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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Russa nada completamente nua com baleias em mares gelados; veja

Natalia Asveenko, campeã mundial de prender a respiração debaixo d'água, se lançou em um experimento ousado: nadar completamente nua, ao lado das baleias-brancas --também conhecidas como belugas --que habitam as gélidas águas de cerca de -2ºC no Mar Branco, próximo ao Círculo Polar, no noroeste da Rússia.

Natalia, de 36 anos, diz que pretendia ''comprovar a teoria de que baleias-brancas e golfinhos têm uma espécie de radar que registra as ondas emitidas pelos humanos e ver como isso afeta seu comportamento'' e registrar essa experiência em vídeo.

Ela conta que, ao começar a mergulhar completamente despida, sentiu que os animais percebiam a sua vulnerabilidade e procuravam ajudá-la a até mesmo chegar à superfície.

Viktor Lyagushkin
Russa nada nua com baleias em mares gelados.
Natalia Asveenko, nada nua nas águas gélidas do Mar Branco, no noroeste da Rússia, com baleias-brancas e golfinhos



Folha

domingo, 10 de julho de 2011

Golfinhos e baleias são ameaçados pelo lixo plástico nos oceanos

O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos e ainda não foi estudado pela ciência, segundo um estudo que será apresentado na reunião da Comissão Baleeira, que começa nesta segunda-feira na ilha britânica de Jersey.

Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontradas nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.
Os cetáceos, como as tartarugas e os pássaros, têm grande dificuldade de digerir esses dejetos, cada vez mais numerosos, indica o estudo apresentado ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), viando à reunião de Jersey.

"A ameaça dos dejetos marinhos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara", considera o autor, Mark Simmonds, cientista chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS), uma ONG britânica. "No entanto, foi estabelecido que esses dejetos podem causar dano aos animais, seja porque os ingere, ou porque ficam enredados neles", explicou.


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou em fevereiro, em seu informe de 2011, a forma com que milhões de dejetos plásticos ameaçam os litorais devido à utilização cada vez mais importante do plástico e de taxas de reciclagem ainda fracas.

A WDCS é favorável que a CBI assine o "Compromisso de Honolulu", um pedido internacional lançado em março, no Havaí, para incentivar os governos, associações e cidadãos a agir para reduzir os dejetos marinhos.

Terra

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Escócia. Cientistas se preparam para encalhe em massa de baleias

Especialistas em animais marinhos estão se preparando para o encalhe de até cem baleias-piloto nas ilhas Ocidentais, localizadas no norte da Escócia.

O grupo de baleias foi visto na tarde de quinta-feira na região de Loch Carnan. Cerca de 20 delas já apresentariam ferimentos nas cabeças, que teriam sido causados pelas tentativas das baleias de irem para a faixa litorânea da região, que é rochosa.

Baleias doentes ou feridas geralmente vão para as praias, onde morrem. No entanto, em alguns casos, baleias saudáveis seguem as que estão agonizando.

As equipes de resgate afirmaram que plataformas flutuantes infláveis já estão a caminho da região, para ajudar a colocar as baleias de volta ao caminho certo.

No entanto, as equipes informaram que as baleias estão fazendo muito barulho, o que pode ser um sinal de perturbação dos animais.

Baleias que se aproximam do litoral da Escócia começaram a ser avistadas desde a tarde de quinta-feira

ÁGUAS PROFUNDAS

Integrantes do grupo BDMLR (sigla em inglês de Mergulhadores Britânicos de Resgate de Vida Marinha) estão cuidando do caso e temem que as baleias, uma espécie de águas profundas, morram em um grande encalhe. Esse seria o maior já registrado na Escócia.

Alasdair Jack, organizador das equipes de mergulhadores na Escócia, afirmou que evitar o encalhe dos mamíferos poderá fazer com que os animais passem por um sofrimento desnecessário e acabem encalhando em outro lugar.

"Em vez de tentar evitar cheguem à praia, vamos deixar que as baleias venham, e então tentaremos lidar com a situação", afirmou. "Temos vários flutuadores, que é nosso equipamento para lidar com as baleias, e mais destes equipamentos estão a caminho."

"Vamos deixar que as baleias façam o que quiserem e então esperar para ver o que acontece", disse.

O inspetor da SPCA (Sociedade para Prevenção da Crueldade contra Animais, da Escócia), Calum Watt, disse que as baleias têm laços sociais fortes, o que significa que um mamífero pode seguir outro que esteja doente ou ferido até a praia.

