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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nimbadon. Austrália tinha marsupiais do tamanho de ovelhas

Austrália tinha marsupiais do tamanho de ovelhas

O esqueleto do marsupial denominado Nimbadon, descoberto pela doutora Karen Black, da Universidade de Nova Gales do Sul

Sydney, 3 Mai 2012 (AFP) -Parentes do tamanho de ovelhas dos atuais fascólomos viveram no topo das árvores australianas 15 milhões de anos atrás, informou uma paleontóloga nesta quinta-feira, ao ser premiada por sua descoberta.

Karen Black, da Universidade de Nova Gales do Sul, afirmou que sua equipe descobriu o maior marsupial escalador de árvores do mundo em meio a fósseis encontrados no sítio Riversleigh World Heritage, no estado de Queensland.

Os diprotodontes, pesando 70 quilos, eram similares aos atuais fascólomos, animais de pelo que vivem debaixo da terra e só são encontrados na Austrália, explicou Black, que se especializa na diversidade e na evolução dos marsupiais do país.

Sua pesquisa se concentrou em uma caverna de 15 milhões de anos, repleta de fósseis e ossos e que contém crânios e esqueletos bem preservados do marsupial dipotodonte denominado Nimbadon.


"O material fóssil do Nimbadon é um recurso incrivelmente raro e significativo, não só porque está excepcionalmente bem preservado, mas porque representa indivíduos de uma faixa etária que varia de minúsculos filhotes ainda em amamentação a adultos mais velhos", disse Black.

"O material do Nimbadon permitiu fazer o primeiro estudo detalhado do desenvolvimento do crânio de um fóssil de marsupial, asssim como do desenvolvimento cerebral e de comportamento", acrescentou.

A criatura teria sido o maior animal escalador de árvores da época, afirmou.

"Provavelmente se assemelhava um pouco a um fascólomo de patas longas", acrescentou a cientista.

A existência da caverna veio à luz em 2010. Segundo Black, aparentemente os animais mergulharam para a morte ao cair em uma entrada vertical, que estaria escondida pela vegetação.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um canguru para chamar de seu. Americana ganha na justiça o direito de ficar com marsupial

Americana ganha direito de manter canguru como animal de estimação
Legislação não permite ter cangurus como animal doméstico.
Mas vereadores decidiram, por unanimidade, abrir uma exceção.



Os vereadores da cidade americana de Broken Arrow, no estado do Oklahoma, aprovaram na terça-feira (3), por unanimidade, abrir uma exceção na legislação local e permitir que uma moradora mantenha um canguru como animal de estimação.

Christie Carr poderá manter seu canguru de estimação. (Foto: Sue Ogrock/AP)

Christie Carr mora no subúrbio de Tulsa e cria o canguru vermelho Irwin, que tem paralisia.
A legislação municipal não permite ter cangurus como animal doméstico, mas os vereadores aceitaram o argumento de que, por conta de sua doença, Irwin não oferece risco à população.

Irwin e sua dona, Christie Carr, em foto de 30 de março (Foto: AP)


Canguru

Canguru é o nome dado a várias espécies de mamíferos saltadores, de pêlo denso e curto, que vivem na Austrália e ilhas próximas. A fêmea do canguru tem no abdome uma bolsa, o marsúpio, em que carrega as crias e cuida delas. Os cangurus são os maiores dentre os marsupiais (animais que têm essa bolsa).

Esse animal recebeu seu atual nome dos primeiros colonizadores que chegaram no território australiano. O termo kangaroo foi utilizado pelos aborígines (população nativa da Austrália) em resposta aos colonizadores ingleses que os questionavam sobre o nome dos estranhos animais saltadores nunca antes vistos. Kangaroo significa, em dialeto aborígine, eu não entendo o que você fala.

Os cangurus têm cabeça pequena, parecida com a dos veados, focinho pontudo, e orelhas grandes que ficam levantadas. A cor da curta pelagem castanha ou cinza varia de espécie a espécie. Têm as pernas traseiras grandes e fortes, e as dianteiras pequenas. O rabo grosso e peludo pode chegar a medir 1,20 m de comprimento em algumas espécies. O animal usa o rabo musculoso para equilibrar-se quando salta, ou como suporte quando fica em pé. Ao serem caçados, os cangurus usam as pernas posteriores para correr saltando a velocidades de até 65 km/h. Os cangurus podem saltar sobre obstáculos de quase 2 m de altura. Quando se move vagarosamente, o canguru usa as quatro patas.

