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quinta-feira, 24 de março de 2011

Leoa passa horas cuidando do companheiro doente, antes de ele ser sacrificado

Shiba, uma leoa do Zoológico de Pittsburgh, nos Estados Unidos, ficou ao lado do companheiro, até os últimos dias da vida dele. O leão africano conhecido como Juma, vivia no local desde 1990 e precisou ser sacrificado por conta de doenças relacionadas à idade, incluindo a demência felina.

- Seus tratadores tentaram encorajá-lo a comer, dando-lhe a sua comida favorita: peru. Mas sabíamos que, apesar de tudo o que estavam fazendo, sua qualidade de vida continuava piorando. Disse a Dra. Stephanie James, diretora de saúde animal da instituição, ao site do tablóide Daily Mail.

Segundo os tratadores, Shiba percebeu que o companheiro não estava bem / Foto: Reprodução
Shiba e Juma passaram a vida inteira juntos. E quando a artrite começou a impedir o rei da floresta de pular para a plataforma da jaula, ela o acompanhava até a cama de palha preparada pela administração do parque.

- Dias antes de morrer, Shiba passou horas cuidando dele e fez questão de ficar perto do amado o tempo todo. Revelou Kathy Suthard, tratadora do jardim zoológico. Segundo a profissional, a leoa já havia percebido que Juma não estava se sentindo bem.

O maior desafio de Shiba agora é voltar à rotina, o que, de acordo com os funcionários do zoo, está acontecendo aos poucos.

Juma chegou ao zoológico de Pittsburgh. Debilitado, o animal precisou ser sacrificado / Foto: Reprodução

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Camundongos: fêmea reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz

Vídeo: Hamster Lovin



Fêmea de camundongo reconhece macho meia-boca pelo cheiro, diz estudo
Roedoras usam proteínas da urina para identificar parceiros com pouca variação genética.
Variabilidade no DNA é característica-chave para garantir prole saudável, segundo teoria.

Os seres humanos apanharam um bocado para aprender a "ler" o DNA dos seres vivos, mas as fêmeas de camundongo parecem ter dominado facilmente os rudimentos da prática -- com o melhor dos motivos, claro: sexo. Pesquisadores britânicos descobriram que as roedoras conseguem detectar, só com o cheiro, os machos que têm variabilidade genética mais baixa, e tendem a ficar longe deles.

Para ser mais exato, as fêmeas são capazes de detectar a variação no DNA correspondente a uma substância na urina dos parceiros, o que já é suficiente para estimarem a variabilidade no resto do genoma dos machos. É a primeira vez que essa capacidade de "análise genômica" direta é descoberta numa espécie animal.


Por que diabos as roedoras estariam interessadas em análise de DNA? Certamente não é que elas estejam interessadas em pedir pensão para os machos irresponsáveis. É que a variabilidade genética dá mais opções ao organismo de um animal na era de enfrentar doenças e outras variações ambientais. Bichos geneticamente muito homogêneos tendem a ser mais frágeis a esses fatores e, de quebra, produzem filhotes que acumulam genes nocivos em seu DNA.


Incerteza derrubada
Até hoje, não se sabia se a detecção da variabilidade genética era apenas indireta, ou seja, as fêmeas observavam os machos mais vigorosos e deduziam quais eram os mais diversos geneticamente com base nessa característica. Para tirar a prova, Michael D. Thom e seus colegas da Universidade de Liverpool e da Universidade de Manchester criaram camundongos cuja única variabilidade significativa estava nos genes que contêm a receita para a produção das chamadas MUPs (sigla de "proteínas urinárias principais"). Como diz o nome, tais proteínas estão presente na urina e são facilmente detectadas pelo olfato dos bichos.

Alguns machos tinham genes homogêneos para a produção de MUPs (seu organismo só fabricava um tipo dessas proteínas), enquanto outros tinham cópias variadas desses genes oriundas do pai e da mãe, produzindo dois tipos diferentes de MUPs. O teste foi simples: ver com que tipo de macho as fêmeas preferiam interagir.

O resultado foi claro: as fêmeas passavam muito mais tempo no território dos machos de DNA "diversificado". Embora o acasalamento não tenha sido medido diretamente, os pesquisadores acham que se trata de um sinal claro da preferência das fêmeas por eles.


A pesquisa está na revista científica "Current Biology".
Fonte: G1

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