"Neste momento, temos esperança que elas não encalhem, mas nossa preocupação é que as baleias feridas venham para a praia e sejam seguidas", disse.

"Tentar levar tantas baleias de volta poderá ser uma tarefa enorme e, se elas encalharem, vamos ter que decidir sobre a melhor forma de agir."

Segundo Watt, o maior número de baleias encalhadas que foram levadas de volta ao mar foi sete, em 1993. "Infelizmente, todas voltaram à praia e morreram", disse.

OUTRO GRUPO

Baleias-piloto podem chegar a mais de seis metros de comprimento e estão entre os animais marinhos mais comuns.

O operador de ecoturismo Stefe Duffield, que fotografou o grupo de animais, afirmou que não é comum ver baleias-piloto tão próximas da costa.

"Esta é uma espécie de águas profundas (...) raramente vista em lagos costeiros", afirmou.

Em outubro de 2010, outro coletivo de baleias-piloto foi visto na mesma região. Dias depois, 33 baleias, que pertenceriam ao grupo, foram descobertas mortas em uma praia da região.

"É incrível que um segundo grupo, desta vez provavelmente com mais do dobro de tamanho, tenha chegado à mesma área", disse Calum Watt. "Não há razão conhecida para que elas venham para o mesmo lugar."

DA BBC BRASIL

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Baleias: cientistas tentam explicar mortes

Pesquisadores tentam descobrir o motivo das mortes de baleias na costa brasileira
Os cientistas tentam explicar o alto número de mortes de animais.

Um mistério está mobilizando biólogos e ambientalistas brasileiros: o que está matando tantas baleias jubarte na costa do país este ano? A reportagem é de André Junqueira e Roberto Pratti.

Os pesquisadores seguem para alto mar. É lá que procuram as explicações para o grande número de baleias encalhadas e mortas nas praias brasileiras este ano, principalmente no Espírito Santo e na Bahia. “A gente está acostumado com um número médio de 37, 40 encalhes. Este ano, já estamos com mais que o dobro. Estamos com 90 encalhes”, afirma o pesquisador Milton Marcondes, do Instituto Baleia Jubarte.
O caso mais recente foi registrado na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Desde segunda-feira (25), bombeiros e voluntários tentam salvar uma baleia jubarte adulta que encalhou na Praia de Geribá.
Os biólogos estão ainda mais intrigados, porque muitas das baleias mortas na praia não estavam desnutridas e também não apresentavam marcas de redes ou lesões que indicassem a colisão com navios, por exemplo.

Para chegar perto das respostas, o pesquisador tem muito trabalho. É preciso examinar detalhes. No barco, tão perto das baleias, aparece a oportunidade de coletar material para análise em laboratório. Nessa hora, é muito importante ter uma boa pontaria. Na ponta da flecha, pode aparecer uma informação importante. “Com esse tipo de ponteira, nós conseguimos coletar pele e gordura. Podemos ver se o animal tem alguma doença, alguma bactéria, algum vírus", declara o pesquisador Eduardo Camargo, do Instituto Baleia Jubarte.

No barco de pesquisa, tudo é registrado: a posição geográfica das baleias, as manchas na pele, o comportamento de cada grupo. A pesquisa acompanha cada detalhe.

Há registro de mortes de baleia acima da média também na Argentina e na Austrália. “Estamos trocando informações, tentando ver se essas mortalidades têm alguma causa em comum ou se são fatores independentes que estão acontecendo na Austrália, na Argentina e Brasil”, aponta pesquisador.

O esforço é de preservação. E, se tem espetáculo, a platéia é garantida.
A operação de resgate da baleia em Búzios foi suspensa no início da noite. O animal continua encalhado.

O mistério mobiliza biólogos e ambientalistas. O caso mais recente foi em Búzios, no Rio de Janeiro. Desde segunda-feira (25), bombeiros e voluntários tentam salvar uma baleia encalhada na praia.


A baleia jubarte que estava encalhada na praia de Geribá, em Búzios, no Rio de Janeiro, morreu na madrugada desta quarta-feira. Com doze metros e vinte toneladas, ela estava no local desde segunda-feira. Na terça, uma tentativa de retirar o animal da praia fracassou, apesar da ajuda de um navio rebocador. O barco não conseguiu se aproximar da baleia por causa do relevo acidentado da praia. Os profissionais envolvidos no resgate tiveram que amarrar uma corda ao cabo usado para puxar a baleia. A corda não aguentou o peso da jubarte e se rompeu.

