sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Elefantes nunca se esquecem - Verdadeiro


Com os maiores cérebros dentre todos os animais terrestres, os elefantes são capazes de guardar na memória (a famosa “memória de elefante”) um mapa da região que habitam e nunca se esquecem de onde vieram, mesmo que fiquem afastados por muito tempo. Já se testemunhou mãe e filha reconhecerem uma à outra após uma separação de 23 anos.



Elephantidae é uma família de mamíferos proboscídeos elefantídeos, de grande porte, do qual há três espécies no mundo atual, duas africanas (Loxodonta sp.) e uma asiática (Elephas sp.). Há ainda os mamutes (Mammuthus sp.), hoje extintos.

Até recentemente, acreditava-se que havia apenas duas espécies vivas de elefantes, o elefante africano e o elefante asiático, uma espécie menor. Entretanto, estudos recentes de DNA sugerem que havia, na verdade, duas espécies de elefante africano: Loxodonta africana, da savana, e Loxodonta cyclotis, que vive nas florestas. Os elefantes são os maiores animais terrestres da actualidade pesando até 12 toneladas e medindo em média quatro metros de altura. As suas características mais distintivas são as presas de marfim.

Espécies

FAMÍLIA ELEPHANTIDAE 
Gênero Elephas 
Elefante asiático Elephas maximus 
Gênero Loxodonta (Elefante africano) 
Elefante africano da savana Loxodonta africana 
Elefante africano da floresta Loxodonta cyclotis 
Gênero Mammuthus (extinto) 
Mamute Mammuthus trogontherii 
Gênero Mammut (extinto) 
Mastodonte 
Gênero Stegodon (extinto) 
Gênero Deinotherium (extinto)

Características gerais

Os elefantes são animais herbívoros, alimentando-se de ervas, gramíneas, frutas e folhas de árvores. Dado o seu tamanho, um elefante adulto pode ingerir entre 140 a 270 kg de alimentos por dia. As fémeas vivem em manadas de 10 a 15 animais, lideradas por uma matriarca, compostas por várias reprodutoras e crias de variadas idades.

O período de gestação é longo (20 a 22 meses), assim como o desenvolvimento do animal que leva anos a atingir a idade adulta. Os filhotes podem nascer com 90 kg.

Os machos adolescentes tendem a viver em pequenos bandos e os machos adultos isolados, encontrando-se com as fémeas apenas no período reprodutivo.

Devido ao seu porte, os elefantes têm poucos predadores. Os elefantes exercem uma forte influência sobre as savanas, pois mantêm árvores e arbustos sob controle, permitindo que pastagens dominem o ambiente. Eles vivem cerca de 60 anos e morrem quando seus molares caem, impedindo que se alimentem de plantas.

Os elefantes africanos são maiores que as variedades asiáticas e têm orelhas mais desenvolvidas, uma adaptação que permite libertar calor em condições de altas temperaturas. Outra diferença importante é a ausência de presas de marfim nos elefantes asiáticos.

A caça de elefantes, causada principalmente pelo seu marfim, é geralmente ilegal em todos os países africanos. No entanto, dadas as enormes quantidades de comida que estes animais requerem, alguns parques naturais africanos recorrem à emissão de licenças de caça em número reduzido para controlar as populações e angariar fundos.

A caça dos elefantes teve também consequências a nível evolutivo. Visto que o objectivo primordial dos caçadores eram as presas, os animais que não as tinham graças a uma mutação genética, foram favorecidos.

O processo involuntário resultou numa selecção artificial das populações de elefantes (análogo ao que resultou nas raças de cães), onde os animais sem presas passaram de 1% do total a representar, em certos locais, cerca de 30% dos indivíduos.

Ao longo da história, os elefantes foram utilizados pelo Homem para várias funções, como transporte, entretenimento e guerra. Os elefantes de guerra foram uma peça táctica importante antes da generalização da artilharia, principalmente nos exércitos de Cartago e do Império Persa. Apesar destes usos, o elefante não é um animal doméstico, na medida em que não é criado em cativeiro. Quase todos os elefantes ao serviço do Homem foram ou são animais domados, isto é, nascidos em liberdade e adaptados às várias funções. Os motivos da falta de sucesso da domesticação dos elefantes incluem as despesas elevadas de manutenção, o longo período de gestação e crescimento e o temperamento por vezes violento destes animais. É por causa da sua personalidade que a grande maioria dos animais domados são fémeas; pelo contrário os elefantes de guerra eram exclusivamente machos.

