Shiba, uma leoa do Zoológico de Pittsburgh, nos Estados Unidos, ficou ao lado do companheiro, até os últimos dias da vida dele. O leão africano conhecido como Juma, vivia no local desde 1990 e precisou ser sacrificado por conta de doenças relacionadas à idade, incluindo a demência felina.
- Seus tratadores tentaram encorajá-lo a comer, dando-lhe a sua comida favorita: peru. Mas sabíamos que, apesar de tudo o que estavam fazendo, sua qualidade de vida continuava piorando. Disse a Dra. Stephanie James, diretora de saúde animal da instituição, ao site do tablóide Daily Mail.
Segundo os tratadores, Shiba percebeu que o companheiro não estava bem / Foto: Reprodução
Shiba e Juma passaram a vida inteira juntos. E quando a artrite começou a impedir o rei da floresta de pular para a plataforma da jaula, ela o acompanhava até a cama de palha preparada pela administração do parque.
- Dias antes de morrer, Shiba passou horas cuidando dele e fez questão de ficar perto do amado o tempo todo. Revelou Kathy Suthard, tratadora do jardim zoológico. Segundo a profissional, a leoa já havia percebido que Juma não estava se sentindo bem.
O maior desafio de Shiba agora é voltar à rotina, o que, de acordo com os funcionários do zoo, está acontecendo aos poucos.
Juma chegou ao zoológico de Pittsburgh. Debilitado, o animal precisou ser sacrificado / Foto: Reprodução
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quinta-feira, 24 de março de 2011
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Camundongos: fêmea reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz
Vídeo: Hamster Lovin
Fêmea de camundongo reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz estudo
Roedoras usam proteínas da urina para identificar parceiros com pouca variação genética.
Variabilidade no DNA é característica-chave para garantir prole saudável, segundo teoria.
Os seres humanos apanharam um bocado para aprender a "ler" o DNA dos seres vivos, mas as fêmeas de camundongo parecem ter dominado facilmente os rudimentos da prática -- com o melhor dos motivos, claro: sexo. Pesquisadores britânicos descobriram que as roedoras conseguem detectar, só com o cheiro, os machos que têm variabilidade genética mais baixa, e tendem a ficar longe deles.
Para ser mais exato, as fêmeas são capazes de detectar a variação no DNA correspondente a uma substância na urina dos parceiros, o que já é suficiente para estimarem a variabilidade no resto do genoma dos machos. É a primeira vez que essa capacidade de "análise genômica" direta é descoberta numa espécie animal.
Por que diabos as roedoras estariam interessadas em análise de DNA? Certamente não é que elas estejam interessadas em pedir pensão para os machos irresponsáveis. É que a variabilidade genética dá mais opções ao organismo de um animal na era de enfrentar doenças e outras variações ambientais. Bichos geneticamente muito homogêneos tendem a ser mais frágeis a esses fatores e, de quebra, produzem filhotes que acumulam genes nocivos em seu DNA.
Incerteza derrubada
Até hoje, não se sabia se a detecção da variabilidade genética era apenas indireta, ou seja, as fêmeas observavam os machos mais vigorosos e deduziam quais eram os mais diversos geneticamente com base nessa característica. Para tirar a prova, Michael D. Thom e seus colegas da Universidade de Liverpool e da Universidade de Manchester criaram camundongos cuja única variabilidade significativa estava nos genes que contêm a receita para a produção das chamadas MUPs (sigla de "proteínas urinárias principais"). Como diz o nome, tais proteínas estão presente na urina e são facilmente detectadas pelo olfato dos bichos.
Alguns machos tinham genes homogêneos para a produção de MUPs (seu organismo só fabricava um tipo dessas proteínas), enquanto outros tinham cópias variadas desses genes oriundas do pai e da mãe, produzindo dois tipos diferentes de MUPs. O teste foi simples: ver com que tipo de macho as fêmeas preferiam interagir.
O resultado foi claro: as fêmeas passavam muito mais tempo no território dos machos de DNA "diversificado". Embora o acasalamento não tenha sido medido diretamente, os pesquisadores acham que se trata de um sinal claro da preferência das fêmeas por eles.
A pesquisa está na revista científica "Current Biology".
Fêmea de camundongo reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz estudo
Roedoras usam proteínas da urina para identificar parceiros com pouca variação genética.
Variabilidade no DNA é característica-chave para garantir prole saudável, segundo teoria.
Os seres humanos apanharam um bocado para aprender a "ler" o DNA dos seres vivos, mas as fêmeas de camundongo parecem ter dominado facilmente os rudimentos da prática -- com o melhor dos motivos, claro: sexo. Pesquisadores britânicos descobriram que as roedoras conseguem detectar, só com o cheiro, os machos que têm variabilidade genética mais baixa, e tendem a ficar longe deles.
Para ser mais exato, as fêmeas são capazes de detectar a variação no DNA correspondente a uma substância na urina dos parceiros, o que já é suficiente para estimarem a variabilidade no resto do genoma dos machos. É a primeira vez que essa capacidade de "análise genômica" direta é descoberta numa espécie animal.
Por que diabos as roedoras estariam interessadas em análise de DNA? Certamente não é que elas estejam interessadas em pedir pensão para os machos irresponsáveis. É que a variabilidade genética dá mais opções ao organismo de um animal na era de enfrentar doenças e outras variações ambientais. Bichos geneticamente muito homogêneos tendem a ser mais frágeis a esses fatores e, de quebra, produzem filhotes que acumulam genes nocivos em seu DNA.
Incerteza derrubada
Até hoje, não se sabia se a detecção da variabilidade genética era apenas indireta, ou seja, as fêmeas observavam os machos mais vigorosos e deduziam quais eram os mais diversos geneticamente com base nessa característica. Para tirar a prova, Michael D. Thom e seus colegas da Universidade de Liverpool e da Universidade de Manchester criaram camundongos cuja única variabilidade significativa estava nos genes que contêm a receita para a produção das chamadas MUPs (sigla de "proteínas urinárias principais"). Como diz o nome, tais proteínas estão presente na urina e são facilmente detectadas pelo olfato dos bichos.
Alguns machos tinham genes homogêneos para a produção de MUPs (seu organismo só fabricava um tipo dessas proteínas), enquanto outros tinham cópias variadas desses genes oriundas do pai e da mãe, produzindo dois tipos diferentes de MUPs. O teste foi simples: ver com que tipo de macho as fêmeas preferiam interagir.
O resultado foi claro: as fêmeas passavam muito mais tempo no território dos machos de DNA "diversificado". Embora o acasalamento não tenha sido medido diretamente, os pesquisadores acham que se trata de um sinal claro da preferência das fêmeas por eles.
A pesquisa está na revista científica "Current Biology".
Fonte: G1
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