Uma nova tentativa de resgate seria realizada nesta quarta, mas a jubarte não sobreviveu. Em meio às tentativas, bombeiros, biólogos e dezenas de voluntários se revezavam para cuidar da baleia. Eles mantinham o animal molhado com ajuda de mangueiras e grandes pedaços de pano. As baleias jubarte empreendem a cada ano uma viagem da Antártida rumo à costa brasileira em busca de águas quentes e rasas para acasalar e dar luz a filhotes. Elas começam a chegar em julho e permanecem até novembro. A jubarte de Búzios, provavelmente, estaria em sua jornada de volta ao continente gelado, mas ainda não se sabe o motivo de ter encalhado.

“Ainda estamos tentando descobrir porque o número de encalhes está tão alto este ano”, disse Milton Marcondes, veterinário e diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte. O ano de 2010 já bateu um recorde de encalhes de baleias jubarte na costa brasileira. Contando a que morreu nesta quarta, foram foram 90 até agora. Os cientistas buscam explicações para esse número tão elevado. Acesse o infográfico abaixo para saber mais sobre os encalhes de 2010 e descobrir por que é tão difícil resgatar uma baleia encalhada numa praia.









DA REDAÇÃO - TV GAZETA

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cães farejadores a serviço da preservação de baleias no Pacífico

Cientistas americanos estão usando cães farejadores para ajudar na preservação de populações de baleias no Oceano Pacífico.

A ideia de treinar cachorros para detectar fezes de baleia boiando na água surgiu da necessidade de estudar esses animais enormes que passam quase toda a sua vida embaixo da água.

"Como você estuda uma baleia de 50 toneladas? Você não pode pegar o animal, nós não podemos fazer um exame físico. Então, a única coisa que sabíamos que podíamos conseguir eram amostras de fezes, porque isso já havia sido feito nos anos 80 para estudar a dieta das baleias", explicou Roz Rolland, do New England Aquarium, em Boston, uma pioneira no uso da técnica.

As fezes contém informações sobre os níveis de estresse e fertilidade da baleia, sua nutrição e a exposição do animal à poluição. Esses dados permitem que os cientistas descubram o que está por trás do declínio da população de baleias na região.

"Há algo muito importante no uso de habilidades - que não envolvem alta tecnologia, mas que são altamente eficientes - de um animal para ajudar a preservar outro. E para os cachorros, isso é um jogo de esconde-esconde. Eles adoram", diz Rolland.

O repórter da BBC Andrew Luck-Baker passou um dia inteiro em um barco com o labrador Tucker, procurando fezes de baleia.

Segundo ele, o trabalho do cachorro é fundamental, já que as fezes boiam por, no máximo, 45 minutos antes de afundar entre as ondas. Se as condições de vento foram ideais, um cão como Tucker pode farejá-las a mais de 1,6 mil metros de distância e guiar o barco até elas.

Quanto mais amostras forem coletadas, mais robustas são as conclusões sobre o que está afetando as baleias.

As análises de laboratório já confirmaram as suspeitas de que o número de turistas aumenta o nível de estresse das baleias, através do cruzamento de informações sobre os números de barcos no mar e a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, presente nas amostras de fezes em um determinado dia.

Os dados revelaram que os barcos particulares geram mais estresse para os animais que as operadoras comerciais, porque tendem a chegar mais perto das baleias e agir de forma irresponsável.

Mas o grande problema para as baleias parece ser que há menos peixes, e eles são menores do que costumavam ser, disponíveis para sua alimentação hoje em dia.

Segundo os especialistas, as baleias tem que trabalhar muito mais para conseguir a mesma quantidade de comida, porque peixes como o salmão estão se tornando mais raros devido à pesca comercial e à construção de represas.

Por ajudar a descobrir informações tão importantes para a preservação das baleias, cachorros como Tucker ganham uma recompensa: uma brincadeira animada com uma bola por cada amostra de fezes descoberta no oceano.

BBC Brasil

sábado, 25 de setembro de 2010

Por que as baleias encalham?

