já havia percebido que Juma não estava se sentindo bem.

O maior desafio de Shiba agora é voltar à rotina, o que, de acordo com os funcionários do zoo, está acontecendo aos poucos.

Juma chegou ao zoológico de Pittsburgh. Debilitado, o animal precisou ser sacrificado / Foto: Reprodução

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tubarão-baleia. Cientistas acreditam que fêmea pode “estocar” esperma após o acasalamento.

O tubarão-baleia gigante é uma espécie difícil de estudar, especialmente quando se trata de acasalamento e reprodução. Mas uma nova análise de raros embriões de tubarão-baleia sugere que as fêmeas podem estocar espermatozóides após o acasalamento.

O estudo, uma análise genética de 29 embriões que foram retirados de um tubarão-baleia fêmea capturado perto de Taiwan, em 1995, constatou que apesar de estarem em diferentes estágios de desenvolvimento, todos os embriões tinham o mesmo pai.

Os dados sugerem que os tubarões-baleia fêmea acasalam apenas uma vez, armazenam o esperma e fertilizam seus próprios ovos (que se desenvolvem em embriões) no futuro, conforme eles são produzidos.
Se o acasalamento ocorre aleatoriamente, isso dá a fêmea uma espécie de reprodução “segura”. Assim, ela tem esperma disponível para continuar a fertilizar seus próprios ovos, mesmo se não encontrar outro macho adulto.

Com cerca de 5 a 12 metros de comprimento, os tubarões-baleia são as maiores espécies de peixe. Eles vivem em águas quentes do mundo todo, mas os pesquisadores geralmente começam a estudá-los apenas em águas costeiras, onde jovens do sexo masculino se alimentam. Grande parte da vida dos tubarões parece ocorrer em mar aberto, onde eles são difíceis de observar. Ninguém jamais viu tubarões-baleia se acasalarem.

Tampouco fêmeas grávidas são uma visão comum. A primeira (de apenas três já relatadas) foi essa capturada em Taiwan. Ela tinha 304 embriões em seu útero, desde embriões desenvolvidos de 42 centímetros até ovos de 64 centímetros de comprimento, quase livres do útero.

Usando análises genéticas – essencialmente, um teste de paternidade para tubarões – os pesquisadores foram capazes de determinar que todos os embriões, muito provavelmente, eram do mesmo pai.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores, porque a maioria dos tubarões estudados dá à luz a ninhadas de meio-irmãos após as fêmeas acasalarem com vários tubarões machos de uma vez. Embora seja possível que o tubarão-baleia fêmea acasale sempre com o mesmo macho ao longo do tempo, esse tipo de monogamia é inédita em tubarões. O mais provável é que a fêmea armazene o esperma.

Os pesquisadores não têm certeza quanto tempo os tubarões-baleia podem armazenar esperma, ou quantas vezes eles acasalam. Conclusões firmes sobre toda uma espécie não podem ser tiradas a partir de um único tubarão.

É possível, mas estatisticamente improvável, de que havia um outro pai, cujos embriões resultantes não foram guardados para o teste. É também possível que os tubarões-baleia se acasalem com vários machos, mas não esta exemplar em particular. Outra possibilidade é que dois tubarões com DNA quase idêntico acasalaram com esta fêmea, mas esta última possibilidade é também muito improvável.

Replicar o estudo vai ser difícil. O tubarão-baleia é listado como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, e é protegido por causa de sua captura em todo o mundo. Os poucos que são encontrados em aquários geralmente tem menos de 25 anos e não estão sexualmente maduros. Adultos do sexo feminino somente reúnem-se em alguns pontos do mundo, sobretudo no Mar de Cortez e perto das Ilhas Galápagos. Os pesquisadores estão agora tentando entender o que há de especial nesses pontos e se as fêmeas grávidas de lá podem ser estudadas. [ LiveScience]

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Camundongos: fêmea reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz

Vídeo: Hamster Lovin



Fêmea de camundongo reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz estudo
Roedoras usam proteínas da urina para identificar parceiros com pouca variação genética.
Variabilidade no DNA é característica-chave para garantir prole saudável, segundo teoria.

Os seres humanos apanharam um bocado para aprender a "ler" o DNA dos seres vivos, mas as fêmeas de camundongo parecem ter dominado facilmente os rudimentos da prática -- com o melhor dos motivos, claro: sexo. Pesquisadores britânicos descobriram que as roedoras conseguem detectar, só com o cheiro, os machos que têm variabilidade genética mais baixa, e tendem a ficar longe deles.

Para ser mais exato, as fêmeas são capazes de detectar a variação no DNA correspondente a uma substância na urina dos parceiros, o que já é suficiente para estimarem a variabilidade no resto do genoma dos machos. É a primeira vez que essa capacidade de "análise genômica" direta é descoberta numa espécie animal.


Por que diabos as roedoras estariam interessadas em análise de DNA? Certamente não é que elas estejam interessadas em pedir pensão para os machos irresponsáveis. É que a variabilidade genética dá mais opções ao organismo de um animal na era de enfrentar doenças e outras variações ambientais. Bichos geneticamente muito homogêneos tendem a ser mais frágeis a esses fatores e, de quebra, produzem filhotes que acumulam genes nocivos em seu DNA.


Incerteza derrubada
Até hoje, não se sabia se a detecção da variabilidade genética era apenas indireta, ou seja, as fêmeas observavam os machos mais vigorosos e deduziam quais eram os mais diversos geneticamente com base nessa característica. Para tirar a prova, Michael D. Thom e seus colegas da Universidade de Liverpool e da Universidade de Manchester criaram camundongos cuja única variabilidade significativa estava nos genes que contêm a receita para a produção das chamadas MUPs (sigla de "proteínas urinárias principais"). Como diz o nome, tais proteínas estão presente na urina e são facilmente detectadas pelo olfato dos bichos.