Elefantes na história e na cultura

O elefante é o símbolo do Partido Republicano dos Estados Unidos

Os elefantes brancos são considerados sagrados na Tailândia e Myanmar; no Mundo Ocidental são um símbolo de algo com um custo bastante superior à sua utilidade

Ganesh, o Deus hindu da sabedoria, tem uma cabeça de elefante

Dumbo, um personagem da Disney, é um elefante voador

Jotalhão, um personagem da Turma da Mônica, é um elefante verde alvo do amor de uma formiga.

O olifante é um animal do universo de J.R.R. Tolkien

Fonte: pt.wikipedia.org

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Espírito Santo tem 197 espécies de animais ameaçados de extinção


04/11/08 (  Redação Gazeta Rádios e Internet)

O "Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção" reúne fotografias, nomes científicos e populares de cada espécie e informações detalhadas sobre elas. Cada volume do livro - são dois - tem cerca de 700 páginas. Das espécies ameaçadas, a maioria está na região da Mata Atlântica e no Cerrado. Há 2.500 volumes do livro lançado nesta terça, que serão distribuídos para escolas e bibliotecas, além das unidades de conservação do Ibama e Meio Ambiente. Os Estados serão incentivados a elaborem listas dos animais ameaçados em suas regiões. A publicação do livro vai servir para a definição de políticas públicas, como também ações de pesquisa. O ministro lembrou que a publicação foi batizada de "livro vermelho" para funcionar como "sinal de alerta". "Por um lado é um basta. Em nome do progresso não se pode extinguir várias espécies, isso é incompatível com a vida. É um livro vermelho de alerta e chamamento para a vida", disse o ministro.
Tatu-canastra, muriqui, onça pintada. Estas são apenas algumas espécies que estão na extensa lista de animais que correm risco de extinção no Espírito Santo. Dos 627 animais brasileiros listados pelo Ministério do Meio Ambiente nesta terça-feira (4) em Brasília, 197 espécies estão em risco na fauna do Estado. De acordo com informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já há espécies de aves que não podem mais ser encontradas nas matas situadas em território capixaba, como o bicudo e a arara vermelha.

Das 197 espécies ameaçadas no Espírito Santo, 155 são somente os animais vertebrados. Entre eles, estão em maior risco: tatu-canastra, muriqui e onça pintada, avaliados como "criticamente em perigo". Outros animais também aparecem em situação de alto risco na lista, como a preguiça-de-coleira, o saqüi-da-serra e a anta, que recebem a denominação de 'em perigo'.

Entre as aves, diversas estão criticamente em perigo. São 37 espécies nesta condição. Entre elas: o macuco, jaó-do-sul, águia real, mutum-de-penacho e papagaio-moleiro.

Além das 155 espécies de vertebrados, 42 animais invertebrados correm sérios riscos de desaparecerem da fauna capixaba. Entre eles estão a tartaruga-gigante, tartaruga-verde, a surucucu e dez espécies de anfíbios.

O biólogo que responde pelo Núcleo de Fauna do Ibama no Espírito Santo, Jaques Passamani, informou que a última lista de animais ameaçados é do ano de 2005 e é feita por especialistas a cada cinco anos.

Fatores

O biólogo informou ainda que os critérios utilizados para a elaboração da lista de animais com risco de extinção são analisados com base na ocorrência desses animais na natureza, o tamanho da área necessária para a sobrevivência deles e outros aspectos da natureza do próprio animal. Com essas informações os especialistas chegam ao grau de ameaça na região.

O alerta sobre o risco de extinção de algumas espécies foi dado nesta terça-feira (4) com o lançamento do "Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção". O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse que foram retiradas 79 espécies, da lista publicada em 1989, enquanto foram acrescentadas 479.

Entre as espécies excluídas da lista estão o sagüi, a lontra, o lobo-guará, o gavião, mas foram incluídos a baleia azul, o tubarão-baleia, a jararaca, o albatroz e uru-do-nordeste. Minc lembrou que são inúmeros os fatores que contribuem para o agravamento das possibilidades de extinção de várias espécies de animais no país.