Baleias piloto que encalharam na costa de Outer Banks da Carolina do 
Norte em janeiro de 2005. Crédito: NMFS Sudeste Centro de Ciências das Pescas.
A Nova Zelândia mobilizou cerca de 200 pessoas para uma ousada e complexa "operação" na sexta-feira para salvar 24 baleias-piloto retidos no país do extremo norte, que envolveu o transporte de cada uma delas cerca de 50 km sobre a terra por caminhão . O perito local em baleias, Anton Van Helden, chamou a operação de "o maior transporte de baleias para ser tentado ainda" na Nova Zelândia, onde os encalhes de baleias são uma ocorrência comum. "Tanto quanto eu saiba, isso não foi tentado antes a esta escala. É um empreendimento enorme e, definitivamente, contém riscos para as baleias, mas é basicamente a única chance."

Dado o esforço para salvar as baleias encalhadas na Nova Zelândia para tornarem-nas ao mar,  o evento trouxe à luz o enigma que biólogos marinhos enfrentam ao tentar determinar o que causa a morte em massa das baleias.

As baleias encalhadas na região noroeste de Auckland são baleias-piloto, que são conhecidos como uma das baleias mais comuns para praia, de acordo com Scott Baker, biólogo marinho e professor do Instituto de Mamíferos Marinhos da Oregon State University.

Os investigadores têm diversas teorias para explicar por que algumas baleias, que são navegadoras especialista por natureza, encalharem em águas rasas e nas praias. O encalhe de baleia pode envolver uma única ou uma grupo todo, e alguns até parecem ser intencional.

O mistério está se tornando cada vez mais importante para resolver, porque grandes grupos de baleias encalhadas são cada vez mais comuns, especialmente entre as baleias de nariz adunco, disse Baker.

Sonares põe em parafusos a direção das baleias

Alguns pesquisadores e ambientalistas argumentam que as baleias se assustam ao pulsar dos sonares subaquáticos. Assustadas e desorientadas, possivelmente saem em busca de segurança em águas rasas. Bico nariz e golfinhos cabeça podem ser particularmente afetadas pelas ondas de sonar de freqüência média que a Marinha utiliza para detectar submarinos, de acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

Um estudo de 2001 realizado pela Bahamas Animais Marinhos Research Organization encontraram uma correlação entre encalhes em massa de baleias de bico nariz, nas Bahamas norte e manobras de sonar da marinha na área.

O Natural Resources Defense Council e outros grupos ambientalistas entraram com uma ação contra a Marinha em 2008. A Marinha decidiu investigar como a tecnologia sonar afeta baleias e outros mamíferos marinhos. Processos anteriores na Califórnia e Havaí levou à Justiça Federal ordenar a Marinha para controlar seu uso do sonar.

No entanto, os cientistas ainda têm que determinar exatamente como os pulsos de sonar perturbam ou prejudicam baleias, ou porque eles afetam determinadas espécies, mais do que outras.
Uma baleia da espécie jubarte amanheceu morta na praia da Ponta da Túlia, no litoral norte de Ilhéus (BA).  Nesse período migra para as águas do extremo sul baiano.

Infinidade de possibilidades

Baleias podem encalhar individualmente por uma série de razões. As mutações genéticas, infecções ou doenças de parasitas, predadores ou lesões causadas por complicações nas artes de pesca e de velhice podem todos ter um papel, de acordo com pesquisadores de cetáceos no laboratório de Whitehead ciência na universidade de Dalhousie em Nova Scotia.

Mas as razões por trás de encalhes em  grupo são mais misteriosos, disse Baker.

"Encalhes em massa são um problema interessante", afirmou Baker. "A causa de um encalhe em grupo é muitas vezes difícil de determinar porque é difícil de estudar o comportamento das baleias no pré-encalhe".

Uma hipótese é que um grupo de baleias encalham pode ser porque acidentalmente tentam entrar para o auxíliar uma baleia encalhada que está enviando pedidos de socorro. No entanto, pelo fato de que a maioria das baleias encalhadas já estarem em más condições no momento de resgate, é difícil determinar se uma única baleia estaria originalmente em perigo, disse Baker.

Deficiências de nutrientes, desorientação e fraqueza provocada pela falta de alimentos em razão das baleias de alimentação pode levar as baleias para águas rasas. Podem estar seguindo a presa (ou tentando escapar de predadores) em águas rasas, de acordo com o laboratório de Whitehead.