Nas regiões de clima temperado, os cangurus acasalam-se durante todo o ano. Mas em regiões secas, só se acasalam quando o alimento é abundante. Cerca de um mês depois do acasalamento, a fêmea dá à luz uma cria, se uma cria mais velha já não estiver em sua bolsa. Mas na maioria das vezes o parto é retardado de muitos meses, até a cria mais velha deixar a bolsa. A cria recém-nascida mede apenas cerca de 2,5 cm de comprimento. Como os filhotes de todos os marsupiais, é muito menos desenvolvida do que as crias da maioria das outras espécies de mamíferos. Por exemplo, os olhos, orelhas e patas traseiras do canguru recém-nascido não estão completamente desenvolvidos.

Imediatamente depois do nascimento, o filhote usa as patas dianteiras para arrastar-se, sem ajuda, do canal do nascimento até a bolsa da mãe. Aí se alimenta com o leite materno. E só abandona a bolsa pela primeira vez com a idade de seis a oito meses. Mas volta muitas vezes à bolsa, para alimentar-se ou para fugir a um perigo. O filhote deixa a bolsa definitivamente entre os oito e dez meses. Os cangurus vivem de seis a oito anos, em seu meio ambiente.

A maior parte dos zoólogos classificam os cangurus em cinco espécies: cangurus-antílopes, cangurus cinzentos-grandes, cangurus-vermelhos, wallaroos e cangurus-cinzentos-do-oeste. Todos esses animais são de pasto, mas diferem nas espécies de gramíneas e ervas que comem.

Os cangurus-cinzentos e os cangurus-vermelhos crescem muito mais em altura do que os cangurus-antílopes e os wallaroos. Os cangurus-cinzentos e os cangurus-vermelhos machos alcançam em média 1,80 m de altura e pesam cerca de 45 kg quando adultos. Mas alguns dos maiores podem chegar a ter 2,10 m de altura e pesar cerca de 70 kg. As fêmeas são muito menores que os machos.

Os cangurus-antílopes vivem nas planícies do norte da Austrália. Os cangurus-cinzentos vivem principalmente em prados e florestas do leste e sul da Austrália. Os cangurus-vermelhos têm seu hábitat nos desertos e prados secos da parte central do país. A maioria dos wallaroos é encontrada em montes rochosos e secos.

Os cangurus-cinzentos e os cangurus-vermelhos são geralmente vistos em grupos de dois ou três. Esses pequenos grupos fazem parte de um grupo maior. A maioria dos cangurus-antílopes e dos wallaroos vive só ou aos pares. Os cangurus mostram-se ativos principalmente à noite. Mas durante os meses mais frios do inverno podem também alimentar-se durante o dia.

Os outros membros da família do canguru incluem cerca de 40 espécies menores de marsupiais. Alguns desses animais vivem na Nova Guiné e ilhas próximas, mas a maioria só é encontrada na Austrália. Entre esses membros da família do canguru estão o canguru-rato, o canguru-de-árvore e os wallabies.

Os cangurus-ratos são os menores membros da família. Um desses animais, o canguru-rato-almiscarado, tem mais ou menos o tamanho de um coelho. Ao contrário dos outros cangurus, come insetos e vermes.

Os cangurus-de-árvore passam a maior parte da vida nas árvores. Diferem dos outros cangurus por terem as patas traseiras e as dianteiras do mesmo tamanho.

Os wallabies parecem-se com os cangurus maiores, mas são muito menores. Uma espécie, o wallaby-lebre, alcança somente 60 cm de altura.

Os cangurus têm poucos inimigos além do homem, exceto o dingo, cão selvagem australiano. Os caçadores mataram milhões de cangurus por seu couro e carne. Do couro fazem-se bolsas e calçados, e a carne é usada como alimento de cães. Os fazendeiros australianos também mataram grande número de cangurus. Alegam que esses animais reduzem os pastos, necessários à criação de gado, mas estudos científicos indicam que essa alegação é muito exagerada.

O canguru é um símbolo não oficial da Austrália. Mas os australianos mataram tantos cangurus que o governo temeu a extinção dessas espécies. Em 1973, o Parlamento proibiu a venda, a outros países, de cangurus vivos, bem como a exportação de seu couro e carne.

