sexta-feira, 7 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Espírito Santo tem 197 espécies de animais ameaçados de extinção
04/11/08 ( Redação Gazeta Rádios e Internet)
Entre as aves, diversas estão criticamente em perigo. São 37 espécies nesta condição. Entre elas: o macuco, jaó-do-sul, águia real, mutum-de-penacho e papagaio-moleiro.
O biólogo que responde pelo Núcleo de Fauna do Ibama no Espírito Santo, Jaques Passamani, informou que a última lista de animais ameaçados é do ano de 2005 e é feita por especialistas a cada cinco anos.
Fatores
O alerta sobre o risco de extinção de algumas espécies foi dado nesta terça-feira (4) com o lançamento do "Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção". O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse que foram retiradas 79 espécies, da lista publicada em 1989, enquanto foram acrescentadas 479.
Segundo ele, os principais motivos vão desde o desmatamento, as queimadas até o tráfico de animais e o uso inadequado de produtos químicos no meio ambiente. O ministro ressaltou que para conter o avanço da ameaça o governo vai atuar em parceria com vários órgãos federais e estaduais e apoio da sociedade civil. Para ele, é fundamental intensificar as ações de fiscalização e também de orientação às crianças e adolescentes, por intermédio das escolas.
O ministro disse ainda que, no futuro, será negociado apoio para investimentos da iniciativa privada na tentativa de executar planos de proteção às espécies ameaçadas. "É um esforço muito grande, mas é de todas as esferas. A gente vai querer, mais tarde, que algumas empresas adotem algumas espécies. Vai financiar estudos, pesquisas e reprodução de espécies em cativeiro. Mas que ajudem de fato com recursos", disse Minc.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
'Perereca de fogo' é descoberta em floresta da Bahia
Pesquisadores descobrem 'perereca de fogo' em floresta da Bahia
Animal de 5,5 cm vive na fronteira entre Mata Atlântica e caatinga.
Além da cor, hábito de carregar ovos nas costas distingue espécie.
Reinaldo José LopesDo G1, em São Paulo
Quem der de cara com o anfíbio abaixo pode até pensar, por alguns instantes, que viu um dragão em miniatura. A cor vermelho-brasa é tão marcante que rendeu à perereca o apelido de "chama" -- ou, em latim, Gastrotheca flamma, para ser mais exato. O bichinho, natural de uma área da Bahia onde a Mata Atlântica se encontra com a caatinga, acaba de ser descrito oficialmente por dois pesquisadores brasileiros.
O bicho em seu habitat natural (Foto: Reprodução)
Os detalhes da descoberta estão em artigo na revista científica "Zootaxa", especializada em biodiversidade. A "perereca de fogo" foi encontrada na serra da Jibóia (município de Santa Terezinha) por Flora Acuña Juncá, da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), e teve sua anatomia estudada em detalhes pelo doutorando em zoologia Ivan Nunes, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
As razões para o "disfarce de dragão" do bichinho de 5,5 cm ainda não estão claros, contou Nunes ao G1. "A gente tem apenas um exemplar [uma fêmea], o bicho é raro em coleções", diz ele. "Todo anfíbio tem algum tipo de toxina na pele, e os de cor mais forte normalmente são mais venenosos. Mas também há bichos muito coloridos que apenas simulam o veneno, sem tê-lo de verdade. Ainda não dá para dizer qual é o caso desse bicho."
Segundo o especialista, outra dificuldade de estudar o bicho é o fato de ele viver no dossel, o "andar de cima" das florestas. Só é possível capturar indivíduos para estudo nas raras vezes em que eles descem e se tornam mais visíveis para os pesquisadores. No caso da "perereca de fogo", esse habitat é uma caatinga bem mais arborizada que a média, ainda com forte influência da Mata Atlântica, ecossistema onde se encontram as outras seis espécies do gêneroGastrotheca no Brasil.
Peculiaridades
Duas coisas um tanto misteriosas cercam as pererecas Gastrotheca. O primeiro é justamente o fato de existirem sete espécies "perdidas" na Mata Atlântica, quando há dezenas de outras... nos Andes, a quase 1.500 km de distância. "O que se imagina é que havia uma ligação entre a Amazônia e a Mata Atlântica, permitindo que as espécies chegassem até aqui", explica Nunes.
O outro detalhe esquisito é a presença de uma bolsa, que lembra a dos cangurus, nas costas das fêmeas. Os ovos são carregados ali dentro até completar seu desenvolvimento, um cuidado com a prole incomum entre anfíbios. Aliás, o nome Gastrotheca (bolsa no estômago, em grego latinizado) é um erro, já que o marsúpio fica nas costas. "A gente brinca que ela deveria se chamar Dorsotheca", diz Nunes.
Fonte: G1
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