As marés vermelhas e os relacionamentos

O clima brutal, poluição da água (como os derrames de petróleo) e as toxinas ambientais são outras possíveis causas apresentadas por pesquisadores. Venenoso marés vermelhas, que ocorrem quando microscópicas algas florescem rapidamente e liberam toxinas, não só afetam as baleias, mas também moluscos se alimentam por filtragem e de outras partes da cadeia alimentar marinha, de acordo com a NOAA.

Outra teoria baseia-se nas obrigações sociais e de parentesco dentro de um grupo. A maioria das espécies de baleias viajam em grupos como estratégia de sobrevivência, com as baleias dominante, levando a vagem. Se a baleia dominante torna-se doente ou confusa, pode levar o grupo muito perto da costa, onde podem ficar presos por uma maré baixa, de acordo com "as baleias" (Capstone Press, 2005).

O maior relato de encalhe de uma baleia de espécie única ocorreu em 1946, quando 835 Orcas encalharam-se perto da cidade de Mar del Plata, na Argentina, segundo a "Enciclopédia dos Mamíferos Marinhos" (Academic Press, 2009). A causa do encalhe maciço nunca foi determinada.

"Há muitas razões para encalhes grupo, mas nenhum acordo", disse Baker.

Fonte: lifeslittlemysteries

domingo, 4 de abril de 2010

As maiores baleias do mundo

O ponto mais alto do pódio é ocupado pela baleia-azul, que é não só a maior baleia como o maior animal do planeta. O maior exemplar já encontrado tinha incríveis 33 metros de comprimento - o tamanho de um jato comercial ou de quase três ônibus enfileirados -, mas a média, em idade adulta, fica entre 24 e 27 metros. As baleias são mamíferos marinhos pertencentes à ordem Cetacea, que se divide em duas subordens: os misticetos, que reúnem as "verdadeiras baleias", e os odontocetos, que agrupam os golfinhos, os botos e o cachalote. "A diferença entre esses dois grupos é que os odontocetos possuem dentes na boca, enquanto os misticetos têm fileiras de cerdas ou barbatanas, usadas para filtrar seu alimento, principalmente plâncton e pequenos peixes", diz o biólogo Leonardo Wedekin, do Instituto Baleia Jubarte. Respeitando essa divisão, deixamos o cachalote fora do Top 10 desta página, porque, embora ele seja um cetáceo e se pareça com uma baleia, do ponto de vista biológico, não pode ser enquadrado neste grupo, exclusivo dos misticetos




1. BALEIA-AZUL - Balaenoptera musculus

Tamanho - 24 a 27 metros
Peso - 100 a 120 toneladas
Do tamanho de um Boeing 737 e pesando o mesmo que 25 elefantes juntos, abaleia-azul é o maior animal do planeta. Tudo nela é superlativo: sua língua pesa 4 toneladas e, diariamente, ela come 4 milhões de krills, um tipo de camarão. Os filhotes sugam 230 litros de leite por dia, o que faz com que engordem 4 quilos por hora

A baleia azul é uma espécie cosmopolita, encontrada em todos os oceanos, exceto o Ártico, mas ausente de alguns mares regionais, como o Mediterrâneo, de Okhotsk e mar de Bering.

2. FIN - Balaenoptera physalus

Tamanho - Os machos adultos medem até 24 m no hemisfério norte, e 26,8 m no hemisfério sul. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos. Peso para ambos os sexos é de 45.360 - 63.500 kg. A baleia fin é longa, elegante e aerodinâmica, com uma cabeça em forma de V, que é plana na parte superior. Uma crista estende-se da parte superior da cabeça. Há uma série de 56-100 pregas ou sulcos na parte inferior do seu corpo que se estende desde debaixo da mandíbula até o umbigo.

Os machos atingem a maturidade sexual entre dos  6 aos 10 anos de idade. Como em algumas outras espécies de baleias, a maturidade sexual é alcançada antes da maturidade física. A gestação é de 12 meses e os filhotes nascem em intervalos de 3 anos. O comprimento ao nascer é de 5,5 a 6,5 m e o peso em torno de 1.814 kg. Os filhotes são amamentados durante 6 meses e são desmamados quando atingem entre 10 e 12 m de comprimento.
Na vice-liderança do ranking, a baleia fin ganha de todas quando o assunto é longevidade. Ela é capaz de viver mais de cem anos. Outra curiosidade sobre ela é seu poder de comunicação. Os pulsos de baixa freqüência que emite são tão fortes que outra baleia da mesma espécie consegue captá-los a 850 quilômetros de distância

A baleia fin é o animal a segunda maior depois da baleia azul. Os machos adultos medem até 24 m no hemisfério norte, e 26,8 m no hemisfério sul. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos. Peso para ambos os sexos é de 45.360 - 63.500 kg. A baleia fin é longo, elegante e aerodinâmico, com uma cabeça em forma de V, que é plana na parte superior. Uma crista estende-se do único bolha na ponta do rostro (parte superior da cabeça). Há uma série de 56-100 pregas ou sulcos na parte inferior do seu corpo que se estende desde debaixo da mandíbula até o umbigo.