Os machos formam uma hierarquia, baseada em grande parte, na idade e no tamanho. O macho mais dominante, tem acesso exclusivo às fêmeas para acasalar. Ele gasta muito de seu tempo passeando de dentro e fora do seu "povoado", conferindo a condição reprodutiva das fêmeas e intimidando também outros machos que tentam acasalar com elas. Um macho pode levar dez anos para alcançar o estado de dominante, mas ele permanecerá no posto por um ano no máximo. Quando um macho mais jovem, mais vigoroso o obriga a sair desta posição este caminha para fora do seu povoado, e acaba por morrer.


SITUAÇÃO ATUAL: Caçadores aborígenes caçavam cangurus pela sua carne e pele mas causaram um impacto mínimo nas populações de Canguru. Como os Europeus decidiram povoar o continente australiano, caçadores que juntamente com a introdução de gado que pastavam nos prados que forneciam cobertura para algumas pequenas espécies, levaram algumas populações de Canguru ao declínio. Hoje alguns cangurus pequenos, mais especializados, estão ameaçados pela destruição do hábitat, que está reduzido em áreas onde esta espécie de Canguru pode sobreviver. Mamíferos predatórios introduzidos na Austrália, como a raposa, cachorro doméstico, e gato doméstico, predam cangurus pequenos. Outros mamíferos introduzidos, especialmente coelhos e gado, competem com os cangurus pelos recursos de comida. Os cangurus maiores são comumente caçados e envenenados por rancheiros, que consideram eles como pestes que transbordam pela terra. Apesar destas pressões, as espécies dos cangurus maiores ainda estão prosperando. Mais ou menos dez são considerados em extinção, inclusive alguns cangurus-rato, dois cangurus de raça pequena, e dois nailtail cangurus de raça pequena.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O rato-marsupial-australiano é o bicho: morre de tanto transar



O rato-marsupial-australiano (anticarnius), um pequeno roedor com cerca de 10 centímetros de comprimento. Sua vida muda radicalmente quando ele atinge a "adolescência": os testículos aumentam e chegam a quase um quarto do seu peso total! A produção de espermatozoides e de testosterona, o hormônio sexual masculino, vai às alturas. Louco para acasalar, ele sai em busca de uma (ou várias) parceira(s) e é capaz de transar por 12 horas seguidas! Mas o excesso de testosterona na corrente sanguínea afeta seu sistema imunológico, deixando-o sujeito a infecções. Estudos revelam que a maioria morre cerca de dez dias após o acasalamento, que ocorre em julho ou agosto. Mas, como o danado transou até não poder mais e fecundou várias fêmeas antes de bater as botas, garantiu a sobrevivência da espécie.

Mundo Estranho

sábado, 7 de agosto de 2010

Existe bicho macho com dois pênis e bicho fêmea com duas vaginas?

Mais ou menos... Várias espécies de gambás possuem um bilau bifurcado, o que dá a falsa impressão de eles terem dois pênis. "Essa particularidade é compartilhada por cerca de 70 espécies de marsupiais americanos", afirma o biólogo José Carlos Nogueira, especialista em reprodução de marsupiais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É bom deixar claro, porém, que nem todos os marsupiais têm o pênis assim. O pior: com essa esquisitice de bilau bifurcado, acaba sobrando também para as fêmeas, que possuem um sistema reprodutor bizarro, como dá para conferir no infográfico ao lado. Outra curiosidade sobre os marsupiais, grupo de mamíferos do qual ainda fazem parte os coalas e os cangurus, é que os filhotes nascem prematuramente e completam seu desenvolvimento numa bolsa externa existente na barriga das fêmeas, chamada marsúpio. Dependendo da espécie, o tempo de permanência na bolsa pode durar de algumas semanas a mais de um ano.

Feitos um para o outro
Fêmeas possuem duas vaginas em espécies com machos de pênis bifurcado

1. O pênis de algumas espécies de marsupiais, como cuícas e gambás, é bifurcado na ponta

2. As fêmeas dessas espécies, por sua vez, também têm duas vaginas. Na hora do acasalamento, cada parte do pênis penetra numa vagina, depositando o sêmen

3. O aparelho reprodutor dessas fêmeas também possui dois úteros, onde os filhotes são gestados simultaneamente

4. Para completar a esquisitice, quando estão para nascer, os filhotes são expulsos do corpo da mãe por um terceiro orifício, conhecido como falsa vagina

Fonte: Mundo Estranho
Autor: Yuri Vasconcelos

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