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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ornitorrinco, um bicho singular.

O ornitorrinco é encontrado no leste da Austrália. Eles vivem à margem dos rios ou lagos de água doce, e criam tocas para abrigo e protecção. São ativos, principalmente à noite, e usam seus pés palmados para a nadar. Ao nadar o ornitorrinco fecha os olhos. É um excelente mergulhador e gasta boa parte do dia procurando por comida sob a água. Ele se impulsiona ao nadar alternando remadas com as duas patas dianteiras; embora todas as quatro patas do ornitorrinco tenham membranas, as traseiras (mantidas contra o corpo) não auxiliam na propulsão, mas são usadas para manobrar em combinação com a cauda. Submergem na água por dois minutos, e retornam à superfície para respirar. Podem, contudo, ficar submerso por até 10 minutos, e devido à sua flutuabilidade natural, eles precisam estar debaixo de outro objeto para fazer isso.

O Ornitorrinco tem um bico como de o de um pato. O corpo é alongado e coberto por uma pele peluda, macia, úmida e encouraçada. Variam de 30cm a 45cms de comprimento e a cauda de 10 a 15 cm. A couraça na verdade tem três camadas diferentes. A primeira camada mantém o animal quente, pelo aprisionamento de ar, a segunda camada fornece um revestimento isolante para o animal e, finalmente, a terceira camada de pelos longos serve para detectar objetos ao redor.

Estas criaturas pesam, em média, entre 1 a 2,4 kg. Eles têm uma vida útil média de 12 anos.

Esta vida pode ser reduzido rapidamente, as maiores ameaças ornitorrincos são seus predadores que são cobras, iguanas, ratos, aves de rapina e raposas. Outra grande ameaça para o ornitorrinco é o homem, através da poluição fluvial ou desmatamento.

Ornitorrincos se alimentam de larvas de insetos, vermes ou outros insetos de água doce. Eles fazem isso principalmente à noite. Eles viram a lama no fundo do lago ou rio, e com a ajuda de seus
eletrorreceptores, que podem detectar as correntes elétricas causadas pelo nado de sua presa na água. As presas são guardadas nas bochechas à medida que são apanhadas, e quando um número suficiente é reunido, ou quando é necessário respirar, ele retorna a superfície para comê-las

Fato curioso: ornitorrincos podem consumir o equivalente a seu próprio peso corporal em alimentos num período de 24 horas!

Ornitorrincos machos são maiores que as fêmeas. Eles se reproduzem por meio de cruzamentos que ocorre uma vez por ano, entre junho-outubro. A fêmea põe entre 2-4 ovos e incuba-os por um período de duas semanas. Os filhotes recém eclodidos são vulneráveis, cegos, e pelados, com cerca de 18 milímetros de comprimento, e se alimentam do leite produzido pela mãe. Embora possua glândulas mamárias, o ornitorrinco não possui mamas. O leite escorre através dos poros na pele, depositando-se em sulcos presentes no abdômen da fêmea, permitindo os filhotes lamberem-no. A amamentação ocorre por três a quatro meses.

Se você pensou que este animal bonitinho e fofinho é um bicho australiano, bem, você não está completamente certo, ele é originário da Oceania, o continente que compreende a Austrália e ilhas do Pacífico adjacentes.

O ornitorrinco masculino tem um esporão oco cerca de 15 milímetros de comprimento na parte interna de ambas as patas traseiras. Este, por sua vez está ligado a uma glândula de veneno, e esse esporão é usado para se defender de predadores.

Fato curioso: O ornitorrinco macho tem veneno forte o suficiente para matar um cachorro pequeno, ou causar a dor excruciante entre seres humanos.

Uma vez que apenas o macho do ornitorrinco tem esse esporão venenoso, e os picos da glândula durante o acasalamento, muitos sugerem que é normalmente utilizado em encontros agressivos entre outros ornitorrincos machos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ornitorrinco: um bicho “esquisitão”

Vídeo: PLATYPUS ACTION



O genoma do ornitorrinco é uma colcha de retalhos com características de mamíferos, aves e répteis. Crédito: Zina Deretsky, National Science Foundation.

O ornitorrinco possui pêlos como um mamífero, pés de pato como uma ave, põe ovos e é venenoso como um réptil. E o manual de instruções da natureza para este “esquisitão”, veja só, é igualmente uma confusão.

Pesquisadores acabaram de mapear o genoma de um ornitorrinco fêmea. A seqüência genética deste monotremado (classificação de ser vivo que pertence à ordem de mamíferos australianos que põem ovos) foi detalhada na edição de oito de maio da revista científica Nature.

“O ornitorrinco é um desmembramento muito antigo da árvore dos mamíferos, portanto a 166 milhões nós compartilhamos o nosso último ancestral com os ornitorrincos”, disse Jenny Graves, membro do estudo e gerente do Comparative Genomics Group na Universidade Nacional da Austrália. “E isso os coloca em algum lugar entre os mamíferos e répteis, pois eles ainda mantêm muitas características reptilianas que nós perdemos. Por exemplo: eles ainda põe ovos.”

“Portanto nós podemos usá-los para traçar as mudanças que ocorreram desde que deixamos de ser répteis: produção de pêlos e leite para dar nascimento direto à nossa prole.”

Este mamífero primitivo vive em tocas cavadas ao longo de córregos e rios nos quais captura sua comida, no leste da Austrália. Seu corpo plano e aerodinâmico possui 50 cm, com uma cauda na ponta que lembra uma raquete de pingue-pongue e quatro pés com membranas entre os dedos. O ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é um dos dois mamíferos — o outro é a equidna — que bota ovos. E diferente de qualquer outro mamífero, o ornitorrinco macho pode envenenar outros animais e humanos através de uma espora que possui em ambas as patas taseiras.

Para descobrir as relações evolucionárias entre o ornitorrinco e os outros animais, os pesquisadores compararam o genoma de uma fêmea que apelidaram de Glennie com o dos humanos, rato, cães, opossums e galinhas. Estas últimas foram incluídas para representar os animais que botam ovos e, assim como répteis extintos, passaram muito de seu DNA para o ornitorrinco e outros mamíferos no curso da evolução.

Com aproximadamente 2,2 bilhões de pares de base, o ornitorrinco tem cerca de dois terços do tamanho do genoma humano, os pesquisadores descobriram. Ele compartilha mais de 80% de seus genes com outros mamíferos.

Assim como os humanos eles carregam cromossomos X e Y. Mas diferentemente de nós, estes não são cromossomos sexuais. “Isso significa que nós podemos voltar no tempo em que nossos cromossomos sexuais eram apenas cromossomos comuns”, disse Jenny.

A pesquisa revelou que o animal possui 52 cromossomos, incluindo 10 cromossomos sexuais.

O genoma também incluía seções de DNA ligados a botar ovos e outros a lactação. Como os ornitorrincos não possuem mamilos os filhotes sugam o leite através da pele abdominal da mãe.

Outra esquisitice: Enquanto o animal nada ele mantém seus olhos, narinas e ouvidos fechados e seu bico funciona como uma antena detectando os fracos campos elétricos das presas ao redor. Mesmo assim o genoma do animal revela genes olfativos.

O estudo, que incluiu mais de cem cientistas ao redor do mundo foi financiado pelo National Human Genome Research Institute (NHGRI).

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