3. BALEIA-DA-GROENLÂNDIA - Balaena mysticetus

Tamanho - 14 a 18 metros
Peso - 60 a 100 toneladas
A baleia-da-groenlândia leva esse nome porque só é vista em torno dessa grande ilha localizada no Atlântico Norte. Robusta, ela é capaz de quebrar placas de gelo de 30 centímetros de espessura quando vem à superfície. E é uma das poucas espécies capazes de ter mais de um filhote por gestação
4. SEI - Balaenoptera borealis

Tamanho - 13,4 a 18 metros
Peso - 20 a 30 toneladas
Encontrada em praticamente todos os oceanos, esta baleia evita as águas geladas dos pólos. Ela é um dos cetáceos mais velozes, capaz de atingir mais de 50 km/h. Mas não é chegada a mergulhos profundos: costuma se alimentar em águas próximas da superfície e permanece submersa por no máximo dez minutos
5. BALEIA-FRANCA-DO-NORTE - Eubalaena glacialis

Tamanho - 11 a 18 metros
Peso - 30 a 80 toneladas
O esguicho de uma baleia-franca-do-norte é inconfundível: pode chegar a 8 metros de altura e tem a forma de V graças aos dois orifícios que ela possui na cabeça. Outra característica da espécie são as calosidades ou "verrugas" existentes no alto e nas laterais da cabeça. Elas funcionam como uma espécie de "impressão digital"
6. BALEIA-FRANCA-DO-SUL - Eubalaena australis


Tamanho - 11 a 18 metros
Peso - 30 a 80 toneladas
Os machos desta espécie são os donos dos maiores testículos do reino animal: o par pesa uma tonelada. Como se desloca muito lentamente, é uma presa fácil. Por isso, quase foi extinta: na primeira metade do século 19, estima-se que 45 mil foram mortas, mas, desde meados do século passado, ela é protegida por convenções internacionais
7. JUBARTE - Megaptera novaeangliae

Tamanho - 11,5 a 15 metros
Peso - 25 a 30 toneladas
Comum na costa brasileira, para onde nada no verão a fim de acasalar, a jubarte tem como aspecto marcante as enormes nadadeiras peitorais, que podem chegar a 5 metros. Por conta da caça indiscriminada, a população desta espécie, conhecida por seu temperamento dócil, caiu de 150 mil indivíduos, no século passado, para cerca de 25 mil atualmente
8. BALEIA-DE-BRYDE - Balaenoptera edeni

Tamanho - 11,5 a 14,5 metros
Peso - 12 a 20 toneladas
Caseira, a baleia-de-bryde não tem ciclos migratórios e passa o ano todo em águas tropicais ou subtropicais. Seu nome é uma homenagem a Johan Bryde, que ajudou a construir o primeiro porto baleeiro da África do Sul. É comum ver feridas no seu corpo, causadas por parasitas e dentadas de tubarões
9. BALEIA-CINZENTA - Eschrichtius robustus


Tamanho - 12 a 14 metros
Peso - 15 a 35 toneladas
Encontrada apenas no Pacífico Norte, esta espécie faz um dos maiores ciclos migratórios entre todos os animais do planeta. Todos os anos, grupos de baleias-cinzentas nadam do mar de Behring, no Alasca, onde se alimentam no verão, à costa do México, local escolhido para o acasalamento - 20 mil quilômetros, ida e volta
10. MINKE - Balaenoptera acutorostrata e Balaenoptera bonaerensis

Tamanho - 7 a 10 metros
Peso - 5 a 10 toneladas
A minke divide-se em duas espécies, cada uma presente em um hemisfério. Sua principal característica morfológica é a cabeça estreita e pontiaguda e o corpo afilado e hidrodinâmico. Quando está caçando, é capaz de ficar 20 minutos submersa. Ela é facilmente observável porque costuma se aproximar das embarcações



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