Segundo ele, os principais motivos vão desde o desmatamento, as queimadas até o tráfico de animais e o uso inadequado de produtos químicos no meio ambiente. O ministro ressaltou que para conter o avanço da ameaça o governo vai atuar em parceria com vários órgãos federais e estaduais e apoio da sociedade civil. Para ele, é fundamental intensificar as ações de fiscalização e também de orientação às crianças e adolescentes, por intermédio das escolas.

Segundo Minc, paralelamente será ampliada a infra-estrutura dos centros de reprodução em cativeiro das espécies em extinção. "A gente tem planos para preservar a ave de rapina, para reprodução em cativeiro, e distribuição do "livro vermelho" nas escolas para os pais e alunos saberem como vivem os animais. Você defende melhor aquilo que você ama e você ama o que se conhece", disse.

O ministro disse ainda que, no futuro, será negociado apoio para investimentos da iniciativa privada na tentativa de executar planos de proteção às espécies ameaçadas. "É um esforço muito grande, mas é de todas as esferas. A gente vai querer, mais tarde, que algumas empresas adotem algumas espécies. Vai financiar estudos, pesquisas e reprodução de espécies em cativeiro. Mas que ajudem de fato com recursos", disse Minc.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

'Perereca de fogo' é descoberta em floresta da Bahia

Pesquisadores descobrem 'perereca de fogo' em floresta da Bahia

Animal de 5,5 cm vive na fronteira entre Mata Atlântica e caatinga.
Além da cor, hábito de carregar ovos nas costas distingue espécie.

Reinaldo José LopesDo G1, em São Paulo


Quem der de cara com o anfíbio abaixo pode até pensar, por alguns instantes, que viu um dragão em miniatura. A cor vermelho-brasa é tão marcante que rendeu à perereca o apelido de "chama" -- ou, em latim, Gastrotheca flamma, para ser mais exato. O bichinho, natural de uma área da Bahia onde a Mata Atlântica se encontra com a caatinga, acaba de ser descrito oficialmente por dois pesquisadores brasileiros.

 

Foto: Reprodução

O bicho em seu habitat natural (Foto: Reprodução)

Os detalhes da descoberta estão em artigo na revista científica "Zootaxa", especializada em biodiversidade. A "perereca de fogo" foi encontrada na serra da Jibóia (município de Santa Terezinha) por Flora Acuña Juncá, da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), e teve sua anatomia estudada em detalhes pelo doutorando em zoologia Ivan Nunes, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

As razões para o "disfarce de dragão" do bichinho de 5,5 cm ainda não estão claros, contou Nunes ao G1. "A gente tem apenas um exemplar [uma fêmea], o bicho é raro em coleções", diz ele. "Todo anfíbio tem algum tipo de toxina na pele, e os de cor mais forte normalmente são mais venenosos. Mas também há bichos muito coloridos que apenas simulam o veneno, sem tê-lo de verdade. Ainda não dá para dizer qual é o caso desse bicho."

 

Segundo o especialista, outra dificuldade de estudar o bicho é o fato de ele viver no dossel, o "andar de cima" das florestas. Só é possível capturar indivíduos para estudo nas raras vezes em que eles descem e se tornam mais visíveis para os pesquisadores. No caso da "perereca de fogo", esse habitat é uma caatinga bem mais arborizada que a média, ainda com forte influência da Mata Atlântica, ecossistema onde se encontram as outras seis espécies do gêneroGastrotheca no Brasil. 

Peculiaridades

Duas coisas um tanto misteriosas cercam as pererecas Gastrotheca. O primeiro é justamente o fato de existirem sete espécies "perdidas" na Mata Atlântica, quando há dezenas de outras... nos Andes, a quase 1.500 km de distância. "O que se imagina é que havia uma ligação entre a Amazônia e a Mata Atlântica, permitindo que as espécies chegassem até aqui", explica Nunes.

 

O outro detalhe esquisito é a presença de uma bolsa, que lembra a dos cangurus, nas costas das fêmeas. Os ovos são carregados ali dentro até completar seu desenvolvimento, um cuidado com a prole incomum entre anfíbios. Aliás, o nome Gastrotheca (bolsa no estômago, em grego latinizado) é um erro, já que o marsúpio fica nas costas. "A gente brinca que ela deveria se chamar Dorsotheca", diz Nunes.


Fonte: G1

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