Alguns machos tinham genes homogêneos para a produção de MUPs (seu organismo só fabricava um tipo dessas proteínas), enquanto outros tinham cópias variadas desses genes oriundas do pai e da mãe, produzindo dois tipos diferentes de MUPs. O teste foi simples: ver com que tipo de macho as fêmeas preferiam interagir.

O resultado foi claro: as fêmeas passavam muito mais tempo no território dos machos de DNA "diversificado". Embora o acasalamento não tenha sido medido diretamente, os pesquisadores acham que se trata de um sinal claro da preferência das fêmeas por eles.


A pesquisa está na revista científica "Current Biology".
Fonte: G1

sexta-feira, 28 de março de 2008

Chimpanzé à procura de fêmea para casar



Chimpanzé procura fêmea para casar
Jimy, que já atuou até em comercial na TV, hoje vive solitário no Zôo de Niterói.
Segundo veterinário, mais do que procriar, ele precisa formar uma família.

Se pudesse pôr um anúncio nos jornais, Jimy escreveria mais ou menos assim: macho de 24 anos, 1,68m de altura e 50kg, que já atuou em comerciais de TV, procura parceira para relacionamento duradouro. Muitas responderiam o chamado, não fosse Jimy um chimpanzé com a força de seis homens e a inteligência de uma criança de 6. Há oito anos em busca de uma fêmea para chamar de sua, é num velho cobertor que busca aconchego.

Veja a galeria de fotos de Jimy


“Ele está namorando muito com o cobertor e é apaixonado pela minha esposa”, brinca o médico veterinário André Sena Maia, especialista na recuperação de animais e conhecido como Dr. Dolittle brasileiro.

Giselda Candiotto, diretora da ZooNit (Fundação Jardim Zoológico de Niterói), conta que procura uma parceira para Jimy há quatro anos, desde que sua jaula foi adaptada para receber uma fêmea.


“Com 100 m², tem maternidade e uma zona de namoro. Eles levam oito meses para se aproximar”, conta.


Fêmea, só sem experiência
E não basta ser uma paquera passageira: os chimpanzés, conta André Maia, gostam de formar família e ficar com a parceira para o resto da vida.

“Se houvesse um serviço de prostituição de chimpanzés não resolveria o problema. O chimpanzé precisa de uma companheira e não de uma parceira sexual. Ele precisa de uma esposa. Eles precisam de uma família, não apenas de sexo”, conta o veterinário.

As exigências não param por aí. O ideal é que a fêmea tenha cerca de 10 anos, quando atinge sua maturidade reprodutiva, e que não tenha muita experiência, digamos assim, na área amorosa.

“A fêmea não deve ter outra experiência, porque o macho percebe e fica inibido”, conta André, explicando que eles têm capacidade de pensar e ter sentimentos como vingança, ciúmes, paixão.

Trabalho por comida em circo
Até chegar ao Zôo de Niterói, Jimy encontrou algumas pedras no caminho. Giselda conta que ele estrelou até um comercial de refrigerantes, mas, ao ir parar num circo, era obrigado a trabalhar em troca de comida. Chegou a ficar dez anos numa pequena jaula, antes de ser doado para a fundação, que o acolheu há oito anos.

Hoje, faz a alegria da criançada que visita o Zôo e tem uma vida de rei: escova os dentes com creme dental para crianças, toma banho com sabonete, tem uma alimentação baseada em frutas, folhas e verduras e toma todo dia uma vitamina com leite em pó, cereais e frutas à tarde.


Jaula tem mais segurança do que Bangu 1, diz veterinário
Quem vê o chimpanzé, que tem medo de minhocas, interagir carinhosamente com seu veterinário, trocando beijos e abraços, não imagina sua força e os ataques de fúria de que é capaz. André Sena Maia explica que, num Zoológico, a maior preocupação com a segurança não é com leões e tigres e sim com os chimpanzés, por causa da sua inteligência.

O teto de sua jaula agüenta uma pressão de 750kg e as grades, de 1,5 tonelada. No solo, há uma laje com 1,5m de altura para o caso de ele cavar o chão de terra. Já as paredes são recheadas de concreto e revestidas com pedra.

“O recinto em que ele vive é mais seguro do que Bangu 1, 2 e 3 juntos”, conta. “Eles são capazes de roubar os chaveiros dos tratadores para tentar fugir. Por isso há um corredor de segurança no recinto com duas portas e dois chaveiros em cada uma delas”.

E não é só daquele lado da ponte Rio-Niterói que é difícil encontrar uma cara-metade no mundo animal. No Zôo do Rio, a girafa macho Zagallo teve que viajar por 15 horas num contêiner preso a um caminhão, vindo de São Paulo, para encontrar sua nova parceira Beija-Céu. Segundo o Zôo, os dois ainda estão se conhecendo e só devem ocupar o mesmo recinto a partir do próximo dia 10 de abril.


Como visitar
Onde fica: O Zôo de Niterói fica na Alameda São Boaventura, 770, Fonseca.


Horário: 8h30 às 16h30, todos os dias.

Preço: R$ 5. Crianças de até 1,10m e pessoas com mais de 65 anos não pagam. Estudantes com carteira pagam meia entrada.

Telefone: (21) 2721-7069 e (21) 2625-6024.

Do G1, no Rio

30 Curiosidades sobre Cobras

30 Perguntas e Respostas sobre Cobras  Fontes: ypedia.com.br, rotasdeviagem.com.br, bombeiros.ce.gov.br, ufsm.br, cobasi.com.br, peritoanima...